Dermatologista do
Grupo Kora Saúde explica como as mudanças hormonais impactam o colágeno e a
hidratação, e mostra que cuidar da pele é também cuidar do bem-estar
Dados do IBGE indicam que, no Brasil, cerca de 17
milhões de mulheres estão no climatério, entre 40 e 65 anos, e aproximadamente
9,2 milhões já vivem a menopausa, entre 50 e 65 anos. O dado reflete um público
expressivo que, além das transformações hormonais, enfrenta também o peso
emocional que ainda envolve o tema. Uma pesquisa da farmacêutica Astellas,
realizada em seis países, revelou que 8 a cada 10 brasileiras relataram
sentimentos negativos durante a menopausa, como ansiedade (58%), depressão
(26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%).
A menopausa é o marco do fim da vida reprodutiva
feminina, confirmada após 12 meses sem menstruação. No Brasil, ela ocorre em
média aos 48 anos e compreende duas fases: a perimenopausa, quando os sintomas
começam a aparecer, e a pós-menopausa. Para a dermatologista Dra. Luana Vieira Mukamal,
do Grupo Kora Saúde, o importante é entender que se trata de um processo
natural, e não de uma doença.
“A menopausa é uma condição fisiológica, assim como
a adolescência. É uma fase em que os hormônios diminuem, o que gera diversas influências
no organismo, inclusive na pele. Precisamos tirar o peso de tabu e compreender
que há muitas ferramentas para atravessar esse ciclo com saúde e bem-estar”,
afirma a médica.
Segundo ela, a queda dos hormônios, especialmente
do estrogênio, afeta diretamente a produção de colágeno, elastina e ácido
hialurônico, substâncias que garantem firmeza, elasticidade e hidratação à
pele. “A pele pode ficar mais seca, sensível e menos viçosa. Por isso, os
cuidados precisam ser ajustados: é importante usar sabonetes suaves, evitar
banhos muito quentes e preferir cosméticos mais cremosos, com ativos
hidratantes e reparadores”, orienta.
Entre os ingredientes indicados, estão ureia,
ceramidas, niacinamida e ácido hialurônico, que ajudam a restaurar a barreira
cutânea e combater o ressecamento causado pela queda hormonal. “Esses ativos
compensam parte do que o corpo deixa de produzir naturalmente, e fazem uma
grande diferença na qualidade da pele”, acrescenta Dra. Luana.
A alimentação também exerce um papel decisivo nesse
processo. “Uma dieta equilibrada, rica em antioxidantes, como romã, uva e açaí
e fontes de ômega 3, como peixes e linhaça, ajuda a manter a saúde da pele e do
corpo. Sempre que possível, o ideal é priorizar o consumo desses nutrientes por
meio dos alimentos, deixando a suplementação apenas como complemento”, orienta.
Sobre a terapia de reposição hormonal, a
dermatologista destaca que deve ser avaliada individualmente, junto à
ginecologista. “Não é um tratamento meramente estético. Cada paciente tem uma realidade
clínica que precisa ser respeitada, e é essencial ponderar riscos e benefícios
antes de indicar a reposição”, reforça.
No consultório, procedimentos dermatológicos como
radiofrequência, ultrassom microfocado e preenchimentos com ácido hialurônico
podem ser grandes aliados. “Esses tratamentos ajudam a estimular colágeno e
devolver firmeza, brilho e sustentação à pele, sempre de forma personalizada”,
conclui a especialista.
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