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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Novembro Azul: obesidade é fator de risco para câncer de próstata

A relação entre as duas doenças se dá pelo fato de a obesidade estar associada a níveis elevados dos hormônios sexuais, inflamação crônica e resistência à insulina

 

Reconhecida como um problema de saúde global, a obesidade, além de trazer consequências acarretadas pela própria condição, pode ainda ser porta de entrada ou fator de risco para outras enfermidades tão ou mais graves, como é o caso do câncer de próstata.

 

A relação entre as duas doenças se dá pelo fato de a obesidade estar associada a níveis elevados dos hormônios sexuais, inflamação crônica e resistência à insulina, fatores que podem contribuir para o desenvolvimento e progressão do câncer de próstata. 

 

O médico André Guanabara, que atua na área da nutrologia, reforça a importância dos hábitos de vida saudáveis desde a juventude, como forma de combater a obesidade e, consequentemente, outras enfermidades. 

“A obesidade por si só já é um fator de risco, mas ela também deixa o organismo mais vulnerável a outros tipos de doenças, sendo uma delas o câncer, como o câncer de próstata. Dessa forma, para combatê-la, algumas medidas como a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada, sono de qualidade, ações essas que vão tornar o estilo de vida do paciente mais saudável, protagonizando um controle do peso, e, consequentemente, evitando não só à obesidade, mas também outras enfermidades que lhe acompanha”, explica. 

Se avaliados pelos médicos como uma solução importante, os medicamentos também podem ser administrados contra a obesidade. Aprovado pela Anvisa neste ano, o Mounjaro surge como opção que alia eficácia e saúde ao processo de emagrecimento. O medicamento apresenta potenciais benefícios no tratamento de condições como sobrepeso, obesidade e síndrome metabólica, com a perspectiva de alcançar uma redução em torno de 20% do peso corporal total.

No entanto, o médico André Guanabara alerta que, junto ao uso do Mounjaro, com acompanhamento médico, o paciente também necessita ter outros hábitos para alcançar o resultado esperado.  


“É importante destacar que o uso de qualquer medicamento só deve ser feito sob a recomendação médica. No caso do Mounjaro, se faz ainda mais necessária uma abordagem completa, integrada a um acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, nutricionista, educador físico, para proporcionar não apenas resultados rápidos, mas também sustentáveis”, explica.



Estudos mostram possível impacto do microbioma intestinal no tratamento de dores crônicas

Pesquisa recente sugere que manipulação de dieta e inclusão de certos antibióticos podem oferecer novos caminhos para diagnosticar e tratar doença
 

Aos poucos, a ciência vai buscando caminhos para o tratamento da dor crônica, doença que prejudica bastante a qualidade de vida do portador e que atualmente atinge cerca de 30% da população brasileira. Um estudo pioneiro sobre dor crônica recentemente conduzido pelo Hospital Rambam Health Care Campus, localizado em Haifa, norte de Israel, busca observar o impacto do microbioma intestinal ao utilizá-lo para o tratamento de condições associadas. 

A pesquisa tem sido realizada pelo doutor Amir Minerbi, diretor do Instituto de Medicina da Dor do Rambam e foi destacada pela Nature, uma das revistas científicas mais renomadas do mundo. Minerbi observa que estudos indicam que indivíduos com dor crônica e condições como fibromialgia, endometriose e síndrome do intestino irritável geralmente têm microbiomas intestinais diferentes em comparação a indivíduos saudáveis. 

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica no corpo, fadiga e problemas cognitivos "Não sabemos suas causas e, portanto, as opções de tratamento e controle da dor são limitadas", afirma Minerbi. Dado o cenário, o pesquisador busca identificar como as atividades microbianas influenciam a fibromialgia e usar esses dados para desenvolver novas abordagens terapêuticas. Ao analisar perfis de microbioma em diferentes condições de dor crônica, ele espera identificar características comuns e variações únicas. 

“A dor crônica impõe um fardo enorme aos pacientes. Estamos otimistas de que as terapias baseadas em microbioma podem melhorar muito a qualidade de vida daqueles afetados pela dor crônica. Pelo menos no caso da endometriose, esse alívio é frequentemente encontrado na troca de dietas, uma vez que, de acordo com os alimentos consumidos, a coleção de micróbios que residem no intestino se altera, liberando, por sua vez, substâncias químicas que causam ou atenuam a dor. Além disso, observações de que pessoas com dor crônica têm diferentes misturas de micróbios em seu intestino de outros indivíduos também deram origem à ideia de que manipular esse microbioma intestinal, por meio da dieta ou outros meios, pode ajudar”, explica Minerbi.  

Amir Minerbi, do Rambam
 Divulgação

A pesquisa ainda não dá certezas e o pesquisador alerta para a necessidade de mais ensaios clínicos. “É preciso dizer que mexer no microbioma dificilmente proporcionará alívio para todos, especialmente quando a dor crônica se torna intrínseca ao cérebro. Mas, dada a escassez de opções e os benefícios potenciais, é válido buscar uma abordagem focada no microbioma, que poderia melhorar e transformar o modo como entendemos, diagnosticamos e tratamos a dor crônica".

 

Histórico científico 

A conexão entre os micróbios intestinais e a dor crônica começou a se materializar há duas décadas em estudos científicos, com lentas evoluções. 

De acordo com a Nature, cerca de 20 anos atrás, estudos com animais começaram a revelar que certas bactérias estimulam receptores de dor em células do intestino de uma maneira semelhante à morfina, entre outros mecanismos. Algumas pesquisas sobre dor visceral identificaram substâncias químicas específicas, produzidas por bactérias intestinais, que puderam promover ou suprimir dores. Os ácidos graxos de cadeia curta, por exemplo, que são produzidos quando certas bactérias digerem fibras, estimulam as células imunológicas a liberarem fatores pró-inflamatórios, enquanto os ácidos biliares suprimem a atividade dos nervos sensoriais. Os efeitos podem ser de longo alcance: esses metabólitos podem se infiltrar na circulação através do revestimento intestinal e cruzar a barreira hematoencefálica, alterando a permeabilidade de ambas as estruturas. Como resultado, o microbioma intestinal pode até influenciar a percepção da dor. 

No caso da fibromialgia, a pesquisa de Minerbi sugere que o microbioma intestinal pode não apenas ajudar a aliviar a dor, como também auxiliar em seu diagnóstico. Em 2019, sua equipe descobriu que pessoas com fibromialgia têm microbiomas intestinais alterados, e que esses pequenos desequilíbrios se correlacionam com dor e fadiga e não com dieta, medicamentos ou outros fatores ambientais. 

Para o pesquisador, “foi a primeira demonstração em humanos de que o microbioma intestinal pode modular a dor crônica generalizada e não visceral”. 

Em um estudo de 2023, a equipe descobriu que pessoas com fibromialgia também tinham níveis mais baixos de ácidos biliares específicos no sangue em comparação com controles saudáveis e que quanto menor o nível desses ácidos biliares, mais intensa era a dor relatada. “Isso acontece porque alguns desses ácidos se ligam a neurônios na medula espinhal que suprimem a dor. Sem eles, a dor pode aumentar sem controle”, explica Minerbi. O estudo sugere que restaurar os níveis desses ácidos biliares pode ajudar a reduzir a dor da fibromialgia. 

Para comprovar a relação, a equipe de Minerbi tentou transplantar matéria fecal de doadores saudáveis ​​em 14 mulheres com fibromialgia para tratar tais desequilíbrios do microbioma intestinal. Após cinco tratamentos quinzenais, 12 dos voluntários nesse estudo piloto, que não foi revisado por pares, relataram dor menos intensa do que antes. Um ensaio randomizado e controlado por placebo é o próximo.

Além disso, o grupo de Minerbi também está desenvolvendo um algoritmo de aprendizado de máquina para relacionar a dor crônica aos perfis do microbioma intestinal e outros marcadores sanguíneos. Até agora, a ferramenta diferencia apenas entre pessoas com fibromialgia e aquelas que não têm dor crônica. “O próximo passo é ver se podemos pegar alguém com dor crônica e dizer que tipo de dor crônica eles têm, o que é realmente a questão clínica. Para isso, estamos investigando o microbioma intestinal em várias condições de dor crônica, na esperança de encontrar semelhanças e mudanças distintas entre elas”, conclui Minerbi.


Novembro Azul: SBGG chama atenção para os cuidados com a saúde geral do homem

O câncer de próstata é a segunda maior causa de mortes por neoplasias na população masculina no Brasil. Entre 2023 e 2025, mais de 70 mil novos casos serão diagnosticados

 

O mês de novembro é conhecido pela campanha do Novembro Azul, que visa conscientizar a população masculina sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A doença é o segundo tipo de câncer mais comum na população masculina, em todas as regiões do país, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. Além disso, estimam-se que durante o triênio 2023-2025, mais de 70 mil novos casos dessa neoplasia serão diagnosticados. 

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor do homem, localizada na frente do reto e embaixo da bexiga urinária, do tamanho de uma noz. Sua função é produzir e armazenar o líquido prostático que, junto com o líquido seminal produzido pelas vesículas seminais e os espermatozoides produzidos nos testículos, formam o sêmen. 

O diagnóstico do câncer de próstata pode ser feito por meio de dois exames: o toque retal, que possui a finalidade de avaliar o tamanho, o volume, a textura e a forma da próstata, e o PSA, mede no sangue o antígeno prostático específico (uma proteína produzida pela próstata). 

Por sua vez, diversos são os fatores que podem influenciar no desenvolvimento da doença: obesidade, histórico familiar e a idade, sendo mais incidente em homens a partir dos 60 anos de idade.

 

Cuidados com a saúde

Segundo o Programa Nacional de Saúde (PNS), a taxa de mulheres que vão ao médico é de 82,3%, acima dos 69,4% registrados entre os homens. Nesse contexto, o geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dr. Marco Túlio Cintra, afirma que a saúde do homem deve ser pensada além da próstata. Ele explica que o homem tem de ir ao médico não apenas por causa do câncer de próstata. Para se ter ideia, o homem tem mais doenças cardiovasculares que as mulheres, devido a questões hormonais. “É importante que haja uma orientação do que é necessário para promoção de saúde, seja para diagnósticos precoces e para evitar o desenvolvimento de doenças. Isso fará diferença na vida da pessoa, como o todo.” 

Além disso, ele destaca a importância de cuidar da saúde ao decorrer da vida, para garantir um envelhecimento saudável e com maior qualidade de vida. “Os homens, em sua grande maioria, não têm o hábito de fazer um acompanhamento preventivo e isso terá um grande impacto ao envelhecer, não apenas pela questão de morrer mais rápido, mas, como idoso, tenha de conviver com uma saúde debilitada”, o geriatra e presidente da SBGG, ao afirmar que pessoas nesta situação se tornam frágeis mais precocemente. “Por isso, é necessário fazer os exames de rotina, como os de rastreios de neoplasia, que inclui a questão do exame da próstata, e outros como câncer de intestino, além do rastreio de hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus etc.”, completa o presidente da SBGG.





Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Diabetes pode levar à doença renal crônica

No Brasil, 150 mil pessoas estão submetidas a tratamento de diálise segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia ( SBN) e cerca de 30% dos pacientes com diabetes desenvolvem doença renal crônica. Nefrologista explica o aumento alarmante no número de pacientes diabéticos que necessitam de diálise e fornece orientações sobre cuidados e prevenção

 

O diabetes é uma das doenças crônicas mais prevalentes e um grave problema de saúde pública em todo o mundo. Estima-se que mais de 537 milhões de adultos vivem com essa condição. O Brasil ocupa a quinta posição no ranking dos países com maior incidência de diabetes mellitus, sendo o líder entre as nações da América do Sul e Central, com 17 milhões de portadores da doença. Uma entre as diversas doenças secundárias ao diabetes é a doença renal crônica, que silenciosamente vai provocando lesões nos rins. Dependendo do nível de acometimento, pode ocorrer a falência total dos órgãos, ou seja, a perda de 85% da capacidade de funcionamento. Quando a doença atinge essa fase, também chamada de fase 5, a vida do paciente é mantida pela terapia chamada diálise, quando uma máquina faz a substituição dos rins, filtrando o sangue e eliminando líquidos em excesso, até que se possa realizar um transplante. 

Paciente em diálise 

Atualmente, no Brasil, 155 mil pessoas estão passando por tratamento de diálise, um aumento de mais de 100% nos últimos 10 anos. E uma em cada dez pessoas, com idades entre 20 e 79 anos, sofre de diabetes, segundo dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF 2021).

As projeções indicam que até 2030, esse número alcançará 643 milhões, e em 2045, a estimativa é de 784 milhões de casos. Torna-se cada vez mais crucial adotar estratégias e políticas de intervenção eficazes para conter o aumento no número de casos dessa doença. 

A médica nefrologista, Lecticia Jorge, gerente médica da Fresenius Medical Care, explica que existem dois tipos de diabetes, a do tipo 1 e a do tipo 2. “A mellitus tipo 1 normalmente surge na infância, e é caracterizada por um defeito nas células do pâncreas, que produzem o hormônio chamado insulina. Ele é responsável por levar a glicose para dentro das células. Com a falta da insulina no sangue, os níveis de glicose ficam altos. Porém, a maior parte dos pacientes diabéticos apresentam o tipo 2, que usualmente se manifesta após os 40 anos, e é caracterizado por uma resistência à insulina, o que acaba por também gerar aumento dos níveis de glicose no sangue”, esclarece. 

A gerente médica da Fresenius Medical Care, ressalta que o diabetes pode prejudicar os rins, levando a uma condição conhecida como Doença Renal Crônica (DRC). “Em uma primeira fase os rins são afetados pelo aumento da glicose do sangue que gera uma hiperfiltração e aumento das pressões dentro do rim. Essa manifestação aos poucos vai comprometendo a barreira de filtração dos rins e os vasos renais, que passam a deixar passar por exemplos proteínas que agravam a lesão e progressivamente os rins vão perdendo funcionalidade e passam da fase de hiperfiltração para redução da filtração, que vai levando a complicações como hipertensão arterial e insuficiência renal”, ressaltou a especialista. 

Segundo a médica, a diálise passa a ser necessária quando essas lesões afetam 85% da capacidade de funcionamento dos rins, ou seja, pacientes nesta condição precisam realizar a terapia de diálise – que é quando uma máquina passa a fazer a filtragem do sangue - no mínimo três vezes por semana. 

O diabético também é mais propenso à desidratação, a infecções e ao desenvolvimento de cetoacidose - estado grave no qual o corpo produz ácidos sanguíneos em excesso, o que o deixa mais predisposto à insuficiência renal aguda. 

“Mas é importante lembrar também que a maior parte das pessoas com diabetes não desenvolvem a insuficiência renal crônica, 70% delas. E 30% desenvolvem. Mas os diabéticos precisam ter um acompanhamento médico, porque não se sabe quem vai chegar à fase terminal, o risco existe para todos os diabéticos”, lembra a médica. 

Entre os sintomas mais comuns do diabetes estão o aumento e a frequência do volume urinário, sede exagerada e visão turva. Mas qualquer tipo de diabetes mellitus pode evoluir silenciosamente, sem sintomas, nas suas fases iniciais, sendo ainda mais comum que isso ocorra no diabetes tipo 2. 

É preciso atenção especial na alimentação. “Alimentos com alto índice glicêmico, ou seja, que geram picos de glicose no sangue, como farinhas brancas, batata e açúcar refinado são responsáveis por jogar rapidamente na circulação sanguínea grandes quantidades de glicose. Com isso, geram a necessidade de uma liberação rápida de muita insulina para colocar esse excesso de glicose para dentro das células e, muitas vezes, essa quantidade grande de insulina será convertida em gordura. Importante notar que, após esse pico de insulina e a entrada da glicose para célula, essa queda pode gerar fome e vontade de comer mais carboidratos de índice glicêmico alto”, afirma Lecticia. 

A glicemia, que é o nível de açúcar no sangue, quando mal controlada, aumenta o risco de morte até mesmo nos pacientes que já estão em diálise. Desse modo, renal crônico ou não, é fundamental que o paciente faça o controle do diabetes com alimentação adequada, ingestão de medicamentos e prática de atividades físicas. 

“O controle rigoroso do diabetes é essencial para prevenir danos aos rins e outras complicações. Medir regularmente os níveis de glicose no sangue, manter uma dieta saudável e ativa, e seguir o plano de tratamento são passos cruciais”, ressaltou a nefrologista. 

 

O que as pessoas com diabetes podem fazer para prevenir a insuficiência renal? 

· Controlar níveis de açúcar no sangue

· Cuidar da pressão, evitar sal e fazer exercícios físicos são medidas preventivas também essenciais

· Fazer exames para medir a proteína albumina na urina e o nível de creatinina no sangue pelo menos uma vez por ano

· Evitar ingerir bebida alcoólica

· Evitar fumar também é muito importante 

Para quem já tem a insuficiência renal crônica, é recomendável controlar os níveis glicêmicos por exames de sangue de glicemia e hemoglobina glicada, ou por medidas de dextro – que consiste numa medição feita em casa, a partir de uma gota de sangue colhida na ponta dos dedos. Assim, permite o ajuste correto da medicação para controle do diabetes. 

A maioria dos indivíduos em tratamento dialítico necessita usar insulina em doses fracionadas para o controle do diabetes. Muitas vezes é necessário utilizar dois tipos de insulina, uma de ação rápida e outra de ação lenta. “Alguns dos medicamentos orais, chamados hipoglicemiantes orais, não podem ser usados por pessoas que fazem diálise. Sempre tem que perguntar para o médico quais medicamentos podem ser usados”, reforça a médica.

 

Fresenius Medical Care


Poliomielite: O que os pais devem saber sobre a nova vacina injetável

Especialista explica esquema vacinal e benefícios da mudança de oral para injetável

 

O Ministério da Saúde do Brasil acaba de implementar mudanças significativas na vacinação contra a poliomielite, substituindo a vacina oral (VOP) pela vacina inativada injetável (VIP). Para o Prof. Dr. Antonio Condino-Neto, médico pediatra, alergista e imunologista pela USP, “A adoção exclusiva da VIP visa aumentar a eficácia e a segurança da imunização contra a poliomielite. Isso porque a vacina inativada injetável induz uma resposta imunológica robusta sem o risco de reativação viral presente na vacina oral. Essa mudança fortalece a proteção das crianças e contribui para a manutenção do status do Brasil como país livre da poliomielite há mais de três décadas”.

 

A substituição da vacina oral (VOP) pela injetável (VIP) foi motivada por critérios epidemiológicos, evidências científicas e recomendações internacionais. A VIP, contendo o vírus inativado, oferece maior segurança, eliminando o risco, embora raro, de poliomielite associada à vacina, que poderia ocorrer com a VOP, que utilizava vírus atenuados. “Além disso, países como Estados Unidos e nações europeias já adotaram esquemas vacinais exclusivos com a VIP, portanto essa mudança na vacinação da polio alinha o Brasil às práticas internacionais”, explica o especialista em Imunologia, que também é diretor científico na Clínica Alergológica.

 

Efeitos colaterais – Dr. Condino-Neto explica que há diferenças nos perfis de efeitos colaterais entre as vacinas. A VOP, por conter vírus vivos atenuados, pode apresentar um risco - ainda que muito raro - de causar poliomielite associada à vacina. Já a VIP, por ser composta de vírus inativados, não apresenta esse risco, e os seus efeitos colaterais são geralmente leves: podem incluir dor ou vermelhidão no local da injeção, febre moderada, dor de cabeça ou dores no corpo, desaparecendo entre 24 a 48 horas.

 

Esquema de vacinação e cuidados pós-vacinação: As doses recomendadas da vacina contra poliomielite injetável devem ser:

 

- 2 meses: 1ª dose

- 4 meses: 2ª dose

- 6 meses: 3ª dose

- 15 meses: dose de reforço

 

“Após a vacinação, é comum que a criança apresente reações leves, como dor ou vermelhidão no local da injeção e febre moderada. Por isso, minha recomendação é manter a área da aplicação limpa e seca e observar se a criança apresenta qualquer reação adversa. Em caso de dúvidas ou reações intensas, os pais devem procurar orientação médica”, alerta Dr. Condino-Neto. 

 

Antonio Condino-Neto - MD, PhD, FAAAAI, FCIS, é Professor Sênior de Imunologia no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, Diretor Médico da Clínica Alergológica (Campinas/SP), do Laboratório Immunogenic (São Paulo), e diretor do Centro Fundação Jeffrey Modell (São Paulo). Em paralelo, ele é Consultor Científico Sênior no Instituto Jô Clemente e no Instituto Pensi / Hospital Sabará. Seus principais interesses incluem: pesquisa translacional, ensaios clínicos e prática médica em Imunologia, Alergia e Imunodeficiências Primárias. Ele é presidente do Departamento de Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Diretor de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), e membro do Comitê de Imunodeficiências Primárias da American Association of Asthma, Allergy and Immunology. Ele é membro do conselho editorial do Journal of Clinical Immunology e do Journal of Allergy and Clinical Immunology. Ele é Editor Associado da Frontiers in Immunology / Primary Immunodeficiencies. Dr. Condino-Neto é um dos especialistas responsáveis pelo Teste do Pezinho ampliado, que detecta mais de 50 imunodeficiências.



Especialista em coluna vertebral explica como se prevenir com exercícios simples em casa

 

É possível que você já tenha sentido uma certa rigidez nos músculos ou, até mesmo, que seus movimentos já não tenham tanta amplitude como antes. Isso pode ser um sinal de que esteja lidando com o encurtamento muscular. Muitas pessoas não sabem, mas essa condição pode ser tratada com alguns exercícios simples feitos em casa ou com a ajuda de um profissional da fisioterapia. 

O encurtamento muscular é um problema comum que ocorre quando nossos músculos se tornam mais curtos e tensos do que o normal. Pode ser causado por diversos fatores, como o sedentarismo, posturas inadequadas, falta de alongamento e até mesmo o estresse do dia a dia. Porém, há maneiras eficazes de tratá-lo e prevenir desconfortos futuros. 

Segundo o fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral - Guarulhos, Bernardo Sampaio, "O encurtamento muscular pode levar a dores e limitações de movimento, afetando diretamente nossa qualidade de vida. É essencial agir de forma preventiva e corretiva, para evitar complicações mais graves no futuro." 

Para combater esse problema, o especialista explicou existem alguns exercícios simples e poderosos que podem ser feitos dentro de casa mesmo, confira os principais destacados por ele: 

1. Alongamento de Panturrilhas:

  • Em pé, coloque um pé à frente do outro.
  • Mantenha a perna de trás esticada e a da frente levemente flexionada.
  • Incline o corpo para frente, apoiando-se em uma parede ou em algum móvel, mantendo calcanhar no chão
  • Sinta o alongamento na parte de trás da perna.
  • Repita do outro lado.

 

2. Flexão de Quadril:

  • Deite-se de costas com as pernas estendidas.
  • Flexione uma perna, trazendo o joelho em direção ao peito.
  • Segure a posição por alguns segundos.
  • Volte à posição inicial e repita com a outra perna.

 

3. Alongamento de Ombros e Peitoral:

  • Fique em pé, com os pés afastados na largura dos ombros.
  • Entrelace as mãos atrás das costas, esticando os braços.
  • Eleve suavemente os braços esticados até sentir o peitoral se alongando.
  • Mantenha por alguns segundos e solte.

 

4. Alongamento de Isquiotibiais:

  • Sente-se no chão com as pernas estendidas à frente.
  • Incline o tronco para frente, tentando tocar os pés com as mãos.
  • Mantenha a posição por alguns segundos e retorne à posição inicial.

 

Lembre-se de realizar cada exercício com suavidade, respeitando seus limites. "A constância é fundamental. Praticar alongamentos diariamente ajuda a relaxar os músculos, melhorar a circulação sanguínea e aumentar a flexibilidade ao longo do tempo", finaliza.



Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.


BOLETIM DAS RODOVIAS

  

FERIADO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

                                    15 DE NOVEMBRO

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo às 17h desta sexta-feira (15). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) 

Operação 5x5 - A Rodovia dos Imigrantes (SP-160) apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Já na Rodovia Anchieta (SP-150), há lentidão no sentido litoral do km 31 ao km 40, sentido capital tráfego normal. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

O tráfego é normal nos dois sentidos da Rodovia Anhanguera (SP-330). Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, há lentidão do km 41 ao km 45, sentido capital o tráfego é normal.  

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal e sem congestionamento nos dois sentidos da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Já na Rodovia Castello Branco (SP-280), há lentidão no sentido interior do km 57 ao 58, do km 30 ao km 54 e do km 19 ao km 24. No sentido capital o tráfego é normal. 

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor, sentido interior, apresenta congestionamento do km 19 ao km 22 e lentidão entre o km 72 ao km 77, no sentido capital o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios 

Tráfego normal, sem congestionamento.


Inteligência Artificial, Digital Health e Empreendedorismo compõem agenda gratuita de atividades do Samsung Ocean em novembro

Aulas remotas e presenciais em Manaus oferecem certificado de participação aos alunos concluintes; saiba como participar

 

Com uma série de atividades gratuitas até o fim de novembro, o Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, está com as inscrições abertas para aulas remotas e presenciais sobre as mais diversas áreas relacionadas à tecnologia e inovação. Tendo como destaque em novembro os cursos sobre Inteligência Artificial, Digital Health, Metaverso e Empreendedorismo, a iniciativa oferece um certificado aos alunos concluintes. Veja abaixo mais detalhes sobre a agenda de novembro e o que esperar para o próximo mês.
 

Destaques da agenda do Samsung Ocean 

Para os interessados em aprender sobre Inteligência Artificial no formato remoto, acontece no dia 18 de novembro um laboratório com foco em Engenharia de Prompt. Já no dia 19, a Trilha de IA oferece uma aula sobre as Ferramentas e Aplicações para a Criação de Programas com Linguagens Generativas. Também no formato remoto acontecem as aulas de Digital Health. A primeira delas, marcada para o dia 18, vai abordar as Aplicações de IoT na Saúde, enquanto a aula do dia 21 vai focar na Aplicações do Metaverso na Saúde. Na última semana do mês, a agenda contempla ainda duas aulas remotas da Trilha de Metaverso para apresentar a parte teórica e prática do Design de Games. Elas estão marcadas para os dias 25 e 26. 

Para os residentes de Manaus, o Samsung Ocean também oferece atividades sobre Inteligência Artificial no formato presencial. Marcadas para os dias 18, 19 e 21, a Trilha de IA oferece três aulas sobre o Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados. Também no dia 21, a grade conta com uma aula de Empreendedorismo Tecnológico Inovador, com foco na Introdução ao Lean Startup e Design Thinking. E no dia 28, a Trilha UX oferece uma aula de Introdução ao UX Writing. 

“Estamos próximos do fim do ano, mas ainda dá tempo de os interessados participarem das atividades de capacitação tecnológica oferecidas pelo Samsung Ocean”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. “Com foco nos temas de maior relevância para o mercado atual de tecnologia, a agenda de cursos tem aulas recorrentes de assuntos como Inteligência Artificial, Digital Health, Fabricação Digital, Metaverso e Empreendedorismo, entre outros”. 

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e oferecem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.
 

Confira a grade do Samsung Ocean até o fim de novembro:

 

18/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 3)

- Trilha IA: Laboratório de Engenharia de Prompt

- Trilha Digital Health: Aplicações de IoT na Saúde

- Trilha IA: Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados (Parte 1)*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – Framework Scrum*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps GIT*

 

19/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 4)

- Trilha IA: Criação de Programas com Linguagens Generativas – Ferramentas e Aplicações

- Trilha IA: Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados (Parte 2)*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps Docker*

 

21/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 5)

- Trilha Digital Health: Aplicações do Metaverso na Saúde

- Trilha IA: Introdução a Visão Computacional com OpenCV

- Trilha IA: Aprendizado Não Supervisionado para Ciência de Dados (Parte 3)*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps Jenkins*

- Trilha Empreendedorismo Tecnológico Inovador: Introdução ao Lean Startup e Design Thinking*

 

22/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 6)

- Trilha Blockchain: Ferramentas de Suporte a Programação para Blockchain

 

25/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 7)

- Trilha Wearables: Introdução aos dispositivos Wearables

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico (Parte 1)

- Trilha Metaverso: Game Design – Teoria e Prática (Parte 1)

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 1)*

- Trilha Empreendedorismo Tecnológico Inovador: Times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta (Parte 1)*

 

26/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 8)

- Trilha Metaverso: Game Design – Teoria e Prática (Parte 2)

 

27/11

- Jornada IA: Entendendo e implementando modelos de inteligência artificial com Orange e Python (Parte 9)

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico (Parte 2)

- Trilha Digital Health: A Influência do Blockchain na Digital Health

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 2)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 2)*

- Trilha Empreendedorismo Tecnológico Inovador: Times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta (Parte 2)*

 

28/11

- Jornada IA: Deep Learning (Parte 1)

- Trilha Wearables: Watch Face Studio – Construção de Watch Faces com Wear OS 4

- Trilha UX: UX Writing – Introdução*

 

29/11

- Jornada IA: Deep Learning (Parte 2)

- Trilha IoT: Laboratório de Internet das Coisas (IoT)

- Trilha UX: Laboratório de Design de Temas para Samsung Galaxy

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 3)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 3)*

 

*Atividades realizadas presencialmente no campus de Manaus.

 


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