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domingo, 20 de abril de 2025

Muito além do que é tendência, preferências do cliente devem ser prioridade em projetos arquitetônicos

Técnica, criatividade e atualização constante também são aliadas na criação de ambientes funcionais 

 

Todos os anos, surgem diversas novidades em cores, texturas, materiais, decoração e outros itens que podem ser aplicados na arquitetura e no design de interiores. No entanto, para além do que é tendência, um detalhe torna-se indispensável quando o assunto é projeto de ambientes: as preferências do cliente.


Nem tudo é aplicável a todos os ambientes, assim como não é tudo o que está em alta que vai atender as expectativas e gostos pessoais de cada indivíduo. Além disso, o que torna um projeto único e ainda mais especial são as referências pessoais do cliente e, claro, a criatividade e o conhecimento do profissional que o desenvolve, como explica o arquiteto Mateus Michels.


“É fundamental ter técnica, acompanhar as tendências do mercado e ser criativo, mas o mais importante é levar em consideração o que o cliente gosta, o que não gosta e o que ele espera desse projeto, afinal, estamos desenvolvendo o que ele vai chamar de lar ou o seu local de trabalho, por exemplo. São ambientes onde ele vai passar muito tempo, vai receber familiares, amigos, clientes, então é importante que ele se sinta bem, confortável e que tudo esteja de acordo com a sua personalidade”, comenta Michels.


Um dos exemplos mais significativos, segundo o arquiteto, está relacionado a chamada cor do ano. Trata-se de uma campanha global lançada pela Pantone® anualmente, a qual direciona as comunidades criativas (moda, arquitetura, marketing, design, entre outras) sobre a representação do espírito do momento e a compreensão do comportamento do consumidor.


“A cor do ano serve como base para áreas que envolvem arte e criatividade, mas, às vezes, o cliente nem gosta da cor do ano ou de algum material que está na moda, então não faz sentido aplicar isso no projeto só porque é tendência. Inclusive, o que está em alta agora pode se tornar ultrapassado em poucos anos, então o ideal é que não predomine no projeto”, pontua Michels.


O profissional complementa que o que é considerado tendência pode ser aplicado em detalhes do projeto ou objetos facilmente substituíveis, como um tapete, cortinas, papel de parede, uma peça decorativa ou até mesmo em um sofá.

 



Mateus Michels
@mateusmichelsarq
www.mateusmichelsarquitetura.com.br


Texto: Vanessa Amando

 

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