Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo comenta qual fratura é mais comum em acidentes com motociclistas e reforça conscientização no trânsito
A partir da
pandemia de Covid-19, em 2020, os serviços por delivery, como entrega de
comidas e bebidas, se intensificaram e se consolidaram na rotina das pessoas. A
crise econômica que se instalou, com reflexos mesmo após o fim do período
pandêmico, também fez com que o número de entregadores aumentasse.
Em uma profissão
que é necessário “correr contra o tempo” em cima da motocicleta para realizar
mais entregas e, consequentemente, aumentar o lucro no final do dia, o índice
de acidentes assusta. Segundo pesquisa divulgada neste ano pela Amobitec
(Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), envolvendo as principais
plataformas de delivery, 25% dos entregadores já se acidentaram durante o
trabalho.
A fratura da
clavícula, osso em formato de “S”, localizado na parte superior do tórax e
responsável por fazer a ligação entre o tronco e os braços, é a lesão mais
comum em acidente com motocicleta, explica o presidente da Sociedade Brasileira
de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), Sandro da Silva Reginaldo.
“A clavícula é um
dos importantes componentes que permitem a mobilidade dos membros superiores e
a implicação de força. Quando a pessoa sofre uma queda sobre o ombro, toda a
energia do impacto é transferida para essa região, o que resulta na fratura do
osso, situação frequentemente vista em acidentes de moto. Em acidentes com
motocicleta, a própria pessoa que a conduz é o para-choque, intensificando a
gravidade das lesões”, afirma o cirurgião.
Conscientização
no trânsito
O especialista
ressalta que a recuperação deste tipo de fratura é “um transtorno” que vai
prejudicar a atuação no trabalho e a execução de outras tarefas do dia a dia
por, pelo menos, três meses. A recuperação completa pode durar até seis meses.
“Vai afastar a
pessoa do trabalho e limitá-la nas atividades diárias, então, todo cuidado e
atenção no trânsito são fundamentais para prevenir-se disso tudo. Com
prudência, podemos transformar as ruas e estradas em ambientes de convivência
harmônica, ao invés de um campo de guerra”, salienta.

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