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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Anvisa define que PMMA pode ser utilizado para tratamentos médicos

iNota técnica da Anvisa responde ao CFM que o PMMA apresenta um perfil de risco-benefício aceitável quando usado corretamente.

 

O uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como preenchedor no Brasil segue liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A decisão foi registrada na Nota Técnica Nº 3/2025/SEI/GIRPO/GGFIS/DIRE4/ANVISA e comunicada ao Conselho Federal de Medicina (CFM) após um processo de reavaliação do perfil de risco-benefício do PMMA.

 

“No exercício de sua competência regulatória, a Anvisa avaliou os produtos, os serviços e os estabelecimentos envolvidos na cadeia produtiva e assistencial que utilizam o PMMA como dispositivo médico. Com base nas evidências disponíveis, concluiu-se que, quando utilizado conforme as indicações aprovadas e sob condições adequadas de uso, o produto apresenta um perfil de risco-benefício aceitável”, explicou a Anvisa na Nota Técnica.

 

A Anvisa disse ainda que, “não se identificou, até o momento, a necessidade de adoção de medidas adicionais às já implementadas. Cabe aos demais entes do sistema de saúde atuarem dentro de suas respectivas atribuições legais, com vistas à prevenção e repressão de práticas que extrapolem as indicações autorizadas ou que comprometam a segurança do paciente”.

 

Perfil risco-benefício do PMMA

 

O processo de reavaliação do perfil de risco-benefício do PMMA foi instaurado em janeiro deste ano. Segundo a Nota Técnica da Anvisa sobre o caso, foi considerado o documento apresentado pelo CFM, literatura científica e experiências regulatórias internacionais. Também foram coletadas informações complementares dos detentores de registro de produtos à base de PMMA, com vistas à atualização do dossiê técnico e à verificação da conformidade com os requisitos de segurança e eficácia. Outra ação da Anvisa foi a inspeção dos fabricantes de PMMA para aferição das boas práticas de fabricação.

 

Nesse processo, a Anvisa também manteve diálogo técnico com o CFM e demais entidades envolvidas, buscando assim, subsidiar uma decisão regulatória fundamentada, proporcional e alinhada com os princípios da vigilância sanitária. O processo foi instaurado em janeiro deste ano, quando o CFM solicitou a suspensão imediata da produção e comercialização de preenchedores à base de PMMA.

 

“Desde o recebimento da proposição, a Anvisa reconheceu a relevância do tema e a preocupação manifestada pelo CFM quanto à segurança dos pacientes submetidos a procedimentos estéticos com o uso do PMMA. Cabe destacar que o PMMA é atualmente classificado como dispositivo médico regulamentado pela Anvisa, com indicações específicas aprovadas para a correção volumétrica de tecidos moles, em conformidade com os requisitos técnicos e sanitários vigentes”, informa a Nota Técnica da Anvisa.

 

Três áreas técnicas da Anvisa analisaram o risco-benefício do PMMA, sendo elas responsáveis pelo registro de dispositivos médicos (GGTPS), inspeção e fiscalização de dispositivos médicos (GIPRO/GGFIS) , monitoramento de eventos adversos (GETEC/GGMON).

 

Conforme a Nota Técnica, a Anvisa concluiu que o uso do PMMA é autorizado para correção volumétrica, com orientações específicas; o PMMA apresenta um perfil de risco-benefício aceitável quando usado corretamente e os eventos adversos devem ser notificados à Anvisa para ações de proteção à saúde.



Formol em alisamentos: conheça os riscos à saúde e os direitos do consumidor, após alerta da Anvisa

Quando aquecido durante alisamentos, especialmente com o uso de pranchas, o formaldeído libera vapores tóxicos que podem comprometer seriamente a saúde de clientes e profissionais

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta sobre os riscos associados ao uso de formol como alisante de cabelos. De acordo com a Anvisa, o formol, também conhecido como formaldeído, é uma substância altamente tóxica e seu uso para alisamento capilar é proibido no Brasil. Saiba quais são os principais riscos à saúde associados ao uso do produto e os direitos do consumidor em caso de lesão. 

Segundo a médica Caroline Daitx, especialista em medicina legal e perícia médica, o formaldeído é frequentemente envolvido em casos de intoxicação aguda ou crônica, documentados em perícias médico-legais. Embora seja utilizado em ambientes laboratoriais como conservante, o formol não é autorizado pela Anvisa como substância alisante capilar, sendo seu uso nesses contextos uma infração sanitária.

A especialista explica que quando aquecido durante alisamentos, especialmente com o uso de pranchas, o formaldeído libera vapores tóxicos que podem comprometer seriamente a saúde de clientes e profissionais. Quanto aos riscos para a saúde a médica destaca “irritação das vias respiratórias, ardência no nariz, garganta e olhos, tosse persistente e dificuldade para respirar, além de reações dermatológicas e efeitos neurológicos tais como “vermelhidão, coceira, dermatite de contato, queimaduras,  cefaleia, tontura, alterações cognitivas e, em exposições prolongadas, potenciais danos ao sistema nervoso, sensibilização imunológica, com risco aumentado de reações alérgicas severas, além de câncer, pois o formaldeído é classificado pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) como substância cancerígena para humanos, principalmente associado a neoplasias nas vias aéreas superiores”.

Daitx também alerta para os sinais e sintomas específicos que indicam uma exposição perigosa ao formol durante o processo de alisamento capilar. “Os sintomas mais comuns incluem ardência nos olhos, nariz e garganta, lacrimejamento intenso, tosse seca, sensação de sufocamento, náuseas, tontura, dor de cabeça, irritação no couro cabeludo ou na pele, entre outros. Essas reações não devem ser subestimadas, pois podem configurar sinais de intoxicação ambiental, especialmente em ambientes fechados e mal ventilados”, enfatiza a médica.

Casos de intoxicação por formol em contextos estéticos já foram documentados na medicina legal, tanto em vítimas quanto em profissionais expostos de forma crônica. “Em muitos casos, há dificuldade de rastrear a origem da exposição, uma vez que os produtos usados nem sempre têm rotulagem adequada ou transparente. O uso do formol como alisante é ilegal no Brasil, e ainda assim continua sendo utilizado, muitas vezes de forma clandestina ou sob nomes alternativos, como metilenoglicol ou “escova de carbocisteína”. Nenhum produto com concentração acima de 0,2% de formol é autorizado pela Anvisa, e mesmo essa pequena porcentagem é permitida exclusivamente como conservante, não como alisante. A exposição ao formol configura risco toxicológico importante, com potencial de gerar danos à saúde, ações judiciais e responsabilização profissional”, finaliza a perita.

Segundo a advogada Renata Abalém, especialista em Direito do Consumidor, os consumidores estão amparados por diversas garantias legais diante dos riscos associados a esses produtos. “O consumidor tem direito à proteção contra riscos à saúde e segurança, à informação clara e ostensiva sobre a composição e os efeitos do produto, além do acesso à reparação integral de danos materiais e morais, caso ocorra lesão”, afirma.

Essas garantias estão previstas no Código de Defesa do Consumidor e se estendem, inclusive, aos casos em que a pessoa concordou com o uso do produto. “Mesmo que o consumidor saiba do que se trata e concorde com a aplicação, a responsabilidade do fornecedor é objetiva e não se afasta em razão do suposto consentimento, se o produto causar dano e não cumprir os padrões de segurança fixados pela autoridade sanitária”, reforça Abalém.

Além dos danos civis, os responsáveis podem ser processados criminalmente. “O uso de substância proibida pode configurar crime contra a saúde pública, com pena de reclusão. Também pode haver responsabilização por lesão corporal, se houver dano à integridade física”, conclui a advogada.

 


Fontes:

Caroline Daitx: médica especialista em medicina legal e perícia médica. Possui residência em Medicina Legal e Perícia Médica pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médica concursada na Polícia Científica do Paraná e foi diretora científica da Associação dos Médicos Legistas do Paraná. Pós-graduada em gestão da qualidade e segurança do paciente. Atua como médica perita particular e promove cursos para médicos sobre medicina legal e perícia médica. Autora do livro “Alma da Perícia”.

Renata Abalém: advogada, Diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC) e membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/SP.


Tudo o que você precisa saber sobre miomas

Julho é o mês dedicado à conscientização sobre os miomas uterinos, tumores que se formam no tecido muscular do útero, geralmente benignos. Eles variam de microscópicos a grandes e podem estar localizados em diferentes áreas do útero. O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética e histeroscopia. 

Embora os miomas possam causar desconforto significativo em algumas mulheres, em muitos casos, eles não representam um risco à saúde. A decisão de remover ou não um mioma deve ser cuidadosamente avaliada, levando em consideração a saúde geral da paciente, seus sintomas, objetivos reprodutivos e qualidade de vida. 

Abaixo, o Dr. Thiers Soares, especialista em miomas, adenomiose e endometriose, esclarece as principais dúvidas:
 

Sintomas

Geralmente, os miomas não causam sintomas e são descobertos apenas em exames de rotina. No entanto, dependendo do tamanho, quantidade ou localização, alguns sinais podem surgir, como:

Sangramento menstrual intenso;

Períodos menstruais prolongados;

Cólicas pélvicas;

Constipação;

Dor durante a relação sexual;

Aumento da frequência urinária. 

"Além disso, a dificuldade para engravidar pode ser um indicativo, já que os miomas podem causar complicações na gravidez e até abortos", esclarece Soares. Para diagnosticar os miomas, a ultrassonografia transvaginal é o exame mais comum, enquanto a ressonância magnética da pelve oferece um mapeamento mais amplo. 

Outro ponto importante é que a menopausa geralmente leva à redução ou desaparecimento dos miomas, pois a produção de estrogênio diminui.

 

Tipos de miomas

Mioma pediculado: este tipo se forma na superfície externa do útero, preso por uma haste. A mobilidade do mioma pediculado permite que ele se mova ou mude de posição dentro da cavidade abdominal. 

Mioma subseroso: localizado na parte externa do útero, o mioma subseroso é fixo, ou seja, não possui uma haste que o conecte ao útero, diferentemente do pediculado. 

Mioma intramural: diferente dos outros, que crescem na superfície externa, o mioma intramural se desenvolve dentro da parede muscular do útero. 

Mioma submucoso: este tipo cresce na cavidade uterina, especificamente na camada mais interna, o endométrio. É o principal responsável por sangramentos uterinos anormais, pois cresce em direção à cavidade uterina. 

Mioma intraligamentar: desenvolve-se nos ligamentos largos, que ligam o útero à parede pélvica lateral.
 

Tratamentos

Miomectomia abdominal: cirurgia para remover miomas subserosos (externos) ou intramurais (na parede muscular do útero). Pode ser feita por robótica, laparoscopia ou, em casos específicos, por laparotomia (cirurgia aberta). 

Miomectomia histeroscópica: procedimento ideal para retirar miomas submucosos, localizados dentro do útero. 

Embolização dos miomas uterinos: técnica que, por meio do uso de esferas, bloqueia o suprimento sanguíneo dos miomas. Não é indicada para mulheres que planejam engravidar. 

Ablação por radiofrequência: uma agulha é inserida no mioma via vaginal, guiada por ultrassonografia, para destruir o tecido por calor. Adequada para miomas de até 5 cm, alivia os sintomas sem eliminar totalmente o mioma.
 

Como prevenir

Saber quais são os fatores de risco, identificar os sintomas e estar informada sobre os tratamentos disponíveis é fundamental. Algumas ações que podem reduzir o risco de desenvolver miomas incluem:

Praticar atividades físicas regularmente;

Manter uma alimentação balanceada;

Consumir álcool com moderação;

Realizar consultas médicas periódicas;

Utilizar contraceptivos.

A prevenção e o diagnóstico precoces são primordiais para manter a saúde uterina e a qualidade de vida. Aplicar essas medidas e buscar orientação médica são passos importantes para prevenir miomas e outras doenças ginecológicas. 

"O nosso compromisso é preservar o útero – até que ele mesmo prove o contrário. Os miomas são comuns em muitas mulheres e, para aquelas que desejam engravidar, a miomectomia é a cirurgia mais indicada. Por isso, é muito importante consultar um especialista para conhecer as opções e decidir o melhor caminho baseado no seu propósito", finaliza Soares. 

É recomendado que todas as mulheres visitem um ginecologista anualmente para prevenir ou tratar precocemente diferentes tipos de doenças. O autocuidado também é essencial. Adotar uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, buscar balancear os níveis de estresse e garantir um bom descanso são hábitos importantes.


Câncer de cabeça e pescoço pode dar sinais na boca: entenda quando procurar um bucomaxilofacial

Câncer de cabeça e pescoço pode apresentar sinais
 como feridas na boca e nódulos no pescoço
 Freepik
Especialista do Hospital Mater Dei Goiânia explica sintomas de alerta e o papel do bucomaxilofacial na campanha Julho Verde

 

Feridas persistentes na boca, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, nódulos no pescoço e dificuldade para mastigar ou engolir são sinais que, muitas vezes, passam despercebidos. Mas, em alguns casos, podem indicar o início de um câncer de cabeça e pescoço, que ocupa hoje a quinta posição entre os mais incidentes no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP).

 

Em meio à campanha Julho Verde, realizada pela SBCCP, que busca alertar a população sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado do câncer de cabeça e pescoço – que afeta áreas como boca, garganta, laringe, faringe, tireóide, glândulas salivares e região sinonasal – é importante destacar o papel relevante do cirurgião bucomaxilofacial neste processo. 

 

No Hospital Mater Dei Goiânia, essa atuação começa desde o primeiro sinal de alerta: “O cirurgião-dentista tem papel essencial na identificação precoce de lesões suspeitas na cavidade oral, maxilares e estruturas adjacentes”, explica o bucomaxilofacial Leonardo Andrade. “Também realizamos biópsias, exames clínicos e atuamos diretamente nas reconstruções cirúrgicas, quando necessário.”

 

O que observar e quando procurar o especialista

 

O termo "câncer de cabeça e pescoço" engloba diversos tipos de tumores malignos que atingem estruturas como cavidade oral, língua, gengiva, amígdalas, mandíbula, laringe, glândulas salivares, seios paranasais, tireoide e pele da face. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 80% dos casos diagnosticados no Brasil entre 2000 e 2017 foram identificados já em estágio avançado. O estudo também apontou uma relação direta entre o grau de escolaridade e o tempo de detecção, o que destaca a necessidade de ampliar o acesso à informação.

 

Entre os sintomas que devem motivar a busca por uma avaliação médica estão feridas na boca que não cicatrizam após 15 dias, manchas de coloração incomum, nódulos ou inchaços na região da mandíbula, sangramentos espontâneos, dor persistente no pescoço ou mandíbula, rouquidão sem causa definida e mobilidade dentária sem motivo gengival aparente. “Também é importante estar atento a qualquer dificuldade para abrir a boca, mastigar ou engolir”, afirma o bucomaxilofacial Leonardo Andrade.

 

No Hospital Mater Dei Goiânia, a equipe de bucomaxilofacial atua de forma integrada com cirurgiões de cabeça e pescoço, estomatologistas, cirurgiões plásticos e outros profissionais. O objetivo é acompanhar o paciente em todas as fases do tratamento, desde o diagnóstico até a reabilitação funcional e estética. “A atuação multiprofissional garante um cuidado mais completo e centrado na qualidade de vida do paciente”, explica o cirurgião.

 

Além do suporte especializado, a prevenção continua sendo a principal estratégia. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, manter a higiene bucal em dia, usar protetor solar nos lábios e visitar regularmente o dentista são hábitos que ajudam a reduzir o risco de desenvolver tumores na região. “É importante que a população incorpore o autoexame na rotina e não adie a procura por atendimento quando houver qualquer alteração”, esclarece o bucomaxilo.

 

A flacidez íntima incomoda mulheres. Agora, ela pode ser tratada sem cortes, explica ginecologista

 Nova geração de procedimentos não invasivos ajuda a restaurar a autoestima e o bem-estar sem cirurgia

 

Por muito tempo, falar sobre a aparência da região íntima era quase proibido, até mesmo entre mulheres. As queixas eram silenciadas, os desconfortos normalizados e, muitas vezes, as insatisfações vistas como vaidade. Ao longo do tempo, esta realidade vem mudando: em um movimento crescente de cuidado com o próprio corpo e de busca por bem-estar em todas as fases da vida, muitas mulheres têm olhado com mais atenção para um tema que há pouco tempo era considerado tabu. 

“Não é só sobre estética. É sobre se sentir confortável consigo mesma: no espelho, nas roupas, na intimidade”, diz o médico ginecologista Gustavo Rodini, especialista em equilíbrio hormonal e em procedimentos íntimos, com experiência em ginecologia regenerativa. Entre os relatos mais comuns, estão incômodos com o uso de roupas justas, desconforto ao usar biquínis ou lingeries e até impactos na autoestima sexual. Em alguns casos, a flacidez dos grandes ou pequenos lábios pode gerar desconforto durante a penetração ou diminuir a sensibilidade da região. 

Com o avanço da medicina, surgiram alternativas menos invasivas às cirurgias íntimas, que, além de envolverem cortes e cicatrizes, nem sempre ofereciam os resultados esperados. Um dos recursos mais recentes é o uso de tecnologia de ultrassom micro e macrofocado, como o Liftera, equipamento que promove estímulo de colágeno da Entera, com impacto direto na firmeza e na aparência da pele. “Hoje é possível tratar a flacidez da vulva de forma ambulatorial, sem cortes, sem anestesia e com recuperação imediata”, explica Rodini, que completa: “a paciente faz o procedimento e pode voltar à rotina normalmente, inclusive mantendo relações sexuais no mesmo dia, se desejar.” 

Segundo o médico, a flacidez vulvar é uma das principais condições que podem beneficiar-se de tratamentos sem cortes, como o Liftera. Com o envelhecimento, o organismo reduz a produção de colágeno e a gordura subcutânea, tornando a pele da região íntima mais fina e sensível. Do ponto de vista físico e funcional, a flacidez pode causar uma sensação de peso ou "esvaziamento" na região, além do atrito ao usar roupas justas, como jeans ou roupas íntimas, ou durante atividades físicas, poder causar irritações, já que a menor espessura da pele deixa a área menos protegida e mais sensível. 

A flacidez também pode causar problemas que impactam diretamente a vida sexual das mulheres, causando diminuição da sensibilidade local com consequente diminuição do prazer e da libido. 

“A pele e a região vulvar continuam envelhecendo naturalmente e são afetadas ao longo do tempo por fatores como ganho ou perda de peso, que interferem diretamente na aparência dessa região. O Liftera atua nas diferentes camadas da pele: epiderme, derme e subcutânea. Ele também compacta a gordura local e estimula a formação de novas fibras elásticas e de colágeno, melhorando a aparência / funcionalidade e reduzindo a flacidez'", diz o especialista. 

Ao tratar a flacidez com Liftera, os resultados já podem ser percebidos ao final da primeira aplicação, com efeito progressivo nas semanas seguintes. Além da melhora estética, muitas mulheres relatam aumento na confiança, resgate da libido e da sensibilidade, já que o tratamento atinge também camadas profundas da pele, melhorando sua qualidade e vascularização. A duração dos efeitos varia conforme o organismo, mas costuma ultrapassar um ano. O número de sessões também é individualizado, embora, em geral, sejam indicadas duas aplicações. O tratamento, por enquanto, é feito apenas na região vulvar externa e no monte púbico, e não na canal vaginal. 

Outra indicação apontada por Rondini é para a redução de gordura acumulada no monte pubiano. “O tratamento com Liftera permite diminuir medidas nessa região, que muitas pacientes se referem popularmente como 'capô de fusca'. Com essa redução de gordura localizada, elas conseguem se sentir mais confortáveis usando roupas justas e trajes de banho, melhorando a autoestima e o conforto na rotina”, afirma Rodini. 

Frequentemente, questões íntimas, tanto estéticas quanto funcionais, causam queda na autoestima e na satisfação com o próprio corpo. Mulheres podem sentir-se ansiosas, com vergonha ou constrangidas ao se despir diante do parceiro ou durante consultas médicas. Além disso, pode haver um sentimento de "envelhecimento precoce" da feminilidade, já que a região genital tem forte carga simbólica, e as mudanças visíveis podem gerar comparação com padrões idealizados e sensação de perda de vitalidade sexual. 

Mais do que uma solução estética, a ginecologia regenerativa vem se consolidando como uma aliada da saúde íntima. Com o apoio de tecnologias seguras e minimamente invasivas, mulheres de diferentes idades e fases da vida encontram no consultório um espaço de escuta, acolhimento e possibilidades reais de transformação.




Dr.Gustavo Peretti Rodini - médico especialista em ginecologia, com expertise em estética e funcionalidade íntima, oferecendo tratamentos avançados como laser íntimo, ultrassom macro e microfocado, preenchimento íntimo e reposição hormonal. Ele também atua na realização de cirurgias minimamente invasivas, buscando sempre proporcionar aos pacientes os melhores cuidados ginecológicos, com foco em bem-estar e saúde. Instagram: @drgustavorodini

Liftera - equipamento de ultrassom microfocado, desenvolvido pela empresa coreana Asterasys. Distribuído no Brasil pela Entera, empresa de equipamentos dermatológicos, a tecnologia atua na sustentação e firmeza da pele, promovendo o “efeito lifting”.


Férias escolares: como garantir a saúde das crianças longe da rotina?

Especialista alerta para os cuidados com alimentação, imunidade e uso consciente de medicamentos no período de recesso

 

Com a chegada das férias escolares, muitas famílias se organizam para viajar ou apenas aproveitar os dias em casa com mais tranquilidade. Mas, junto com o tempo livre e a quebra da rotina, também surgem alguns desafios para a saúde dos pequenos. Alimentação desregulada, exposição a ambientes com mudanças bruscas de temperatura e até o aumento da automedicação são pontos de atenção nesse período.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, o recesso escolar costuma coincidir com a temporada de inverno, época em que crescem os casos de doenças respiratórias, gripes e alergias. “É um período em que os pais ficam mais flexíveis com os horários e hábitos das crianças, o que é natural e até saudável. Mas é importante manter alguns cuidados básicos para evitar problemas de saúde e garantir que as férias sejam bem aproveitadas”, explica.


Imunidade em alta

O primeiro passo é cuidar da alimentação, que tem impacto direto no sistema imunológico. “Frutas, legumes, verduras e alimentos ricos em vitaminas A, C e D são grandes aliados. Também é essencial manter a hidratação, mesmo nos dias frios”, orienta o especialista.

Manter uma rotina mínima de sono e incentivar a prática de atividades físicas também ajudam a fortalecer o organismo e prevenir infecções.


Atenção ao uso de medicamentos

Outro ponto de alerta é o uso de medicamentos sem orientação médica. “É comum, diante de sintomas como febre ou tosse, que os pais recorram a medicamentos que sobraram de tratamentos anteriores ou indicados por conhecidos. Mas essa prática é perigosa e pode mascarar doenças mais graves ou até causar reações adversas”, reforça Dr. Carlos.

O ideal é procurar um profissional de saúde ao notar qualquer alteração no comportamento ou sintomas persistentes. “Hoje, contamos com medicamentos modernos e seguros, mas o uso precisa sempre ser individualizado e prescrito com base na avaliação clínica da criança”, complementa.


Equilíbrio é a chave

As férias devem ser um momento de descanso e diversão, mas sem descuidar da saúde. “Com pequenas atitudes no dia a dia, como manter uma alimentação equilibrada, incentivar o autocuidado desde cedo e buscar orientação médica quando necessário, é possível garantir que esse período seja leve, saudável e cheio de boas lembranças para toda a família”, conclui o médico.



Carnot® Laboratórios

Sarcopenia: a perda muscular silenciosa que compromete a autonomia e a qualidade de vida

 

A sarcopenia, embora ainda pouco conhecida pela população em geral, é uma síndrome clínica que representa uma das principais ameaças à autonomia funcional e à qualidade de vida de adultos e idosos. Caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa muscular, força e desempenho físico, a sarcopenia está associada ao envelhecimento, mas também pode ser acelerada por doenças crônicas, hábitos de vida inadequados e deficiências hormonais.
De acordo com estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Carlos (UFSCAr) e da University College London (Reino Unido), a sarcopenia dever ser considerada um indicador de risco de morte mais preocupante do que a síndrome da fragilidade (leia aqui).


A Dra. Juliane Lotufo, ginecologista, explica que a sarcopenia não é apenas uma consequência natural do envelhecimento. É uma condição tratável que, se diagnosticada precocemente, pode ter seu curso modificado com intervenções adequadas. “A perda de força e de mobilidade, quando negligenciadas, acabam aumentando o risco de quedas, fraturas, hospitalizações e até morte precoce”.
Sinais de alerta.


Os sinais clínicos da sarcopenia muitas vezes surgem de maneira sutil. Quedas frequentes, dificuldade para levantar da cadeira ou da cama sem apoio, redução da velocidade ao caminhar, perda de peso não intencional e fadiga ao realizar tarefas simples são indícios importantes que merecem avaliação médica. O enfraquecimento das mãos, por exemplo, é um critério diagnóstico relevante e facilmente observável no dia a dia.


Causas além do envelhecimento


Embora a idade seja um fator de risco importante, outras condições clínicas podem acelerar a perda muscular. “Doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide, disfunções endócrinas, câncer, insuficiências cardíaca ou renal e deficiências hormonais — especialmente de testosterona, estrogênio e DHEA — estão entre os principais agravantes”, afirma a Dra. Juliane.


Hábitos de vida também desempenham papel determinante: sedentarismo, alimentação pobre em proteínas, tabagismo, consumo excessivo de álcool, privação de sono e estresse crônico contribuem para o avanço da sarcopenia. “Infelizmente, muitos fatores que favorecem a perda muscular estão presentes no cotidiano moderno. É preciso repensar o estilo de vida como uma forma de preservar a saúde muscular”, reforça a médica.


Tratamento e prevenção


O tratamento da sarcopenia exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo reeducação alimentar, prática regular de exercícios resistidos (como musculação), correção de déficits nutricionais e, em casos selecionados, suporte farmacológico.
Um dos recursos terapêuticos que tem ganhado destaque é a oxandrolona, um esteroide anabolizante sintético com potente ação anabólica e baixo potencial androgênico. “A oxandrolona pode ser indicada em pacientes com sarcopenia, especialmente aqueles que enfrentam perda muscular grave após hospitalizações prolongadas, doenças crônicas ou desnutrição proteico-calórica”, esclarece a médica.
Apesar dos benefícios, a prescrição da oxandrolona deve ser criteriosa e sempre supervisionada por um profissional de saúde. “O uso indiscriminado de anabolizantes representa um risco sério à saúde. A oxandrolona jamais deve ser usada com finalidade estética ou como suplemento de academia. Seu uso exige protocolo clínico bem definido, consentimento informado e monitoramento rigoroso”, adverte a Dra. Juliane.


Contraindicações como neoplasias hormônio-dependentes, disfunções hepáticas graves e doenças cardiovasculares descompensadas devem ser cuidadosamente avaliadas antes da prescrição. O acompanhamento deve incluir exames laboratoriais periódicos e avaliação clínica contínua.


A sarcopenia é um desafio crescente diante do envelhecimento populacional e das mudanças nos padrões de vida. Diagnóstico precoce, intervenção multidisciplinar e, quando necessário, suporte hormonal como a oxandrolona, são estratégias fundamentais para preservar a força, a mobilidade e, acima de tudo, a autonomia dos pacientes.


“Manter a musculatura saudável não é apenas uma questão estética, mas de independência e qualidade de vida. O combate à sarcopenia começa com informação e termina com ação”, finaliza a Dra. Juliane Lotufo.


Sobre a Dra. Juliane Lotufo - Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Referência em Implantes Hormonais e Reprodução humana, atuando nas áreas de Reposição Hormonal, Fertilidade e Gestação de risco. Possui Pós-Graduação em Endocrinologia.

 

Sabe as diferenças entre gripes e resfriados, rinite e sinusite?

Especialista explica como identificar e tratar essas doenças comuns no inverno 

 

O inverno chega oficialmente nesta sexta-feira, 20 de junho, mas o clima frio e seco já atinge diversas regiões do País, trazendo consigo o aumento de problemas gripais e respiratórios. Segundo os últimos dados do Boletim Infogripe da Fiocruz, o Brasil registrou aumento de 40% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas quatro semanas, em comparação com o período anterior.


Segundo o Infogripe, as regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte desses casos, com destaque para os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. O vírus Influenza A (H3N2) tem sido o principal responsável pelos casos graves de gripe no Brasil neste período.


De acordo com o médico e professor de Otorrinolaringologia do Centro Universitário São Camilo, Giuliano Bongiovanni, no inverno as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados  que favorecem a propagação de vírus e bactérias, deixando as pessoas mais suscetíveis a contrair enfermidades como gripe, resfriado comum, rinites e dores de garganta.


 

Diferenças entre gripes e resfriados

 

Embora os sintomas de gripe e resfriado possam ser semelhantes, como congestão nasal, espirros e febre, é importante entender que são condições distintas, com causas e características próprias.


Tanto a gripe quanto o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus. A gripe é causada principalmente pelos vírus da Influenza A e B, enquanto o resfriado é causado por outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório, o rinovírus e o vírus da parainfluenza. Outra diferença entre as duas enfermidades está na duração dos sintomas: os do resfriado duram de 5 a 7 dias, enquanto os da gripe de 7 a 10 dias.


"A gripe pode ser mais grave e levar a complicações, como pneumonia. Já o resfriado é uma doença mais leve e localizada, com febre baixa e sintomas mais brandos", esclarece o especialista.


Para diferenciar a gripe do resfriado, Bongiovanni recomenda a realização de testes rápidos de doenças respiratórias, que podem identificar o vírus influenza responsável pela gripe.

 

 

Sinusite e Rinite

 

Rinite e sinusite são duas condições de saúde distintas, embora possam ocorrer simultaneamente. A rinite pode ser desencadeada por poeira ou outros elementos alérgenos causando sintomas como nariz entupido, coriza, espirros e coceira no nariz.


Já a sinusite uma inflamação da mucosa dos seios da face, cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos que pode ser causada por infecções causadas por vírus, bactérias ou fungos.


Segundo o professor, um resfriado ou uma gripe mal curada que com mais de 10 dias de sintomas pode evoluir para uma sinusite. “Pacientes que apresentam sintomas de congestão nasal, secreção e  tem uma piora do quadro por mais de dez dias, ou aqueles que inicialmente melhoravam do resfriado e depois voltaram a piorar, podem estar desenvolvendo uma sinusite bacteriana,” explicou.


No caso da rinite, o especialista indica o uso de antialérgicos ou lavagem nasal. Já para a sinusite, o tratamento envolve antibióticos, sempre com prescrição médica.

"Portanto, é importante ficar atento aos sintomas e procurar atendimento médico, especialmente quando os sintomas persistirem por mais tempo ou piorarem após uma melhora inicial. Dessa forma, é possível receber o tratamento adequado e evitar complicações", conclui o professor Bongiovanni.

 

ENTENDA POR QUE VOCÊ NUNCA DEVERIA PULAR A SONECA DO SEU FILHO

  

Sono diurno ajuda o cérebro da criança a organizar o que aprendeu, regula emoções e ainda impulsiona marcos como andar, falar e socializar. Especialista em desenvolvimento infantil explica.


 

Bebês e crianças pequenas precisam dormir mais durante o dia, e não é só porque se cansam fácil. As sonecas fazem parte do processo de desenvolvimento do cérebro, é ali, no silêncio do descanso, que muita coisa importante acontece.

O neurocirurgião André Ceballos, que atua com desenvolvimento infantil, explica que durante o sono, especialmente nas sonecas, o cérebro da criança reorganiza tudo que foi vivido e aprendido. “É nesse momento que se formam conexões neurais que sustentam o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo”, explica.
 

Ele também lembra que essas pausas ajudam a criança a lidar melhor com as emoções e com o ambiente à sua volta. “As sonecas regulam o humor, melhoram o comportamento e ainda têm impacto direto no crescimento físico, já que o hormônio do crescimento é mais liberado durante o sono”, completa Ceballos.
 

A importância das sonecas para os marcos do desenvolvimento

Esses benefícios ficam ainda mais evidentes quando se observa a relação entre o sono e os chamados marcos do desenvolvimento, como sentar, engatinhar, andar, falar e iniciar interações sociais. A conquista dessas etapas não depende apenas de estímulo externo, mas também de maturação cerebral e equilíbrio fisiológico, ambos influenciados pela qualidade do sono.
 

“Os marcos do desenvolvimento são referências sobre o que é esperado que uma criança consiga fazer em determinadas idades. Quando ela está descansada, seu cérebro e seu corpo respondem melhor aos estímulos e têm mais facilidade para avançar nas habilidades esperadas para cada fase”, afirma Ceballos.
 

Ou seja, um bebê que dorme com regularidade, inclusive durante o dia, tende a se desenvolver de forma mais estável e a alcançar essas etapas no tempo certo. E o contrário também é válido, a privação de sono ou sonecas muito irregulares podem interferir no comportamento, na aprendizagem e até na interação social da criança.
 

Rotina, ambiente e escuta dos sinais

Estabelecer horários consistentes para os cochilos, respeitar os sinais de sono da criança e oferecer um ambiente calmo e sem estímulos excessivos são atitudes simples que fazem toda a diferença.
 

“No início pode ser desafiador para os pais e cuidadores. A criança ainda não tem um padrão claro, e adaptar os horários exige observação e paciência. Mas criar uma rotina de sono é um investimento real no bem-estar e no desenvolvimento
infantil”, reforça o médico.
 

Segundo ele, os pais não devem enxergar sonecas como “extras” ou momentos descartáveis do dia. “O sono não é luxo. É uma necessidade fisiológica profunda em uma fase em que o cérebro está em formação acelerada. Quando uma criança dorme bem, ela cresce melhor, aprende com mais facilidade e se sente mais segura emocionalmente.”


 

Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em: Link
 

Inverno: idosos necessitam de cuidados especiais, reforça SBGG

Além da vacinação, cuidados no dia a dia com alimentação, hidratação e prática de atividades físicas fazem a diferença durante a estação mais fria do ano

 

O inverno brasileiro, estação que perdurará até o dia 22 de setembro. Nesses próximos três meses, os idosos, principalmente, terão de redobrar a atenção em relação à saúde, especialmente em relação a gripes e resfriados. Como forma de prevenção, a vacinação anual é recomendada e, embora a campanha esteja ocorrendo desde março, o número de vacinados ainda está longe do ideal. Dentre os principais objetivos, é que se tenha menos vírus circulando durante a estação mais fria do ano.

Contudo, existem outros cuidados diários que também são primordiais para reforçar a imunidade e evitar complicações. A geriatra e diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dra. Alessandra Tieppo, comenta que manter as mãos constantemente higienizadas, por meio de água e sabão ou álcool em gel, principalmente após se ter contato com superfícies públicas, é um cuidado importante, assim como evitar ambientes fechados e aglomerações. “É preciso evitar locais com pouca ventilação, pois o risco de contágio é maior”, diz, ao comentar que mesmo no frio é importante manter as janelas abertas, sempre que possível, para favorecer a circulação do ar. 

A alimentação também faz a diferença. Segundo Dra. Alessandra, investir em uma dieta equilibrada, rica em frutas, proteínas e alimentos fontes de vitaminas e minerais essenciais, como frutas cítricas (laranja, limão, tangerina, acerola e kiwi), vegetais verdes escuros (couve, espinafre e brócolis), alimentos ricos em zinco (castanha-de-caju, sementes de abóbora, carnes magras e frutos do mar, entre eles ostra) é fundamental. “Peixes como salmão, sardinha e atum, além de linhaça e chia podem e devem fazer parte dessa lista, assim como sopas e caldos nutritivos. Além disso, mesmo nos dias mais frios, a hidratação não pode ser esquecida. Sendo assim, ingerir água ao longo do dia, mesmo sem sede, manterá o bom funcionamento do organismo.”

 

Outros cuidados

Se durante a pandemia as máscaras eram utilizadas com frequência, com o fim dela, muitas pessoas abdicaram do uso deste “acessório”. De acordo com a geriatra e diretora da SBGG, a população 60+ deve voltar a utilizá-la nesse período, principalmente em locais com alta concentração de pessoas, como ônibus, metrôs e trens, e quando ficar em contato com pessoas doentes. “Por falar em ‘acessório’, estar com a roupa adequada é importante. É preciso se proteger do frio, mas sem os chamados excessos, que podem causar suor e, consequentemente, resfriamento”, revela, ao afirmar que a sensação ideal da temperatura é quando a pessoa se sente confortável, não precisando abrir os botões ou arregaçar as mangas da blusa, por exemplo, por estar com calor. 

Estar com o sono em dia também faz a diferença, já que ele é fundamental para a regeneração do sistema imunológico. E a prática de atividades físicas regulares também deve permanecer, mesmo nos dias mais frios. Atividades leves, como caminhadas, sempre com orientação médica, é uma ótima pedida. “Promover esses hábitos no dia a dia é uma forma eficiente de ampliar a proteção dos idosos contra infecções respiratórias. Em tempos de circulação intensa de vírus, todo cuidado é bem-vindo para garantir mais saúde e qualidade de vida”, relata.

  

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG

Praticar esportes no inverno exige novos hábitos ou cuidados?

Médico da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo explica como melhorar a disposição durante os treinos no frio

 

Com a chegada do inverno, manter a rotina de exercícios é fundamental para a saúde física, mental e imunológica. E embora as baixas temperaturas tragam alguns desafios, eles podem ser facilmente superados com ajustes simples na rotina. Seguindo as orientações adequadas, é possível se exercitar de forma segura, confortável e aproveitar todos os benefícios que a prática esportiva oferece, inclusive nesta época do ano.

“Durante os dias mais frios, o corpo leva mais tempo para atingir a temperatura ideal no frio. Por isso, é necessário adotar novos hábitos na rotina esportiva para que a prática continue trazendo benefícios, sem desconforto e sem riscos à saúde muscular, respiratória e cardiovascular”, alerta o Dr. Thiago Piccirillo, clínico geral da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Dados da Universidade de North Dakota, nos Estados Unidos, reforçam que a prática de exercícios em ambientes frios pode, inclusive, aumentar o gasto calórico, já que o organismo demanda mais energia para manter a temperatura corporal. No entanto, o estudo destaca que esses benefícios estão diretamente condicionados aos cuidados adequados e ao acompanhamento médico, que garante uma prática segura e adaptada às necessidades de cada pessoa.

A seguir, o médico lista as principais orientações para quem quer se exercitar no inverno com segurança e bem-estar.

  1. Faça um bom aquecimento
    O frio provoca rigidez muscular e menor elasticidade nas articulações. Por isso, o aquecimento se torna indispensável para preparar o corpo. Essa etapa melhora a circulação, eleva a temperatura corporal e reduz significativamente o risco de lesões, distensões e contraturas.
  2. Hidrate-se, mesmo sem sede
    Durante o inverno, a hidratação continua sendo essencial, já que o ar seco favorece a perda de água pelas vias respiratórias e pela transpiração, mesmo que de forma menos perceptível.
  3. Use roupas adequadas
    O ideal é utilizar roupas que ajudem a manter a temperatura corporal sem impedir a evaporação do suor. Tecidos tecnológicos, como térmicos ou dry fit, são recomendados. Evite peças muito pesadas, que dificultam a mobilidade, e lembre-se de trocar imediatamente as roupas úmidas após o treino para evitar choque térmico e desconforto.
  4. Proteja as vias respiratórias
    O ar frio e seco pode dificultar a respiração, sobretudo em quem tem histórico de asma, rinite ou bronquite. Isso não impede o exercício, mas requer atenção. Proteger boca e nariz com uma gola, tecido ou máscara ajuda a aquecer e umidificar o ar inspirado, reduzindo irritações nas vias respiratórias.
  5. Atenção redobrada com o coração
    As baixas temperaturas provocam vasoconstrição, ou seja, o estreitamento dos vasos sanguíneos, que leva a um aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Esse mecanismo é natural do organismo para preservar o calor, mas pode representar uma sobrecarga para quem tem doenças cardiovasculares não controladas. Nestes casos, é fundamental passar por uma avaliação médica, preferencialmente com um cardiologista, antes de iniciar ou intensificar a prática esportiva no frio.
  6. Respeite seus limites
    O corpo pode levar mais tempo para alcançar o desempenho habitual nos dias frios. É natural que o ritmo precise ser ajustado, especialmente no início da atividade. Aumente a intensidade gradualmente e dê atenção aos sinais do corpo, priorizando conforto e segurança.
  7. Alongue-se bem após a atividade
    Após o treino, reserve um tempo para o alongamento. Isso ajuda a relaxar a musculatura, melhora a flexibilidade e previne dores e contraturas que podem ser intensificadas pela rigidez provocada pelo frio.

Cuidar da saúde no inverno vai muito além de evitar resfriados. A prática regular de atividades físicas, aliada a uma boa alimentação, hidratação e hábitos saudáveis, fortalece o sistema imunológico, melhora o humor, auxilia no controle do peso e contribui para a prevenção de diversas doenças — físicas e emocionais — ao longo de todo o ano.

“Manter a prática de exercícios durante o inverno traz benefícios para a saúde física, mental e imunológica. Com os cuidados certos, é possível enfrentar as baixas temperaturas e manter o corpo ativo, saudável e protegido”, finaliza o Dr. Thiago Piccirillo.

 

AMRIGS alerta que foco de Frente Parlamentar na revalidação de diplomas não resolve falta de médicos e infraestrutura


Proposta reacende debate sobre formação médica e qualidade no atendimento à população

 

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) manifestou preocupação diante da criação da “Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Médicos Brasileiros Formados no Exterior e da Revalidação”, oficializada pelo Senado Federal no Diário Oficial da União do dia 12 de junho. A proposta visa acelerar o processo de reconhecimento de diplomas obtidos fora do país, sob o argumento de que isso aumentaria a presença de médicos em regiões desassistidas.

Para a entidade, o debate é legítimo, mas não pode ignorar pontos fundamentais para a segurança da população: a qualidade da formação, a competência ético-profissional e a real causa da desigualdade no acesso à saúde. O presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., reforça que o problema do Brasil não é a falta de médicos, e sim a má distribuição desses profissionais, aliada à ausência de infraestrutura adequada.

“O que falta no interior do Amazonas, do Acre ou do Pará não é médico - é hospital bem equipado, é unidade básica com insumos e estrutura de suporte, é plano de carreira digno e atrativo que faça o profissional querer se fixar nessas regiões. Revalidar diplomas sem critérios não muda isso”, afirma.

Atualmente, segundo o estudo de Demografia Médica de 2025, desenvolvido pela Associação Médica Brasileira (AMB), o país conta com cerca de 650 mil médicos - número suficiente para atender toda nossa população, se bem distribuído. A AMRIGS também destaca que, tanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto os conselhos regionais já autorizam o exercício profissional de médicos formados no exterior, desde que sejam comprovados conhecimentos teóricos, habilidades clínicas e competências profissionais e éticas mínimos.



Marcelo Matusiak


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