Pesquisar no Blog

domingo, 1 de março de 2026

8 dicas infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro

Especialista em comportamento canino explica como desafios mentais e estímulos diários impactam diretamente o bem-estar e o comportamento dos cães

 

Estimular a inteligência do cachorro vai muito além de ensinar comandos básicos como “sentar” ou “dar a pata”. Cães são animais altamente cognitivos, que precisam de desafios mentais, experiências sensoriais e estímulos diários para manter o equilíbrio emocional. Quando a mente do cão é estimulada, comportamentos indesejados tendem a diminuir, a ansiedade é reduzida e a qualidade de vida do animal melhora de forma significativa.

 

Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, muitos problemas de comportamento estão ligados à falta de estímulos adequados no dia a dia. “Um cão precisa ser desafiado mentalmente. Estimular a inteligência é uma necessidade básica, não um luxo”, explica.

 

A seguir, a especialista lista dicas práticas e infalíveis para estimular a inteligência do seu cachorro no dia a dia:

 

1. Varie os passeios e os ambientes desde cedo

“Passear sempre pelo mesmo caminho limita os estímulos do cão. Quando o tutor varia rotas e ambientes, como ruas diferentes, parques, trilhas ou até espaços pet friendly, o cachorro é exposto a novos cheiros, sons e imagens. Essas experiências enriquecem o repertório cognitivo e ajudam no desenvolvimento emocional, especialmente quando iniciadas ainda na fase de filhote", explica. 

 

2. Aposte em brinquedos interativos

“Brinquedos que exigem solução de problemas, como os que liberam petiscos aos poucos, estimulam raciocínio, foco e persistência. Eles ajudam a gastar energia mental, reduzem o tédio e são grandes aliados no controle da ansiedade, principalmente para cães que passam parte do dia sozinhos", diz a especialista.

 

3. Transforme a alimentação em um desafio

“Oferecer comida sempre no mesmo pote elimina uma grande oportunidade de estímulo mental. Tapetes olfativos, brinquedos dispensadores e jogos de busca transformam a refeição em uma atividade cognitiva, além de respeitarem o instinto natural de caça do cão. Comer também pode ser uma forma de aprender", complementa. 

 

4. Ensine novos comandos, mesmo os mais simples

“Aprender algo novo ativa conexões cerebrais. Não é preciso ensinar comandos complexos: desafios simples como ‘deitar’, ‘girar’ ou ‘tocar a mão’ já estimulam memória, atenção e concentração. O mais importante é a constância do treino, e não o nível de dificuldade", analisa Denise.

 

5. Use mais o corpo e menos a voz

“Os cães aprendem muito mais por meio da observação do que da fala. Gestos claros, postura corporal e movimentos bem definidos facilitam o entendimento e mantêm o cão mais atento. Trabalhar comandos com sinais corporais fortalece a comunicação e torna o aprendizado mais eficiente", completa.

 

6. Invista em enriquecimento ambiental

“Caixas de papelão, caixas de ovos, garrafas adaptadas, varais de petiscos, diferentes texturas e objetos seguros espalhados pelo ambiente desafiam o cérebro do cão. O enriquecimento ambiental combate o tédio, reduz comportamentos destrutivos e contribui para a estabilidade emocional.", diz.

 

7. Promova interação social de forma equilibrada

“O contato com outros cães e pessoas, quando bem conduzido, estimula habilidades sociais, confiança e adaptação. No entanto, é fundamental respeitar o perfil do animal. Cães inseguros precisam de uma introdução gradual e sempre em ambientes controlados", esclarece a especialista. 

 

8. Estabeleça uma rotina com estímulos

“A inteligência do cão se desenvolve melhor em ambientes previsíveis. Horários definidos para passeio, brincadeiras, descanso e treino organizam o cérebro do animal e facilitam o aprendizado. A rotina traz segurança emocional e cria um terreno fértil para o desenvolvimento cognitivo", completa.

 

Para Denise, investir em estímulos diários é também uma forma de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. “Quando o cachorro é desafiado de forma saudável, ele se torna mais equilibrado, confiante e feliz. Estimular a inteligência é cuidar da mente, das emoções e da relação entre humano e animal”, finaliza.


Fato ou Fake: descubra se pets precisam de passaporte para viajar de avião dentro do Brasil?

Freepik

Crescimento das viagens e projetos de lei em debate alimentam dúvidas sobre documentos exigidos em voos domésticos no Brasil

 

Em 2026, o transporte de animais de estimação em voos domésticos no Brasil segue sendo tema de atenção por parte de tutores, companhias aéreas e órgãos reguladores, especialmente diante do crescimento das viagens com pets e do avanço de iniciativas legislativas sobre o assunto.

Apesar das dúvidas recorrentes, não há exigência legal de um “passaporte específico” para que cães e gatos embarquem em aviões em trajetos dentro do território nacional. O que existe, na prática, é a recomendação de cumprimento de exigências sanitárias básicas, como a apresentação de carteira de vacinação atualizada e, em alguns casos, atestado de saúde emitido por médico-veterinário.

Na ausência de uma regulamentação federal unificada, as regras para o transporte de pets em voos domésticos são estabelecidas majoritariamente pelas próprias companhias aéreas. Cada empresa define critérios como limites de peso, dimensões e tipo de caixa de transporte, além da comprovação do bom estado de saúde do animal no momento do embarque. Esse cenário ocorre paralelamente à tramitação de projetos de lei que buscam padronizar e modernizar as normas do transporte aéreo de animais no país, com o objetivo de ampliar a segurança, a transparência e a previsibilidade para tutores e viajantes.

Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público, a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos e fake news sobre a necessidade de passaporte para pets em viagens aéreas. 


Fatos

Não é obrigatório ter passaporte para voos domésticos: para viajar de avião dentro do Brasil com cães ou gatos, não existe exigência legal de um “passaporte de viagem” específico. O que se recomenda é portar a carteira de vacinação atualizada (com vacina antirrábica em dia) e, preferencialmente, um atestado de saúde emitido por veterinário credenciado.

CVI é exigido em viagens internacionais: para a entrada ou saída do Brasil com cães e gatos, é obrigatória a emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI), além do cumprimento das exigências sanitárias do país de destino. 

Companhias aéreas regulamentam internamente o transporte: cada empresa aérea define suas próprias regras operacionais para transporte de pets em voos domésticos, incluindo limites de peso, tamanho de kennel e taxas aplicáveis, sem que haja padronização obrigatória por lei federal


Fake

Só com passaporte o pet tem direito de embarcar: o direito de viajar com o pet em um voo doméstico depende principalmente das regras da companhia aérea e do atendimento aos requisitos de saúde e segurança, e não da posse de passaporte oficial para o animal.

Pets de grande porte precisam de passaporte para viajar de avião: o tamanho do animal não determina a exigência de passaporte em voos domésticos no Brasil. Cães e gatos de médio ou grande porte podem viajar sem esse tipo de documento, desde que atendam às regras estabelecidas pela companhia aérea, como limite de peso, tipo de caixa de transporte e condições de saúde exigidas para o embarque.

O passaporte de pet substitui todos os outros documentos exigidos: mesmo nos casos em que o tutor possui um passaporte internacional de animal de estimação, esse documento não substitui exigências básicas como carteira de vacinação atualizada ou atestado de saúde quando solicitados pela companhia aérea. Em voos domésticos, o embarque está condicionado ao cumprimento das regras operacionais e sanitárias vigentes, e não à posse de um único documento.

“Os projetos de lei em discussão no Congresso representam um avanço importante para o transporte aéreo de pets no Brasil, ao buscar regras mais claras, padronizadas e alinhadas ao bem-estar animal. Hoje, os tutores ainda enfrentam muita insegurança por conta da falta de uniformidade entre as companhias aéreas, e essas propostas ajudam a trazer mais previsibilidade e confiança para quem precisa viajar com seus animais’’, finaliza Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo. 


Check-up Pet antes de viajar: quais cuidados tomar?

 

Antes de viajar, todos nós fazemos um check-up completo de tudo que precisamos: documentos, remédios, passagens, vacinas e hospedagens. Quando os nossos pets nos acompanham, os mesmos cuidados também precisam ser tomados em relação à sua saúde, garantindo sua segurança e bem-estar independentemente do local em que estejam. Mas, você sabe o que contempla todos esses cuidados com os nossos bichinhos? 

Todo pai e mãe de pet sabe que, nem sempre, é fácil deixar nossos animaizinhos em casa sendo devidamente cuidados, o que também vem impulsionando que os levem juntos em certas viagens. Informações divulgadas pela Dogster, como prova disso, mostraram que 54% dos tutores planejam viajar com seus animais de estimação este ano, ainda mais com o crescimento de hotéis e demais hospedagens que passaram a aceitar pets na intenção de expandir seu público-alvo. 

Mas, antes de pôr o pé na estrada, é preciso ter certeza de que sua saúde está boa para que consiga embarcar sem riscos, seja qual for a idade ou raça. Um check-up pet completo, nesse sentido, inclui exames sistêmicos como hemograma, vacinas em dia, remédios para controle de pulgas e sarnas, sorologia de raiva, assim como controle de parasitas. A depender da região, é importante pesquisar as doenças mais comuns do local que podem acometer os animais, para que também reforcem sua proteção com as devidas medicações. 

Do contrário, além de correrem o risco de adquirirem alguma doença, também podem pegar alguma zoonose altamente transmissível aos seres humanos. Um exemplo clássico disso é a Leishmaniose, zoonose grave e crônica que afeta cães e pode causar emagrecimento, lesões na pele e falência de órgãos. Porém, mesmo sendo uma doença já bastante conhecida, muitos tutores ainda acabam viajando com seus pets para regiões de grande quantidade de casos registrados, sem tomar as devidas prevenções vacinais. 

Em média, são registrados cerca de 21.000 casos/ano no país, segundo dados do Governo Federal – contudo, sua distribuição não é uniforme. Enquanto a Região Norte apresenta o maior coeficiente (46,4/100.000), a Nordeste chega a cerca de 8/100.000. Ou seja, em regiões de poucos casos registrados, se torna mais difícil chegar a este diagnóstico, uma vez que muitas outras doenças costumam ser cogitadas primeiramente, antes de serem excluídas e chegadas até o problema real enfrentado. 

Mesmo os animais que tenham problemas específicos de saúde, isso não precisa ser um impeditivo para que viagem com segurança, desde que estejam com os exames e vacinações em dia atestados pelo veterinário, assim como realizando as medicações de uso contínuo, se necessário. Porém, se estiver descompensado nesse sentido, o risco acaba sendo maior. 

Levar seu pet para viajar é uma escolha. Fazer o check-up antes, é um dever. Essa pode ser uma experiência incrível — desde que seja planejada com consciência. O check-up não é um obstáculo, mas o primeiro passo para que a viagem seja boa para todos, minimizando qualquer perigo de pegarem uma doença que possa ser transmitida até mesmo para outros seres humanos. A prevenção sempre será a melhor decisão. 




Nathali Vieira - médica veterinária na Pet de TODOS.

Pet de TODOS
https://petdetodos.com.br/


AquaFoz registra nascimento de tubarão-galha-branca, espécie ameaçada

Filhote completa um mês de vida e marca feito inédito na história do atrativo


Inaugurado em novembro, o AquaFoz celebra o primeiro mês de vida do primeiro animal nascido em sua história: um filhote de tubarão-galha-branca, espécie considerada ameaçada de extinção em nível global. Sob monitoramento permanente, o filhote segue saudável, ativo e em pleno desenvolvimento, consolidando um marco inédito para o atrativo e reforçando seu papel na pesquisa, no manejo responsável e na conservação da vida marinha. O novo morador nasceu com 1 quilo e 60 centímetros de comprimento.

Monitorado diariamente por biólogos e veterinários, o animal apresenta comportamento e crescimento dentro dos padrões esperados para a espécie, demonstrando boa adaptação ao ambiente. Atualmente, ele permanece em uma área especial, fora do circuito de visitação, onde recebe todos os cuidados necessários para seu desenvolvimento, ainda sem previsão de integração ao percurso dos visitantes. De acordo com Rafael Santos, integrante da equipe técnica, a evolução tem sido positiva desde o nascimento. “Ele está super bem, ativo e se alimentando normalmente”, afirma. O cuidado contínuo envolve observação comportamental, controle alimentar e avaliações regulares de saúde, assegurando as condições necessárias para o pleno desenvolvimento do filhote.

A mãe, a tubarão Carol, veio do AquaRio, em um processo que reforça a integração entre os atrativos do grupo e o trabalho conjunto voltado ao bem-estar animal, à pesquisa científica e à conservação das espécies. Essa conexão entre equipes, protocolos e experiências contribui para o aprimoramento das práticas de manejo e para o fortalecimento das iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade aquática.

O tubarão-galha-branca vive principalmente em ambientes recifais, em águas tropicais e subtropicais, no Indo-Pacífico, e é conhecido pelas nadadeiras com pontas claras. Por se reproduzir lentamente e sofrer com a pesca excessiva, a espécie é considerada ameaçada de extinção em nível global, o que torna o nascimento ainda mais relevante do ponto de vista da conservação.

Esse marco se conecta diretamente à proposta do atrativo, localizado na Avenida das Cataratas, em frente ao Parque Nacional do Iguaçu, em uma região onde natureza, turismo e educação ambiental se encontram. O espaço oferece uma experiência imersiva que conecta os ecossistemas dos rios Iguaçu e Paraná ao oceano, reforçando o papel de Foz do Iguaçu na conservação do meio ambiente e na valorização dos recursos hídricos.
Em um percurso autoguiado de três andares, os visitantes exploram 28 recintos que somam 3,3 milhões de litros de água, onde é possível observar desde o endêmico surubim-do-Iguaçu até tubarões e raias em um dos maiores tanques oceânicos da América do Sul. A estrutura reúne tecnologia sensorial, educação e lazer, além de áreas de alimentação e loja temática, convidando o público a conhecer de perto a biodiversidade aquática e a importância da preservação das águas.

Mais do que um feito inédito, o nascimento do filhote simboliza a maturidade do trabalho desenvolvido pelo AquaFoz. Em meio ao encontro dos rios, à força das cataratas e ao movimento silencioso dos tanques, uma nova vida reafirma o compromisso do atrativo com a ciência, a conservação e o futuro dos oceanos.


Causa dos Animais precisa se alicerçar em fatos verdadeiros para ser respeitada

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais não foi proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas (Bélgica), em 27 de Janeiro de 1978.

 

Todo dia, o sol se põe em nosso passado, mas nasce para o nosso futuro. Sempre que perdemos 24 horas, ganhamos mais 24 horas. Cada novo dia nos dá outra chance de fazer certas as coisas, e de fazer certas coisas. A escolha só depende de nós. A moral representa o conjunto de regras de conduta baseadas nas noções de bem e de mal. É sinônimo de ética e decência.

 

"As pessoas que se intitulam defensoras dos animais muito mais que uma troca de ideias e experiências buscam a aproximação com os valores e princípios pregados por seu patrono, São Francisco de Assis", ressalta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.news).

 

Hoje em dia, infelizmente a realidade encontrada é totalmente diferente da imaginada. A ideia do compromisso com os animais, talvez seja a única inspiração que assegura a necessidade para continuar nesta luta pelos direitos dos animais.

 

Algumas pessoas podem até contestar, mas se não houver urgentemente um resgate dos valores morais e éticos, estaremos nos movendo rapidamente na direção contrária a meta sonhada, ou seja, a proteção e defesa dos animais cairão num grande descrédito, o que antes era sinônimo de vontade, se transformará em frustração.

 

"Eu acreditava que na medida em que avançasse no desafio de proteger os animais, teria mais coisas importantes para aprender e fazer, trabalhando a favor do crescimento desta nobre causa. Tornando-me cada vez mais confiante na minha missão. Mas, recentemente descobri que até a Declaração Universal dos Direitos dos Animais não foi proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas (Bélgica), em 27 de Janeiro de 1978. Este fato me deixou profundamente preocupada com precariedade das informações vinculadas sobre um tema tão importante", ressalta Vininha F. Carvalho.

 

A motivação de certas pessoas em pregar que a defesa animal se faz basicamente através da arrecadação de dinheiro, conseguindo ganhos rápidos e descompromissados, impedem que exista uma conscientização sobre o direito dos animais alicerçada no conhecimento , permitindo que haja divulgação de fatos desencontrados e contraditórios, geralmente criando muita polemica.

 

As repetidas divulgações de agressões aos animais, por exemplo, são um excelente indicador que a violência está sendo até banalizada e falta pesquisa sobre como garantir a dignidade dos animais. Enquanto muitos animais continuam sofrendo, a mídia é voltada para dar espaço para pessoas que só buscam se promover, apresentando casos isolados de maus tratos, que nunca são devidamente esclarecidos como foram resolvidos.

 

O clamor público só deve ser acionado para fatos que elevem a dignidade do animal, jamais para divulgar suas mazelas. Infelizmente, devemos atribuir esta terrível situação que se encontra a causa dos animais, ao amadorismo e a ignorância.

 

A convicção consegue derrotar as adversidades. Sem luta não há vitória. Sem empenho não há conquistas. Mas para que isto seja possível às pessoas bem intencionadas, verdadeiras amantes dos animais, precisam se fortalecer em fatos verídicos.

 

"Os caminhos e as possibilidades precisam estar abertos para que todos consigam desenvolver suas aptidões e dar o melhor de si para esta militância. É fundamental depositar na causa a emoção e credibilidade e, não apenas dinheiro, para que a causa animal não acabe se perdendo no tempo e no espaço", conclui Vininha F. Carvalho.

 

Sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares: há contraindicação médico-veterinária?

O Estado de São Paulo passou a autorizar o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos de seus tutores ou familiares desde a publicação da Lei Estadual nº 18.397, de 07 de fevereiro de 2026, conhecida como Lei Bob Coveiro. A lei determina que cada município estabeleça suas normas conforme os critérios sanitários vigentes e os cemitérios particulares também podem definir regras próprias para essa prática. Apesar dos pets atualmente serem considerados como membros da família, essa possibilidade tem gerado debates, principalmente sobre as possíveis contraindicações e riscos sanitários.  

 Do ponto de vista médico-veterinário, não existe uma contraindicação absoluta para o sepultamento em jazigos familiares, desde que respeitados os critérios sanitários e ambientais. No entanto, o que deve ser avaliado é a causa da morte do animal e as condições sanitárias do local. 

 Em casos de óbito por zoonoses, doenças transmitidas entre animais e pessoas, ou doenças infectocontagiosas, é importante que o corpo do animal receba destinação adequada, seguindo critérios técnicos rigorosos, respeitando as normas sanitárias e ambientais. Isso porque o risco não está em compartilhar o jazigo, mas nas condições em que o sepultamento é realizado. Durante o processo de decomposição ocorre a liberação do necrochorume, um líquido proveniente da degradação dos tecidos, rico em matéria orgânica, sais minerais e microrganismos potencialmente patogênicos. Entretanto, quando o sepultamento ocorre em cemitérios regularizados, com profundidade adequada, controle da distância do lençol freático, impermeabilização do solo e sistemas de drenagem eficientes, o risco ambiental e sanitário é reduzido. Assim, na ausência de restrição sanitária, o compartilhamento de jazigo não constitui risco à saúde pública. 

 O maior problema está nos enterros clandestinos que ocorrem em terrenos baldios ou áreas inadequadas que podem favorecer a disseminação de doenças devido à contaminação do solo e de águas subterrâneas, o que configuraria crime ambiental. Em vista disso, não há contraindicação médico-veterinária absoluta, sendo a regulamentação considerada um avanço importante no aspecto sanitário, pois além de reconhecer o vínculo afetivo entre tutores e seus animais, também contribui para prevenir danos ambientais e reduzir práticas irregulares que ainda estão muito presentes, devido à falta de orientação da população somada à ausência de alternativas em muitos municípios.  

 Sendo assim, a criação de normas claras e seguras é importante para garantir que o luto pela morte de seu animal de estimação, seja vivido com dignidade, sem comprometer a saúde pública e o meio ambiente. 

  


Lenara Calazans - Médica-veterinária, com pós-graduações em Vigilância Sanitária e Qualidade de Alimentos, Saúde Pública e Vigilância Sanitária e Geriatria e Neonatologia em Cães e Gatos. É professora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Internacional UNINTER.

Macaca diagnosticada com diabetes em hospital veterinário de MG acende alerta nacional sobre alimentação de animais silvestres

Caso raro confirmado após investigação clínica criteriosa acende alerta nacional sobre os impactos invisíveis da alimentação inadequada de animais silvestres


Uma macaca-prego fêmea, resgatada na Mata do Ipê, em Uberaba (MG), no dia 14 de janeiro de 2026, foi diagnosticada com diabetes mellitus após 25 dias de internação no Hospital Veterinário da Uniube (HVU). O diagnóstico é considerado raro em primatas não-humanos de vida livre no Brasil e acende um alerta em todo o país.

O animal, batizado de Chica, foi recolhido por servidores municipais em estado apático. O primeiro diagnóstico foi de broncopneumopatia (pneumonia), confirmado por radiografia torácica, com início imediato de antibioticoterapia, analgesia e suporte metabólico.


Ainda na admissão, exames laboratoriais indicaram hiperglicemia. No entanto, a equipe clínica optou por não fechar o diagnóstico de diabetes naquele momento. Segundo o médico-veterinário responsável pelo caso, Cláudio Yudi Kanayama, a decisão foi baseada em critérios técnicos amplamente descritos na literatura científica.


“O estresse agudo de captura eleva o cortisol e as catecolaminas, podendo causar hiperglicemia transitória. Além disso, agentes sedativos utilizados em procedimentos anestésicos também interferem temporariamente na glicemia. Diagnosticar diabetes exige confirmação”, explica.


Somente após 19 dias de estabilização clínica, com melhora respiratória, adaptação ao ambiente hospitalar e normalização do estado geral, foi realizada nova bateria de exames. A dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c), marcador de hiperglicemia crônica, confirmou o diagnóstico definitivo de diabetes mellitus.


Durante a internação, a equipe implementou protocolo de manejo específico, incluindo dieta com redução de carboidratos simples e aumento de vegetais frescos. Ainda assim, o prognóstico é permanente: a macaca não poderá retornar à vida livre.


“O caso de Chica demonstra que, uma vez instalada, a diabetes mellitus em primatas exige cuidado permanente, especializado e custoso. O animal necessitará de monitorização contínua, medicamentos diários, dieta rigorosamente controlada e acesso a laboratório para exames periódicos, algo que a natureza não pode oferecer”, destaca o veterinário.


De acordo com estudos internacionais publicados na revista Zoo Biology, a diabetes em primatas é mais frequentemente registrada em animais de cativeiro: 28% das instituições zoológicas norte-americanas relataram pelo menos um caso ativo. Em vida livre, porém, os registros são raros, o que torna o episódio ainda mais significativo.


Segundo a equipe técnica, a causa mais provável está associada à alimentação inadequada oferecida por frequentadores da área verde.


“A macaca estava recebendo alimentos inadequados, principalmente carboidratos simples, como pão de queijo, bolachas, entre outros, oferecidos por pessoas que visitavam a Mata do Ipê. Isso resultou em uma condição metabólica grave que comprometeu permanentemente sua saúde”, comenta o especialista.


Especialistas alertam que alimentar animais silvestres pode provocar distúrbios metabólicos, como diabetes e obesidade; dependência alimentar e perda da capacidade de forrageamento; alterações comportamentais e aumento de agressividade; maior risco de transmissão de zoonoses; além de desequilíbrio ecológico.


Recomenda-se que a população não alimente animais silvestres em parques ou áreas de preservação, eduque crianças sobre a importância de respeitar a fauna em seu habitat natural, apoie políticas públicas de conservação e procure instituições especializadas ou a Polícia Ambiental ao encontrar um animal em situação de risco.


Agora, Chica aguarda encaminhamento ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), que definirá sua destinação para uma instituição habilitada ao manejo permanente. Para os profissionais envolvidos, o caso ultrapassa o episódio clínico individual.


“Queremos que essa história sirva como alerta nacional. Alimentar um animal silvestre pode parecer um gesto de carinho, mas pode condená-lo a uma doença crônica irreversível”, conclui o veterinário.


A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Uberaba, por meio do secretário Edno Cesar da Silveira, informou que, por intermédio da Superintendência de Bem-Estar Animal, acompanha o caso da macaca Chica desde o seu encaminhamento ao Hospital Veterinário da Uniube (HVU), realizado pelo médico-veterinário da própria Superintendência.


“Expressamos nosso profundo agradecimento à instituição pela excelência técnica e pela dedicação no tratamento da Chica. Agora, nosso compromisso é apoiar integralmente o HVU e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) na busca por uma instituição habilitada que possa oferecer o manejo permanente e a qualidade de vida que ela necessita”.

 

Hospital Veterinário da Uniube (HVU)


Energia dos animais está gravado no inconsciente coletivo

No dia a dia, o poder dos animais está diante de nossos olhos, sempre nos estimulando.

 

No início do ano é muito interessante descobrir onde podemos encontrar as boas energias. No Xamanismo, o praticante entra em contato com a energia animal, ou melhor, com o símbolo animal, que está profundamente gravado no inconsciente coletivo da humanidade, com o intuito de adquirir conhecimento, força e sabedoria, alerta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News. 

No dia a dia, o poder dos animais está diante de nossos olhos, sempre nos estimulando. No filme "Tarzan, o Homem Macaco" a energia do bem luta contra seus inimigos ferozes. "Os Homens Leopardos" -há símbolos e energia dos animais nos estimulando. E não podemos esquecer de "Batman, o Homem Morcego" e do sucesso , "O Homem-Aranha". 

Até quando assistimos ao desenho "Rei Leão" recebemos uma série de estímulos e ensinamentos. Você já percebeu quanta simbologia o desenho traz do nosso dia a dia? O trecho em que o "Rei Leão" passa da fase adolescente para a adulta é um dos exemplos. Crescer não é fácil para ninguém. 

O princípio do animal de poder é o mesmo do uso das rosas vermelhas para atrair amor e da fonte d`água para atrair prosperidade.

 

Veja, a seguir, uma lista de animais de poder e suas energias:

 

-Águia ou falcão: liberdade, flexibilidade, poder, visão, coragem e oportunidades

 

-Aranha: criatividade, a teia da vida e sabedoria para tecer o futuro

 

-Borboleta: auto-transformação, clareza mental e liberdade

 

-Cachorro: lealdade, estar a serviço e atenção

 

-Castor: segurança, construção e paciência

 

-Cobra: sabedoria, sensualidade e transmutação

 

-Coelho: fertilidade, crescimento, agilidade e prosperidade

 

-Coruja: sabedoria antiga e habilidades ocultas

 

-Corvo: guardião da magia e ocultismo, o mensageiro

 

-Elefante: longevidade, inteligência e memória ancestral

 

-Formiga: força, trabalho em equipe, paciência e resistência

 

-Gato: sensualidade, limpeza e visão mística

 

-Galo: altivez, sexualidade e garra

 

-Leão ou tigre: poder, força, nobreza e liderança

 

-Lobo: esperteza, agilidade e fidelidade

 

-Pombo: mensageiro da paz e liberdade

 

-Raposa: habilidade, astucia e integração

 

-Sapo: humor, limpeza e transformação

 

-Tartaruga: estabilidade, longevidade, honra e proteção

 

-Touro: fertilidade, sexualidade, poder e trabalho

 

Mais sobre os animais e seus símbolos podem ser encontrados no livro "O Vôo da Águia", de Leo Artese (editora E. Roka).


 

Receitas que fortalecem a imunidade pós-carnaval

Os dias agitados do Carnaval chegaram ao fim e é comum que durante a folia nossa rotina seja alterada pelas festas e bloquinhos. Por isso, é essencial recuperar as energias e fortalecer a imunidade com uma alimentação equilibrada e nutritiva. Apostar nas receitas ricas em vitaminas, minerais e antioxidantes contribui para a saúde e o bem-estar, ajudando o organismo a se reidratar e a reforçar suas defesas naturais.

Sucos com frutas cítricas, sopas leves com vegetais e especiarias, além de pratos mais proteicos, são ótimas opções para te ajudar a restaurar a vitalidade. Manter uma alimentação saudável nesse período é fundamental para equilibrar o corpo e garantir disposição para retomar à rotina com mais leveza e bem-estar.

Que tal preparar em casa? Deixamos abaixo algumas opções das receitas. Acesse o site Receitas Nestlé e confira  milhares de outras ideias, receitas saudáveis e até mesmo o Chat Nutri - onde você pode tirar dúvidas diretamente com nutricionistas, de forma gratuita. Aproveite!

 

Sopa de Maçã, Abóbora e Gengibre

 


Ingredientes 

1 colher (sopa) de azeite

1 dente de alho amassado

meia cebola picada

1 maçã sem casca picada

2 xícaras (chá) de abóbora em cubos

1 fatia fina de gengibre

1 tablete de MAGGI® Caldo Legumes

4 xícaras (chá) de água quente

2 colheres (sopa) de cebolinha-verde picada

  

Modo de Preparo

1.Em uma panela, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola. Junte a maçã e refogue até dourar.

2.Junte a abóbora, o gengibre, o MAGGI Caldo e a água quente e cozinhe até que esteja macio.

3.Em um liquidificador, bata tudo e volte à panela, aqueça, polvilhe a cebolinha e sirva.

Dica de Ingrediente

 

   

Chá de Gengibre com Limão e Mel

 




Ingredientes 

2 colheres (sopa) de raiz de gengibre ralada

2 colheres (sopa) de mel

2 fatias de limão

2 xícaras (chá) de água quente

 

Modo de Preparo 

1.Em uma panela, coloque o gengibre, o mel e o limão e aqueça brevemente.

2.Acrescente a água quente e ferva por cerca de 3 minutos. Sirva.



 

Iogurte Natural com Aveia e Morango no Potinho

 


Ingredientes

1 pote de NESTLÉ® Iogurte Natural Integral

1 colher (sopa) de Aveia Flocos NESTLÉ®

meia colher (chá) de sementes de chia

meia xícara (chá) de morangos fatiados

1 castanha-do-pará picada grosseiramente

 

Modo de Preparo

1.Em um recipiente, misture o Iogurte NESTLÉ, o mel, com a NESTLÉ Aveia e as sementes de chia.

2.Em um recipiente com tampa, coloque metade da mistura de Iogurte, distribua os morangos fatiados, cubra com a outra parte da mistura e salpique a castanha-do-pará.



 

Risoto de Carne com Alho-poró

  

Ingredientes

1 tablete de MAGGI® Caldo Equilibrium Carne

3 xícaras (chá) de água fervente

2 colheres (sopa) de manteiga

300 g de filé mignon em tiras

1 pitada de sal

1 pitada de pimenta-do-reino

1 cebola picada

1 xícara (chá) de alho-poró

1 xícara (chá) de arroz arbóreo

meia xícara (chá) de vinho branco

3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

 

Modo de Preparo

1.Em uma panela, dissolva o MAGGI Caldo em água fervente, e mantenha em fogo baixo.

2.Em outra panela, aqueça 1 colher (sopa) de manteiga, acrescente a carne, o sal e a pimenta.

3.Doure por cerca de 5 minutos. Reserve.

4.Na mesma panela, refogue a cebola e o alho-poró.

5.Adicione o arroz arbóreo e o vinho branco e mexa até evaporar. Acrescente, pouco a pouco, o Caldo quente, mexendo sempre, até que o arroz fique úmido e al dente.

6.Misture a carne reservada, desligue o fogo e acrescente delicadamente a manteiga restante.

7.Sirva imediatamente polvilhado com o queijo parmesão.

 

Posts mais acessados