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Desde que se começou a discutir a Lei Geral de
Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, os consumidores têm se conscientizado sobre
o quão sensível é compartilhar dados pessoais ao fechar contratos de compra e
venda de bens. Desde então, grandes vazamentos de dados de empresas
consideradas sérias e confiáveis expuseram informações de milhares de
consumidores a criminosos cibernéticos, que utilizam esses dados para se passar
por outras pessoas e praticar cibercrimes, muitas vezes ficando impunes. Por
outro lado, quem têm os dados vazados perdem não apenas dinheiro, mas também
tempo, tendo que mudar senhas e comprovar que não teve participação em atos
criminosos.
Por essa razão, cada vez mais empresas estão se
empenhando em cumprir as regras da LGPD e em proporcionar uma camada extra de
segurança para o consumidor, que quer ter a certeza de que seus dados estão
protegidos. Segundo o coordenador da pós-graduação
em Direito Civil, Processo e Consumo e professor do mestrado
em Direito da Universidade Positivo (UP), Gabriel Schulman, as principais
práticas para garantir a segurança dos dados dos clientes incluem a utilização
de softwares atualizados, a coleta adequada de dados e o emprego de senhas
seguras com mudança periódica, além de um olhar atento das organizações que
oferecem o serviço. “A segurança da informação não envolve somente tecnologia,
mas também os processos internos e a cultura da empresa. A combinação desses
cuidados é essencial”, enfatiza.
Na abordagem para identificar e mitigar potenciais
ameaças ao vazamento de informações, Schulman explica que a matriz de risco
envolve a avaliação do impacto de um evento, assim como a probabilidade. Quanto
maior o impacto, maior a atenção exigida. “Além disso, é necessário sempre se
questionar, como empresa, quais dados são de fato essenciais, quais são os
mecanismos empregados para protegê-los e por quanto tempo são necessários”,
detalha. Ele aponta ainda que muitas organizações acreditam que a adoção da
LGPD deve ser realizada de forma pontual; entretanto, é uma prática a ser
incorporada no cotidiano da companhia.
ISO 27001 e ISO 27701 surgem
como pilares cruciais
Reconhecidas internacionalmente, as normas ISO
27001 e ISO 27701 se complementam: enquanto a primeira define as melhores
práticas em gestão da Segurança da Informação, a segunda concentra-se na
Privacidade e Proteção de Dados, além de garantir total adequação à LGPD. Em um
mundo onde a segurança da informação e a privacidade dos dados são cruciais, a
obtenção das certificações ISO 27001 e ISO 27701 representa um passo
significativo. Essas normas proporcionam confiança nos clientes, parceiros e
colaboradores, assegurando que as informações são tratadas com o devido cuidado
e responsabilidade.
A norma ISO 27001 é um padrão internacional que
define as melhores práticas em gestão da segurança da informação. O principal
objetivo é criar um sistema sólido de segurança que assegure a
confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações. Essa
abordagem é fundamental para proteger dados sensíveis contra ameaças
cibernéticas, garantindo que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a
informações críticas.
À medida que a conscientização sobre a importância
da privacidade de dados cresce, a norma ISO 27701 ganha destaque. Ela
concentra-se na Privacidade e Proteção de Dados, complementando a ISO 27001 e
estabelecendo diretrizes específicas para o tratamento responsável de
informações pessoais.
Portanto, as normas ISO 27001 e ISO 27701
desempenham um papel fundamental na garantia da segurança da informação e da
privacidade de dados em um ambiente tecnológico em constante evolução. Ao
aderir a essas normas, as empresas demonstram um compromisso em proteger
informações sensíveis e respeitar a privacidade das pessoas, estabelecendo um
padrão de excelência na gestão de dados. “Essas normas são reconhecidas
internacionalmente e transmitem nosso compromisso com a gestão exemplar de
informações e a proteção da privacidade de nossos clientes, parceiros e
colaboradores”, enaltece Carlos Santana, presidente da Tecnobank, empresa
nacional de tecnologia que, além de ser pioneira em renovar a ISO 27001 para a
sua última versão, de 2022, é uma das primeiras empresas no Brasil a obter a
ISO 27701.

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