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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Diagnóstico precoce e documentos clínicos digitalizados viabilizam mais transplantes

Avanços em exames precisos, detecção antecipada de doenças e histórico médico estruturado aumentam o aproveitamento de órgãos doados

 

A evolução das tecnologias médicas e o avanço na integração de informações clínicas estão ajudando a salvar mais vidas por meio da doação de órgãos. Pesquisas recentes indicam que a precisão dos laudos, a detecção precoce de doenças e a estruturação de históricos clínicos digitais são fatores decisivos para ampliar a taxa de aproveitamento de órgãos doados, especialmente em hospitais com menos recursos, conforme artigo publicado no Globe Newswire

De acordo com o médico e diretor de inovação da Neuralmed, empresa brasileira especializada em inteligência artificial aplicada à saúde, Dr. Guilherme Crespo, a clareza sobre a elegibilidade de pacientes para doação ou recepção de órgãos ainda é um desafio. “Diversas condições clínicas viabilizam a oportunidade de doar e de receber órgãos. Muitas vezes, a falta de dados estruturados ou de diagnósticos precoces acaba excluindo pacientes que poderiam ser elegíveis em situações específicas. A análise de dados clínicos, com foco na classificação rápida e assertiva, permite identificar essas oportunidades e evitar perdas desnecessárias”, explica. 

Nesse contexto, o médico comenta que o diagnóstico precoce surge como um fator crítico desse processo. “Quando conseguimos detectar doenças em estágios iniciais, ampliamos a elegibilidade tanto para doadores quanto para receptores. Identificar condições de forma antecipada ajuda a aproveitar oportunidades antes que sejam descartadas, reduzindo o tempo de espera e aumentando as chances de sucesso nos transplantes”, acrescenta Crespo. 

Outro ponto de destaque é a organização do histórico clínico. Segundo o especialista, um registro digital estruturado, atualizado continuamente, pode transformar a dinâmica da doação de órgãos. “Um histórico clínico bem organizado acelera decisões críticas e evita que informações essenciais se percam ao longo do tempo. Isso torna o processo de doação mais ágil, confiável e, acima de tudo, eficaz na salvação de vidas”, afirma. 

Ele reforça que a consolidação de dados médicos em sistemas digitais simplifica a análise de elegibilidade e ainda amplia o acesso ao serviço em instituições de menor porte. Ao reunir informações sobre exames, diagnósticos, tratamentos anteriores e evolução clínica dos pacientes, é possível reduzir a necessidade de investigações extensas em momentos de urgência, garantindo mais agilidade na tomada de decisão, conforme esclarece Dr. Guilherme. 

O médico comenta que esses avanços reforçam a importância de investir em diagnóstico precoce, precisão clínica e digitalização de históricos médicos como estratégias essenciais para enfrentar os desafios da doação de órgãos no Brasil e no mundo. 

Nesse contexto, o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos no Brasil, reforça a importância do diagnóstico preciso e precoce como peça-chave para salvar vidas. “Mais do que tecnologia, trata-se de garantir que cada oportunidade de doação seja aproveitada ao máximo, transformando solidariedade em esperança para milhares de pacientes na fila por um transplante”, finaliza Crespo.

 

NeuralMed



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