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domingo, 26 de outubro de 2025

Menopausa afeta mais de 9 milhões de brasileiras e exige atenção especial à saúde da pele

 

Dermatologista do Grupo Kora Saúde explica como as mudanças hormonais impactam o colágeno e a hidratação, e mostra que cuidar da pele é também cuidar do bem-estar


Dados do IBGE indicam que, no Brasil, cerca de 17 milhões de mulheres estão no climatério, entre 40 e 65 anos, e aproximadamente 9,2 milhões já vivem a menopausa, entre 50 e 65 anos. O dado reflete um público expressivo que, além das transformações hormonais, enfrenta também o peso emocional que ainda envolve o tema. Uma pesquisa da farmacêutica Astellas, realizada em seis países, revelou que 8 a cada 10 brasileiras relataram sentimentos negativos durante a menopausa, como ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%).

A menopausa é o marco do fim da vida reprodutiva feminina, confirmada após 12 meses sem menstruação. No Brasil, ela ocorre em média aos 48 anos e compreende duas fases: a perimenopausa, quando os sintomas começam a aparecer, e a pós-menopausa. Para a dermatologista Dra. Luana Vieira Mukamal, do Grupo Kora Saúde, o importante é entender que se trata de um processo natural, e não de uma doença.

A menopausa é uma condição fisiológica, assim como a adolescência. É uma fase em que os hormônios diminuem, o que gera diversas influências no organismo, inclusive na pele. Precisamos tirar o peso de tabu e compreender que há muitas ferramentas para atravessar esse ciclo com saúde e bem-estar”, afirma a médica.

Segundo ela, a queda dos hormônios, especialmente do estrogênio, afeta diretamente a produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico, substâncias que garantem firmeza, elasticidade e hidratação à pele. “A pele pode ficar mais seca, sensível e menos viçosa. Por isso, os cuidados precisam ser ajustados: é importante usar sabonetes suaves, evitar banhos muito quentes e preferir cosméticos mais cremosos, com ativos hidratantes e reparadores”, orienta.

Entre os ingredientes indicados, estão ureia, ceramidas, niacinamida e ácido hialurônico, que ajudam a restaurar a barreira cutânea e combater o ressecamento causado pela queda hormonal. “Esses ativos compensam parte do que o corpo deixa de produzir naturalmente, e fazem uma grande diferença na qualidade da pele”, acrescenta Dra. Luana.

A alimentação também exerce um papel decisivo nesse processo. “Uma dieta equilibrada, rica em antioxidantes, como romã, uva e açaí e fontes de ômega 3, como peixes e linhaça, ajuda a manter a saúde da pele e do corpo. Sempre que possível, o ideal é priorizar o consumo desses nutrientes por meio dos alimentos, deixando a suplementação apenas como complemento”, orienta.

Sobre a terapia de reposição hormonal, a dermatologista destaca que deve ser avaliada individualmente, junto à ginecologista. “Não é um tratamento meramente estético. Cada paciente tem uma realidade clínica que precisa ser respeitada, e é essencial ponderar riscos e benefícios antes de indicar a reposição”, reforça.

No consultório, procedimentos dermatológicos como radiofrequência, ultrassom microfocado e preenchimentos com ácido hialurônico podem ser grandes aliados. “Esses tratamentos ajudam a estimular colágeno e devolver firmeza, brilho e sustentação à pele, sempre de forma personalizada”, conclui a especialista.


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