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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

As complicações do diabetes podem levar à cegueira e até amputação de pé



Endocrinologista explica as principais decorrências do diabetes não controlado


Quando mal controlado, o diabetes pode levar a sérias complicações na saúde por causa das altas taxas de glicose no sangue. Entre as principais decorrências desse controle ineficiente estão a doença renal, a retinopatia e as complicações com pés e membros inferiores.


Doença renal – “Os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem muito sangue, sobrecarregando os órgãos e levando moléculas de proteína para a urina, a chamada microalbuminúria. Quando esses resíduos ficam muito tempo acumulados no sangue, os rins perdem sua capacidade de filtragem”, explica Dr. Marcio Krakauer, médico da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo - SBEM-SP.

Entre os sintomas mais comuns da doença renal estão inchaço, perda de sono, falta de apetite, dor de estômago, fraqueza e dificuldade de concentração. A recomendação é que todo diabético faça pelo menos uma vez por ano o exame que pesquisa a microalbuminúria.

Para evitar a doença renal, o diabético tem de manter sob controle sua taxa glicêmica, além de cuidar da pressão arterial por meio de perda de peso, menor quantidade de sal na alimentação, evitar álcool e tabaco e fazer exercícios regulares.


Retinopatia – o diabético está mais sujeito a problemas nos olhos, entre eles, a cegueira. Pessoas com diabetes têm 40% mais chance de desenvolver glaucoma, que é a pressão elevada nos olhos, e 60% mais chance de desenvolver a catarata, que ocorre quando o cristalino (a lente clara do olho) fica opaco, bloqueando a luz.

Todos os problemas de retina causados pelo diabetes são chamados de retinopatia, podendo apresentar entre os sinais: visão embaçada, flashes de luz no campo de visão, perda repentina de visão e manchas na visão.

O tipo mais comum da retinopatia é o não-proliferativo, que é quando os vasos sanguíneos atrás do olho incham, formam bolsas e ficam bloqueados. Quando esses vasos ficam totalmente obstruídos e não levam mais oxigênio à retina trata-se da retinopatia proliferativa, muito mais grave.

O tratamento da retinopatia tem mostrado avanços com as técnicas de fotocoagulação, o laser e a vitrectomia, mas cabe ao paciente monitorar a saúde ocular pelo menos uma vez ao ano, já que nem sempre a doença apresenta sintomas. “Cerca de uma em cada quatro pessoas com diabetes têm retinopatia em algum momento da vida. Novamente, o controle constante do diabetes é fundamental para evitar qualquer complicação com a saúde dos olhos”, ressalta Dr. Krakauer.


Pés e membros inferiores – o diabetes pode causar danos aos nervos do pé e má circulação. Formigamento, dor, sensação de ardência ou picada, perda de sensibilidade são alguns dos sinais. “Muitas vezes o diabético pisa em algum material cortante, mas nem sente o corte, pois não há sensibilidade alguma nos pés, o que é muito sério, pois o machucado pode infeccionar e até levar à amputação”, conta Dr. Krakauer.

Pele ressecada e rachadura nos pés também são comuns, além do aparecimento de calos. Os médicos recomendam massagear os pés com cremes hidratantes, porém com cuidado para não deixar resíduos entre os dedos, pois a umidade favorece proliferação de fungos e infecções.

Existem limpezas e proteções especiais aos pés e é recomendado o uso de pedra pome nos pés ainda úmidos para o diabético que tiver muitos calos, mas sempre com aplicação de um creme hidratante indicado pelo médico.

“O cigarro prejudica ainda mais a circulação, já comprometida pelo diabetes, além da pressão alta e colesterol descontrolado. É possível evitar uma série de complicações advindas do diabetes com a adoção de hábitos de vida saudáveis e consultas regulares ao médico”, conclui Dr. Krakauer.


 


SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo)  
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SAIBA QUANDO LEVAR O BEBÊ AO DENTISTA PELA PRIMEIRA VEZ



Especialista indica a primeira consulta antes do nascimento do bebê, para dicas e informações úteis; 

Realizar a limpeza da boca diariamente ajudará no nascimento dos dentes de leite e dos permanentes; 

Além disso, profissional aponta a importância de se criar o hábito da higienização bucal desde os primeiros dias para que o pequeno se acostume ao processo


Muitas dúvidas pairam sobre a cabeça das mamães de primeira viagem. Afinal, são diversas as responsabilidades e os cuidados quando um novo membro na família está chegando. Uma das principais dúvidas de quem tem o primeiro filho é quando deve ocorrer a primeira consulta ao dentista. Muitas mamães se enganam que pelo fato de os primeiros dentinhos começarem a aparecer apenas após seis meses, não é necessário realizar consulta ao dentista antes de período.

Segundo a cirurgiã-dentista, Patrícia Gonçales Zanqueta, de São Paulo, SP, os cuidados com a saúde bucal devem começar antes mesmo de o bebê nascer, para que a mãe seja orientada com relação a melhor maneira de fazer a própria higiene e também sobre como se alimentar corretamente neste período. 

Após a primeira consulta de orientação, a profissional indica que o bebê seja avaliado também nos primeiros meses de vida. "Essa consulta é importante porque é quando a mãe aprenderá a fazer a higiene correta da gengiva do bebê", ressalta. Depois disso, Patrícia recomenda um novo atendimento no nascimento dos dentes. 

Em geral, os primeiros dentes começam a aparecer entre o sexto e o oitavo mês de vida. São os chamados incisivos centrais inferiores, localizados no meio da gengiva de baixo. Depois, nascem os incisivos centrais superiores, que também ficam na parte central da boca, mas em cima. E assim a dentição de leite completa (20 dentes) vai sendo preenchida, até os três anos de idade.

Ao perceberem o nascimento dos incisivos centrais inferiores é a hora de o pequeno voltar ao dentista, onde os pais receberão orientação com relação à escova e o creme dental adequados para a higienização bucal. "Depois disso, recomendamos que o bebê seja avaliado de seis em seis meses para que possa ser feito um acompanhamento dos dentes que estão nascendo e prevenção das cáries", ressalta Patrícia. 

Também é muito comum dúvidas com relação ao que usar para acabar com as coceiras nas gengivas dos bebês quando os dentinhos estão para nascer. A recomendação é não comprar qualquer produto, mas sim apenas os recomendados por um odontopediatra. O profissional prescreverá pomadas ou substâncias anestésicas que amenizam o incômodo durante esse período, e recomendar mordedores para aliviar o desconforto gengival.

A dentista alerta ainda sobre a importância de se estimular nos bebês o hábito da higiene bucal. Isso porque os dentes de leite são os que direcionam o caminho pelos quais nascerão os dentes permanentes.





Patrícia Gonçales Zanqueta CRO SP 58757  - Formada pela OSEC, é especialista em odontopediatria.

Fonte: Dental Cremer 





Dia Mundial do Câncer: a radioatividade na luta contra as metástases



Conhecida pelos médicos como metástase, a migração de células cancerígenas pelo corpo se dá principalmente quando o diagnóstico demora a acontecer ou quando o tratamento não tem efetividade ou início imediato, o que permite que as células cancerígenas se infiltrem no sistema circulatório e encontrem órgãos próximos ou que estão conectados à origem do câncer. Embora estejam mais associadas a tipos mais agressivos ou avançados de câncer, a evolução da medicina já propiciou um leque maior de opções para diagnóstico e tratamento das metástases, permitindo aos médicos buscar a remissão ou atrasar o desenvolvimento da doença.

O médico nuclear, Gustavo Gomes, diretor-clínico do Grupo Núcleos, conta que em alguns casos, as células cancerígenas se “camuflam” em órgãos impedindo sua identificação, principalmente quando falamos de metástases muito pequenas. “O câncer de próstata é um bom exemplo. É comum que a partir da região pélvica as células se instalem nos ossos em quantidades ínfimas, e por isso microscópica, na bacia. Em alguns casos só é possível encontrar e tratar essas metástases com a utilização de radiofármacos específicos”, explica.

Segundo o especialista, o princípio desse tratamento é emular o cálcio presente nos ossos, o que permite ao radiofármaco, nome dado ao composto que carrega concentrações mínimas de radiação, seja absorvido pela estrutura óssea e se aproxime das células metastáticas. É nesse momento que libera uma carga de radiação que, aos moldes de tratamentos tradicionais como quimioterapia e radioterapia, ataca o câncer.

“O princípio é o mesmo, levar uma substância nociva até as células cancerígenas e ataca-las. A diferença é que com os radiofármacos da Medicina Nuclear esse efeito é mais direcionado, aumentando a efetividade e diminuindo efeitos colaterais. Existem estudos mostrando que esse tratamento, em poucas sessões, pode conter o avanço do câncer, garantindo meses a mais de vida para esse paciente”, finaliza.





GRUPO NÚCLEOS
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