Presença nos EUA
pode ampliar em até 40% a prospecção global, mas 70% das empresas brasileiras
fracassam por não validar o mercado nem adaptar seus produtos
Os Estados Unidos, maior mercado consumidor global
com PIB acima de US$ 28 trilhões segundo a Small Business Administration (SBA),
receberam mais de US$ 20 bilhões em recursos provenientes do Brasil em 2024.
Porém, dados da Ecco Planet Consulting, consultoria especializada em
internacionalização com sedes em Orlando e Miami, mostram que cerca de 70% das
empresas brasileiras que tentam se estabelecer em solo americano fracassam por
não realizar estudo de mercado ou por ignorar a necessidade de adaptar seus
produtos ao perfil do consumidor local.
Para Alfredo Trindade,
CEO da Ecco Planet Consulting e
especialista com mais de 25 anos de experiência em internacionalização de
empresas, a fronteira entre sonho e ilusão está no preparo. “Abrir uma empresa
ou ter endereço nos EUA não garante sucesso. Sem estudo de mercado,
planejamento tributário e adaptação cultural, o risco de fracasso é alto”. Por
isso, o especialista aponta cinco cuidados antes de realizar a expansão para o
exterior:
- Estudo de mercado – Validar a aceitação do
produto ou serviço junto ao consumidor local.
- Análise da concorrência – Mapear os competidores e
identificar diferenciais.
- Estrutura legal e tributária – Definir corretamente o
modelo societário e atender às regras do IRS e às legislações estaduais.
- Adaptação cultural – Ajustar comunicação,
proposta de valor e canais de distribuição ao perfil americano.
- Planejamento financeiro em dólar – Avaliar custos, salários
e incentivos por estado para reduzir riscos e garantir previsibilidade.
A expansão para os EUA exige realismo e adaptação
ao perfil local, sobretudo em setores como tecnologia, educação e saúde. “Sem
estudo de mercado, planejamento tributário e ajustes culturais, 70% das
companhias do Brasil fracassam, mesmo em um mercado onde o selo “Made in USA”
pode ampliar em até 40% a prospecção internacional. Para 2026, devemos ser
impulsionados pela estabilidade regulatória e pelo crédito em dólar. Porém, sem
pesquisa, planejamento fiscal e adaptação cultural, 70% dos negócios tendem ao
fracasso, enquanto os que se estruturarem terão mais chances de prosperar”,
aponta Trindade.
Ano fiscal dos EUA começa em
setembro
É importante destacar que o início do ano fiscal
nos Estados Unidos, em setembro, serve como ponto de referência para quem
pretende se estabelecer no país. “O calendário americano orienta diretamente o
processo de imigração, já que prazos de concessão de vistos e oportunidades de
trabalho seguem essa lógica. Existem diferentes categorias disponíveis, como o
EB-2 NIW, voltado a profissionais com qualificação avançada, e o EB-5,
destinado a investidores. Mas, não há solução única: a escolha deve estar
alinhada à realidade financeira e ao perfil profissional de cada candidato”,
conclui o executivo.
Alfredo Ignacio Trindade Netto - sócio-fundador e CEO da Ecco Planet Consulting. Atua há mais de 25 anos em cargos de liderança no Brasil, Argentina e Estados Unidos, com passagens por multinacionais como Carrier United Technologies, Ingersoll Rand e La Fortezza. Desde 2009, lidera projetos de internacionalização de empresas e investimentos no mercado americano. É formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP e Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela UNIVERSIDADE BANDEIRANTE - SP e atua como Real Estate Broker licenciado pelo estado da Flórida. Para mais informações, acesse o Linkedin.
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