Nutrólogo defende
abordagem integrada e mensurável para atravessar perimenopausa e menopausa com
energia, função e bem-estar
As mudanças
hormonais que chegam a partir dos 40 anos nas mulheres, frequentemente se
manifestam como fadiga, ganho de gordura central, piora do sono e oscilação de
humor. Mas, para transformar esse cenário em uma agenda positiva de saúde, é
necessário mudar o modelo mental: sair do combate a sintomas isolados e adotar
gestão por indicadores que orientem decisões clínicas e de estilo de vida.
Do ponto de
vista hormonal, a partir dos 40 anos é comum ocorrer queda progressiva de
estrogênio e progesterona, com flutuações mais intensas na perimenopausa. Essa
transição pode reduzir a sensibilidade à insulina, favorecer a redistribuição
de gordura para a região abdominal e acelerar a perda de massa muscular e óssea
quando não há estímulos adequados. Alterações no sono e na percepção de humor
também se tornam mais prováveis pela repercussão neuroendócrina.
Para o
nutrólogo Dr. Matheus Azevedo, na perimenopausa e na menopausa, o objetivo é
dar previsibilidade a uma fase de alta variabilidade hormonal. Isso implica
transformar sinais difusos em parâmetros acompanhados ao longo do tempo,
conectando sintomas, rotina e exames pertinentes. “Com essa leitura integrada,
o plano de longevidade ganha roteiro claro e revisões programadas, ajudando a
estabilizar energia, sono e composição corporal sem promessas instantâneas”.
Na prática, o
especialista parte de uma avaliação clínica e de hábitos para estruturar um
plano de longevidade centrado em alimentação equilibrada, atividade física
regular, sono de qualidade e manejo do estresse. O acompanhamento periódico
permite calibrar o que funciona para cada pessoa, com eventuais intervenções
médicas quando apropriado. “Medir para gerenciar: pequenas melhorias
sustentadas em indicadores como composição corporal, capacidade funcional e
qualidade do sono se traduzem em ganhos cumulativos de energia, humor e
autonomia”, afirma.
Segundo o Dr.
Matheus, em síntese, os hormônios não são destinos, mas são moduladores. Quando
monitorados e contextualizados, permitem construir uma trajetória de menopausa
mais previsível e funcional. ‘Ao construir um caminho da longevidade com metas
e revisões programadas, evitamos escaladas de sintomas, protegemos a saúde
cardiometabólica e mantemos a performance do dia a dia”, finaliza.
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