Avanços em exames precisos, detecção antecipada de doenças e histórico médico estruturado aumentam o aproveitamento de órgãos doados
A
evolução das tecnologias médicas e o avanço na integração de informações
clínicas estão ajudando a salvar mais vidas por meio da doação de órgãos.
Pesquisas recentes indicam que a precisão dos laudos, a detecção precoce de
doenças e a estruturação de históricos clínicos digitais são fatores decisivos
para ampliar a taxa de aproveitamento de órgãos doados, especialmente em
hospitais com menos recursos, conforme artigo publicado no Globe
Newswire.
De
acordo com o médico e diretor de inovação da Neuralmed, empresa brasileira
especializada em inteligência artificial aplicada à saúde, Dr. Guilherme
Crespo, a clareza sobre a elegibilidade de pacientes para doação ou recepção de
órgãos ainda é um desafio. “Diversas condições clínicas viabilizam a
oportunidade de doar e de receber órgãos. Muitas vezes, a falta de dados
estruturados ou de diagnósticos precoces acaba excluindo pacientes que poderiam
ser elegíveis em situações específicas. A análise de dados clínicos, com foco
na classificação rápida e assertiva, permite identificar essas oportunidades e
evitar perdas desnecessárias”, explica.
Nesse
contexto, o médico comenta que o diagnóstico precoce surge como um fator
crítico desse processo. “Quando conseguimos detectar doenças em estágios
iniciais, ampliamos a elegibilidade tanto para doadores quanto para receptores.
Identificar condições de forma antecipada ajuda a aproveitar oportunidades
antes que sejam descartadas, reduzindo o tempo de espera e aumentando as
chances de sucesso nos transplantes”, acrescenta Crespo.
Outro
ponto de destaque é a organização do histórico clínico. Segundo o especialista,
um registro digital estruturado, atualizado continuamente, pode transformar a
dinâmica da doação de órgãos. “Um histórico clínico bem organizado acelera
decisões críticas e evita que informações essenciais se percam ao longo do
tempo. Isso torna o processo de doação mais ágil, confiável e, acima de tudo,
eficaz na salvação de vidas”, afirma.
Ele
reforça que a consolidação de dados médicos em sistemas digitais simplifica a
análise de elegibilidade e ainda amplia o acesso ao serviço em instituições de
menor porte. Ao reunir informações sobre exames, diagnósticos, tratamentos
anteriores e evolução clínica dos pacientes, é possível reduzir a necessidade
de investigações extensas em momentos de urgência, garantindo mais agilidade na
tomada de decisão, conforme esclarece Dr. Guilherme.
O
médico comenta que esses avanços reforçam a importância de investir em
diagnóstico precoce, precisão clínica e digitalização de históricos médicos
como estratégias essenciais para enfrentar os desafios da doação de órgãos no
Brasil e no mundo.
Nesse
contexto, o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de
órgãos no Brasil, reforça a importância do diagnóstico preciso e precoce como
peça-chave para salvar vidas. “Mais do que tecnologia, trata-se de garantir
que cada oportunidade de doação seja aproveitada ao máximo, transformando
solidariedade em esperança para milhares de pacientes na fila por um
transplante”, finaliza Crespo.
NeuralMed

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