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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Setembro Vermelho: Prevenção de Doenças Cardiovasculares

Últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, estimam que 19,8 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares, o que representa aproximadamente 32% de todas as mortes no mundo. Desses óbitos, 85% foram causados por infarto e acidente vascular cerebral (AVC), sendo que mais de três quartos ocorreram em países de baixa e média renda.


Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares — com destaque para o Infarto Agudo do Miocárdio — continuam sendo a principal causa de mortalidade no Brasil. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que, no primeiro semestre de 2025, foram registrados 1,6 milhão de atendimentos ambulatoriais relacionados ao infarto. Em 2024, esse número foi de 2,9 milhões, e em 2023, 2,6 milhões. No que se refere aos procedimentos hospitalares, foram realizados 93.257 mil no primeiro semestre de 2025, 177,7 mil em 2024 e 168,8 mil em 2023. Já os óbitos por infarto somaram 94.008 mil em 2023 e 93.641 mil em 2024.

 

Casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) -  Entre 2023 e junho de 2025, o Ministério da Saúde investiu R$ 949,2 milhões para custear procedimentos ambulatoriais e hospitalares. Em 2024, foram computados 196,3 mil atendimentos hospitalares e 1 milhão de atendimentos ambulatoriais. Em 2023, foram contabilizados 196,5 mil atendimentos hospitalares e 853,4 mil ambulatoriais. Quanto aos óbitos por AVC, foram registrados 33.759 mil em 2023 e 192.220 mil em 2024.

 

Importância da acreditação na identificação do infarto - A acreditação hospitalar exerce um papel fundamental na melhoria da qualidade do atendimento em saúde, especialmente em situações críticas como a identificação precoce do infarto agudo no pronto atendimento.

 

“A acreditação exige a adoção de protocolos clínicos baseados em evidências, como o protocolo de dor torácica, que auxilia os profissionais a reconhecerem rapidamente os sinais e sintomas do infarto e a tomarem decisões ágeis e eficazes. Um dos protocolos, nos hospitais acreditados, determina que o eletrocardiograma (ECG) seja realizado em até 10 minutos após a chegada do paciente com dor no peito. Essas medidas salvam vidas”, explica Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA (Organização Nacional de Acreditação).

 

Gilvane destaca ainda que instituições acreditadas promovem uma cultura de segurança, com foco na redução de diagnósticos perdidos ou tardios, uso de checklists e fluxos clínicos padronizados, além de uma comunicação eficiente durante as transições de cuidado entre o pronto-socorro e a cardiologia.

 

“É importante que as instituições capacitem frequentemente suas equipes multidisciplinares, para que possam reconhecer os principais sintomas e sinais de infarto ou AVC, agir com rapidez e segurança e evitar falhas de comunicação entre os profissionais atuantes.”, finaliza 

 



ONA - Atualmente, das mais de 380 mil organizações de saúde registradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), 2.329 são acreditadas.


Dia Mundial de Combate a Sepse: Diagnóstico precoce e tratamentos integrados salvam vidas

Prevenção, diagnóstico precoce e suporte hospitalar são essenciais para reduzir mortalidade relacionada à infecção generalizada

 

No dia 13 de setembro, a atenção se volta para uma condição letal: a sepse. Resultado de uma resposta exagerada do organismo a uma infecção, que pode evoluir de uma forma rápida e se disseminar por todo o organismo, comprometendo órgãos vitais e, em muitos casos, levando à morte. Estima-se que 50 milhões de pessoas sejam afetadas anualmente em todo o mundo1

A sepse ocorre quando uma infecção que poderia ser controlada se dissemina e desencadeia uma reação desproporcional do sistema imunológico. Em vez de proteger, essa resposta inflamatória exacerbada compromete o funcionamento do organismo, alterando a circulação sanguínea e dificultando a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Como consequência, órgãos vitais podem perder sua função de maneira progressiva. Os sinais de alerta mais comuns incluem febre, aceleração dos batimentos cardíacos, respiração rápida ou ofegante, confusão mental e dores no corpo. 

A doença pode se manifestar tanto a partir de infecções adquiridas na comunidade — como pneumonias, infecções urinárias e de pele — quanto em ambientes hospitalares, especialmente por infecções associadas a procedimentos invasivos ou internações prolongadas. Para cada 1.000 pacientes hospitalizados, estima-se que 15 desenvolverão sepse como complicação dos cuidados de saúde.2  

“Embora qualquer pessoa possa desenvolver sepse, entre os mais vulneráveis estão as crianças pequenas, recém-nascidos, idosos e pacientes com doenças crônicas ou câncer. A atenção redobrada para esses grupos é fundamental”, alerta Dra. Fernanda Pimentel, diretora médica da Baxter para a América Latina. 

A prevenção da sepse envolve ações que vão desde hábitos simples até protocolos clínicos rigorosos. Na comunidade, a vacinação, higiene adequada, e atenção aos primeiros sinais de infecção são essenciais para reduzir o risco de evolução para quadros graves. Já nos hospitais, a adoção de um controle rigoroso de cateteres e dispositivos invasivos, protocolos de higiene, monitoramento clínico contínuo, contribui para impedir que infecções evoluam para sepse. “Prevenir essa condição exige vigilância em todas as etapas do cuidado. A conscientização e a prevenção combinadas podem salvar vidas e reduzir complicações”, reforça a médica. 

O diagnóstico precoce da sepse é decisivo para a sobrevida do paciente. Como destaca a Dra. Fernanda, ele começa pela avaliação clínica, que exige do profissional de saúde a capacidade de reconhecer rapidamente sinais de disfunção orgânica. Exames laboratoriais, como análises de sangue, complementam essa etapa ao apontar o agente infeccioso envolvido. “Uma vez identificada a condição clínica, o tratamento deve ser iniciado sem demora, com uma abordagem terapêutica ampla e precisa, considerada a medida central de controle da doença”, afirma Dra. Fernanda. 

O manejo eficaz da sepse depende também da integração entre protocolos clínicos e tecnologias avançadas. Sistemas de monitoramento contínuo permitem acompanhar alterações no paciente em tempo real, detectar disfunções orgânicas e orientar intervenções rápidas. Ferramentas como sistemas de monitoramento hemodinâmico, soluções de fluidoterapia em sistemas fechados e até mesmo tecnologias conectadas ao leito ajudam a equipe de saúde a tomar decisões precisas e seguras, aumentando a chance de recuperação e a segurança do paciente durante todo o tratamento. 

Mesmo após a alta hospitalar, o cuidado deve continuar. “A reabilitação precoce, o acompanhamento multidisciplinar e a vigilância constante são essenciais para prevenir novas infecções e minimizar sequelas físicas, cognitivas e psicológicas”, finaliza a médica. 

A sepse continua sendo um desafio de saúde pública mundial que exige atenção em todas as etapas. Ampliar o conhecimento sobre a doença, investir em diagnóstico precoce e assegurar tratamentos eficazes e seguros nos hospitais são medidas que fazem diferença tanto na redução da mortalidade quanto na recuperação total dos pacientes.



Baxter
Para saber mais, visite o SITE.


Referências

1 Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) Sepse um problema e saúde pública. Disponível em: livro-sepse-um-problema-de-saude-publica-cfm-ilas.pdf. Acesso em: 25 de agosto 2025.
2 Organização Mundial da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em:25 de agosto de 2025.

 

Obesidade infantil explode no Brasil: escolas estão preparadas para enfrentar essa epidemia?

Um em cada três adolescentes brasileiros já apresenta excesso de peso. Sem mudanças urgentes no ambiente escolar, a obesidade infantil tende a se agravar e comprometer o futuro de milhões de crianças

 

Em setembro, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Setembro Laranja: combate à obesidade infantil”, com o objetivo de dar visibilidade ao problema, estimular práticas alimentares mais saudáveis nas escolas e em casa, além de incentivar a prática de atividades físicas desde cedo.

No Brasil, os números mostram que a urgência é real: um em cada três adolescentes de 10 a 19 anos está acima do peso, segundo levantamento nacional com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Em dez anos, o sobrepeso entre jovens dessa faixa etária cresceu quase 9%, atingindo 2,6 milhões de brasileiros número que já preocupa autoridades de saúde em todo o mundo.

As consequências desse aumento vão além da balança: excesso de peso precoce eleva o risco de doenças cardíacas, diabetes e até AVC. Este ano, a gravidade do problema levou o Conselho Federal de Medicina (CFM) a autorizar a cirurgia bariátrica em adolescentes a partir dos 14 anos.

Uma das chaves para virar esse jogo está dentro das escolas.
Segundo Mariana Ruske, pedagoga e fundadora da Senses Montessori School, a responsabilidade das instituições de ensino é enorme:

“A infância é a fase mais importante para a consolidação do paladar, permeando escolhas que a criança tende a sustentar por toda a vida. A escola deve ser consciente e consistente ao oferecer alimentos variados, nutritivos e minimamente processados, criando um ambiente que incentive hábitos positivos. Essa responsabilidade não se restringe ao cardápio, mas envolve também o modo como o alimento é apresentado, o ritual das refeições e a relação com a comida.”

Grande parte das crianças passa mais tempo na escola do que em casa. Por isso, o ambiente escolar pode ser tanto um aliado quanto um vilão na luta contra a obesidade. Cantinas que priorizam salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes contribuem para perpetuar o problema.

“As crianças são extremamente sensíveis ao ambiente. Se normalizam o consumo de ultraprocessados na escola, esse hábito tende a se perpetuar na vida adulta. Já quando participam do preparo e da escolha dos alimentos, há maior adesão a hábitos saudáveis”, explica Mariana.

Entre os maiores desafios enfrentados pelas instituições estão a conscientização da própria equipe escolar, o alinhamento com as famílias e o apelo sensorial dos ultraprocessados. Mas, segundo a pedagoga, existem estratégias práticas que podem transformar essa realidade:

  • Banir ultraprocessados das cantinas e dos lanches enviados de casa.
  • Oferecer lanches nutritivos e variados, com foco em alimentos frescos e sazonais.
  • Educar pelo exemplo, com professores e pais sendo modelos de hábitos equilibrados.
  • Incluir a criança no processo, desde a recepção dos alimentos até o preparo e a organização das refeições.

“A consistência entre escola e família é o que realmente forma hábitos sólidos. Quando os dois ambientes caminham juntos, a criança cresce mais saudável, e a comunidade escolar fortalece sua reputação de cuidado integral”, reforça a pedagoga.

O Setembro Laranja é um convite à reflexão: combater a obesidade infantil não é apenas uma questão estética, mas uma urgência de saúde pública. Escolas que assumem esse protagonismo não apenas educam, mas salvam vidas.

 

Mariana Ruske - Pedagoga da Senses Montessori School - especializada no método Montessori e fundadora da Senses Montessori School, referência em bilinguismo e educação Montessori no Brasil. Mãe de dois meninos, sua trajetória inclui formações em engenharia e astrofísica antes de encontrar sua vocação na pedagogia, impulsionada pela paixão pelo cérebro humano e seu desenvolvimento. Palestrante e ativista, dedica-se a disseminar informações sobre a proteção infantil contra abuso e violência. Defende que a educação infantil é a base do futuro e vê na Pedagogia Científica de Maria Montessori a ferramenta ideal para um desenvolvimento integral.


Fibrose Cística: Tosse persistente e falta de ar estão entre os sinais da doença

Freepik
8 de setembro é o Dia Mundial da Fibrose Cística, doença que afeta um em cada 25 brasileiros e provoca danos nos sistemas respiratório e digestivo

 

Rara e não conhecida a fundo por grande parte da sociedade, a fibrose cística é uma doença genética que afeta principalmente os sistemas respiratório e digestivo. Causada por mutações em um gene chamado CFTR (Cystic Fribrosis Transmembrane Conductance Regulator), resulta na produção de uma proteína defeituosa que danifica as glândulas produtoras de muco, suor e enzimas digestivas. 

A campanha de saúde em destaque neste mês é denominada Setembro Roxo e aborda a conscientização sobre a fibrose cística, doença que, além de crônica, é progressiva e afeta cada indivíduo de maneira diferente. O tratamento geralmente é multidisciplinar, envolvendo terapia de fisioterapia para auxiliar na mobilização do muco nos pulmões, medicamentos para melhorar a função pulmonar e enzimas digestivas para auxiliar na digestão, além de suporte nutricional, entre outros. Os pacientes que são diagnosticados com a doença conseguem produzir muco de 30 a 60 vezes mais espesso que o comum. 

Não há cura para a doença, mas os avanços na medicina vêm proporcionando, ao logo dos anos, qualidade de vida por meio do controle dos sintomas que previnem futuras complicações aos pacientes, além de novos tratamento promissores que tendem, pela primeira vez, alterar o curso progressivo da doença. No Brasil, uma em cada 25 pessoas carregam o gene da doença que atinge cerca de 70 mil pessoas em todo mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. 

“É essencial que pessoas que sofrem com a patologia tenham consultas médicas regulares com uma equipe especializada. Priorizar uma vida com atividades físicas também é um diferencial, já que o exercício melhora a função pulmonar e a resistência, além da hidratação do corpo com a constante ingestão de água que pode facilitar a eliminação da mucosa. Em casos mais graves, quando há comprometimento severo das funções pulmonares, o transplante de pulmão pode ser uma opção de tratamento indicado”, explica o médico pneumologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, André Negrelli.

 

Entre os principais sintomas e características, estão:

  • Produção de muco espesso que dificulta a passagem de ar nos pulmões e pode levar a infecções respiratórias crônicas;
  • Pneumonia recorrente devido à dificuldade do pulmão de expelir a secreção e tosse crônica;
  • Problemas digestivos provocados pela aderência do muco mais espesso no pâncreas que acaba dificultando a liberação de enzimas. A camada de muco pode agir como barreira e dificultar a absorção de nutrientes, impedindo o ganho de peso;
  • Acúmulo de muco nos ductos biliares que pode obstruir a passagem gerando problemas no fígado;
  • Suor salgado devido ao funcionamento anormal das glândulas sudoríparas, por isso é conhecida como Doença do Beijo Salgado.

Vale ressaltar que a fibrose cística não é contagiosa e não afeta o campo cognitivo, ou seja, não interfere no desenvolvimento intelectual, na linguagem, memória ou raciocínio da criança ou adulto. Ela pode ser identificada no Teste do Pezinho (realizado em recém-nascidos) e diagnosticada através de exames genéticos ou do Teste do Suor.

 

FACULDADE PITÁGORAS


Nem sempre é genética: o que pode estar por trás da baixa estatura infantil?

Nem toda diferença de altura é sinal de doença, mas especialistas alertam que causas hormonais e nutricionais precisam ser investigadas

 

Seu filho é mais baixo do que os colegas de sala? Comparações podem enganar: em muitos casos, a baixa estatura não passa de uma variação normal. Mas quando o crescimento fica muito abaixo do esperado para a idade e histórico familiar, pode indicar problemas hormonais ou nutricionais. 

Segundo dados do Lanpop USP, obtidos a partir do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, 5,3% das crianças brasileiras com menos de 5 anos apresentavam déficit de altura em 2021cinco vezes mais do que o observado em populações saudáveis. O aumento do déficit de crescimento está relacionado à fome, à desnutrição e às crises econômicas recentes, especialmente durante a pandemia. 

A endocrinologista infantil e cofundadora da startup de saúde e medicina G7med, Mônica Gabbay, alerta que “Quando expostas a esses problemas na primeira infância, entre os 0 e 6 anos, as crianças têm menor chance de recuperar o déficit de altura”. 

Entre os distúrbios hormonais, os mais frequentes são a deficiência do hormônio de crescimento e da tireoide. No caso do hormônio tireoidiano, a baixa estatura geralmente vem acompanhada de outros sinais, como mau rendimento escolar, intestino preso, pele seca, inchaço e cansaço excessivo. Já a deficiência do hormônio de crescimento costuma ser silenciosa e só é identificada por exames específicos. 

Mônica alerta que um equívoco comum entre os pais é acreditar que crianças que crescem pouco na infância irão recuperar a altura na puberdade. “Se a deficiência de hormônio de crescimento não for identificada e tratada precocemente, a estatura final pode ser comprometida. A puberdade acelera a idade óssea e reduz o tempo disponível para o crescimento. Quanto melhor a altura no início da puberdade, melhor o prognóstico”. 

Além do acompanhamento médico, há fatores cotidianos que influenciam o crescimento, como alimentação equilibrada, sono adequado e prática regular de atividades físicas. 

O tratamento da baixa estatura também evoluiu nos últimos anos. Antes, a reposição do hormônio de crescimento precisava ser feita por meio de injeções aplicadas sob a pele todos os dias, uma rotina difícil tanto para as crianças quanto para os pais. 

Hoje, já existem versões que permitem aplicação apenas uma vez por semana, com a mesma eficácia. “A mudança trouxe mais praticidade e conforto, além de aumentar a adesão ao tratamento, já que muitas famílias desistiam por conta da dificuldade de manter as injeções diárias”, afirma Gabbay.



Mônica Gabbay - médica endocrinopediatra, cofundadora da startup de saúde médica G7med. Especialista em crescimento e desenvolvimento infantil; referência no diagnóstico e tratamento de distúrbios hormonais na infância e adolescência.


5 coisas que muita gente não sabe sobre rinite alérgica!

 Vacina, herança genética e incidência maior em mulheres estão entre os aspectos desse problema, destaca médica do Hospital Paulista

 

Os sintomas são bastante conhecidos e os fatores que a provocam, idem. A rinite alérgica, de forma bem resumida, é uma inflamação da mucosa nasal, que ocasiona espirros, coriza, congestão nasal, coceira no nariz, garganta e olhos, podendo ainda estar associada à sensação de cansaço, dor de cabeça e, até mesmo, perda de olfato. As causas dessas reações, por sua vez, quase sempre estão associadas ao contato com poeira, pólen, ácaros e pelos de animais.

 

Em família 

O que muita gente não sabe, contudo, é que a origem desse problema pode estar ligada a fatores genéticos - sabia disso? Ou seja, filhos que têm pais com rinite são mais predispostos a desenvolver os sintomas ao longo da vida. 

"Estudos científicos mostram que a predisposição genética desempenha um papel importante no desenvolvimento da rinite alérgica. Se um ou ambos os pais têm rinite alérgica, há uma maior probabilidade de que seus filhos também desenvolvam a condição", confirma a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista em alergias respiratórias. 

A médica pondera, no entanto, que a presença de fatores ambientais, como a exposição a alérgenos, também desempenha um papel significativo no desencadeamento da rinite alérgica. Ou seja, além da ligação consanguínea, os meios que vivemos e frequentamos podem ser variáveis decisivas nesta equação. 

"A combinação de fatores genéticos e ambientais é o que realmente faz a diferença para o desenvolvimento e manifestação da rinite alérgica em indivíduos predispostos", explica a especialista.

 

Em qualquer idade 

Dra. Cristiane também destaca que a rinite alérgica pode aparecer em qualquer idade. "A rinite pode surgir em qualquer momento da vida. Embora muitas vezes se manifeste na infância, a rinite alérgica também pode surgir na adolescência ou na idade adulta, mesmo em pessoas que nunca tiveram sintomas antes. Portanto, é importante estar atento aos sintomas e procurar orientação médica para um diagnóstico correto e um tratamento adequado, independentemente da idade em que a rinite se manifestar", enfatiza.

 

Em mulheres 

Outro aspecto curioso, que muitos desconhecem, é que a rinite alérgica é mais comum em mulheres do que em homens. "Estudos mostram que as mulheres têm uma maior prevalência de rinite alérgica em comparação com os homens. Essa diferença pode ser atribuída a fatores hormonais e genéticos", explica.

 

Existe vacina? 

Com relação ao tratamento, a médica do Hospital Paulista destaca que existem várias formas de combater, assim como de prevenir a rinite alérgica. Uma delas é a imunoterapia específica para rinite, também conhecida como vacina de alergia. 

“A imunoterapia funciona expondo gradualmente o paciente a pequenas quantidades do alérgeno. Isso ajuda a dessensibilizar o sistema imunológico, reduzindo a resposta alérgica do corpo ao alérgeno, ao longo do tempo, os sintomas da rinite alérgica e a necessidade de medicamentos a longo prazo”, reitera. 

Ainda assim, o mais comum é o uso de medicamentos como anti-histamínicos, corticosteroides nasais e descongestionantes, para minimizar as reações. E para prevenir a rinite, claro, evitar o contato com alérgenos – ou seja, poeira, pólen, ácaros e pelos de animais. 

Seja de um jeito, seja de outro, a especialista pondera que, antes de mais nada, é importante consultar um otorrinolaringologista para um diagnóstico adequado e um plano de tratamento personalizado.

 

Existe cura? 

Com relação à possibilidade de cura da rinite, a Dra. Cristiane esclarece que isso ainda não é possível hoje. “A rinite alérgica pode ser controlada e gerenciada com tratamentos adequados, mas não pode ser completamente curada. No caso da imunoterapia, pode-se até criar uma resistência ao que a pessoa é alérgica, mas a predisposição genética de alergia não é modificada.”


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

No Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

Sinais que merecem atenção

Mudanças no comportamento, como isolamento repentino, alterações de sono e alimentação, frases de desesperança ou desistência, podem ser sinais de alerta para o sucídio. “É preciso prestar atenção ao que muitas vezes é visto como ‘drama’ ou ‘fase’. Pequenos indícios podem revelar um grande sofrimento”, afirma a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, falar sobre o tema é fundamental. “Existe um mito de que falar sobre suicídio pode incentivar alguém, mas isso não é verdade. O silêncio, sim, pode ser fatal. Quando oferecemos escuta ativa e sem julgamentos, abrimos caminhos para que a pessoa se sinta acolhida e busque ajuda”, explica.


Porque falar é tão importante

Mesmo que ainda exista receio de falar sobre suicídio, a psicóloga reforça que conversar salva vidas. “Trazer o assunto para rodas de conversa, família ou escola ajuda a normalizar a busca por ajuda psicológica e mostra que não há vergonha em admitir dor emocional”, explica.


Nas redes sociais

Em um mundo tão conectado, Tatiana ainda ressalta o papel das redes sociais também precisa ser considerado. Segundo ela, a pressão para se adequar a padrões irreais pode aumentar a vulnerabilidade emocional. “Entre jovens, a comparação constante e a sensação de não ser suficiente estão entre os gatilhos mais comuns. Precisamos educar para o uso consciente da internet e estimular espaços de autenticidade”, orienta.


No trabalho

O sofrimento psíquico também aparece nas empresas. “Assédio, excesso de pressão por resultados e ausência de diálogo interno podem ampliar riscos. As organizações precisam investir em programas de saúde mental e criar canais de apoio ao funcionário, para que ele não se sinta sozinho em momentos de fragilidade”, reforça a psicóloga.


Na escola

Na adolescência, a escola é espaço essencial de prevenção. “Professores e colegas podem ser agentes de escuta e acolhimento. Capacitar educadores para identificar sinais de risco e criar projetos que combatam bullying são medidas fundamentais”, acrescenta Tatiana Serra.


Como prevenir

Além da busca por apoio profissional, práticas simples podem ajudar no dia a dia. “Escrever um diário, praticar exercícios de respiração, manter uma rede de apoio e cuidar da qualidade do sono são recursos acessíveis que fazem diferença”, explica a especialista que ainda afirma que pessoas que buscaram ajuda e conseguiram ressignificar a dor são exemplos reais de que há saída. “Isso fortalece a mensagem de que pedir ajuda não é fraqueza, mas um ato de coragem”, finaliza. 



Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga - CRP: 06/123778. Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e Transtorno do Espectro do Autismo e desenvolvimento de famílias e equipe.


Sensibilidade dentária: o que está por trás do incômodo que afeta milhões de brasileiros

Especialista explica as causas desse desconforto e como prevenir o problema com orientações simples

 

Momentos prazerosos, como saborear um sorvete ou tomar um café quente, tornam-se experiências desagradáveis para as pessoas que sofrem de sensibilidade dentária (ou dentinária). A sensação de dor aguda e repentina impacta diretamente a qualidade de vida de mais de 40 milhões de brasileiros, segundo um estudo realizado pela Kantar. Além de ser muito mais comum do que se imagina, esse problema também é subestimado pela grande maioria dos pacientes, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento corretos.

 

A sensibilidade dentária tem origem multifatorial e ocorre quando a dentina, uma camada interna do dente, que é normalmente protegida pelo esmalte e pela gengiva, fica exposta. Essa exposição permite que estímulos, como frio, calor, doce, pressão ou até o toque da escova, atinjam os nervos do dente, causando dor ou desconforto. 

 

De acordo com a professora de Odontologia da UniSociesc, Helena Polmann, embora a cárie tenha sido por muito tempo a principal vilã quando o assunto era saúde bucal, “hoje tem se observado um aumento das chamadas ‘lesões não cariosas’, que são causadas por fatores diversos, como escovação incorreta, apertamento dental (o bruxismo) e problemas de oclusão (quando os dentes não se encaixam corretamente). Essas situações podem causar o desgaste do esmalte, expondo a dentina, o que aumenta a sensibilidade”, explica

 

Alimentos e bebidas com alto grau de acidez também têm papel importante nesse processo. Sucos cítricos, refrigerantes, águas com gás e até alguns tipos de vinhos e isotônicos, apesar de parecerem inofensivos ou até saudáveis, podem comprometer a saúde dos dentes se consumidos em excesso.

 

Outro fator pouco conhecido, mas relevante, é o refluxo gastroesofágico. A professora explica que o ácido estomacal, ao alcançar a boca, ataca a estrutura dos dentes de forma silenciosa e contínua. “É como se, o tempo todo, um líquido ácido estivesse em contato com os dentes, desgastando-os lentamente”, elucida.

 


Impacto na qualidade de vida

 

A sensibilidade dentária pode parecer apenas um desconforto ocasional, mas afeta diretamente o bem-estar das pessoas. A especialista da UniSociesc observa que, muitas vezes, o incômodo é interpretado como algo normal, o que leva à negligência do problema. “O paciente ‘acostuma-se’ a sentir dor ao tomar um sorvete, por exemplo, e assim evita de procurar ajuda”, comenta Helena. 

 

Como resultado, hábitos prazerosos, como apreciar uma bebida gelada no verão, acabam sendo deixados de lado. Com o tempo, além do prejuízo emocional, há também um agravamento do problema bucal. Se não tratado adequadamente, o desgaste do dente pode evoluir para situações mais graves, como exposição do canal (necessitando de tratamento de canal), fraturas, necrose da polpa, retração gengival acentuada, perda do dente e até dificuldades na mastigação e fala. 

 

Prevenção começa na escova

 

Segundo a professora da UniSociesc, a prevenção da sensibilidade começa com escolhas simples no dia a dia, como a da escova de dentes. “Sempre recomendo as opções com cerdas macias ou extra macias. Muita gente acredita que escovas duras limpam melhor, mas isso é um mito”, explica.

 

A técnica de escovação também faz toda a diferença. Ao contrário do que se pensa, força não é sinônimo de limpeza. “O ideal é fazer movimentos suaves, controlados e conscientes, como se estivesse lavando um carro com uma esponja delicada”, compara Helena.

Além disso, ela destaca a importância de limitar o consumo de alimentos e bebidas ácidas. “Muitas pessoas optam por sucos naturais pensando na saúde, mas sucos de laranja e limão, por exemplo, têm pH muito ácido e, quando consumidos com frequência, podem ser agressivos para o esmalte dentário”, alerta.

 

O caminho do cuidado

 

Diante da variedade de causas e sintomas, a melhor forma de cuidar da sensibilidade dentária é estabelecer uma rotina preventiva e manter o acompanhamento com um profissional. A professora recomenda visitar o dentista pelo menos duas vezes ao ano, mesmo que não haja dor ou desconforto aparente.

 

“É durante a consulta de profilaxia, aquela limpeza rotineira, que conseguimos detectar sinais iniciais de sensibilidade e evitar que ela avance. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples e barato é o tratamento”, reforça.

 

A professora ainda reforça três outras dicas simples e práticas para prevenir a sensibilidade dentária:

 

  1. Evite excesso de alimentos e bebidas muito ácidos: consumo frequente de sucos cítricos, refrigerantes, vinhos, isotônicos e até água com gás pode desgastar o esmalte dos dentes e causar sensibilidade.
  2. Use escovas de cerdas macias ou extra macias: escovas duras e força excessiva na escovação danificam a superfície dental. O ideal é escovar com movimentos suaves e técnica correta.
  3. Esteja atento ao bruxismo e problemas de mordida: apertamento dos dentes e má oclusão podem gerar sobrecarga e desgaste dental. Ao menor sinal, procure um dentista. 

A mensagem final da especialista é clara: sentir dor ao consumir alimentos gelados ou ácidos não é normal e merece atenção. “É preciso desconstruir essa ideia de que ‘é só um incômodo pontual e faz parte’. Cuidar dos dentes é um ato de autocuidado que melhora a saúde como um todo”, garante.

 

UniSociesc


Exame identifica alterações hormonais ligadas a problemas no crescimento

Diagnóstico pode reverter problemas no metabolismo de adolescentes, como puberdade precoce e desordens nas glândulas tireoide e suprarrenais 

 

Na adolescência, cada pessoa cresce em seu próprio ritmo. Alguns jovens se desenvolvem mais rapidamente e outros, de forma mais lenta. Mesmo assim, sempre que há suspeita de incompatibilidade do crescimento com a idade, a equipe médica pode solicitar o exame de curvas funcionais. 

Indicado para o diagnóstico de crescimento em crianças e adolescentes, o exame é utilizado para identificar alterações no funcionamento do sistema endócrino, como deficiência do hormônio de crescimento, também conhecido como GH, que pode levar a baixa estatura. Além disso, auxilia na investigação de puberdade precoce, desordens da tireoide e funcionamento das glândulas suprarrenais. 

Responsáveis pela liberação dos hormônios na corrente sanguínea, o funcionamento irregular das glândulas endócrinas pode inibir ou estimular as funções metabólicas do organismo. “Nas curvas funcionais é avaliado o funcionamento da hipófise, glândula responsável pela produção do hormônio de crescimento e pelo início da puberdade, entre outras funções.  

O exame tem duração média de duas horas e costuma ser habitualmente solicitado em crianças e adolescentes. Com ele, é possível determinar se há algum tipo de deficiência na produção do GH e dos hormônios sexuais (Lh / Fsh), que poderá influenciar o desenvolvimento da criança ou jovem”, explica a endocrinologista do Sabin Medicina Diagnóstica de Cuiabá, Renata Pinto Camia.  

De acordo com a especialista, como a maioria dos exames de curvas funcionais são feitos com a administração oral ou venosa de medicamentos, é fundamental que o paciente seja acompanhado por um endocrinologista. “As provas funcionais são exames dinâmicos em que, por meio de um estímulo específico, conseguimos avaliar a função dos hormônios. 

Os testes ocorrem com acompanhamento médico em uma sala exclusiva, com espaço físico adequado e confortável”, explica a médica. “Com o exame, conseguimos fechar o diagnóstico e prescrever o tratamento correto para ajudar o paciente a ter um crescimento adequado”, conclui a endocrinologista. 

 

Grupo Sabin
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Doenças cardiovasculares: por que os cuidados devem entrar na rotina de prevenção?

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,9 milhões de pessoas morrem todos os anos por doenças cardiovasculares, o que representa cerca de 32% de todas as mortes no mundo (Fonte: OMS, atualizada em 2023). No Brasil, só em 2023, foram registradas mais de 420 mil mortes por causas cardiovasculares, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (Dados do Cardiômetro SBC, dezembro/2023).

Em meio a esses números, o Setembro Vermelho reforça a importância da prevenção. Mas além de mudanças no estilo de vida, a atenção à saúde vascular pode ser um fator para identificar riscos e promover o bem-estar geral. Varizes, vasinhos aparentes, inchaços e dores nas pernas podem ser sintomas de desequilíbrios circulatórios que merecem atenção.

A maioria das pessoas associa doenças vasculares apenas a questões estéticas ou desconforto local, mas elas são um sinal de que o sistema venoso não está funcionando de forma ideal. Manter a saúde vascular em dia é crucial para o pleno funcionamento do sistema circulatório e para a qualidade de vida”, explica a Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, clínica referência em medicina vascular de alta performance. 

Com atuação focada em tratamentos de varizes e vasinhos por meio da tecnologia a laser, a Dra. Haila reforça que a prevenção não deve começar apenas quando surgem sintomas mais graves.

O acompanhamento vascular, com diagnóstico e intervenções precoces, ajuda a evitar complicações como tromboses e flebites, além de promover melhor qualidade de vida. Cuidar da circulação é cuidar da saúde como um todo”, recomenda a profissional.

Além de atuar no atendimento direto a pacientes, a Dra. Haila lidera protocolos clínicos no setor privado e participa ativamente da formação de médicos empreendedores, com ênfase na medicina vascular de alta performance.

 


Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável.
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Doenças silenciosas como obesidade, diabetes e hipertensão ameaçam a fertilidade

Condições geralmente associadas ao coração e à circulação também afetam óvulos, espermatozoides e até tratamentos de reprodução assistida 

 

Embora sejam mais conhecidas pelos riscos de infarto, derrame e outras complicações cardiovasculares, doenças como diabetes, hipertensão e obesidade também estão diretamente ligadas à dificuldade para engravidar, tanto em homens quanto em mulheres. O alerta é da Dra. Alessandra Evangelista, médica especialista em reprodução humana, que, a convite da Organon, destaca a importância de ampliar a discussão sobre o impacto dessas condições na saúde reprodutiva. 

“Essas doenças podem prejudicar a ovulação, a qualidade dos óvulos e espermatozoides, além de dificultar a receptividade do útero. Nos homens, reduzem a produção de testosterona, pioram a formação dos espermatozoides e aumentam o risco de disfunção erétil”, explica. 

Além da dificuldade para engravidar, essas condições aumentam as chances de complicações na gestação, como aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas placentários. Outro ponto de atenção é que também reduzem as chances de sucesso dos tratamentos de reprodução assistida, já que o organismo responde de forma menos eficaz às terapias. 

A boa notícia, segundo a especialista, é que em muitos casos esses efeitos podem ser revertidos. A perda de 5% a 10% do peso corporal já pode restaurar a ovulação em mulheres com obesidade. O controle rigoroso do diabetes melhora a qualidade dos gametas e reduz riscos gestacionais. E a hipertensão controlada reduz complicações vasculares que prejudicam o útero. “O corpo tem uma grande capacidade de recuperação quando cuidamos dele a tempo”, ressalta a médica. 

Outro desafio é que muitos sinais precoces passam despercebidos. Irregularidade menstrual, oscilações de glicemia e pressão, cansaço extremo e queda de libido são alguns sintomas que podem indicar que a fertilidade já está comprometida. 

Segundo a especialista, ainda se fala pouco sobre essa relação porque o foco dos cuidados costuma estar no coração e na circulação, não na fertilidade. “A infertilidade ainda carrega estigma e muitas vezes não é abordada nas consultas de rotina. Só que prevenir e tratar essas doenças também é preservar a capacidade de gerar filhos”, ressalta. 

A médica recomenda que pessoas com diabetes, hipertensão ou obesidade que desejam engravidar façam um planejamento pré-concepção: “O ideal é iniciar os cuidados pelo menos seis meses antes, ajustando medicações, controlando glicemia e pressão, e adotando hábitos mais saudáveis”. 

“Prevenir a hipertensão, o diabetes e a obesidade é também prevenir problemas de fertilidade. Precisamos ampliar esse debate e integrar a saúde reprodutiva ao cuidado geral com o corpo”, conclui Dra. Evangelista. 

 

Patente da liraglutida, molécula biolótica da Novo Nordisk: decisão judicial garante recomposição de prazo e abre precedente positivo para solucionar casos de atraso do INPI

Decisão judicial garante recomposição de prazo de patente da liraglutida, molécula biológica da Novo Nordisk, e abre precedente positivo para solucionar casos de atraso do INPI

  • Decisão da justiça federal sobre a liraglutida reconhece direito à recomposição de prazo de patente, após demora de mais de 13 anos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial no processo de exame.
  • Medida reforça a tese da empresa na busca por segurança jurídica, pleito que se estende à patente da semaglutida, princípio ativo dos medicamentos injetáveis Wegovy® e Ozempic®, cujo exame pelo INPI também demorou mais de 13 anos.

 

A Justiça Federal em Brasília decidiu pela necessidade de recomposição do prazo de vigência de uma das patentes da liraglutida biológica, presente nos medicamentos para diabetes e obesidade, Victoza® e Saxenda®, da Novo Nordisk. A sentença reconhece que a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para conceder a patente foi “desproporcional e injustificada”, garantindo à companhia o direito de restauração do seu período de exclusividade em 8 anos, 5 meses e 1 dia. A decisão, da qual ainda cabe recurso, é um precedente relevante para a discussão sobre segurança jurídica e o ambiente de inovação no Brasil. 

A decisão judicial se ampara em um entendimento crucial do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2021, o STF declarou inconstitucional o dispositivo legal que prorrogava automaticamente o prazo de vigência de patentes. Contudo, na mesma decisão (ADI 5529), a Corte elogiou os sistemas de PTA (Patent Term Adjustment) vigentes no exterior e distinguiu a prorrogação automática e genérica (do extinto art. 40 da LPI), da possibilidade de um ajuste pontual e fundamentado, para compensar a demora irrazoável e injustificada do INPI no processo de análise de patentes. 

É exatamente nesse racional que se baseia a decisão favorável à Novo Nordisk, ao reconhecer que o direito fundamental do titular da patente à exclusividade temporária é a essência da proteção patentária, e que o ajuste do prazo de vigência da patente seria a medida mais adequada e eficaz para reparar o dano causado pela ineficiência estatal. 

De acordo com Ana Miriam Dias, diretora jurídica da Novo Nordisk no Brasil, a controvérsia central não é sobre estender o prazo de 20 anos de proteção, padrão global, mas sim sobre como esse prazo é consumido pela burocracia. A executiva explica que a lei brasileira estabelece que a exclusividade de uma invenção depende da concessão da patente pelo INPI – no caso desta patente da liraglutida, o processo de análise levou mais de 13 anos, o que na prática consumiu a maior parte do período de proteção ao qual a empresa teria direito para recuperar os altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. 

“A decisão da Justiça Federal reconhece que a demora excessiva na análise de patentes não pode penalizar a inovação. O que buscamos é segurança jurídica para continuar investindo e trazendo ao Brasil os tratamentos mais modernos à população como um todo. Um ambiente de previsibilidade é fundamental não apenas para a indústria farmacêutica, mas para todo o ecossistema de inovação do país. Sem a garantia de que o direito à patente será respeitado e o exame ocorrerá em um prazo razoável, o Brasil corre o risco de ficar para trás no acesso a novas tecnologias em saúde”, afirma. 

O debate sobre a proteção patentária acontece em um cenário de avanço de doenças crônicas graves, como a obesidade, que já atinge mais de um bilhão de pessoas em todo o planeta, quase um terço dos adultos brasileiros e representa um custo crescente para o sistema de saúde. Um estudo do Departamento de Medicina Preventiva da USP apontou que, em 2019, R$ 1,5 bilhão dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com doenças crônicas foram atribuídos ao sobrepeso e à obesidade. 

A Novo Nordisk reforça que a proteção patentária é o pilar que sustenta todo o ciclo de inovação. “É o retorno obtido durante o período de exclusividade que financia a pesquisa de novas moléculas e tratamentos, que por sua vez, permite a futura entrada de medicamentos genéricos e biossimilares no mercado, ampliando esse acesso a quem mais precisa. O mesmo princípio defendido no caso da liraglutida se aplica ao pleito da companhia sobre a patente da semaglutida, princípio ativo de Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, que também esperou mais de 13 anos pela análise do INPI”, conclui Dias. 



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