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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Pets têm alergia?

Coceira, vermelhidão e possíveis sintomas respiratórios podem ser alguns dos sintomas

 

Já teve a impressão de ver seu animal de estimação espirrar ao sentir algum cheiro mais forte? Pois saiba que provavelmente ele teve uma reação alérgica. Assim como os humanos, os pets também podem sofrer com alergias provocadas pelo pólen das flores, pelas mudanças climáticas e outros fatores. A alergia em cachorros e gatos é uma reação do sistema imunológico contra um “invasor” (ou alérgeno), que pode ser qualquer componente que o organismo interpreta como uma agressão a ele. 

De acordo com a médica veterinária responsável pelo TioChico, aplicativo de teleorientação veterinária, Fernanda Loss, os principais sintomas de alergia em pets são: coceira intensa, vermelhidão e feridas na pele, queda de pelos, lambedura excessiva (nas patas, focinho, dorso e outros), inflamação do ouvido (otite), espirros, podendo evoluir para vômito, diarreia e até mesmo dificuldade respiratória. “A pele é o maior órgão do corpo, ela forma uma barreira contra as adversidades externas, através da qual evita agressões de micro-organismos, agentes químicos e lesões físicas. Assim, esse órgão tem a capacidade de refletir algumas alterações que ocorrem no corpo”, explica.

“As mudanças climáticas, principalmente as trocas de estações, tendem a intensificar os sintomas. Os pacientes diagnosticados com alergias cutâneas costumam ser os mais afetados. A dermatite atópica é a mais comum e precisa de cuidado especial. Mas além dela, existe também a alergia de contato,  a provocada por picadas de insetos, a menos comum, que é alergia alimentar”, ressalta a veterinária. 

Segundo Fernanda, a alergia alimentar, embora menos comum, tem sintomas semelhantes aos da dermatite atópica e o diagnóstico se dá por exclusão, pela mudança da dieta do pet, por pelo menos 60 dias a 90 dias.  A provocada por picada de inseto é uma reação localizada a partir do contato com a saliva da pulga, do carrapato ou de outros parasitas. Já a por contato é gerada quando animal é submetido a algum tipo de produto que irrita sua pele. “Muitas vezes é difícil para o tutor identificar o que pode estar causando a coceira no seu pet. Por isso, é importante a constante orientação de um veterinário, que fará o diagnóstico, indicará o tratamento e explicará medidas para prevenir tal alergia futuramente”, argumenta a veterinária. 

Para um dos sócios e idealizadores do TioChico, Claudio Goldsztein, a plataforma foi criada justamente para proporcionar aos tutores mais praticidade e conforto na hora de buscar orientações para o seu pet.  “O TioChico é uma startup que nasceu de uma carência que observamos no mercado pet. Percebemos que a sociedade demandava uma orientação veterinária que fosse online, versátil e acessível, assim como já era realidade no atendimento médico humano. Por isso, criamos um espaço em que o tutor pode tirar todas as suas dúvidas e cuidar preventivamente da qualidade de vida do seu animal de estimação”, destaca o empresário.


PAÍSES QUE CADA SIGNO PRECISA VISITAR DE ACORDO COM A PERSONALIDADE


Confira quais são os países que mais combinam com seu signo  e não erre na hora de escolher o destino da sua viagem

 

Em meio a tantas opções, pode ficar difícil saber por onde começar a desbravar o mundo e uma forma de facilitar isso é entender quais desses lugares compartilham características com os seus signos.

Assim como cada signo é único, os países também possuem uma cultura individual, uma história individual e a sua própria energia. Quanto mais você souber sobre o destino que escolher, melhor! Afinal, além de estar mais preparado para conhecer o lugar, tem mais chances de que ele seja compatível com a sua personalidade.

Para que isso seja mais fácil, a Vic costa, astróloga do Astrocentro, trouxe algumas indicações para cada signo. Confira:


Áries

Como os arianos são aventureiros, corajosos e cheios de energia, o destino deve conter atrativos que vão satisfazer esse lado mais audacioso dos arianos. Outra característica comum deste signo é o gosto pela natureza e, consequentemente, por desbravar lugares novos. Por isso, o Chile, que já foi considerado o país mais aventureiro e combina com quem gosta de adrenalina. Além disso, as paisagens chilenas são de tirar o fôlego e vão surpreender os nativos de Áries.


Touro

Os taurinos são regidos por Vênus e, por isso, têm uma ligação com a estética, com o luxo e com o belo. O conforto e a comodidade são essenciais para esses nativos, que também gostam de desfrutar de outros prazeres, principalmente os relacionados à alimentação! Por tudo isso, o taurino pode se dar muito bem na Itália. Além da beleza natural do lugar ser encantadora, a tranquilidade e as atividades culturais combinam com as energias de Touro.


Gêmeos

O geminiano possui um espírito jovial e é muito comunicativo, além de adorar conhecer lugares e pessoas novas! O tédio não pode ser parte da viagem desses nativos. Conhecer culturas exóticas e diversas é a cara de Gêmeos, que é caracterizado pela sua duplicidades. Por isso, a Tunísia, que se situa entre o Ocidente e o Oriente, pode ser um país em que os geminianos vão se sentir bem. Além de ter uma localização interessante no mapa, a Tunísia é um lugar cosmopolita, acolhedor e possui paisagens lindas.


Câncer

Os cancerianos são conhecidos pela sua sensibilidade e também são muito ligados ao passado. Por isso, gostam de lugares que tenham história, que sejam acolhedores e intimistas. Comer bem também é uma das prioridades para esse nativo na hora de escolher o destino da viagem. Por isso, a Áustria, que é conhecida por despertar a paixão, pode ser muito agradável para os nativos de Câncer. Além disso, esse país também é famoso pela sua produção de chocolate. 


Leão

Os leoninos são muitos alegres, comunicativos e adoram atenção. Eles precisam se sentir bem recebidos e também prezam por lugares luxuosos. A Coréia do Sul pode ser um destino muito bom para esses nativos, por ser uma cidade bem diferenciada, repleta de templos tradicionais misturados com modernos arranha-céus. O ritmo acelerado e vibrante do local também combina muito com os leoninos, que não gostam de ficar parados e adoram uma festa!


Virgem

Os virginianos podem não ser muito adeptos a lugares barulhentos e superlotados, preferindo passeios ligados à natureza ou à cultura. Esses nativos adoram conhecer sobre a história do lugar e vão adorar os destinos que forem repletos de museus e atividades culturais. Por isso, a Alemanha, que é conhecida pelo senso de ordem e pela disciplina, além de suas paisagens e sua história, é um destino que agrada os virginianos.


Libra

Os librianos são sensíveis e românticos, além de possuírem um senso artístico aguçado. Eles gostam de se sentir acomodados, comer em bons restaurantes, fazer compras e se vestir bem. Uma viagem para contemplar artes, conhecer museus e teatro é muito atrativa para esses nativos. Por isso, a Holanda, que abriga o museu de Van Gogh, é um destino que esses nativos vão aproveitar muito.


Escorpião

Para os escorpianos, que são intensos e estão em um processo constante de transformação de si mesmos, as viagens são experiências muito marcantes. Eles gostam de destinos que mexam com a emoção e que vão garantir que a pessoa que voltar de lá não seja a mesma que foi. A Noruega é um país que vai agradar esses nativos, por ser um lugar com magníficas histórias antigas e povos desbravadores, o que aguça a curiosidade dos escorpianos, que adoram mistérios do passado. Esse país também tem paisagens exuberantes.


Sagitário

Os sagitarianos são viajantes por natureza, movidos por sua curiosidade de estudar e conhecer coisas novas. Eles também são pessoas otimistas e divertidas, que gostam de estar sempre fazendo algo diferente. A argentina combina com o espírito aventureiro e animado desses nativos, e também possui muitos mercados, lojas e bares para que os sagitarianos possam se divertir.


Capricórnio

Os capricornianos são conhecidos por sua postura mais séria e racional. Por isso, para agradá-los é preciso pensar em classe, economia e muito conhecimento. Por isso, o Reino Unido é um destino quase perfeito para eles, porque até mesmo o jeito fechado desse nativo combina com o jeito inglês. É um país em que as pessoas são educadas, tradicionalistas e decididas, o que encanta os capricornianos.


Aquário

Os nativos de Aquário gostam de tudo que é fora do convencional e, por isso, buscam destinos exóticos, modernos e que proporcionem o sentimento de liberdade (porque eles odeiam se sentir presos!). Além disso, esses nativos também prezam pelas noções de fraternidade e igualdade, que podem ser encontradas na Suécia, país que vai fazer com que esses nativos fiquem encantados.


Peixes

Os nativos de Peixes são sensíveis e adoram se sentir acolhidos, além de se preocuparem muito com a sua espiritualidade. Por isso, destinos que proporcionem vivências com muito misticismo, história e peso emocional são perfeitos para esses nativos. Portugal, por ser o país colonizador do Brasil, ser repleto de história religiosa e possuir paisagens apaixonantes, é um destino que os piscianos vão adorar!

 

 

Astrocentro

www.astrocentro.com.br


FENG SHUI: SAIBA COMO HARMONIZAR A SUA COZINHA


Para o feng shui a cozinha é um dos lugares mais importantes do lar, especialista elenca dicas importantes
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A prática do Feng Shui na cozinha é uma maneira de valorizar e harmonizar esse cômodo especial, que tanta gente usa não só para cozinhar, mas também para conversar, comer e até mesmo se divertir, é uma área da casa cheia de energias e que merece uma atenção a mais. 

Segundo Juliana Viveiros, espiritualista da iQuilíbrio, o  objetivo do feng shui é harmonizar os espaços e, por essa razão, potencializa tudo aquilo que é positivo e minimiza os aspectos negativos. “É na cozinha onde acontece a grande celebração de sabores, de aromas e a transformação dos alimentos e da energia vital. Com o Feng Shui, é possível ativar todas as energias positivas, deixando o ambiente mais agradável e harmonioso, no entanto é importante atentar-se aos detalhes” aconselha. 

Pensando nisso, Viveiros  trouxe dicas de como implementar em sua cozinha algumas práticas do Feng Shui, veja. 


Mantenha a cozinha organizada

Os armários significam ordem nas finanças, por isso, mantenha a cozinha sempre limpa e organizada. Além disso, os móveis e eletrodomésticos devem estar em uso e funcionando normalmente.

Tudo que não funciona ou não é utilizado representa energia parada, por isso doe ou jogue fora esses itens.


Valorize o elemento Fogo

O Fogo é o principal elemento da cozinha e está relacionado com a energia das finanças. É por meio da alimentação que conseguimos a energia física e nos sustentamos. Por isso, sempre que possível, reserve um tempo para cuidar desse espaço. O fogão é um item que também merece ser valorizado, pois os chineses acreditam que existe um deus na cozinha e seu lugar preferido é esse eletrodoméstico que representa prosperidade.


Invista em uma decoração alegre

A especialista explica que  uma decoração alegre e bastante iluminada é um ponto fundamental para valorizar todas as energias existentes. Para inspirar os cozinheiros de plantão, invista em utensílios bonitos e alegres que levam boas vibrações.

Para ativar a energia da fartura, aproveite as delicadas flores, as deliciosas frutas e os bonitos potes com alimento na sua decoração.


Prefira as cores claras

Cores em tons neutros e a cor branca são as melhores opções para o ambiente e os móveis. A cozinha deve ficar clara, mas pode conter detalhes com cores intensas e coloridas também.

É importante evitar o preto, pois essa cor simboliza a Água e entra diretamente em conflito com o Fogo, principal elemento da cozinha. O vermelho pode ser usado, mas é preciso ter cautela e não exagerar.

“A harmonia agradável e alegre da cozinha é capaz de transformar o seu dia a dia em momentos muito melhores. Isso diminui as energias pesadas que prejudicam a saúde mental, física, emocional e espiritual”, conclui Viveiros.  

 

 iQuilibrio

www.iquilibrio.com.br


Camuflagem de cicatriz ‘não é apenas’ por uma questão de estética: Especialista explica como a técnica eleva à autoestima e fala sobre casos de superação

“Recebo dezenas de mulheres no consultório e muitas querem apagar não só as marcas, mas também as más lembranças”, conta Fernanda Jaffre


Manchas e marcas no corpo podem ser motivo de bastante insegurança, principalmente para as mulheres. Para corrigir essas imperfeições, a técnica de camuflagem de cicatrizes vêm sendo cada vez mais procurada no Brasil e no exterior. Fernanda Jaffre é especialista na técnica e conta que em seu consultório já ouviu muitos relatos emocionantes. “Já atendi pessoas que não vieram só apagar marcas, elas também querem apagar as lembranças”, conta. Há casos em que as cicatrizes se firmam após um episódio de violência doméstica, um trágico acidente ou mesmo por alguma cirurgia que o paciente precisou se submeter. Muitas vezes, a marca não é um desconforto apenas estético, mas passa a ser um problema por ser uma lembrança tão presente de um trauma.

O procedimento utiliza os mesmos princípios da micropigmentação e utiliza a máquina de tatuagem, que aplica um pigmento na camada superior da pele. Ele pode ser utilizado em diversos tipos de cicatrizes, independentemente de seu tamanho ou origem, o que o torna eficaz para todos os casos.

Outro benefício da camuflagem de cicatriz é que sua duração é permanente e ela não sofre alterações com o tempo. Há casos, porém, onde pode ocorrer o desbotamento da cor, dependendo do pigmento utilizado. Segundo a especialista, o intervalo da necessidade de retoque pode variar em cada pessoa.

Bem como uma tatuagem, a camuflagem demanda alguns cuidados. Fernanda explica que, para prolongar os efeitos do procedimento sem a necessidade de manutenção, é indicado utilizar protetor solar e evitar a exposição ao sol por, pelo menos, 40 dias após a cobertura.

A camuflagem de cicatrizes podem impactar diretamente a autoestima de uma pessoa, proporcionando a ela a coragem e a segurança que a faltam para se sentir bem com o próprio corpo. “É um trabalho de resgate da confiança dessas pessoas, principalmente das mulheres. Quando elas olham os resultados e não enxergam mais as manchas, elas passam a se sentirem seguras com o próprio corpo”, finaliza Fernanda Jaffre.
 

Festas de final de ano, como evitar a intoxicação alimentar

Médica explica como prevenir e tratar quadros de intoxicação causados por bactérias, fungos, vírus e suas toxinas, presentes em alimentos crus e preparados sem os devidos cuidados 

 

A intoxicação alimentar, como explica a médica alergista e imunologista Brianna Nicoletti, formada pela Universidade de São Paulo (USP): “é uma doença causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, parasitas, por fungos ou toxinas. A contaminação ocorre durante a manipulação, preparo, conservação e/ou o armazenamento da água ou dos alimentos”. 

Nas festas de final de ano, quando há grande variedade de pratos, é bastante comum devido ao consumo de alimentos crus, como o ovo, presente na maionese e em alguns doces, o qual é facilmente contaminável; por conta da forma de oferecer os pratos, deixando-os muito tempo expostos e sem a refrigeração necessário, como em buffets; e o terceiro principal fator é a manipulação da comida ou seu armazenamento de forma inadequada.

 

Sintomas e ações a tomar 

Os primeiros sintomas podem surgir poucas horas após a ingestão de algo contaminado, variando de acordo com o micro-organismo causador. “O intervalo, no geral, vai de duas a 72 horas para o início dos sintomas”, explica a médica. Porém, os sintomas sempre são parecidos: náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas e mal-estar. “Nos quadros mais graves, ocorrem queda da pressão arterial, desidratação e perda de peso”, enumera. 

O primeiro passo, ao sentir um dos sintomas, é fazer repouso e ingerir muito líquido (principalmente água, água de coco e isotônicos, e evitar bebidas gaseificadas com excesso de sódio. “Quando há risco de desidratação (com vômitos e diarreia), há medicamentos para controlar as náuseas e é necessário procurar ajuda médica para repor líquidos e sais por via endovenosa”, indica Brianna. 

A boa notícia é que a grande maioria das intoxicações são consideradas leves e duram poucos dias. “As infecções bacterianas com colites e desidratação podem durar mais tempo. E, eventualmente, poderá ser necessário tratamento mais prolongado com antibiótico”, indica a médica. Daí a importância de consultar um médico para avaliar a gravidade e a necessidade do uso de medicamento.

 

Os vilões das festas e como prevenir a doença 

Ovos (principalmente, pouco cozidos ou crus), massa folhada, leite, peixe e frutos do mar, carnes de porco ou processadas e embutidas (por exemplo, o presunto), e legumes e frutas lavados com água contaminada costumam ser os causadores mais comuns da intoxicação alimentar. 

O primeiro ponto determinante para evitar as contaminações está no cuidado com a água. “A prevenção das intoxicações está diretamente associada ao saneamento básico, ou seja, à boa qualidade da água para o preparo dos alimentos; aos cuidados ao cozinhar e armazenar, isto é, o modo de embalar e conservar em freezer ou geladeira; e a medidas básicas de higiene de quem os consome, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro”, explica a especialista. Outra dica é nunca consumir alimentos em conserva com embalagens estufadas ou amassadas”.

 

Diferença entre intoxicação e alergia alimentares 

Vale distinguir a diferença que existe entre a alergia alimentar e a intoxicação alimentar. “A alergia ocorre quando nosso sistema imunológico passa a entender uma parte da estrutura do alimento como ‘alergênica’ e estranha, e responde com a produção de anticorpos (chamado de IgE) ou células, gerando um processo inflamatório”, explica a médica. 

A alergista detalha ainda que uma vez sensibilizado o organismo, o risco de uma reação alérgica mais grave, em um contato futuro existe, inclusive ao ter contato com uma mínima quantidade daquele alimento. “Mas, da mesma forma, as transformações frequentes do sistema imunológico podem trazer novas sensibilizações ao longo da vida, e pode também acontecer o que chamamos de ‘tolerância’ e, assim, depois de algum tempo, deixar de ter a alergia daquele alimento”. Os que mais causam alergias em adultos são: camarão, frutos do mar, amendoim, castanhas; nas crianças, são leite, ovo, soja, milho e trigo. 

 

Dra Brianna Nicoletti - alergista e imunologista pela Universidade de São Paulo (USP)


Krav Maga: conheça 5 benefícios da técnica israelesense de defesa pessoal

 Treinos da Federação Internacional de Krav Magá contribuem para a saúde física e mental 

 

Em uma época em que o aumento dos índices criminais e a sensação de insegurança ficam cada dia mais fortes causando impactos até na saúde física e mental, o Krav Magá, arte de defesa pessoal israelense, é uma opção de exercício completo que trabalha o físico e o emocional dos alunos. Avigdor Zalmon, presidente da Federação Internacional de Krav Magá, responsável pelo ensino da técnica em São Paulo, lista alguns benefícios da prática. 

 

  1.  Treinamento mental para ajudar o físico: a preparação mental é tão vital quanto a física. Se você não está pronto para se defender em todos os momentos de sua vida, pode entrar em pânico facilmente e perder o controle sobre uma situação perigosa. O treinamento mental também ensina a mudar sua reação em um cenário difícil, a suportar a dor causada pelo confronto e a reconhecer possíveis circunstâncias perigosas.
  2. Capacidade de lidar com situações difíceis: parte do treinamento consiste em simular situações reais de perigo que podem acontecer no dia a dia. Cada um dos exercícios praticados na aula aciona seus instintos de sobrevivência e ensina a tomar decisões rápidas e corretas sob pressão, além de melhorar a maneira de reagir à ameaça para que você volte inteiro e ileso para sua casa. Dessa forma, você vai melhorar não apenas a resistência física, mas também a capacidade de reconhecer os perigos e adotar a melhor técnica para se defender.
  3. Aumento da autoconfiança: o Krav Maga ajuda você a conhecer melhor seu corpo e suas habilidades. Depois de aprender como reagir a situações perigosas, você nota como, automaticamente, aplica as mesmas estratégias a circunstâncias diárias não ameaçadoras.
  4. Além de defender a si mesmo, você defende seus entes queridos: a técnica de autodefesa oferece instruções para defender as pessoas ao seu redor de possíveis agressores. Não importa a situação, se estiver acompanhado, tem que defender também a segunda pessoa, seja desarmando ou neutralizando o agressor.
  5. Conhecer novos amigos: um benefício fantástico do Krav Magá é que ele ajuda a criar um vínculo com novas pessoas que podem ter passado pelas mesmas experiências ou que não querem mais ser vítimas. Iniciando os treinamentos, você faz parte de uma grande família.

 

Federação Internacional de Krav Magá 
Mais informações:
https://www.kravmaga.org.br
YouTube: youtube.com/c/FederaçãoInternacionaldeKravMagá
Central de Atendimento: (11) 97041-9797


4 motivos pelos quais o investimento na primeira infância deve ser prioridade no Brasil

Estudos realizados em diferentes países e áreas de conhecimento têm buscado analisar como investimentos públicos na primeira infância - fase dos 0 aos 6 anos - podem gerar retornos positivos não apenas para a criança e sua família, mas também para toda a sociedade e o Estado em termos econômicos. 

De acordo com a “Equação de Heckman”, criada pelo professor James Heckman, da Universidade de Chicago e Prêmio Nobel de Economia, políticas públicas para a primeira infância reduzem doenças, elevam o nível escolar, além de aumentar a taxa de emprego entre adultos. O Lunetas, espaço 100% dedicado à reflexão sobre as infâncias, lista os 4 principais motivos pelos quais o investimento na primeira infância deve se tornar prioridade absoluta no Brasil.

 

Custo-benefício

Investir na infância fará o Estado economizar no futuro, já que promoverá um aumento nos domínios cognitivo, afetivo e social das crianças. Ainda segundo Heckman, com base nos dados do programa Perry Preschool, o País pode obter um retorno anual de 7% a 10% do investimento realizado na primeira infância. A pesquisa ainda estimou em US$48 mil os benefícios por criança para a sociedade.

 

Redução de efeitos negativos

Da mesma maneira que ações como a construção de vínculos afetivos e brincadeiras na infância podem promover resultados positivos no futuro, fatores de risco, como negligência, violência e falta de acesso à educação podem ter efeitos terrivelmente negativos. Por isso, o Estado precisa investir e garantir que exista um equilíbrio entre efeitos negativos e positivos, reduzindo adversidades, minimizando impactos negativos e oferecendo suporte.

 

Combater a desigualdade social

A desigualdade social sempre foi um tema preocupante na maior parte do mundo e a covid-19 piorou a situação. Embora as consequências ainda sejam imprecisas, um estudo publicado em 2021, na The Lancet, estima que o fechamento de pré-escolas durante a pandemia pode levar aproximadamente 10 milhões de crianças a ficarem “fora do caminho” de desenvolvimento saudável, o que pode significar US$ 308 bilhões em perdas de aprendizado ao longo da vida. A única maneira de combater este cenário é o forte investimento já na primeira infância, com lideranças políticas que coloquem os pequenos como prioridade, pensando em um Brasil melhor para todos. 

 

Cumprir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (OBS), promovido pela ONU, são um apelo global para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. No caso da primeira infância, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Banco Mundial apresentaram, em maio de 2018, uma espécie de “roteiro de cuidado” para essa fase, que enfatiza cinco componentes essenciais: boa saúde, alimentação adequada, oportunidades de aprendizagem precoce, segurança e proteção e cuidado responsivo.

  

Portal Lunetas


Compensar as Emoções com Alimentos: Conheça Alimentos que Impactam Positivamente nas Suas Emoções

Quem nunca buscou o conforto do chocolate, o estímulo do café ou o poder relaxante de um chá de camomila? Esses comportamentos sintonizam-se com o conceito mood food ou alimentos de humor, que vem ganhando destaque na busca de compensações na alimentação para um estilo de vida agitado. 

A dificuldade em expressar os próprios sentimentos pode guiar para tal quadro, no qual a comida exerce o papel de calar as emoções. Através da busca pelo prazer oral, seguido de preenchimento de um vazio emocional, o alimento faz o papel de compensador emocional. 

O imenso universo de percepções e sentimentos ainda é pouco explorado, mas na última década, principalmente, o estudo das emoções e do humor, associadas aos alimentos, vem ganhando força dentro do campo da ciência sensorial. As pesquisas têm procurado entender e desvendar, com maior profundidade, a influência das emoções evocadas pelos alimentos como motivadoras para a escolha de alimentos. 

Historicamente falando, as pessoas se alimentam pelas mais diversas razões, que não apenas as necessidades biológicas. Por ser um sinônimo de prazer e diversas outras sensações, comer guarda uma profunda relação com a forma de se expressar. E, a partir dessa relação, o alimentar-se não se restringe apenas a necessidades energéticas e nutricionais, mas abrange ainda as necessidades afetivas que utilizam a comida como fonte de compensação. 

O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo comenta que essa compensação alimentar em muitos casos pode acabar se agravando e desenvolvendo um descontrole que passa a ser frequente e, em casos extremos, é ingerido mais alimento do que o próprio corpo suporta. Pacientes compulsivos relatam a perda de controle, dizem que repetem e repetem, sem conseguir parar. Muitos continuam a comer até o estômago não suportar mais a quantidade de comida e, então, vomitarem. 

A forma como o paciente enxerga o próprio corpo, questões emocionais como depressão, ansiedade e estresse e, ainda, fatores biológicos como uma falha no hipotálamo (região do encéfalo que produz importantes hormônios e também atua na regulação da temperatura, sede e apetite do indivíduo), podem funcionar como “gatilhos” para que o paciente desenvolva o transtorno de compulsão alimentar. 

Alguns estudos relatam, ainda, que as dietas rígidas podem ser agravantes do quadro, pois suas grandes restrições levam as pessoas a terem impulsos para comer. Isso, por sua vez, pode levar à compulsão alimentar.

Para um tratamento eficaz, indica-se a busca por uma equipe multidisciplinar: médico endocrinologista, nutrólogo, nutricionista, psiquiatra e psicólogo, além de um local para realização de atividades físicas. 

Uma alimentação mais consciente e equilibrada ajuda na tomada de decisão e principalmente no controle sobre nossas emoções. Deve-se considerar que a alimentação é mais que um modo de absorção de nutrientes, pois ela também é tradição, educação e fonte de prazer. 

O médico Dr. Ronan Araujo cita alguns alimentos que impactam positivamente nas emoções e irão te ajudar a ter uma melhor qualidade alimentar, confira:

 
Carboidratos complexos:

Estes carboidratos contêm mais nutrientes do que os carboidratos simples e, por terem mais fibras, demoram mais a serem digeridos. 

Eles também ajudam a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, o que pode ajudar no humor, já que a flutuação da glicose no sangue pode levar a alterações bruscas e te deixar irritado e com pouca energia. Alguns exemplos são semente de abóbora, maçã, grão-de-bico, morango e aveia.
 

Proteína magra:

A proteína é necessária para ter níveis de energia saudáveis. Ela demora mais do que o carboidrato para ser digerida, mantendo o nível de açúcar do sangue equilibrado e fornecendo energia por mais tempo. 

Ela também afeta os hormônios que controlam a saciedade, então, quando você se alimenta com o suficiente, não ficará irritado por sentir fome. 

Uma boa aposta desses alimentos é o ovo, fonte de tiamina e a niacina (do complexo B), responsáveis por aumentar o bom humor. Além de salmão, lentilha, frango e carnes magras (com menos gorduras e colesterol).
 

 

Gordura saudável:

O ômega 3 faz parte das membranas das células, principalmente do cérebro. Por isso, alimentar-se de salmão e sardinha pode ajudar a melhorar o humor. 

Além do ômega 3, as gorduras não saturadas presentes em abacates, azeitonas e castanhas podem ajudar com inflamações e na diminuição da pressão arterial, o que é importante para a saúde do cérebro. 

Comer gordura saudável também auxilia a manter a imunidade alta. Alimentos como o abacate, sardinha, azeitonas, tofu e chocolate amargo. 

- Castanhas-do-pará, nozes e amêndoas: são fontes de selênio, um antioxidante, que colabora na redução dos sintomas da depressão; 

- Iogurte: é uma fonte de cálcio, que ajuda a diminuir a irritabilidade; 

- Maçã e laranja: as duas frutas são ricas em ácido fólico, sendo importante para controle da depressão. Além disso, a laranja é fonte de vitamina C, responsável por melhorar o funcionamento do sistema nervoso, diminuindo a fadiga e o estresse; 

- Melancia, limão, mamão e mexerica: possuem o precursor da serotonina, o triptofano, que regula o humor; 

- Banana e abacate: têm carboidrato, magnésio, potássio e vitamina B6, que produzem energia e diminuem a ansiedade. A banana é uma excelente fonte de triptofano, um aminoácido essencial, cuja principal função é anteceder o neurotransmissor serotonina. A serotonina desempenha papel importante no sistema nervoso, responsável pela regulação da gênese da fadiga (sono), temperatura corporal, apetite, humor, atividade motora e funções cognitivas. 

Além do acompanhamento profissional, e mesmo que aos poucos, a mudança do estilo de vida que segue. “É importante praticar exercício físico, ter um bom convívio social, implementar a qualidade de vida, regular o sono, trabalhar a autoestima e o autoconhecimento para, sobretudo, compreender que existem outras formas de contentamento além da alimentação.” finaliza o Dr. Ronan Araujo.

 

Dr. Ronan Araujo - formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal.


Atitude dos pais diante de telas e desafios da atualidade

Livro aborda os pilares da parentalidade saudável perante a demasiada exposição de crianças e adolescentes em telas e internet


Vivemos em um mundo veloz, com mudanças e informações nos rodeando 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Talvez, educar nossos filhos como fomos educados não seja a melhor ou a única maneira de exercermos a parentalidade. Por isso devemos nos ater aos pilares da parentalidade saudável e, a partir de então, nos aprofundar e aprender sobre os erros e acertos que podemos cometer.

Poderíamos ter feito melhor? Poderíamos ter trabalhado menos? Poderíamos ter respondido às curiosidades normais das crianças? Poderíamos ter participado mais no momento da comunhão? Poderíamos ter estado mais presentes e “instagramado” menos?

Esses e vários outros questionamentos fazem da parentalidade um desafio. E, com muita expertise, as autoras da obra “Parentalidade moderna e saudável: telas e outros desafios dos pais”, com coordenação editorial de Adriana Tonelli e publicada pela Literare Books International trazem referências literárias e pessoais para pais e cuidadores sobre como trilhar esse caminho de forma sábia e dirigida, porém não menos objetiva e realista.

Dentre os temas da obra, estão: O impacto da violência e da negligência contra crianças e adolescentes: como transformar essa dura realidade; As telas como aliadas de famílias atípicas; Construindo memórias afetivas; Cyberbullying; Traumatismos dentários na infância; Alienação parental: uma forma de violência que pode ser evitada; Alimentação no século XXI: ainda estamos evoluindo?; A atitude dos pais diante dos desafios.

Neste livro, o leitor entenderá que não existe uma “receita de bolo” para educar, mas existem pontos relevantes para esse processo. Escrevem nesta obra: Adriana Czelusniak, Adriana Tonelli, Carol Carrilo, Eloisa Baissardo Gagliardi, Luciana Rayes, Marcia Candida Rocha Vilaça de Barros, Melina Cortegoso Ferreira e Prisla Fernandes Jean Tranjan.

SOBRE A COORDENAÇÃO EDITORIAL
Adriana Tonelli
– Médica graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná (2001). Pós-graduada em Genética Humana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2002). Especializada em Pediatria no Hospital Infantil Darcy Vargas (2006) e subespecializada em Pneumologia Pediátrica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Atuante no SUS e em consultório particular. 

Divulgação - Literare Books International

Ficha técnica


Parentalidade moderna e saudável: telas e outros desafios dos pais
Coordenação editorial:
Adriana Tonelli
Editora: Literare Books International – 1ª edição – 88 páginas – 2022 – Preço de capa sugerido: R$ 34,90
Formato: 13,5 x 20,8 cm
Categoria: Não ficção
ISBN do físico: 9786559224166
ISBN Digital: 9786559224173
Loja Literare Books:
https://bit.ly/loja-parentalidade-moderna
Amazon:
https://amzn.to/3AVtjwe
E-book:
https://amzn.to/3TnSX41
À venda nas principais livrarias físicas e plataformas digitais.

 

APROVEITE OS DIAS DE VERÃO PARA CORRER NA AREIA

Vai aproveitar uns dias no litoral e não quer ficar parado? Fisioterapeuta dá dicas para a corrida na areia.


Nesse período de começo de férias é muito comum ver as pessoas praticando exercícios e esportes na praia para não ficar 100% “off”. Mas, existem alguns cuidados importantes antes de se aventurar em atividades ao ar livre. Para começar a correr na praia, por exemplo, a fisioterapeuta Raquel Silvério orienta que nos primeiros dias, a corrida aconteça mais próximo da água, onde a areia é mais dura, mas tendo atenção para a inclinação do terreno. Quanto mais plano for, melhor. 

“Fazer exercícios na areia fofa acaba exigindo um pouco mais de esforço para tirar o pé da areia e conseguir manter o ritmo, por conta disso, só vale para aqueles que possuem um bom condicionamento físico e mesmo assim, com cautela, já que mesmo para os mais treinados, pode acontecer algum tipo de torção ou a famosa dor aguda na parte lateral do abdômen, mais conhecida popularmente como a dor de burro”, explica a fisioterapeuta. 

Já os mais sedentários, devem começar caminhando e aos poucos aumentando o ritmo e fazendo a corrida estilo trote, intercalando corrida e caminhada até que o corpo se acostume. “Vale destacar que correr na areia traz inúmeros benefícios, mas que os limites do corpo sempre devem ser respeitados” – pontua. 

Com relação aos benefícios, Raqauel Silvério destaca alguns deles:

Emagrecer porque a cada hora perde-se cerca de 500 calorias;

Engrossar as pernas, especialmente quando a corrida é feita na areia fofa;

Combater a celulite das coxas e glúteos porque exige muito desta musculatura;

Melhorar o equilíbrio e a percepção do próprio corpo, com menor sobrecarga nas articulações; 

“Correr na areia fofa aumenta muito na resistência e o gasto energético, para aqueles que já são corredores experientes, a busca por diferentes terrenos aumento o desafio, já a prática na areia mais firme ou no asfalto não possuem muita diferença”, comenta Silvério. 

Mas nem tudo são flores não é mesmo? A fisioterapeuta comenta que existem alguns cuidados bem importantes que precisam estar na rotina de quem prática corrida na areia, os melhores horários são no início da manhã ou no final da tarde, quando as temperaturas estão mais amenas e se possível, use um bom tênis de corrida que absorva o impacto e claro não esquecer do protetor solar.

Como última dica, o especialista sugere que a pessoa acompanhe o comportamento do coração, criando um condicionamento físico e uma rotina, sem exageros. 

Para saber mais sobre dores, causas e tratamentos, acesse: www.institutotrata.com.br

 

Raquel Silvério - fisioterapeuta (Crefito: 116746-F) e Diretora Clínica do Instituto Trata, Unidade de Guarulhos, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland, Mulligan e Mckenzie e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral. Acesse: www.institutotrata.com.br


Como a autocrítica sabota os estudos

Durante uma palestra para estudantes de um cursinho preparatório, pedi para que tentassem descrever com uma palavra qual era o maior problema deles relacionado aos estudos. Foi um festival de adjetivos que sugeriam problemas como hiperatividade, TDAH, falta de foco, distração, memória ruim, dislexia e falta de concentração. Ou seja, problemas que dificultavam manter o foco naquilo que era realmente importante: tirar boas notas e ser aprovado nas provas e exames. O maior desses problemas, entretanto, não foi apontado: a autocrítica. 

Autocrítica é um comando mental destrutivo que sabota os estudos, compromete a aprendizagem e pode levar o aluno ao fracasso. Que candidato nunca se sentiu menos preparado que os concorrentes num processo de seleção e, por isso, ficou dizendo coisas ruins a respeito de si mesmo? Quem nunca teve a sensação de que estava sendo fraco, que iria perder a chance da vida de passar naquele concurso, prova ou exame? Quem nunca estudou acima das forças e se viu num estado de estresse, chicoteando a si mesmo e exigindo sempre mais? Qual aluno nunca desmereceu os próprios esforços, criticando a si mesmo o tempo todo, dizendo que não conseguiria ser aprovado?

Todo estudante em algum momento já ouviu a voz tirânica da autocrítica gritando frases de desmotivação e sabotando os planos, especialmente entre os mais jovens, que nem sempre sabem lidar com este problema. Por isso, passar no teste da autocrítica é a primeira prova que um estudante precisa vencer.  Às vezes, pode parecer uma coisa boa criticar a si mesmo, mas, em geral, o sentimento associado à autocrítica pode ser extremamente destrutivo e paralisante nos estudos, porque somos sensíveis às críticas quando o assunto é estudar para provas e concursos.

A autocrítica pode nascer de eventos específicos que acontecem em nossas vidas. Por exemplo, certa vez, tive uma aluna em meu curso de memorização que disse detestar matemática. Isso a impedia de memorizar, mesmo com as técnicas que eu ensinava. Ao entrevistá-la, descobri que, na quinta série, sua professora de matemática a havia chamado de burra na frente de todos os outros alunos. Resultado: Em todas as vezes que ela tinha que enfrentar as fórmulas e equações, sua mente emitia uma opinião crítica sobre o péssimo desempenho e ela se sabotava.

A autocrítica reflete as experiências de nossa própria memória. Ela reproduz os dedos que nos foram apontados desde a infância, quando pais, professores e  colegas nos diziam frases como: “Você tem que estudar mais para passar.”; “Quem não estuda se dá mal na vida.”; “Se você não tirar boas notas, não vai arrumar um emprego!”; “Deixa de ser preguiçoso, você precisa se esforçar”. 

A autocrítica cria cenários que despertam no estudante sentimentos como ansiedade, preocupação, demanda excessiva e medo de fracassos futuros. Esses estados mentais podem elevar o nível de cortisol e causar falta de concentração, dificuldade de memorizar e também lapsos de memória na hora mais importante para o aluno, a hora da prova.

Quando damos ouvidos à voz da autocrítica, o medo do fracasso e a constante necessidade de aprovação dominam nossa consciência e prejudicam a preparação nos estudos a ponto de, muitas vezes, levar ao desejo de desistir. Quanto dinheiro escolas e universidades perdem todos os anos devido à evasão de alunos? E se parte dessa evasão for reflexo da autocrítica? 

O caminho para superar a autocrítica que sabota os estudos pode ser, em primeiro lugar, lançar um olhar de clareza e compaixão sobre a motivação existente por trás de uma crítica, pois nem toda crítica tem o objetivo de nos ferir, mas foi a última forma que a pessoa que nos criticou tinha para nos chamar atenção. Por exemplo, quando um pai critica o desinteresse de um filho pelos estudos, ele pode estar, no fundo, alertando para a falta que a educação pode fazer em seu futuro. É preciso ter clareza e consciência para reconhecer o lado bom da crítica.

Um estudante que sofre devido à autocrítica precisa saber que ela tem um lado positivo, que ela é a expressão de um forte senso de responsabilidade. Ninguém exige tanto de si mesmo quando não tem um propósito bem definido. Nesse contexto, a autocrítica é um bom sinal, porque significa que existe um objetivo no radar, um desejo de vencer e conquistar algo melhor.

Olhando de forma pragmática, a autocrítica é como um técnico de futebol irritado que diz coisas duras para tirar seus jogadores da zona de conforto, fazendo com que deem o melhor de si. Por isso é preciso ter a mente consciente para não transformar o crítico interno num carrasco que fará você desistir de correr atrás dos seus sonhos.

Portanto, quando você estiver estudando, concentre-se no que está fazendo de bom e em seu propósito de vida. Pense nos passos certos que você está dando e deixe de lado os pontos fracos em que você não é tão bom. Na verdade, reserve um tempo para cuidar deles em outro momento.

 

Renato Alves - pesquisador cognitivo e principal autor brasileiro nas áreas de aprendizagem, concentração e memória com 9 livros publicados, dentre eles O Cérebro com Foco e Disciplina; Os 10 Hábitos da Memorização; Faça seu Cérebro Trabalhar para Você, todos eles figurando nas listas dos mais vendidos do Brasil. É fundador da Memory Academy instituição que tem por objetivo ajudar pessoas com déficit de aprendizagem, foco, memória e concentração e, desde a fundação, já atendeu mais de 120 mil pessoas. https://renatoalves.com.br/ 


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