Durante o Outubro Rosa, médica alerta para os efeitos dermatológicos da quimioterapia e radioterapia e destaca a importância de uma rotina de cuidados
Com a chegada do Outubro Rosa, o foco na prevenção e no tratamento do câncer de mama se amplia — e junto dele, cresce a necessidade de olhar para aspectos muitas vezes deixados de lado, como o cuidado com a pele durante o tratamento oncológico.
Quimioterapia, radioterapia e terapias hormonais podem causar alterações significativas na pele, como ressecamento, irritações, manchas e sensibilidade aumentada. Segundo a médica Dra. Camila Mazza, que atua na área da dermatologia clínica e estética, esses efeitos impactam não apenas o conforto físico, mas também o bem-estar emocional das pacientes.
“A pele é o maior órgão do corpo e reflete muito do que estamos vivendo internamente. Durante o tratamento do câncer, ela sofre com as mudanças químicas e hormonais. Cuidar dela não é vaidade — é parte do processo de recuperação e de preservação da autoestima”, explica a médica.
Segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA), publicaram na última na sexta-feira (3/10), o estudo Controle do Câncer de Mama no Brasil - Dados e Números 2025, aponta que o Brasil deve registrar cerca de 74 mil novos casos de câncer de mama ainda este ano. Em 2023, foram mais de 20 mil mortes, com maior concentração nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Esses números reforçam a importância de uma abordagem mais integrada da saúde feminina. Para a Dra. Camila, a atenção à pele deve fazer parte dessa rotina, com hidratação adequada, fotoproteção diária e uso de produtos específicos para peles sensibilizadas.
“Manter a pele
hidratada, evitar banhos muito quentes e preferir fórmulas suaves, sem fragrâncias
e com ação reparadora faz muita diferença no dia a dia. São atitudes simples
que ajudam a restaurar o equilíbrio da pele e trazem conforto em um momento tão
delicado”, orienta.
Dra. Camila reforça que o acompanhamento dermatológico durante o tratamento oncológico é essencial para prevenir complicações, aliviar sintomas e preservar a qualidade de vida das pacientes. Segundo ela, o cuidado com a pele deve ser entendido como parte do tratamento médico, e não apenas como uma questão estética.
Dicas da médica para cuidar da pele durante o tratamento oncológico
·
Hidratação
é fundamental: use cremes e
loções sem fragrância, com ativos calmantes e reparadores, várias vezes ao dia.
· Evite banhos muito quentes: a água quente remove a oleosidade natural da pele, aumentando o ressecamento e a irritação.
· Fotoproteção constante: o protetor solar deve ser usado diariamente, inclusive dentro de casa, para prevenir manchas e sensibilidade.
· Escolha produtos suaves: prefira sabonetes líquidos neutros e fórmulas indicadas para peles sensíveis.
· Atenção às unhas e lábios: mantenha-os hidratados para evitar fissuras e infecções.
· Acompanhamento médico: converse com o seu oncologista e consulte um dermatologista ao longo do tratamento para ajustar conforme as reações da pele.
Dra. Camila Mazza - médica e atua na área da dermatologia clínica e estética. Integra o corpo clínico da SkinLaser e do Caroline Aguiar Institute — unidades de referência em dermatologia e estética médica em São Paulo. | @dracamilamazza
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