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sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Mais de 15 milhões de brasileiros convivem com doenças reumatológicas

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Reumatologista da Santa Casa de São José dos Campos reforça importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado


No dia 30 de outubro é celebrado o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo, uma data que reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado das doenças reumatológicas. Apesar de muito comuns, essas doenças ainda são cercadas por desinformação e estigmas, o que contribui para atrasar o início do acompanhamento médico. 

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, mais de 15 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de doença reumatológica, que pode afetar articulações, ossos, músculos, tendões e até órgãos internos. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que as condições musculoesqueléticas estão entre as principais causas de dor crônica e incapacidade. 

A reumatologista da Santa Casa de São José dos Campos, Dra. Elisa Melo, destaca que a falta de informação ainda é um grande obstáculo. “Muitas pessoas acreditam que o “reumatismo” é uma única doença ou que se restringe apenas aos idosos. Mas falamos de mais de 100 enfermidades diferentes, que podem afetar pessoas em qualquer faixa etária, inclusive crianças e adolescentes. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a evolução e evitar limitações futuras”, afirma. 

Entre as doenças mais frequentes estão a artrite reumatoide, que pode comprometer a mobilidade e causar deformidades se não tratada; a artrose, associada ao envelhecimento das articulações; o lúpus eritematoso sistêmico, que pode afetar múltiplos órgãos; e a fibromialgia, marcada por dores difusas e fadiga intensa. 

De acordo com a especialista, a atenção aos sintomas é fundamental. “Dor articular persistente, rigidez matinal, inchaço nas juntas e fadiga não devem ser considerados normais. Procurar um reumatologista ao perceber esses sinais aumenta muito as chances de preservar a qualidade de vida”, reforça Dra. Elisa. 

Além do sofrimento físico, essas doenças podem gerar impactos emocionais e sociais, já que a dor crônica e a limitação funcional podem dificultar atividades cotidianas, afetar a produtividade no trabalho e a interação social.


 
Santa Casa de São José dos Campos


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