Segundo estudo da Duke University,
cerca de 40% de nossas ações diárias são guiadas por hábitos automáticos,
realizados sem reflexão consciente
Esse mecanismo, conhecido como formação de hábitos,
é eficiente, pois libera energia mental para decisões mais complexas. I
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Com o passar dos anos, nosso cérebro tende a
automatizar grande parte das ações do dia a dia. Levantar da cama, preparar o
café, dirigir até o trabalho, realizar tarefas rotineiras, muitas dessas ações
são realizadas quase sem pensar. Esse mecanismo, conhecido como formação de
hábitos, é eficiente, pois libera energia mental para decisões mais complexas.
No entanto, também explica por que muitas pessoas sentem dificuldade em mudar
de rotina ou aprender algo novo após os 40 anos.
É nesse contexto que surgem os chamados “hábitos consolidados”:
padrões de comportamento que se repetem diariamente e se tornam automáticos. Segundo
estudo da Duke University, cerca de 40% de nossas ações diárias são
guiadas por hábitos automáticos, realizados sem reflexão consciente. Isso
significa que, se não houver estímulo e intenção deliberada, o cérebro tende a
seguir sempre os mesmos caminhos.
Mas existe uma boa notícia: a neuroplasticidade, capacidade do
cérebro de criar novas conexões, continua ativa em todas as idades. Isso
significa que, mesmo após os 40 anos, é possível aprender novas habilidades,
desenvolver competências e até se recolocar no mercado de trabalho. O segredo
está em estimular o cérebro com hábitos saudáveis, estudo contínuo e interação
social.
“Aprender um novo idioma, iniciar uma formação em áreas como
farmácia ou até mesmo desenvolver competências profissionais pode parecer
desafiador depois dos 40, mas é totalmente possível. O cérebro responde aos
estímulos, e quando a pessoa cria uma rotina de estudos, associada a bons
hábitos de sono, alimentação e socialização, abre espaço para a construção de
novos caminhos neurais”, explica Lissandro Falkowiski, Gerente de Educação do
Cebrac.
O mercado de trabalho atual valoriza cada vez mais a flexibilidade
e a atualização constante de habilidades, tornando o aprendizado contínuo uma
estratégia essencial para quem busca se reposicionar profissionalmente. Cursos
como inglês, que ampliam oportunidades em diversas áreas, e farmácia, que atende à crescente demanda do setor de saúde, são exemplos
práticos de caminhos para quem deseja transformar hábitos e expandir competências.
Além do aspecto profissional, o aprendizado também fortalece a
autoestima, amplia o senso de propósito e favorece a socialização, funcionando
como fator de proteção à saúde mental e ao bem-estar. Adotar uma rotina de
novos estudos e desafios contribui para que o cérebro permaneça ativo e
flexível, reforçando que a idade não é um limite para o crescimento pessoal e
profissional.
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