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quarta-feira, 12 de março de 2025

O ano só começa depois do carnaval? 3 dicas para colocar as contas em ordem depois da folia

Saiba como garantir um novo ano no azul e assumir o controle das finanças em 2025



Para muitos brasileiros, o ano só começa de verdade após o Carnaval, mas, passado o clima de festa, é preciso encarar a realidade financeira. Despesas com fantasias, blocos, ingressos e viagens, muitas vezes parceladas no cartão de crédito, podem pesar neste período, surpreendendo quem não se planejou. Por isso, é importante adotar medidas para reorganizar o orçamento e evitar que os gastos da folia comprometam o restante do ano.

 

Deste modo, o planejamento financeiro se torna muito importante para evitar atrasos nos pagamentos e garantir que as contas não saiam do controle, como explica Willian Conzatti, sócio-fundador da ConCrédito, fintech especializada em crédito consignado e soluções financeiras acessíveis. “O período pós-Carnaval é importante para reorganizar as finanças, pois permite avaliar o impacto dos gastos e criar um plano para recuperar o equilíbrio, evitando decisões impulsivas que possam gerar ainda mais dívidas nos próximos meses”, afirma.

 

Segundo o especialista, desenvolver uma consciência financeira evita dívidas e garante um respiro para os próximos meses, incentivando o cultivo de boas práticas quando o assunto é dinheiro. “É preciso, primeiramente, identificar os problemas antes de buscar soluções. Para finalmente começar 2025 com o pé direito pode ser motivador para a saúde financeira”, reforça.

 

Pensando nisso, Willian elencou três dicas fundamentais para equilibrar o orçamento e ficar com as finanças em dia. Confira


 

1. Faça um diagnóstico financeiro

Antes de começar a planejar o que fazer com seu dinheiro, procure entender exatamente qual é a sua situação financeira. 

 

Liste todas as despesas fixas e variáveis, as parcelas e as dívidas, além das receitas mensais. Use ferramentas como aplicativos de gestão financeira ou planilhas para visualizar melhor os números. Assim, você saberá quanto precisa para cobrir os compromissos e quanto pode destinar a outras prioridades.


 

2. Priorize as dívidas essenciais

Organize as contas de forma estratégica, dando prioridade para as despesas obrigatórias, como compras parceladas ou dívidas com juros altos, como cartão de crédito. Evite atrasos, já que multas e juros podem aumentar consideravelmente o valor devido.

 

Caso esteja em uma situação de aperto, considere renegociar dívidas com credores, buscando condições mais favoráveis, como prazos estendidos ou descontos para quitação.


 

3. Estabeleça metas e planeje-se para os próximos meses

Uma forma eficaz de evitar surpresas financeiras é criar um planejamento anual. Reserve uma parte do orçamento para as despesas fixas mensais, mas também se planeje para outras despesas pontuais previsíveis ou próximas datas sazonais. 

 

Sempre que possível, crie uma reserva de emergência para lidar com imprevistos, guardando um valor todo mês, como se fosse um boleto para si mesmo, criando, assim, um novo hábito de poupar para se resguardar no futuro. 

 

Além disso, reflita sobre os gastos do ano anterior e estabeleça metas para eliminar o que não foi essencial. Com isso, é possível tomar decisões muito mais conscientes sobre os gastos que estão por vir e começar o ano com tudo sob controle.

 



ConCrédito


Como vender mais na Semana do Consumidor, a ‘Black Friday do primeiro semestre’?

Varejistas devem apostar em estratégias de descontos com PIX, fidelização de clientes e divulgação nas redes; itens essenciais devem dar a tônica da demanda 

 

 

A Black Friday do primeiro semestre, ou o Dia do Consumidor, no dia 15 de março, será um termômetro importante do consumo no País em meio a uma conjuntura econômica complexa. 

De um lado, o mercado de trabalho permanece bastante resiliente, com uma taxa de desemprego historicamente baixa e, por consequência, uma massa de renda que leva as famílias às compras. De outro, a inflação, que permanece acima do teto da meta (o IPCA está em 4,56% no acumulado dos 12 meses até janeiro), forçam os juros altos e — como apontam diferentes indicadores da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) — impactam a confiança de consumidores e do empresariado. 

As perspectivas são positivas para este ano, contudo. Além de ter se tornado uma Semana do Consumidor, a data é uma oportunidade para diversos segmentos alavancarem as vendas. Isso acontece porque, diferentemente de outras datas comemorativas, em que a busca é por presentes, no Dia do Consumidor as pessoas vão comprar produtos para uso próprio.  

Nesse contexto, a FecomercioSP avalia que a demanda por bens essenciais, como itens de saúde, higiene pessoal e beleza, será maior — que tendem a ter melhor desempenho do que alguns produtos duráveis, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. 

 

Os clientes devem encontrar boas oportunidades de desconto em eletrodomésticos e eletrônicos, mas, considerando a atual conjuntura econômica, a expectativa da Federação é de que a maioria adote uma postura mais cautelosa na compra de bens duráveis, normalmente dependentes de crédito e que comprometem a renda por vários meses, com o objetivo de manter o orçamento doméstico sob controle. 

 

Em 2024, vale lembrar, as vendas do Dia do Consumidor no Brasil caíram 2,4% em comparação ao ano anterior, registrando um faturamento de R$ 602,8 milhões no dia 15 de março, de acordo com os dados da consultoria Confi.Neotrust. Além da forte base de comparação (alta de 161%, em 2021, e 16%, em 2022, bem como retração de 21%, em 2023), a estratégia de diluir as vendas ao longo da semana da data em questão ajuda a explicar essa queda. Mas, então, como o varejo pode aproveitar a ocasião para melhorar as vendas?

 

DICAS PARA VENDER MAIS


A primeira orientação da FecomercioSP é que os negócios elaborem ações não somente para o sábado, mas já para esta semana — e, claro, para a próxima. Isso inclui promoções, campanhas de desconto, estruturas de cashback, ofertas exclusivas para clientes cadastrados e projetos de divulgação nas redes sociais, uma espécie de aquecimento. 

 

Tão importante quanto é destacar que todas essas informações devem ser reais, e os descontos, de fato, observados pelas pessoas. É uma orientação óbvia, mas que costuma prejudicar alguns negócios nessas datas. 

A Federação reforça, novamente, que por ser uma data em que as pessoas vão comprar itens para uso próprio, segmentos não beneficiados por eventos tradicionais podem aproveitar o Dia do Consumidor para alavancar as vendas. É o caso da comercialização de medicamentos, produtos de higiene, autopeças ou serviços de revisão de veículos, entre outros.

Algumas consultorias deverão publicar, nos próximos dias, pesquisas com tendências de compra dos consumidores — não apenas de produtos, mas de temas e condições de pagamento. Observar esses estudos para guiar o planejamento é fundamental

No varejo, especialmente, pode ser o momento para usar alguns itens parados em estoque, que tenham relação com o verão, para incluir nas promoções. Um dos aspectos que deve ajudar os negócios a vender mais é oferecer flexibilidade no pagamento — principalmente com o PIX. É bom para todos: o cliente, que pode pagar com facilidade e ganhar um desconto relevante nessa modalidade (dependendo da estratégia utilizada), e o varejista, que reforça o caixa em um momento complexo da economia do País. 

Em 2024, ainda segundo dados da Confi.Neotrust, 30% dos pagamentos no Dia do Consumidor do ano passado foram realizados via PIX. No ano anterior, essa taxa havia sido de 17%.

No caso de marketplaces, é a hora de simular os fretes da mercadoria ofertada e verificar se os valores não estão mais altos do que a concorrência. Diversas pesquisas apontam que o preço da entrega é um dos principais motivos pelos quais as pessoas “abandonam o carrinho” de compra na metade do processo. Assim, é importante criar estratégias para mudar essa trajetória. Nas lojas físicas, oferecer a entrega gratuitamente — se a margem de lucro permitir — pode ser uma abordagem bastante exitosa.

Por fim, o Dia do Consumidor traz a chance não só de aumentar as vendas como também de fidelizar clientes, que, no limite, é o que permite a boa saúde dos negócios. 

 

Mas como fazer isso? 

 

Em primeiro lugar, checando se o estoque que aparece no sistema do estabelecimento confere com o que está disponível. Cancelar a venda é o pior cenário possível. Em segundo, é importante garantir que o serviço de entrega ou de expedição dos produtos esteja funcionando perfeitamente, com dinamismo e precisão. 

No caso das lojas físicas, observar se os preços nas gôndolas estão corretos e treinar os funcionários para o atendimento, além de oferecer descontos no PIX, garantem uma boa experiência de compra.

Se todas essas medidas forem implementadas, o negócio estará operando perfeitamente, oferecendo qualidade de atendimento e atratividade nos preços — e, então, a tendência é de vender mais.

 

FecomercioSP
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Imposto de Renda para quem tem seu próprio negócio

 pexels
Novos negócios, novas obrigações: grande parte dos litígios surgem pelo desejo de economizar no contador

 

O aumento expressivo de empreendimentos no Brasil nos últimos dois anos tem colocado o tema “Imposto de Renda” em evidência para quem está começando um negócio. Dados divulgados em outubro de 2024 pelo Portal do Empreendedor (gov.br/mei) apontam que o país ultrapassou 14,7 milhões de MEIs, o que representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2023. Apesar do avanço no número de formalizações, ainda há lacunas de informação: muitos empreendedores não sabem se estão, ou não, obrigados a declarar o IR em 2025.

A Receita Federal, em nota publicada em 13 de fevereiro de 2025, reforçou que quem recebeu rendimentos acima de R$ 30.639,90 ao longo de 2024 deve declarar o Imposto de Renda neste ano. O alerta vale especificamente para Pessoas Físicas (CPF), mas empreendedores precisam ficar atentos às rendas provenientes da sua empresa, pois elas também podem impactar sua tributação pessoal.

“Muitos empresários focam apenas nos tributos da empresa e se esquecem de que os valores recebidos, como pró-labore e distribuição de lucros, também precisam ser declarados corretamente no Imposto de Renda Pessoa Física. Esse descuido pode levar a inconsistências na declaração, resultando em autuações, multas e até retenção na malha fina, gerando dor de cabeça e custos adicionais que poderiam ser evitados com um bom planejamento tributário”, alerta o contador Danilo Fermino, especialista em contabilidade para pequenos negócios.

Manter o controle sobre os rendimentos pessoais e suas obrigações fiscais é essencial para evitar surpresas na hora de declarar o imposto e garantir uma tributação equilibrada.

Um dos setores que mais enfrenta dificuldades nesse processo é o de serviços de saúde, caso de dentistas que abrem consultórios na tentativa de reduzir custos ou buscar maior flexibilidade profissional. Segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), o Brasil contava com cerca de 354 mil cirurgiões-dentistas ativos em janeiro de 2024 — muitos deles optando por estruturas de baixo custo e lidando, sozinhos, com as obrigações fiscais. “A questão é que quem atua como profissional liberal e também como Pessoa Jurídica precisa informar todos os rendimentos corretamente, incluindo pró-labore, distribuição de lucros e eventuais ganhos de capital. Qualquer descuido pode resultar em multas pesadas”, alerta Fermino.

Esse risco de litígio cresce na medida em que os empreendedores desconhecem as leis tributárias ou deixam de buscar ajuda especializada. De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), houve um aumento de 12% nas autuações fiscais contra micro e pequenas empresas em 2024, na comparação com 2023. Além das multas, as cobranças de tributos atrasados, acrescidas de juros e correções, podem abalar seriamente a saúde financeira de negócios iniciantes. A lógica de cortar custos ao máximo costuma ser repensada após o primeiro susto com o Fisco”, enfatiza o contador.

Para evitar contratempos, especialistas recomendam que empreendedores — sejam dentistas ou profissionais de outros ramos — mantenham um controle rigoroso de entradas e saídas ao longo de todo o ano-calendário, pois a declaração em 2025 será baseada em rendimentos e movimentações de 2024. Aliar-se a um contador experiente, como aconselha Danilo Fermino, faz toda diferença no planejamento tributário e na redução de riscos. “Uma boa organização permite enquadrar a empresa no regime tributário correto, aproveitar deduções legítimas e prevenir problemas legais. Com isso, o empreendedor ganha tempo para focar no que realmente importa: o sucesso do seu negócio, conclui.

 

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Danilo Fermino - Contador CRC PR 078065/O-2
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ETIAS: Visto Europeu Não Será Lançado no Primeiro Semestre de 2025

Novo sistema de autorização de viagem para a Europa, que afetará brasileiros e viajantes de mais de 60 países, é adiado e não tem data exata para entrar em vigor

 

A União Europeia confirmou que o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) não será lançado no primeiro semestre de 2025, contrariando expectativas anteriores. A data exata de implementação ainda não foi divulgada, mas ocorrerá pelo menos seis meses após a entrada em vigor do EES (Sistema de Entrada e Saída), que também está atrasado.

O ETIAS exigirá que viajantes de países que atualmente não precisam de visto para curtas estadias na Europa, como o Brasil, solicitem uma autorização prévia on-line antes de embarcar. A taxa da solicitação será de €7 e a autorização será válida por três anos ou até o vencimento do passaporte.

A mudança impactará cerca de 1,4 bilhão de pessoas em mais de 60 países, incluindo brasileiros que planejam viagens a turismo, negócios ou visitas familiares.

“O adiamento do ETIAS dá mais tempo para que viajantes, companhias aéreas e operadoras de turismo se adequem às novas regras. No entanto, é essencial que todos os envolvidos no setor de viagens corporativas se antecipem e se informem para evitar surpresas na hora do embarque”, destaca Wilson Silva, CMTO da R3 Viagens.

 

O que é o ETIAS e como ele impacta os viajantes brasileiros?

O ETIAS é um sistema eletrônico de autorização de viagem criado pela União Europeia para reforçar o controle de entrada de estrangeiros no bloco. Inspirado em modelos já adotados por países como Estados Unidos (ESTA) e Canadá (eTA), o sistema não é um visto, mas sim um pré-requisito obrigatório para embarque.

Atualmente, brasileiros podem entrar em países da União Europeia e da Área Schengen sem necessidade de visto para estadias de até 90 dias. Com a implementação do ETIAS, será necessário solicitar a autorização antes da viagem, preenchendo um formulário on-line e passando por uma checagem de segurança antes do embarque.

A expectativa da União Europeia é que a maioria dos pedidos seja aprovada em minutos, mas, em alguns casos, o prazo de resposta poderá chegar a 96 horas. Caso o pedido seja negado, o viajante deverá buscar um visto ou recorrer da decisão.

 

Quais países exigirão o ETIAS?

O ETIAS será exigido para entrada em aproximadamente 30 países europeus, incluindo todos os que fazem parte da Área Schengen e alguns que ainda não integram a zona de livre circulação, mas pretendem aderir ao sistema.

Os países que implementarão o ETIAS são:

  • Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Suécia e Suíça.

Mesmo países que não pertencem à União Europeia, como Noruega, Islândia e Suíça, adotarão o sistema porque fazem parte do espaço Schengen.

 

A relação entre o ETIAS e o EES

A implementação do ETIAS está diretamente ligada ao EES (Sistema de Entrada e Saída), um novo sistema digital de registro de viajantes que substituirá o carimbo manual no passaporte.

O EES controlará digitalmente as entradas e saídas de estrangeiros na Europa, registrando dados como biometria, datas de entrada e saída e eventuais violações do tempo máximo de permanência permitido.

“A introdução do ETIAS faz parte de um pacote de medidas de segurança que inclui o EES. O grande desafio será garantir que os viajantes estejam cientes dessas mudanças e tomem as providências necessárias com antecedência para evitar imprevistos”, ressalta Wilson Silva, CMTO da R3 Viagens.

 

Como solicitar o ETIAS?

Assim que for implementado, o ETIAS será solicitado exclusivamente on-line. O processo será semelhante ao de outros sistemas de autorização de viagem já existentes e deve seguir as seguintes etapas:

  1. Acessar o site oficial do ETIAS (ainda a ser divulgado pela União Europeia).
  2. Preencher um formulário eletrônico com dados pessoais, informações do passaporte e histórico de viagens.
  3. Responder a perguntas de segurança relacionadas a antecedentes criminais e motivos da viagem.
  4. Pagar a taxa de €7 com cartão de crédito ou débito.
  5. Aguardar a aprovação, que pode levar de poucos minutos a 96 horas.

Caso a solicitação seja aprovada, a autorização será vinculada ao passaporte eletrônico do viajante.

 

O que muda para empresas e viajantes corporativos?

Para o setor de viagens corporativas, a introdução do ETIAS representa mais um fator a ser considerado no planejamento de deslocamentos para a Europa. Empresas que enviam colaboradores ao continente precisarão orientá-los sobre o novo requisito e garantir que as solicitações sejam feitas com antecedência suficiente.

“O planejamento estratégico das viagens corporativas será ainda mais essencial. Empresas precisarão garantir que seus viajantes estejam devidamente autorizados antes de embarcar, evitando complicações que possam impactar reuniões, eventos e compromissos profissionais”, alerta Wilson Silva, CMTO da R3 Viagens.

Além disso, a R3 Viagens recomenda que empresas atualizem suas políticas de viagens, incluindo informações sobre o ETIAS e reforçando o suporte aos colaboradores que viajam com frequência para a Europa.

 

Conclusão

O adiamento da implementação do ETIAS proporciona mais tempo para viajantes e empresas se prepararem para a nova exigência. No entanto, é fundamental que todos os envolvidos fiquem atentos às atualizações da União Europeia e garantam que as solicitações de autorização sejam feitas com antecedência suficiente para evitar problemas no embarque.

Para mais informações sobre viagens corporativas e suporte especializado no planejamento de deslocamentos internacionais, a R3 Viagens oferece soluções completas para empresas e executivos.

Acesse o site da R3 Viagens para saber mais sobre nossos serviços ou entre em contato diretamente por meio da nossa página de contato.

 


R3 Viagens
https://r3viagens.com.br


Brasil e Itália firmam acordo para conversão de CNH sem necessidade de exame

Divulgação 
Patente de guida

Novo tratado elimina burocracias e beneficia tanto brasileiros na Itália quanto italianos no Brasil

 

No último mês de fevereiro, o Senado Federal aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 683/2024, que ratifica o acordo entre Brasil e Itália para o reconhecimento recíproco das carteiras de habilitação. Celebrado em junho de 2024 entre os governos dos dois países, o tratado substitui o acordo anterior, vigente de 2018 a 2023, e tem como objetivo facilitar a vida de brasileiros na Itália e de italianos que residem no Brasil.

Segundo Renata Bueno, advogada, ex-parlamentar italiana e presidente do Instituto Cidadania Italiana, essa é uma grande conquista para a comunidade brasileira na Itália e também para os italianos que vivem no Brasil. “A possibilidade de converter a CNH sem passar por um novo processo exaustivo de aprendizagem é um direito que deveria ter sido garantido há muito tempo. Essa medida reduz burocracias e garante mais segurança e comodidade para todos”, afirma.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o PDL permite que brasileiros e italianos que possuam CNH válida e residam há menos de seis anos no outro país possam solicitar a conversão do documento sem a necessidade de frequentar autoescolas ou realizar exames teóricos e práticos. Essa mudança beneficia diretamente mais de 159 mil brasileiros que vivem na Itália e cerca de 800 mil cidadãos com nacionalidade italiana no Brasil, conforme dados da Embaixada da Itália.

“Esse acordo mostra o comprometimento de ambos os governos em melhorar a vida de seus cidadãos e fortalecer as relações bilaterais. Seguimos atentos para garantir que o processo de implementação ocorra de forma eficiente e transparente”, ressalta Renata Bueno.

Principais requisitos para conversão da CNH:

  • A carteira deve ser definitiva e estar em vigor, pois a regra não se aplica à carteira provisória;
  • O condutor deve residir em um dos países há menos de seis anos, tendo como referência a data em que apresenta o pedido de conversão;
  • Cumprir a idade mínima estabelecida pelos regulamentos internos do país onde se deseja converter a CNH;
  • As autoridades competentes podem exigir do solicitante um atestado médico que comprove a posse de requisitos psicofísicos necessários para a categoria de habilitação desejada;
  • Restrições de condução e sanções previstas na data de emissão da habilitação seguem as regras internas do país onde a conversão está sendo feita;
  • O acordo aplica-se exclusivamente aos documentos emitidos antes da obtenção da residência do titular no território do outro país;
  • O acordo não se aplica a carteiras obtidas em substituição ao documento expedido por terceiros estados e não conversível no território da parte onde se deseja a conversão.

A conversão da CNH está disponível apenas para as categorias A e B. Motoristas das categorias C, D e E ainda precisarão realizar cursos de especialização nos dois países. Para os brasileiros residentes na Itália, o processo deve ser feito na Motorizzazione Civile do local de residência. Já os italianos que moram no Brasil devem solicitar a conversão no Departamento de Trânsito (Detran) do estado onde residem.

“Como sempre defendi, a mobilidade e a facilidade de integração entre os dois países são essenciais para o bem-estar das comunidades envolvidas, e essa conquista é um reflexo do nosso empenho nesse sentido”, finaliza Renata.

 

Instituto Cidadania Italiana
www.institutocidadaniaitaliana.com.br


Comércio em 2025: desafios e expectativas para o setor

A alta dos preços compromete o orçamento das famílias, reduzindo o poder de compra e tornando o acesso a itens essenciais ainda mais difícil

 

Em 2025, o comércio no Brasil está navegando em águas turbulentas. O cenário atual é marcado por uma pressão inflacionária, que reflete não apenas nas prateleiras do mercado, mas também no orçamento das famílias brasileiras. O setor enfrenta desafios, mas também há oportunidades para quem souber se adaptar.

 

A inflação e a alta do dólar têm sido determinantes na elevação dos preços de diversos produtos, especialmente os alimentos. As mudanças climáticas também têm papel fundamental nesse processo, afetando as safras e, consequentemente, os preços no mercado. O Brasil, está sentindo as consequências desse cenário global, onde a variação da moeda e os custos de produção estão interligados.


 

Impacto nos orçamentos das famílias

 

O impacto da alta de preços é nítido no orçamento das famílias brasileiras. Com o aumento no custo de alimentos, muitas famílias, especialmente aquelas com menor poder aquisitivo, enfrentam dificuldades ainda maiores para equilibrar suas contas. A alimentação, que sempre foi uma das maiores despesas das famílias, ocupa agora uma parte significativa do orçamento, deixando outras necessidades em segundo plano.

 

André Minucci, mentor de empresários e especialista em mentoria empresarial, ressalta que o ano de 2025 exige preparação e adaptação para os desafios do mercado. "Os empresários precisam estar atentos a essa dinâmica de aumento de custos e adaptação ao cenário econômico. O comércio não pode esperar por uma melhora rápida, mas sim se ajustar a essa nova realidade", afirma Minucci. Para ele, a resiliência e a inovação serão essenciais para atravessar esse momento.


 

Expectativas para o ano 

 

O governo tem se esforçado para minimizar os impactos da inflação, mas as projeções econômicas indicam que o cenário não deve melhorar de forma significativa neste ano. Em 2025, a expectativa é de um crescimento moderado da economia, com um foco maior em políticas de controle da inflação e estabilidade fiscal. No entanto, a alta de preços, especialmente em setores como alimentos, continua sendo um dos maiores desafios a ser enfrentado.

 

O comércio, por sua vez, se vê diante de uma constante adaptação. O aumento do dólar, que continua a impactar o custo de importação de produtos, também influencia diretamente os preços no mercado interno. Esse fenômeno, aliado ao aumento do custo de produção e à pressão inflacionária, tem levado os empresários a reavaliar seus modelos de negócios.


 

Mudanças no comportamento 

 

Com a crescente pressão no orçamento das famílias, é possível observar uma mudança no comportamento do consumidor. De acordo com Minucci, muitos brasileiros têm mudado seus hábitos de compra, optando por marcas mais acessíveis e priorizando itens essenciais. "O consumidor está mais atento ao seu poder de compra e à qualidade do que adquire. O comércio precisa entender essas novas necessidades e adaptar suas ofertas", destaca o mentor.

 

Em relação às classes sociais, os números do governo revelam a amplitude do impacto. Atualmente, a alimentação responde por uma parcela significativa da renda das famílias de baixa renda. Para aqueles que ganham até um salário mínimo e meio, o gasto com alimentos ocupa cerca de 22,6% de sua renda. Por outro lado, para as famílias de alta renda, o peso da alimentação no orçamento é de 11,3%.


 

Desafios e oportunidades

 

Em 2025, o comércio enfrenta uma realidade desafiadora, mas também há espaço para inovação e adaptação. O aumento dos custos e a mudança no comportamento do consumidor exigem uma resposta rápida e eficaz dos empresários. 


O sucesso nesse novo cenário está na capacidade de entender o consumidor e oferecer soluções que atendam às suas necessidades de forma inteligente. O ano de 2025 será um teste de resiliência para o comércio, e aqueles que souberem se ajustar terão mais chances de prosperar.



O mito das reformas

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‘Soluções disruptivas, que desconhecem as referências do passado, são em geral desastrosas. Mesmo as não disruptivas, quando feitas impulsivamente, podem ser contraproducentes’


Utopias são, ao mesmo tempo, mobilizadoras e fontes de frustrações, justamente porque correspondem a idealizações nem sempre viáveis, por deficiência de concepção ou pela ocorrência de fatores fortuitos. Implicam, quase sempre, a construção de mitos.

Um mito comum e sedutor é o das reformas, porque é um conceito indeterminado, que se presta a mistificações. Qualquer disfunção em sistemas eleitorais, partidários, tributários e outros sistemas públicos, que governam as relações entre estado e sociedade, estimula a proposição de reformas, que de antemão serve como um bálsamo para a disfunção.

É claro que reformas são indispensáveis à evolução dos sistemas públicos, para incorporar novos objetivos e ajustar-se a novas circunstâncias. Reformas são, portanto, processos e não eventos. Esse entendimento embora pareça óbvio, não é. Quantas vezes se proclama a necessidade de reformas salvíficas sem ao menos se conhecer sua própria natureza.

Por resultar em mudanças, reformas demandam método. A irreflexão e o improviso podem produzir efeitos danosos, de diferentes magnitudes e naturezas.

O ponto de partida de qualquer reforma é conhecer claramente os problemas que a motivam, sem a invocação de chavões ou de experiências em outros países, com contexto cultural distinto. Miguel Reale (Por uma Constituição Brasileira), dizia: “Não é apenas no organismo biológico que se manifesta o fenômeno da rejeição. Todo transplante, mesmo no organismo social, importa rejeição, dadas as peculiaridades de cada comunidade, ...”

Conhecidos os problemas, deve proceder-se à distinção entre o que reformar e o que não reformar. A partir daí, buscar soluções viáveis, com menor potencial de danos colaterais, a serem implementadas gradualmente e mediante ajustes e reajustes, na esteira das engenharias parcelares de Karl Popper (A Miséria do Historicismo).

Soluções disruptivas, que desconhecem as referências do passado, são em geral desastrosas. Mesmo as não disruptivas, quando feitas impulsivamente, podem ser contraproducentes, a exemplo das mudanças nos tributos, gastos públicos e orçamento, introduzidas pela Constituição de 1988, e, por via infraconstitucional, na legislação que trata do financiamento dos partidos e das eleições. Essas mudanças comprometeram gravemente a governabilidade do país.

A reforma tributária do consumo percorreu caminhos temerários, com participação robusta de lobbies, vários condicionantes e virtuais conflitos. Aguardemos, atentamente, o desenrolar dos acontecimentos.

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

Everardo Maciel - Ex-secretário da Receita Federal, é consultor jurídico e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público

Fonte:  https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/o-mito-das-reformas

 

Já Ouviu Falar de Cancelamento Empresarial?

Sua empresa já perdeu um grande contrato com parceiro e/ou investidor por influência de notícias negativas sobre a conduta empresarial, veiculadas por meios eletrônicos?

        Se a sua resposta for positiva, sua empresa sofreu o famoso “boicote digital”.

        Falhas no compliance, no sistema de gestão de riscos e na cultura organizacional, podem gerar sérios prejuízos à boa fama do negócio.

        A reputação de uma empresa é a visão que seus interessados possuem sobre ela. Isso abrange clientes, fornecedores, funcionários, investidores e o público em geral.

        Diversos elementos influenciam essa percepção, como a qualidade dos produtos ou serviços fornecidos, a ética empresarial, o serviço ao cliente, as práticas de sustentabilidade e social, entre outros.

        Com o avanço tecnológico, surgiu-se a cultura do cancelamento, um fenômeno social em que marcas, instituições e empresas no geral, são boicotadas no ambiente digital em decorrência de atitudes polêmicas e postagens consideradas discriminatórias e impróprias.

        De acordo com os dados lançados na pesquisa “Reputação das marcas: o que move o comportamento dos brasileiros”, publicada pela empresa de Pesquisa e Inteligência de Dados Nexus da FSB Holding, sobre reputação corporativa na América Latina, 6 em cada 10 brasileiros (59% da população) deixaram de comprar produtos nos últimos 2 anos por pelo menos 1 dos seguintes motivos: 47% desrespeito ou discriminação; 42% corrupção ou fraude; 32% impacto ambiental negativo; 26% politização; 21% xenofobia.

        A pesquisa ainda demonstra que 40% dos brasileiros deixaram de seguir páginas ou perfis de empresas nas redes sociais por causa de notícias negativas ou denúncias, considerando a população brasileira acima de 16 anos, são 62 milhões de seguidores perdidos.

        Diferente do âmbito jurídico, a internet não possibilita a defesa dos “cancelados”, não há um devido processo legal, a sentença é proferida quando o “cancelador” pública sua acusação, que se espalhou mundialmente em questão de segundos.

        Logo, a consequência desse cancelamento gera efeitos imediatos que podem impactar brutalmente no faturamento da empresa.

        Veja, uma empresa com reputação positiva é vista como confiável e responsável, o que eleva a chance de os clientes optarem por seus produtos ou serviços, além de atrair parceiros estratégicos e investidores, obtendo assim um diferencial considerável no mercado competitivo.

        Por outro lado, uma reputação negativa pode afastá-los, mesmo que a empresa ofereça produtos de qualidade ou preços competitivos.

Nesse cenário, é crucial a criação e implementação adequada de mecanismos e procedimentos de prevenção, detecção e correção de condutas ilícitas, que vão além do “branding” (marca) e do marketing.

        O compliance adequado garante a adequação e o fortalecimento do sistema de diretrizes às leis e aos regulamentos, sem deixar de lado os valores éticos ligados na missão e nos valores da empresa, gerindo um bom relacionamento com investidores, clientes e fornecedores, ou seja, toda a cadeia de relações da organização.

        Empresas que possuem um compliance constante, perspicaz e, de alta performance, desenvolvem uma das maiores vantagens de uma reputação sólida: a habilidade de funcionar como um "suavizador" em períodos de crise.

        Ao estabelecer uma imagem empresarial firme e positiva, a empresa tende a lidar com circunstâncias desfavoráveis de maneira menos impactante pois, já contam com a confiança e o apoio de seus interessados.

        Está na hora de salvaguardar o futuro da sua empresa com ética e transparência. A BRG Advogados está preparada para fornecer orientação legal e suporte especializado em gestão estratégica personalizada para a sua empresa. Não hesite em nos contatar para entender como podemos ser úteis para você. Permaneça constantemente atualizado e bem-informado

 

Marcella Rodrigues de Oliveira


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