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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Verão e fim de ano: saiba como aproveitar esses momentos da melhor forma e com saúde

Especialistas do CEJAM dão dicas para cuidados com a pele, alimentação e hidratação durante a estação mais quente e esperada do ano


“Aí que delícia, o verão!” Tema de música e motivo de comemoração para muitos, a estação mais aguardada do ano traz consigo uma energia para lá de contagiante. E, para melhorar, vem acompanhada das festividades de fim de ano.

No entanto, para aproveitar plenamente esses momentos, é fundamental incorporar cuidados que permitam a manutenção de saúde e bem-estar.

Ao viajar para o litoral, por exemplo, é preciso cautela. No que diz respeito aos cuidados com a pele, o uso de protetor solar precisa ser constante. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a reaplicação em casos de transpiração excessiva, exposição solar prolongada ou após sair da água deve ocorrer a cada duas horas.

“O fator mínimo para qualquer tipo de pele é o FPS 30, inclusive para peles negras. Peles claras e sensíveis ao sol devem optar por fatores maiores. De modo geral, a pele negra pode utilizar como mínimo o FPS 30, a morena FPS 50 e a pele branca, filtro solar com fator de proteção 60 ou maior”, explica a Dra. Bruna de Nardo Aniceto, especialista em dermatologia e médica clínico-geral da UBS Jardim Guarujá, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

De acordo com a médica, a principal diferença entre os protetores solares e seus diferentes fatores está no tempo de proteção e não na qualidade. Segundo ela, um protetor com FPS 30 protege tão bem quanto um protetor com FPS 70, porém, por menos tempo. Por isso, é importante buscar a melhor opção para a pele.

Para potencializar os cuidados, recomenda-se também o uso de roupas apropriadas, óculos escuros com proteção contra raios UV-A e UV-B, além de chapéus e bonés que proporcionem proteção ao rosto.

“A proteção labial também precisa ser uma prioridade. Os danos causados pelo sol podem ser minimizados utilizando-se um protetor labial com protetor solar e um chapéu”, complementa a doutora.

Já quando se trata de alimentação, é necessário ter um cuidado redobrado, pois é comum que, em viagens, as pessoas sofram com intoxicação alimentar decorrente da ingestão de produtos estragados ou mal preparados.

“Devido ao calor, muitos alimentos perecíveis estão suscetíveis a desenvolver bactérias, que, quando ingeridas, podem causar vômito, diarreia e febre”, afirma a nutricionista Alice Coca, da UBS Jardim Paranapanema, também gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Portanto, ao levar algum alimento preparado por você, certifique-se de que ele ficará acondicionado em bolsa térmica, cooler ou caixa de isopor. Essa é uma forma de evitar possíveis transtornos. E se for comer em restaurantes ou quiosques, a nutricionista faz um alerta: “Observe a aparência dos alimentos, se estão em balcões térmicos e se não apresentam um aspecto estranho ou cheiro azedo. Dessa forma, diminuem-se as chances de contaminação e infecção alimentar”.

Quanto às famosas porções e pratos de camarão, peixes e lulas, é importante buscar lugares que contem com refrigeração e higiene na preparação. “Os ambulantes que vendem esse tipo de alimento, geralmente, correm um maior risco de contaminar o alimento, por não manterem a temperatura adequada à venda, além de não sabermos como esse alimento foi armazenado anteriormente”, explica.

Entre os alimentos mais populares nas praias, o ideal é dar preferência a produtos menos perecíveis, como sorvetes, milho cozido (que, com o cozimento e a temperatura, elimina possíveis microrganismos nocivos ao organismo) e água de coco.


Hidrate-se!

A importância da hidratação durante o verão, especialmente na praia, não pode ser subestimada. Sob o sol escaldante, é muito mais fácil ficarmos desidratados.

Para manter a hidratação da pele, além do protetor solar, é essencial utilizar cremes faciais e corporais, evitar uma maior exposição ao sol entre 10h e 16h e lavar o rosto com água corrente sempre que retornar da praia.

"Antes de viajar, é interessante aplicar um hidratante que nutra e fortaleça as defesas da pele, para evitar que ela sofra danos causados pela exposição prolongada ao sol. Caso a viagem seja muito longa, também é recomendado a aplicação de água termal no rosto", ressalta a dermatologista.

Mas, para além do uso de produtos, uma das maneiras mais certeiras de manter a hidratação, não só da pele, mas também do organismo como um todo, é por meio da ingestão de água.

"Beber água sempre será a melhor recomendação, em torno de 2 litros por dia já ajuda o corpo. Mas, na praia, pode-se optar também por água de coco, sucos naturais e chás gelados", complementa a nutricionista.

Frutas ricas em líquidos, como melancia, melão e abacaxi, também podem ser ótimas escolhas nesse quesito. 



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial

Profissional de saúde alerta sobre a importância de atualizar cartão de vacinas antes das viagens de férias

 

Levantamento indica que nem metade da população brasileira está com a vacinação em dia, por isso, é preciso ficar atendo para prevenir a transmissão de doenças infecciosas graves


De acordo com informações do DataSUS, divulgado pelo Ministério da Saúde, apenas 47,93% da população brasileira está com a vacinação em dia. Em 2022, segundo o documento, esse percentual também não chegou perto do ideal e atingiu apenas 67,94%, situação que preocupa profissionais que atuam na área da saúde, especialmente no período de férias, quando a população costuma viajar para outros estados e países, levando doenças para outras regiões ou trazendo vírus para sua comunidade assim que retornam. 

Para Ariadne Fonseca, coordenadora do curso de enfermagem no Centro Universitário Facens, a vacinação é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças infecciosas. Segundo ela, “manter a carteirinha de vacinação atualizada não apenas protege o indivíduo, mas desempenha um papel fundamental na prevenção da disseminação de doenças virais em toda a comunidade”. 

Segundo o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), alguns passos devem ser seguidos para melhorar a cobertura vacinal, como ampliar o acesso e o horário de atendimento, monitorar a cobertura, promover a orientação da população, combater informações falsas, treinar os profissionais de saúde e monitorar surtos. 

Ariadne comenta que quanto menor for o número de pessoas vacinadas no território brasileiro, maior o risco de reintrodução de doenças tidas como erradicadas ou sob controle, como poliomielite e sarampo. “Quanto mais pessoas vacinadas, menor o risco de reintrodução dessas doenças, menor o gasto público com internações de pacientes com doenças imunopreveníveis e maior a possibilidade de investimento em outras áreas da saúde”, destaca. 

A profissional explica ainda que algumas doenças são mais comuns em determinadas regiões do país e a vacinação pode variar de acordo com a localidade. “Por exemplo, quem viaja para áreas mais frias deve estar com a vacinação contra a gripe influenza e Covid-19 em dia. Já para a febre amarela, que antes era mais concentrada em áreas de mata, hoje é recomendada para todas as regiões, devido ao surto ocorrido em 2017”, reforça.
 

Viagens internacionais 

Para viagens internacionais, esse cuidado também é muito importante. O Ministério da Saúde recomenda que o viajante procure os serviços públicos de saúde com um documento de identificação e o cartão de vacinas em mãos para avaliação e, se necessário, tomar as vacinas faltantes. Também é importante emitir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) e incluir na lista de documentos que deve levar antes de embarcar, pois alguns países podem pedir comprovação da situação vacinal. Mais informações, podem ser acessadas aqui. 

“Em tempos de mobilidade e globalização, a vacinação se torna uma medida essencial para a proteção individual e coletiva, principalmente depois da pandemia provocada pelo coronavírus, que se tornou global em razão do movimento constante de pessoas. Portanto, antes de embarcar em sua próxima aventura de férias, certifique-se de verificar sua situação de vacinação e seguir as orientações das autoridades de saúde, garantindo que sua viagem seja segura e saudável para você e para aqueles ao seu redor”, recomenda a profissional, que acrescenta ainda que “nosso país possui um dos melhores sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), com distribuição gratuita de vacina para a população, dividida em faixas etárias e grupos de risco, conforme priorização do grupo técnico de imunização do Ministério da Saúde”.

Em caso de dúvida ou para maiores esclarecimentos, procure a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da sua residência.
 

Centro Universitário Facens


FDA aprova novo medicamento oncológico bevacizumabe, que deverá ser comercializado no Brasil

  Anticorpo monoclonal para tratar diversos tipos de câncer está em aprovação na Anvisa

 

A agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) acaba de aprovar o Avzivi® (bevacizumabe), produzido pela Bio-Thera Solutions. O anticorpo monoclonal, usado no tratamento de diversos tipos de câncer, como colorretal, pulmão, mama, células renais, epitelial de ovário, tuba uterina e peritoneal primário, também se encontra em aprovação no Brasil. O processo foi submetido pela biofarmacêutica brasileira Biomm à Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2021. A companhia tem um acordo de exclusividade de comercialização com a Bio-Thera para o mercado brasileiro. 

A aprovação do Avzivi® pela FDA, que se chamará Bevyx no Brasil, foi baseada em um pacote abrangente de dados analíticos, não clínicos e clínicos enviado pela Bio-Thera à FDA. 

A totalidade das evidências demonstrou que o medicamento tem eficácia, segurança, imunogenicidade e qualidade semelhantes às do medicamento de referência bevacizumabe. 

“O bevacizumabe tem sido amplamente utilizado no tratamento de cancros do pulmão e colorretal e de muitos outros cancros em todo o mundo”, comentou o professor Li Zhang, principal investigador do estudo global de fase III do Avzivi®. 

A Bio-Thera Solutions é uma empresa de alta tecnologia biofarmacêutica, com sede em Cantão, na China. Desenvolve medicamentos que cumprem com as mais exigentes diretrizes das agências reguladoras internacionais.

A importação, distribuição e comercialização do produto no Brasil ocorrerá após as devidas etapas regulatórias, como registro perante a Anvisa e aprovação de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

biomm

 

9 dicas sobre saúde bucal na gravidez

 

Shutterstock

Cuidados, prevenções e principais doenças dentárias que podem surgir neste período


A gestação é um momento especial na vida de uma mulher, e a saúde bucal desempenha um papel fundamental no bem-estar tanto da mãe quanto do bebê. Para as futuras mamães, é importante estar ciente dos cuidados preventivos necessários para manter uma boa saúde bucal durante a gravidez.

De acordo com o dentista Walter Solter, da Dental Beauty Clínica Odontológica, a saúde bucal deve ser uma constante na vida das pessoas, mas durante a gestação, é importante redobrar os cuidados preventivos. “Consultas regulares ao dentista são essenciais para garantir um sorriso saudável durante e após a gravidez”, explica.

Manter a saúde da boca e dos dentes durante a gravidez não apenas beneficia a mãe, mas também contribui para o bem-estar do bebê. O dentista dá 9 dicas para manter o sorriso em dia e ressalta a importância de consultar um dentista especializado para um acompanhamento adequado durante esse período tão especial de sua vida.

  1. Higiene oral adequada: Manter uma rotina rigorosa de escovação e uso do fio dental é essencial. Use uma escova de cerdas macias para evitar irritações na gengiva.
    2. Alimentação balanceada: Consuma alimentos ricos em cálcio, como laticínios, para fortalecer os dentes. Evite excesso de açúcar e alimentos ácidos que podem prejudicar o esmalte dentário.
    3. Consultas regulares: Não adie as visitas ao dentista durante a gravidez. Comunique ao profissional sobre a gestação para ajustar os tratamentos, se necessário.
    4. Enxaguantes bucais sem álcool: Opte por enxaguantes bucais sem álcool, pois o álcool pode ser prejudicial durante a gravidez.
    5. Xerostomia (Boca Seca): A gravidez pode causar xerostomia, ou boca seca. Beba água regularmente e converse com seu dentista sobre produtos específicos para aliviar esse sintoma.
    6. Gengivite gravídica: Um problema comum, caracterizado por gengivas inchadas e sangramento. O cuidado bucal adequado ajuda a prevenir ou controlar a gengivite.
    7. Cárie: Alterações hormonais podem aumentar o risco de cáries. Mantenha a higiene bucal e controle a ingestão de açúcares.
    8. Erosão Dentária: Evite alimentos ácidos que podem desgastar o esmalte dos dentes. Consulte seu dentista para medidas preventivas.
    9. Periodontite: Uma forma avançada de doença gengival que pode afetar a saúde geral. O tratamento adequado é crucial.                                                                                                                                                                                                                                                      

Walter Solter – Diretor Técnico da Dental Beauty - Formado em 1983 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro com mais de 40 anos de experiência profissional em prótese e implante.
Dental Beauty: Rua Almirante Ary Rongel, 511, Recreio dos Bandeirantes - Rio de Janeiro – RJ Instagram: @clinicadentalbeauty

 

Conheça 7 benefícios da eletroestimulação para mulheres na menopausa

Pesquisa mostra que exercícios de apenas 20 minutos resultam em inúmeros benefícios a este público

 

A busca de novas formas de empreender atrelada ao desejo de ter uma saúde melhor levou Delmara Antunes, 55, a experimentar uma série de caminhos, entre eles a eletroestimulação (EMS). Após ver resultados significativos com treinos de 20 minutos, três vezes na semana, ela não pensou duas vezes e resolveu investir na marca TECFIT, academia líder e pioneira em eletroestimulação no Brasil. “Quando me matriculei na modalidade, despertou meu interesse pelo negócio, principalmente pela disrupção da tecnologia. Como cliente, vi na prática os resultados do serviço na minha saúde e estética”, explica. A técnica envolve o uso de impulsos elétricos para estimular a contração muscular.  

O Laboratório de Estudos e Ciências da Tecfit realizou, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo, a primeira revisão crítica brasileira de oito dos principais estudos feitos no mundo sobre eletroestimulação muscular de corpo inteiro. Hoje existem quatro estudos publicados e um em andamento.  

Segundo Felipe de Castro, co-fundador da TECFIT, "os papers contribuíram para um importante trabalho de desenvolvimento de guideline mundial para o uso seguro do EMS, ou seja, os membros do laboratório foram colaboradores mundiais das definições sobre o uso do EMS com segurança no mundo todo", explica.  

Alexandre Evangelista, doutor em Ciências e líder técnico-científico da TECFIT fez parte das pesquisas e explica que a eletroestimulação pode oferecer vários benefícios para mulheres na menopausa.  "Foi constatado que a tecnologia, é, de fato, recomendada como grande aliada na melhora da composição corporal, no desempenho de outras modalidades e na qualidade de vida, ao proporcionar, por exemplo, um sono mais tranquilo e manutenção da massa muscular em mulheres acima de 50 anos", explica Evangelista. A revisão, feita por um grupo de oito estudiosos das áreas de educação física e fisioterapia, foi publicada no Brazilian Journal of Development.  

Veja a seguir sete benefícios da eletromusculação para mulheres na menopausa, de acordo com Alexandre Evangelista, profissional de educação física, doutor em Ciências e líder técnico-científico da TECFIT: 

  1. Aumento da densidade óssea: 

A eletroestimulação pode ajudar a melhorar a densidade óssea, reduzindo o risco de osteoporose, que é uma preocupação comum durante a menopausa.

  1. Melhora da composição corporal: 

A EMS pode ajudar a aumentar a massa muscular e reduzir a gordura corporal, o traz benefícios para o controle de peso e a manutenção da saúde metabólica.

  1. Fortalecimento muscular: 

Aumentar a força muscular é importante para a funcionalidade diária e para prevenir quedas e lesões, que podem se tornar mais comuns à medida que as mulheres envelhecem.

  1. Alívio de sintomas da menopausa: 

A atividade física, incluindo a eletroestimulação, é essencial para reduzir sintomas comuns da menopausa, como ondas de calor, insônia e alterações de humor.

  1. Melhora da saúde cardiovascular: 

A eletroestimulação contribui para a melhoria da saúde cardiovascular, ajudando a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol.

  1. Aumento da autoestima: 

Aumentar a força e a forma física também traz um impacto positivo na autoestima e na confiança das mulheres durante a menopausa.

  1. Manutenção da função muscular e articular: 

A eletroestimulação ajuda a manter a função muscular e articular, prevenindo a perda de mobilidade e a rigidez, que também são comuns durante a menopausa. 

É importante ressaltar que a eletroestimulação deve ser praticada com supervisão adequada e orientação de um profissional de saúde ou treinador pessoal, especialmente no caso de mulheres na menopausa. Dessa forma, é possível garantir que os exercícios sejam realizados de forma segura e eficaz, levando em consideração as necessidades individuais e a condição física da pessoa.

 

Alexandre Evangelista - Graduado em Educação Física pela Universidade São Judas Tadeu (2001), com especialização em Treinamento Desportivo pela UniFMU (2003) e em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho (2004). É Mestre (2007) e Doutor (2012) em Ciências pela Fundação Antônio Prudente. Concluiu o Pós Doutorado em Ciências do Desporto em 2018 pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Concluiu um segundo Pós Doutorado pelo Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina. Coordena os cursos de pós-graduação em Educação Física na FMU e na Universidade Estácio de Sá. É autor de 6 livros que abordam Treinamento Funcional e Corrida de Rua, todos pela Phorte editora. Ministra palestras por todo o Brasil sobre Controle de Carga de treino, emagrecimento, hipertrofia e saúde. Atualmente é coordenador pedagógico do curso de Educação Física pelo Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro.


TECFIT

Proteína ligada a doenças neurodegenerativas pode ser caminho para apontar gravidade de câncer no cérebro

 

Células de meduloblastoma mantidas em cultura
3D (esferoide tumoral) ou 2D no laboratório
do grupo de pesquisa
(
crédito: Amanda Faria Assoni)

Pesquisa desenvolvida na USP relacionou, pela primeira vez, VAPB à proliferação de células tumorais em casos de meduloblastoma, responsável por um dos tipos mais comuns e agressivos de tumor em crianças

 

Uma proteína que tem sido amplamente estudada por estar associada a doenças neurodegenerativas, como a esclerose lateral amiotrófica, também tem ligação com um tipo de câncer do sistema nervoso central, o meduloblastoma. Esse tumor no cérebro é um dos mais comuns e agressivos em crianças e surge de células indiferenciadas durante o desenvolvimento neuronal.

Estudo liderado por um grupo de cientistas brasileiros demonstrou, in vitro e in vivo, que o gene VAPB está relacionado à proliferação dessas células tumorais. A descoberta foi publicada em artigo na revista Scientific Reports.

O resultado aponta um potencial marcador para avaliar a gravidade desse tipo de câncer e, com novas investigações, até mesmo um futuro alvo terapêutico. Atualmente, o tratamento de meduloblastoma requer uma combinação de cirurgia, para a retirada do tumor, com radioterapia ou quimioterapia, geralmente agressivo e que pode deixar sequelas nos pacientes.

A VAPB (sigla em inglês para Vesicle-associated membrane protein-associated protein B/C) é uma proteína de membrana do retículo endoplasmático que desempenha um papel importante em processos celulares, especialmente no metabolismo lipídico e no transporte intracelular.

A pesquisa concluiu que a alta expressão de VAPB no meduloblastoma se correlaciona com a diminuição da sobrevida dos pacientes. Isso porque a proteína se mostrou necessária para a proliferação de células do câncer – um aumento exacerbado pode levar a uma doença ainda mais agressiva. Por outro lado, a inativação de VAPB por meio de um processo chamado nocaute, via tecnologia de edição gênica CRISPR/Cas9, atrasou a progressão do ciclo celular.

“Esses resultados trazem um novo tema para melhor compreensão das bases moleculares de doenças neurológicas. A pesquisa tem uma grande novidade que é a ligação dessa proteína associada à neurodegeneração também com desenvolvimento de tumor. Havia estudos mostrando a expressão dela em tumor de mama, mas ainda não ligada a câncer do sistema nervoso central”, diz o professor Oswaldo Keith Okamoto, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

Juntamente com o professor Floris Foijer, do Instituto Europeu de Pesquisa para a Biologia do Envelhecimento, da Universidade de Groningen (Países Baixos), Okamoto é autor correspondente do paper e coorientador da primeira autora, Amanda Faria Assoni, durante seu doutorado com apoio  da FAPESP.

O trabalho foi realizado no Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP e coordenado pela professora Mayana Zatz, que também assina o paper.

“Na esclerose lateral amiotrófica, essa proteína tem a expressão diminuída, causando degeneração. Por outro lado, conseguimos verificar que a alta expressão de VAPB no meduloblastoma se correlaciona com a redução de sobrevida do paciente. E, quando retiramos a expressão da proteína em células tumorais, o ciclo celular fica mais lento, mas a célula não morre. Demos os primeiros passos identificando algumas vias que são alteradas pela falta de VAPB, mas agora precisamos entender melhor quais vias são as mais importantes”, explica Assoni à Agência FAPESP.

Existem poucos dados sobre casos de meduloblastoma no Brasil, mas estima-se que um terço dos pacientes não consiga se curar. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores do sistema nervoso central representam cerca de 20% dos casos de neoplasia maligna infantil, atingindo sobretudo crianças de até 5 anos.

Na população brasileira em geral, o número estimado de novos registros de tumores do sistema nervoso central é de 11.490 casos a cada ano no triênio 2023-2025. De acordo com o relatório “Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil”, seriam 6.110 novos casos em homens e 5.380 em mulheres – um risco estimado de 5,8 novos casos a cada 100 mil homens e de 4,85 a cada 100 mil mulheres. Mundialmente, são 310 mil registros novos de câncer do sistema nervoso central por ano, ou 1,6% do total de todos os outros tipos.


Técnicas avançadas

Para desenvolver o estudo, os pesquisadores usaram esferoides tumorais desenvolvidos a partir de linhagens celulares de meduloblastoma, incluindo uma linhagem recém-estabelecida por eles a partir de amostra tumoral de paciente. Para servir como controle, foram utilizadas células neuroprogenitoras derivadas de uma linhagem de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC, do inglês induced pluripotent stem cells).

Trabalharam ainda com sequenciamento de RNA e aplicaram a técnica de biologia molecular CRISPR para modificação gênica, que é capaz de “editar” sequências de DNA localizadas em qualquer região do genoma, podendo removê-las, adicioná-las ou trocá-las.

Foram feitos testes em camundongos. Para informações clínicas relativas à sobrevida global e dados de expressão gênica, os cientistas recorreram a uma coorte de 632 pacientes com meduloblastoma disponível em banco científico.

“Quando modulamos VAPB, apesar de não ser uma proteína geralmente ligada a câncer, percebemos que, ao retirá-la das células, ela modulou várias vias classicamente estudadas em tumores. São mecanismos celulares já bastante testados e usados como marcadores de agressividade. Acredito que isso pode incentivar pesquisas sobre outras proteínas como a VAPB nesse contexto dos tumores, já que atualmente não temos tratamentos ideais para todos eles”, afirma Assoni.

Em 2020, um trabalho sob a orientação de Okamoto e publicado na revista Brain Research havia identificado moléculas, entre elas uma outra proteína (a OCT4), com potencial para serem biomarcadores de meduloblastoma usando linhagens celulares cultivadas em laboratório (leia em https://agencia.fapesp.br/34506).

“Muitos pesquisadores estudam câncer no mundo todo. Porém, os tumores que afetam o sistema nervoso central, por serem mais raros, são menos representados nesses estudos. Por outro lado, é um grupo de câncer associado à alta mortalidade, com grande relevância do ponto de vista clínico e sem novas terapias. Por isso, acho que qualquer avanço no conhecimento sobre os tumores do sistema nervoso central é muito importante do ponto de vista da comunidade, pacientes e familiares, por exemplo”, destaca Okamoto.

Uma ação que partiu de familiares de pacientes foi a Medulloblastoma Initiative, criada em 2021 para articular apoio financeiro a um consórcio de 13 laboratórios de pesquisa sobre o tema. Chamado Cure Group 4 Consortium, reúne pesquisadores de vários países. O primeiro trabalho foi publicado no ano passado, na revista Nature, identificando um provável mecanismo de desenvolvimento da célula que dá origem ao meduloblastoma (mais informações em https://www.nature.com/articles/s41586-022-05215-w).

O artigo Neurodegeneration-associated protein VAPB regulates proliferation in medulloblastoma pode ser lido em https://www.nature.com/articles/s41598-023-45319-5.

 

Luciana Constantino
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/proteina-ligada-a-doencas-neurodegenerativas-pode-ser-caminho-para-apontar-gravidade-de-cancer-no-cerebro/50418


Governo de São Paulo amplia capacitação de mulheres com deficiência para combate às violências

União estratégica entre as secretarias estaduais dos Direitos da Pessoa com Deficiência e de Políticas para a Mulher vai expandir o alcance de cursos de capacitação e integrar o protocolo "Não se Cale"


As secretarias estaduais dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e de Políticas para a Mulher (SP Mulher) uniram forças, nesta segunda-feira (11), para ampliar o alcance do programa TODAS in-Rede, da SEDPcD. Agora, além dos cursos gratuitos de capacitação que abordam desde trabalho e liderança até saúde feminina e prevenção à violência, o programa integrará também o protocolo "Não se Cale" da SP Mulher, que capacita equipes de diferentes estabelecimentos para agir com eficácia diante de situações de assédio, abuso, importunação ou violência contra mulheres.

“O TODAS in-Rede é para mulheres com deficiência e também para as mulheres que as acompanham no dia a dia, que dão suporte e estão ali na convivência, para que também conheçam seus direitos. É um programa que casa com o eixo da Secretaria da Mulher. Essa parceria, além de fortalecer os cursos já existentes no programa, agora integra também o Não se Cale. Juntos, vamos promover a conscientização e o combate à violência contra mulheres com e sem deficiência", destaca o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa. 

Os cursos abrangem tópicos cruciais como renda, autoestima, relacionamentos interpessoais, envelhecimento, habilidades socioemocionais, fundamentos teóricos, direitos políticos, estratégias de mobilização e engajamento político, entre outros. Desde 2020, o programa já certificou cerca de mil mulheres em cursos online gratuitos sobre uma variedade de temas, desde trabalho e liderança até saúde feminina e prevenção à violência. Adicionalmente, mais de 300 profissionais da rede de proteção, como promotores, delegados e outros envolvidos em delegacias e assistência social, receberam capacitação específica para o atendimento adequado em situações de violência contra mulheres com deficiência, preparando-os para lidar com tais casos de forma eficaz. 

“Nosso compromisso com o Não se Cale é atender a todas as mulheres e sermos cada vez mais inclusivos na proteção e na defesa das vítimas de violência, com diretrizes claras para o acolhimento e o suporte em espaços públicos e privados. Essa parceria certamente irá trazer mais qualidade de vida e inclusão social, reafirmando nosso compromisso com a pauta da mulher. Estamos construindo políticas públicas que mudam a vidas e a união das Secretarias é fundamental para somar forças e realmente fazer a diferença", reforça a secretária de Estado de Políticas para a Mulher, Sonaira Fernandes".

 

Dezembro Laranja: A maioria dos pacientes que retiram câncer de pele precisa fazer reconstrução da ferida operatória

 O bem-estar psicológico dos pacientes é diretamente afetado pelo resultado final da cicatriz cirúrgica, mostra estudo

 

Este mês é marcado pelo Dezembro Laranja, que prevê a conscientização contra o câncer de pele. A doença é mais comum em áreas expostas ao sol como o rosto, por isso há grande preocupação quanto ao resultado da cirurgia. O estudo "Importance of physical appearance in patients with skin cancer”, realizado na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, demonstrou que o bem-estar psicológico dos pacientes que passam por uma cirurgia para remoção de câncer de pele no rosto é diretamente afetado pelo resultado final da cicatriz cirúrgica. 

"Quando localizados no rosto, o tratamento mais indicado para remoção desses tumores é a cirurgia micrográfica de Mohs, técnica com maior taxa de cura do que a cirurgia convencional, e, além disso, que preserva a pele sadia levando a menores cicatrizes", explica o médico dermatologista, cirurgião de Mohs e pesquisador, Felipe Cerci. 

Segundo ele, nos casos de reconstrução é essencial que a sutura da ferida seja minuciosa, pois interfere diretamente no resultado estético do procedimento, sendo possível muitas vezes deixar a cicatriz pouco aparente quando técnicas adequadas são utilizadas. 

“O resultado afeta diretamente a qualidade de vida, a saúde psicológica e o bem-estar do paciente. Além da parte estética que é fundamental, temos que pensar na questão funcional de regiões como a pálpebra (visão), nariz (respiração) e lábios (fala, alimentação)”, ressalta Cerci. 

Para o especialista, o cuidado com o resultado da cicatriz deve ser levado a sério. “Claro que o principal ponto é a cura do câncer de pele, mas também devemos nos preocupar em reconstruir a ferida da melhor forma possível, para que restaure a anatomia mais próxima ao natural. Sempre que reconstruo uma ferida, imagino que é o meu rosto (ou da minha esposa) que estou reconstruindo”. 

Cerca de 10% das feridas não precisam ser reconstruídas. Nesses casos, ocorre a cicatrização espontânea, ou seja, sem a necessidade de pontos. Cerci explica que isso é possível para tumores de pele considerados pequenos: “São feridas muito superficiais, em áreas côncavas como no canto dos olhos - próximo ao nariz. Nessas situações podemos esperar a cicatrização apenas com a troca diária de curativos”.

 

LANÇAMENTO DE LIVRO - Com o objetivo de auxiliar os colegas cirurgiões a restaurar feridas operatórias após uma cirurgia de Mohs, os Drs. Felipe Cerci (Brasil) e Stanislav N. Tolkachjov (EUA) lançam o livro inédito em todo o mundo “Combination Facial Reconstruction after Mohs Sugery: A Case Based Atlas”. 

Segundo Tolkachjov, o livro ficou muito prático e de fácil estudo. “Os textos estão dispostos em forma de tabela, temos o passo a passo, prós e contras de cada uma das técnicas de reconstrução e muitas fotos intraoperatórias, com os pontos e etapas chaves da reconstrução, para facilitar o entendimento do leitor”. 

O livro é inédito por ser o primeiro a focar apenas em reconstruções combinadas, que são as realizadas utilizando mais de uma técnica como, por exemplo, o uso de dois retalhos, ou um retalho e um enxerto. 

Cerci relata que a ideia surgiu durante uma conversa em um congresso. “Foram anos de produção com muita cautela na seleção dos casos e das fotos. Dividimos o livro em unidades anatômicas (orelhas, lábios, nariz, bochecha, pálpebra, etc) para facilitar o aprendizado. Como esperado, foi um trabalho extenso, mas que com certeza valeu a pena. Esperamos que o livro auxilie os colegas cirurgiões que muitas vezes precisam ser criativos na combinação de técnicas na hora de reconstruir uma ferida”. 

O livro é composto por 61 capítulos subdivididos em sete grupos de unidades anatômicas, com mais de 80 casos cirúrgicos e quase 600 fotos de cirurgia. 

A obra está disponível na Amazon para vários países do mundo.


5 dicas de como terminar o ano com as contas no azul

Especialista fala como manter uma saúde financeira estável e se livrar das dívidas



Com o fim do ano se aproximando, muitas pessoas se veem preocupadas com as finanças, especialmente após uma temporada de gastos com presentes, festas e viagens. No entanto, é possível terminar o ano com as contas no azul e evitar que as dívidas se acumulem. “Para isso, é necessário um planejamento cuidadoso e disciplina financeira”, comenta o empresário André Oliveira, CEO da CredFácil, maior rede de franquias de soluções financeiras. Para ajudar nessa tarefa, André separou cinco dicas essenciais para uma boa saúde financeira:

 

  • Faça um balanço das suas contas 

O primeiro passo é entender como está a sua situação financeira atual. Dessa forma, faça um balanço de todas as receitas e despesas do ano. Assim, poderá identificar onde está gastando demais e onde pode economizar.

“Faça uma análise e, caso esteja endividado, veja se é possível trocar uma dívida cara por uma mais barata, como a dívida do cartão de crédito, que possui uma alta taxa de juros rotativos, por um empréstimo. O importante é avaliar os valores, prazos e as taxas de juros do novo débito, que precisa ser menor do que as dívidas atuais do cartão de crédito rotativo ou cheque especial”, aponta o CEO da CredFácil.

 

  • Estabeleça metas financeiras 

Após compreender as suas finanças, é hora de estabelecer metas financeiras para o fim do ano. Por exemplo, você pode se propor a pagar uma dívida, economizar para uma viagem ou investir para o futuro.

 

  • Reduza os gastos 

Uma das principais maneiras de terminar o ano com as contas no azul é reduzir os gastos. Para tal, você pode começar a cortar gastos supérfluos, como refeições fora de casa, delivery, compras por impulso e assinaturas de serviços que não utiliza.

 

  • Aumente as receitas 

Se você não conseguir reduzir os gastos o suficiente, pode tentar aumentar as receitas. Você pode procurar um novo emprego, fazer uma renda extra, por exemplo, vendendo produtos ou serviços online, entre outras alternativas.

 

  • Planeje-se para o futuro 

O fim do ano é um bom momento para começar a planejar o futuro financeiro. Isso pode ajudar a alcançar metas, reduzir riscos e ter mais tranquilidade. Com esse intuito, você pode utilizar serviços financeiros adequados para cada objetivo, como empréstimos para projetos de curto prazo, financiamentos para projetos de longo prazo e seguros para proteger seu patrimônio. Além disso, é importante começar a investir para a aposentadoria ou pagamento da educação dos filhos, por exemplo.

“Para concluir, é importante lembrar que o controle financeiro é um processo contínuo e que pequenas ações fazem uma grande diferença. Construindo uma maturidade financeira, você estará no caminho certo para alcançar seus objetivos”, finaliza Oliveira.

 

CredFácil


Neocolonialismo Verde: Desafios e Perspectivas para o Brasil na Transição Energética

Para que se possa compreender de forma abrangente este texto, é essencial contextualizarmos o neocolonialismo. Trata-se de um fenômeno que teve início nos séculos XIX e XX, no qual uma nação desenvolvida, denominada potência capitalista, exerce domínio econômico, político e/ou cultural sobre uma nação em desenvolvimento. Esta dinâmica complexa serve como alicerce para a compreensão deste texto. 

O Neocolonialismo Verde, surge como um termo para justificar que grandes potências ambientais que imbuídas do pretexto de proteger o nosso meio ambiente, acabam limitando e barrando medidas, desconsiderando importantes avanços já obtidos nas nossas políticas ambientais.   

No entanto, o Brasil, notoriamente reconhecido por sua riqueza em recursos naturais, enfrenta um dilema crucial na ausência de um plano estratégico para o plantio de alimentos e na indefinição das diretrizes do imposto verde, assinadas por assessores presidenciais com nenhum ou limitadíssimo conhecimento sobre o assunto. 

Os especialistas de renome internacional alertam que os acordos firmados por auxiliares do presidente podem acarretar custos significativos para o país. Um dos riscos iminentes é a submissão a regras estritas estabelecidas por outras nações, que poderiam ser utilizadas por concorrentes como ferramentas de controle de mercado, o chamado “Neocolonialismo Verde”. 

No contexto da gestão ambiental, agentes designados pelo presidente enfrentam desafios ao lidar com questões complexas, como por exemplo, a administração de carbono e metano na produção de energia limpa. Apesar de o Brasil liderar a transição energética, obtendo sua eletricidade de fontes limpas e renováveis, como água, sol, eólica e biomassa, há uma preocupação crescente sobre a influência externa nesse processo. 

É imprescindível que a transição dos combustíveis fosseis, ou seja dos recursos naturais não renováveis para fontes renováveis deve considerar de forma meticulosa o impacto disso prioritariamente para os consumidores. E não podemos pensar em mais impostos para a produção agrícola. 

A liberdade de crescimento e produção nacional é vital para adquirir técnicas e conhecimentos que impulsionarão o desenvolvimento sustentável ao longo do tempo. Enquanto alguns países subsidiam suas indústrias, ouso dizer que o Brasil ainda está em busca de estratégias para garantir sua parcela de benefícios nesse cenário. 

Nesse processo de transição energética, destaco um dos pontos cruciais, os recursos internacionais. A expansão sem parcerias internacionais se mostra desafiadora, uma vez que os recursos naturais do Brasil dependem de insumos e componentes estrangeiros, como módulos solares para a transição energética e bem sabemos que ao longo da história, o Brasil experimentou oscilações, e o consumidor teve que arcar com a ingerível conta, pagando por produtos de qualidade inferior. 

A necessidade premente é equilibrar os interesses nacionais e estrangeiros. O desafio é transformar a transição energética em uma plataforma política externa, evitando que se torne uma questão ambiental imposta por outros países, potencialmente injusta e incompatível com a realidade brasileira. 

O Brasil precisa repensar sua postura e buscar ativamente alternativas sustentáveis para garantir seu papel protagonista na transição energética global, sem se sujeitar a imposições estrangeiras que possam comprometer seu desenvolvimento econômico e ambiental.

 

J.A. Puppio - empresário, fundador da Air Safety e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”.

 

Fluxo de caixa, ESG e ataque cibernético lideram top 5 riscos para o setor de saúde

Levantamento feito pelo setor de Health, Life Science & Wellness da EY Brasil, identificou que o setor da saúde passa por um momento de transformações e incertezas - com a constante digitalização -, fato que vem demandando a atenção de diversos líderes e empreendedores. Mesmo com um aumento de 3,1% de beneficiários, as operadoras de saúde registraram uma queda de 2,6% na receita líquida entre 2021 e 2022.

O estudo contou com a participação de 15 empresas do setor, dentre hospitais, operadoras de saúde e laboratórios de diagnósticos, e tinha como objetivo visualizar a maturidade do setor em termos da gestão dos riscos apontados pelos próprios participantes.

Veja a seguir os principais riscos diagnosticados pelas empresas:


1.Dinâmica de mercado

Priorizado por 93% das empresas participantes, o tema engloba a perda de competitividade das companhias, entrada de novos concorrentes e dependência de receita limitada a um produto ou serviço específico. Algumas empresas do setor, como Hospitais, Operadoras e Laboratórios de Medicina Diagnóstica apontaram a verticalização do ecossistema e fontes de liquidez financeira como principais fatores para a materialização deste risco.

As farmacêuticas indicaram temas sócio-políticos, alianças/parcerias (principalmente o poder público) e inserção de novos players no mercado, com variação de biossimilares como principais fatores para a materialização deste risco.

Das empresas participantes do benchmark, 60% consideraram provável a materialização do mesmo e, caso o risco se materialize, o impacto seria alto ou crítico para 73% delas.

Estar atento aos movimentos de consolidação e regionalização do mercado fará a diferença na agenda dos gestores de riscos, que cada vez mais buscam pela antecipação aos movimentos para manter a sustentabilidade da saúde suplementar.




2. Ciclo das receitas

Posicionado como o segundo principal risco no mapa consolidado, a preocupação com o ciclo de receitas é evidente, já que 87% dos participantes o priorizaram.

Ao avaliar o ciclo, temos sintomas visíveis no dia a dia das companhias:
Backlog de contas em prateleira
Aumento dos prazos de autorizações
Sintomas estruturais como problemas em interações e integrações entre ferramentas
Grande necessidade de entender quais são as causas raiz dos problemas, como processos mal desenhados e retrabalho nas atividades recorrentes manuais


3. Compliance e ESG

O compliance envolvendo aspectos ambientais, sociais e de governança foi selecionado como terceiro maior risco para o setor, por 80% das empresas participantes, que contemplaram a aplicação e cumprimento de normas, regulamentações, bem como novas exigências.

O sócio-líder de ESG da EY Brasil para LATAM, Ricardo Assumpção, ressalta que as oportunidades de inovação e criação de valor surgem quando os riscos são adequadamente gerenciados em três pilares fundamentais: reputação, legal e financeiro.

“Para as empresas, isso significa incorporar práticas sustentáveis e promover a inovação em processos e produtos, com o objetivo de enfrentar esses desafios e transformá-los em vantagens competitivas”, afirma. “Por isso, é fundamental que a aderência às normas ligadas à temática ESG estejam alinhadas com o planejamento estratégico da organização e que os tomadores de decisão busquem na ciência orientação para a transformação dos negócios”, complementa.



4. Ataque Cibernético e LGPD


O quarto maior ponto de preocupação e priorizado por 80% das empresas participantes é a vulnerabilidade do setor da Saúde para ataques cibernéticos e adequação à LGPD. Isso porque o setor tem se destacado como um dos mais vulneráveis a esse tipo de ação nos últimos anos.

A sócia da EY de Cybersecurity, Márcia Bolesina, frisou que isso acontece devido à disposição de grande volume de dados confidenciais considerados de alto valor.

“As empresas acabam expostas às tentativas de ataques de ransomware e, quando bem-sucedidas, seguem propensas a pagar pelo resgate. É importante considerar que mais da metade dos dispositivos médicos hospitalares estão vulneráveis a uma invasão cibernética e, ainda, um terço dos dispositivos de IoT utilizados em leitos hospitalares correm risco devido à obsolescência da tecnologia disponível”.


Para enfrentar os desafios, as empresas devem:

Adotar fatores de autenticação mais seguros do que simples usuários e senhas

Avaliar frequentemente a infraestrutura de proteção (firewalls, assinaturas, contas privilegiadas, atualização de sistemas, backups etc).

Testes de invasão para identificar vulnerabilidades e endereçar as devidas correções, e simulações de crises para avaliar e aprimorar a resposta organizacional a crises cibernéticas.


5. Cadeia de suprimentos

O tema cadeia de suprimentos é o quinto maior risco, de acordo com o mapa consolidado, sendo citado por 73% das empresas participantes. Aqui, destaca-se a descentralização de decisões sobre a utilização de materiais e equipamentos.

“Para garantir gerenciamento eficiente da cadeia de suprimentos, é essencial que as empresas do setor implementem medidas efetivas de gerenciamento de risco em suas cadeias de suprimentos, para minimizar esses impactos negativos e garantir a qualidade de seus produtos e serviços”, explica Hugo Brandão, líder de Supply Chain da EY.

Os riscos voltados à ruptura no abastecimento e eficiência das operações por parte dos operadores logísticos é um aspecto crítico para o mercado e a gestão ineficiente da cadeia pode levar a uma série de consequências negativas.



6. Maturidade do setor

A utilização de um software para a gestão de riscos é um ponto de dor compartilhado por todos os setores. De acordo com o levantamento, a maioria das empresas ainda faz sua gestão de riscos por meio de planilha, restringindo a realização de análises avançadas e relatórios eficientes. A tecnologia, além de facilitar a gestão dos riscos, fatores e plano de ação, é uma ferramenta que unifica o trabalho das linhas de defesa da companhia. Comparando os setores, o farmacêutico é ligeiramente mais maduro que hospitais, operadoras de saúde e laboratórios de medicina diagnóstica. O motivo é que a maior parte das empresas que compõem este setor no Brasil é subsidiária de empresas multinacionais e, por isso, contam com governança e aculturamento em riscos estabelecidos em nível global.



EY
ey@fsb܂com܂br



Saiba como reduzir impactos fiscais na sucessão de herança

Especialista comenta alternativas para não sofrer perdas com as novas alíquotas propostas 


Em um cenário de mudanças no Brasil em relação ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), a sucessão patrimonial tornou-se um ponto de atenção para os indivíduos e famílias preocupados com o futuro de seus bens. 

O governo atual propõe novas alíquotas que podem mais do que dobrar a tributação, passando dos atuais 8% para 20%, visando uma melhoria na arrecadação. Isso implica em um considerável percentual do patrimônio adquirido sendo comprometido em caso de transmissão para beneficiários após o falecimento.

Para Caio Mastrodomenico, especialista em mercado financeiro e de capitais, é fundamental considerar estratégias de proteção patrimonial o quanto antes, dadas as mudanças propostas pelo governo. “Esse cuidado busca resguardar o patrimônio familiar e minimizar os impactos fiscais", explica.

Uma das estratégias recomendadas é a constituição de uma estrutura organizacional por meio de uma holding patrimonial, associada ao benefício de uma apólice securitária. 

Essas medidas são complementares, pois a apólice pode ser calculada com precisão em relação ao valor do imposto a ser pago no futuro, em caso de óbito. “Esta apólice, calculada com base no valor do patrimônio e do ITCMD, pode representar uma economia significativa, variando de 30% a 70%, dependendo da idade, tornando-se mais vantajosa financeiramente do que o próprio imposto”, detalha o especialista.

Investir em uma apólice securitária não apenas permite economizar recursos financeiros, mas também serve como uma maneira preventiva de proteger o patrimônio, evitando que uma parcela significativa do mesmo seja direcionada ao Estado no momento da transmissão para os herdeiros.

 

Caio Mastrodomenico é pós-graduado em mercado financeiro e de capitais e analista político e econômico. Ele também é autor do livro “Me Formei Médico e não Empresário - E Agora?”, onde relata experiências e, ainda, mostra como pavimentar o caminho em busca de um negócio dentro da própria área de especialidade. A obra apresenta uma série de conceitos que auxiliam o processo de inicialização de um empreendimento de forma coerente. As páginas trazem técnicas de gestão, rotinas de atendimento, técnicas de comunicação e ferramentas financeiras que podem auxiliar não só no início da operação, como a manter os números saudáveis através de cálculos de lucro e fluxo de caixa.Há diversas ferramentas que os cursos das faculdades de medicina jamais abordaram e que são fundamentais para a gestão de um negócio. Além disso, o livro promete entregar aulas práticas através de exercícios disponíveis dentro da própria publicação.Para obter mais informações, acesse o instagram.


Pesquisa do Instituto Semesp e da Workalove aponta que 80% dos jovens querem ingressar no ensino superior em 2024

O levantamento também mostra que, para 40% dos entrevistados, encontrar um emprego na área de atuação é a maior motivação para iniciar uma graduação; modalidade presencial é a de maior interesse




O Instituto Semesp, centro de inteligência analítica criado pelo Semesp, e a Worklaove, plataforma de orientação e desenvolvimento de carreiras do Pravaler, lançam a quinta edição da pesquisa O que realmente os alunos pensam sobre o ensino superior, que traz um panorama de quais são as principais motivações dos estudantes para ingressar no ensino superior, desta vez, com foco em 2024.

O levantamento, que ouviu 1.542 jovens de todo o Brasil, no período de 9 a 22 de novembro de 2023, destes, 79% de até 24 anos, aponta que 85% têm como maior sonho entrar na faculdade, seja pública ou privada, e que 80% pretendem ingressar em uma instituição de ensino superior no próximo ano, e mais da metade deles ainda no primeiro semestre (58%). Para 40%, a possibilidade de conseguir um emprego na área de atuação desejada é o principal motivo do ingresso às IES, seguido por mudança de vida (26%).

A área da saúde com 28% é a mais procurada pelo público, seguido por Negócios, Administração e Direito (17%) e por Computação, Tecnologia da Informação e afins (13%). Os entrevistados também demonstraram maior interesse em ingressar em cursos presenciais, com 67,8% dos respondentes optando pela modalidade em questão, e 26% deles afirmando não se adaptar a cursos EAD ou híbridos. Por conta disso, o principal aspecto avaliado por 12,4% dos estudantes ao buscar uma universidade é sua avaliação segundo o Ministério da Educação (MEC), seguido pela disponibilidade do curso (11%), localização (com 10%) e a reputação da universidade (8%).

Para Fernanda Verdolin, fundadora da Workalove, estrategista de Carreiras e pesquisadora do Futuro do Trabalho, o interesse do estudante no ensino e a escolha da universidade está atrelada ao desempenho dela no MEC: “No primeiro semestre deste ano o TCU (Tribunal de Contas da União) verificou que a avaliação dos cursos não é capaz de mensurar a qualidade da formação dos estudantes. Atualmente, mais de 80% das instituições de ensino superior no Brasil já conquistaram um bom desempenho e, consequentemente, alcançaram as notas máximas exigidas, porém há uma urgência de reconstruir essas métricas de modo que elas indiquem a qualidade do serviço que é oferecido, a conclusão do curso e também acompanhe a trajetória de empregabilidade dos alunos. Precisamos de indicadores que alcance uma avaliação mais real”.


Acesso à graduação

Entre os respondentes, 65% afirmaram não conseguir ingressar sem algum tipo de auxílio. Sendo que, mais de 30% pretendem acessar via bolsa da própria instituição. Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, esse é um problema recorrente que reforça a necessidade de apoio aos estudantes: “Mais de 97% dos alunos concordam que o estudo é uma forma de ascensão social. No entanto, a situação financeira é decisiva, por isso, precisamos democratizar o acesso ao ensino superior por meio de políticas públicas de assistência estudantil que garantam a ampliação do número de estudantes na educação superior”, ponderou. Rodrigo Capelato também lembrou que “menos jovens no ensino superior implica em uma maior vulnerabilidade social e menos capital socioeconômico no mercado, o que deve impactar na capacidade produtiva do país no futuro”.

 

Pravaler


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