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sábado, 13 de setembro de 2025

Grande parte dos nossos atos após os 40 anos de idade são hábitos. Como aprender algo novo, então?

Esse mecanismo, conhecido como formação de hábitos,
 é eficiente, pois libera energia mental para decisões mais complexas. I
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Segundo estudo da Duke University, cerca de 40% de nossas ações diárias são guiadas por hábitos automáticos, realizados sem reflexão consciente



Com o passar dos anos, nosso cérebro tende a automatizar grande parte das ações do dia a dia. Levantar da cama, preparar o café, dirigir até o trabalho, realizar tarefas rotineiras, muitas dessas ações são realizadas quase sem pensar. Esse mecanismo, conhecido como formação de hábitos, é eficiente, pois libera energia mental para decisões mais complexas. No entanto, também explica por que muitas pessoas sentem dificuldade em mudar de rotina ou aprender algo novo após os 40 anos. 

É nesse contexto que surgem os chamados “hábitos consolidados”: padrões de comportamento que se repetem diariamente e se tornam automáticos. Segundo estudo da Duke University, cerca de 40% de nossas ações diárias são guiadas por hábitos automáticos, realizados sem reflexão consciente. Isso significa que, se não houver estímulo e intenção deliberada, o cérebro tende a seguir sempre os mesmos caminhos. 

Mas existe uma boa notícia: a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de criar novas conexões, continua ativa em todas as idades. Isso significa que, mesmo após os 40 anos, é possível aprender novas habilidades, desenvolver competências e até se recolocar no mercado de trabalho. O segredo está em estimular o cérebro com hábitos saudáveis, estudo contínuo e interação social. 

“Aprender um novo idioma, iniciar uma formação em áreas como farmácia ou até mesmo desenvolver competências profissionais pode parecer desafiador depois dos 40, mas é totalmente possível. O cérebro responde aos estímulos, e quando a pessoa cria uma rotina de estudos, associada a bons hábitos de sono, alimentação e socialização, abre espaço para a construção de novos caminhos neurais”, explica Lissandro Falkowiski, Gerente de Educação do Cebrac. 

O mercado de trabalho atual valoriza cada vez mais a flexibilidade e a atualização constante de habilidades, tornando o aprendizado contínuo uma estratégia essencial para quem busca se reposicionar profissionalmente. Cursos como inglês, que ampliam oportunidades em diversas áreas, e farmácia, que atende à crescente demanda do setor de saúde, são exemplos práticos de caminhos para quem deseja transformar hábitos e expandir competências. 

Além do aspecto profissional, o aprendizado também fortalece a autoestima, amplia o senso de propósito e favorece a socialização, funcionando como fator de proteção à saúde mental e ao bem-estar. Adotar uma rotina de novos estudos e desafios contribui para que o cérebro permaneça ativo e flexível, reforçando que a idade não é um limite para o crescimento pessoal e profissional.
 

CEBRAC


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