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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Anorexia entre jovens: quais os perigos dessa doença e como tratá-la?

Para quem sofre com a anorexia, todos os pensamentos e planos giram em torno da perda de peso


adolescência é uma fase delicada, de muitas mudanças. Adolescentes enfrentam um momento em que o corpo e a mente deixam de ser infantis ao entrar em uma transição gradual para a fase adulta. A puberdade muda drasticamente a aparência física e, com isso, alguns jovens desenvolvem visões distorcidas e problemáticas sobre si mesmos, principalmente quando influenciados negativamente pelos padrões de beleza midiáticos.

Muitas vezes esse tipo de transtorno está associado à baixa autoestima, à inclusão em um contexto de julgamento e à idealização corporal. Ter vivenciado experiências traumáticas também pode representar um fator precipitante para o desencadeamento do problema.

Anorexia: o que é?

anorexia é caracterizada por uma restrição alimentar patológica que leva a um emagrecimento expressivo e potencialmente perigoso para a saúde. O início desse transtorno geralmente envolve a adoção de uma dieta rigorosa e um profundo temor de ganhar peso. O passo seguinte costuma ser a realização de um controle obsessivo das calorias ingeridas no dia, que pode incluir também a recusa de alimentos, com o risco de afetar as funções vitais do corpo.

Pacientes anoréxicas tendem a pesar menos do que o adequado para sua altura e idade e, apesar de se olharem no espelho constantemente em busca de encontrar a imagem de um corpo ideal, jamais recebem o retorno esperado. Isso porque a visão distorcida do próprio corpo é uma característica marcante da doença em questão. “O retrato que essa pessoa tem de si mesma é totalmente irreal e diferente do que os demais percebem quando a veem, e essa autoimagem distorcida é que leva ao transtorno de anorexia", explica a psiquiatra do Hospital Águas Claras Carolina Tajra.

Vale destacar que essa doença afeta principalmente meninas entre 12 e 20 anos, mas os meninos também podem ter anorexia.

O que pode acontecer com o corpo de uma pessoa anoréxica?

Várias consequências acometem o organismo se ele estiver em um estado de fome por muito tempo. Para economizar energia, ele começa a “desligar" diversas funções importantes. “Os sintomas de transtornos alimentares em geral não são de fácil observação. Não é infrequente o paciente ou seus pais só procurarem ajuda quando já existem outras complicações clínicas associadas", explica a médica.

Claro que os impactos vão depender da gravidade e do curso da doença, mas, de qualquer forma, é esperado que ao menos alguns dos desdobramentos mais comuns, abaixo listados, se manifestem nesse paciente.

  • Diminuição da frequência cardíaca
  • Queda drástica da temperatura corporal
  • Pressão arterial mais baixa do que o normal, podendo causar tontura e desmaio
  • Piora da qualidade da circulação sanguínea
  • Maiores chances de desenvolver problemas de osteoporose
  • Interrupção das funções normais do cérebro, o que abre espaço para a chamada atrofia cerebral, isto é, a perda de tecido cerebral
  • Enfraquecimento dos músculos
  • Mau funcionamento do coração e dos rins
  • Diminuição do metabolismo
  • Sensação constante de cansaço
  • Deficiência de várias substâncias de que o corpo necessita. Um exemplo recorrente é a falta do ferro, que pode originar um quadro de anemia e ainda interromper/tornar irregular a menstruação nos pacientes do sexo feminino
  • Problemas gastrointestinais, como dor de estômago, prisão de ventre e gases
  • Pele e o cabelo podem se tornar extremamente secos.
  • Maior tendência à acne.

Felizmente, na maioria das vezes, os efeitos da anorexia no corpo desaparecem conforme a pessoa com anorexia começa a se alimentar de forma correta e recupera um peso saudável. Em alguns casos, porém, a pessoa continua apresentando determinadas complicações mentais e/ou somáticas significativas.

Tratamento para a anorexia

Se você está se perguntando se a anorexia tem cura, a resposta é ‘sim’! “O mais importante para um diagnóstico e tratamento precoce", explica Carolina, “é a atenção para recusas alimentares frequentes, perda de peso, preocupação exagerada com o corpo e idealização de padrões corporais anormais. Apesar disso, por ser uma doença heterogênea, não existe uma forma única de tratamento que seja eficaz para todos os pacientes".

O primeiro passo na buscar por auxílio profissional é pesquisar e se informar o máximo possível sobre a anorexia e como ela é tratada. Depois desse momento e diante do interesse do paciente que sofre com essa doença em ser ajudado, é hora que consultar um psicanalista ou psiquiatra competente e experiente que conheça bem a natureza e o curso dessa doença. O tratamento envolverá, claro, mudanças na maneira de se alimentar, mas também nas formas de lidar com outras emoções difíceis. Em alguns casos é preciso aliar a terapia com recomendações e programas dietéticos específicos por parte de um nutricionista. “Afinal, é de extrema importância promover também uma recuperação nutricional do paciente", relata a especialista. Medicamentos antidepressivos também podem ser incluídos no processo se o especialista julgar seguro e necessário.

Além disso, todos os pacientes devem ser submetidos a um exame abrangente, em que as condições médicas, psicológicas e sociais são mapeadas de forma completa, para avaliar e incrementar sua saúde e qualidade de vida. Determinados exames são essenciais para conhecer a situação metabólica do doente e para descartar outras condições médicas.

Com toda a certeza, o ponto mais importante desse processo é o desejo de continuidade e a perseverança do paciente, construídos diante de uma boa aliança terapêutica com o profissional responsável e de uma rede de apoio na família. Os mais próximos da pessoa nessa condição precisam ter atenção aos sinais de sofrimento, oferecendo ajuda de forma acolhedora e não crítica. “Pacientes com transtornos alimentares já se julgam demais para receber mais julgamentos", finaliza a médica.

 


Hospital Águas Claras


Altas temperaturas aumentam riscos de doenças vasculares e circulatórias

Cuidados com alimentação e prática de atividades físicas ajudam a evitar o acúmulo de líquido e inchaço no corpo, sinais de alerta do sistema circulatório


Com a chegada do verão, é comum sentirmos as pernas mais pesadas, os pés e mãos inchados e a sensação constante de cansaço provocada pelo calor excessivo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o período mais quente do ano provoca um aumento de 30% na incidência de doenças vasculares.

A condição, somada às altas temperaturas, é fomentada pelo acúmulo de líquidos em espaços ao redor dos tecidos e órgãos.  “O inchaço, embora seja mais frequente no verão, é sempre um sinal de alerta em qualquer época, principalmente se há persistência após algumas horas de repouso, pois demostra uma sobrecarga no sistema circulatório”, destaca o Dr. Paulo Eduardo Bochio, cirurgião vascular da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Ele explica que esta sobrecarga pode ser provocada por uma condição fisiológica, como a dilatação das veias destas áreas, e também pode ser um indício de trombose venosa profunda. “Sendo assim, inchaços persistentes necessitam de avaliação médica.” Segundo o especialista, as mulheres são as que mais sofrem com os problemas vasculares durante o verão. E esclarece que os hormônios femininos, principalmente o estrógeno, estão associados à piora dos sintomas de doenças vasculares, como peso, cansaço e inchaço. 

“Em alguns casos, o uso de medicamentos com estrógenos pode até causar ou agravar a própria doença, como em pessoas com predisposição genética ou fumantes, seja piorando os sintomas e aspecto do membro, ou mesmo levando à trombose venosa, principalmente em mulheres acima dos 35 anos”, explica. E frisa que, normalmente, a principal queixa das pacientes durante esta estação é sobre os inchaços nas pernas, um dos principais sintomas da insuficiência venosa crônica, que acomete um número significativo de pessoas da população geral e principalmente do sexo feminino. “Este problema, na maior parte das vezes, é benigno, quando tratado de maneira adequada.” 

Para pessoas que têm problemas vasculares prévios, como insuficiência venosa crônica (varizes), o médico pede atenção às altas temperaturas, assim como nas doenças arteriais para as baixas temperaturas. “As varizes dos membros inferiores são veias dilatadas e tortuosas, incapazes de conduzir adequadamente o sangue das pernas para o coração. No sistema superficial de veias, essa dificuldade de retorno se chama estase venosa, e facilita o aparecimento de edema e até flebites (inflamação aguda da veia)”, ressalta.

De acordo com o especialista, em casos mais graves, principalmente quando há acometimento do sistema venoso profundo, como no caso de pacientes que já tiveram trombose, podem aparecer úlceras varicosas ou novos episódios de trombose.



Trombose 

A pandemia de Covid-19 impôs à população muitas mudanças de comportamento e estilo de vida. 

“Essas mudanças fizeram com que muitos deixassem um pouco de lado os cuidados com a saúde, aumentando o risco, principalmente agora no verão, de ocorrência de doenças como a trombose”, relata o cirurgião vascular

A trombose é um problema de circulação, causado pela criação de um coágulo em locais em que não ocorreram qualquer tipo de sangramento. “Em condições normais, a formação do trombo (coágulo) é um mecanismo fisiológico do sistema circulatório que cessa qualquer tipo de sangramento, por exemplo no caso de um ferimento. Porém, com a trombose, esse trombo se forma dentro de um vaso, dificultando ou impedindo a circulação sanguínea na região ou em um órgão específico”, afirma o especialista. 

A trombose acontece em diferentes tipos de vasos sanguíneos, podendo se apresentar como:

- Trombose venosa profunda: afeta principalmente as veias nos membros inferiores, geralmente na região das coxas e panturrilhas, podendo acometer outros vasos, como os abdominais. Sua principal e mais temida complicação é a embolia pulmonar, quando o trombo é levado pela corrente sanguínea e entope a circulação dos pulmões, causando grande risco à vida.

- Trombose arterial: forma-se nas artérias, os sintomas principais são causados pela falta de suprimento sanguíneo adequado, ao órgão ou região acometida, por exemplo, no coração, angina ou infarto, no cérebro, um AVCI (acidente vascular cerebral isquêmico, causado pela) nas pernas: frialdade, arroxeamento e alteração da sensibilidade, com risco de perda do membro.


As doenças arteriais normalmente têm sua maior incidência no inverno e,  como principais fatores de risco, diabetes, hipertensão, tabagismo e colesterol elevado. A obesidade e o sedentarismo são fatores de risco tanto para a doença venosa como para a arterial.

Outra preocupação, apresentada pela SBACV, foi a identificação da doença em pacientes que tiveram Covid-19.

“A doença pode ser grave em pacientes que já tinham algum fator de risco prévio, como obesidade ou tabagismo. No entanto, estamos observando o aparecimento de trombose em pacientes previamente saudáveis. Ao que parece, o processo inflamatório extremo causado pela Covid- 19 está intimamente relacionado à trombose”, destaca o cirurgião vascular. Alguns dos fatores que, segundo a especialista, podem causar a trombose são:  período de gravidez, uso de anticoncepcionais e a permanência na mesma posição por longos períodos.

“Ficar muito tempo de pé ou sentado, durante o horário de trabalho ou em viagens, dificulta o retorno do sangue e líquidos ao coração, já que a musculatura e o próprio movimento em si têm um papel fundamental na circulação”, explica o Dr. Paulo, que dá algumas recomendações para as pessoas que passam muito tempo em pé ou sentadas, mesmo que não tenham insuficiência venosa: 

- Levantar-se pelo menos uma vez a cada hora;

- Caminhar por cerca de 5 minutos;

- Sentado ou em pé, fazer movimentos circulares com os pés;

- Elevar as pernas próximo ao nível do coração, algumas vezes ao dia;

- Utilizar meias elásticas, caso haja recomendação médica.

As dicas acima podem ajudar no bom funcionamento da circulação sanguínea e contribuem significativamente para a melhora dos sintomas e prevenção de complicações.


Cuidados

Segundo Lígia dos Santos, nutricionista da Rede, outros fatores que mais causam problemas vasculares durante o verão são a desidratação e a preexistência de doenças associadas à obesidade e ao sobrepeso, como o diabetes e a hipertensão.

“Esses são elementos que atrapalham a circulação e podem agravar quaisquer inflamações presentes nos vasos sanguíneos, levando o corpo a reter líquidos para diluir o mineral, como o sódio, e inchar”, explica a especialista.  Ela também pontua que alguns alimentos muito consumidos, como os industrializados e ultraprocessados, são prejudiciais por possuírem altos níveis de sais e açúcares em sua composição. 

Para evitar a má circulação, ela recomenda uma dieta balanceada, com a presença de alimentos diuréticos como melancia, melão, pepino e abóbora, além da ingestão de água pura, que ajuda a evitar a retenção de líquidos e a repor o potássio que é eliminado pelo suor.

“Muitos acreditam que os inchaços são causados pela quantidade de líquido ingerido, mas a hidratação, pelo contrário, é o que evita a retenção e favorece o funcionamento intestinal. A desidratação pode favorecer o aparecimento do edema.” Por fim, Lígia recomenda realizar regularmente atividades físicas. O ideal, segundo ela, é se exercitar antes das 10h ou na parte da noite, para evitar a exposição ao calor. “Realizar exercícios físicos ou caminhadas são essenciais para evitar inúmeras doenças, principalmente a trombose, pois são as formas mais eficientes de combater os incômodos causados pela má circulação. Lembrando que a atividade física deverá ser orientada por um profissional", finaliza.



Hospitais São Camilo

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SBOC solicita ao Ministério da Saúde prioridade a pacientes oncológicos em vacinação contra COVID-19

"Trata-se de um grupo especialmente vulnerável aos efeitos da infecção e que precisa ser protegido", diz Dra. Clarissa Mathias, presidente da entidade


Em carta enviada ao Ministério da Saúde nesta terça-feira (9), a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) defende que pacientes oncológicos em todo o território nacional sejam incluídos nos grupos com prioridade na vacinação contra a COVID-19. A defesa se baseia nas evidências científicas de que pacientes com câncer são mais vulneráveis aos riscos de complicações ocasionadas pelo coronavírus Sars-Cov-2.

De acordo com a presidente da SBOC, Dra. Clarissa Mathias, que assina a carta, o contato com o Ministério da Saúde tem o objetivo inicial de esclarecer por que os pacientes oncológicos não constam expressamente no grupo de comorbidades do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a COVID-19. “Trata-se de um grupo especialmente vulnerável aos efeitos da infecção e que precisa ser protegido. A SBOC representa o oncologista clínico ao cuidar dessa população em sua jornada dupla de luta contra o câncer e a COVID-19”, diz.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), baseada na literatura científica produzida ao longo do enfrentamento da pandemia ao redor do mundo, classifica o paciente oncológico no grupo de risco para complicações da COVID-19, independentemente do tipo da doença e das circunstâncias do tratamento. “Esse entendimento inclui, automaticamente, o paciente com qualquer tipo de câncer no grupo prioritário para vacinação. Essas pessoas não podem esperar”, defende Dra. Clarissa Mathias.

O próprio Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a COVID-19 citou, nas suas duas primeiras edições, a OMS ao dizer que “idosos e pessoas com comorbidades, tais como pressão alta, problemas cardíacos e do pulmão, diabetes ou câncer, têm maior risco de ficarem gravemente doentes”. Apesar disso, as edições seguintes, publicadas nos dias 22 e 29 de janeiro de 2021, excluem o câncer do grupo de comorbidades prioritárias, restringindo-se a incluir na descrição do grupo de imunossuprimidos os pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses e aqueles com neoplasias hematológicas.

O plano federal também se refere ao paciente oncológico ao caracterizar os grupos de risco para agravamento e óbito por COVID-19, ao lado de pessoas com “insuficiência renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), anemia falciforme, obesidade mórbida e síndrome de Down, além de idade superior a 60 anos e indivíduos transplantados de órgãos sólidos”.

“Diante da flagrante incoerência do plano ao se referir ao paciente oncológico como grupo de risco e não incluí-lo nos grupos prioritários para vacinação, solicitamos que o Ministério da Saúde informe claramente se esse ‘detalhe’ constará expressamente na próxima edição do documento”, conta o gerente jurídico da SBOC, Dr. Tiago Matos.


Evidências científicas

A vacinação dos brasileiros com diagnóstico de câncer tem sido uma preocupação da SBOC, que publicou, em janeiro, um guia com orientações sobre as vacinas aprovadas para uso emergencial no país. Ao longo da pandemia, a entidade tem atuado também no desenvolvimento e na promoção de condutas técnicas a serem adotadas pela comunidade oncológica e toda a população, concentradas no site coronavirus.sboc.org.br e difundidas por todos os seus canais de comunicação.

De acordo com o diretor executivo da SBOC, Dr. Renan Clara, todas as iniciativas da entidade têm sido baseadas nas mais recentes evidências científicas internacionais. “A SBOC não só repercute o que há de mais consensual na comunidade global de cientistas dedicados ao enfrentamento da pandemia como contribui com o desenvolvimento do conhecimento científico nacional a respeito do vírus e de seus impactos no organismo que combate um câncer, seja ele qual for”, conta.

Estudo brasileiro publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO) identificou e acompanhou 198 pacientes com câncer que desenvolveram COVID-19 entre março e julho de 2020. Destes, 33 morreram. “Trata-se de uma taxa de mortalidade de 16,7%, seis vezes mais que o índice global, de 2,4%”, observa Dr. Renan Clara.

Ainda de acordo com o estudo, a maior taxa de mortalidade foi encontrada em pacientes com neoplasias do trato respiratório (43,8%), principalmente câncer de pulmão metastático, e tumores hematológicos, como linfomas e leucemia, sendo que o pior prognóstico está relacionado à fase da doença em que o paciente se encontra, com maior risco para quem tem câncer ativo, progressivo ou metastático.

“Esse e outros estudos evidenciam que não apenas os pacientes imunossuprimidos estão mais susceptíveis a manifestações graves da doença, mas também aqueles em diversos outros espectros da doença, sendo inviável estratificá-los e urgente incluí-los entre aqueles que precisam ser imunizados contra um mal que pode ter consequências fatais para sua saúde e a própria vida”, enfatiza Dra. Clarissa Mathias.

Ainda de acordo com a presidente, “a SBOC seguirá vigilante e em diálogo com os organismos responsáveis, entidades parceiras e parlamentares defensores da causa, junto ao Ministério da Saúde, até que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 seja alterado para incluir os pacientes oncológicos e todos sejam vacinados”.

 


SBOC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA


Incidência de pedras nos rins aumenta em 30% no verão, saiba como evitar

Principal fator é a hidratação insuficiente e perdas insensíveis nesta época


Em qualquer época do ano, manter um bom consumo de água no dia a dia é essencial. Mas, com o verão a desidratação causada pelo calor favorece a perda de água pelo nosso corpo, tornando ainda mais necessário a atenção na hidratação e no consumo de líquidos. Em janeiro deste ano, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alertou a população sobre os riscos e maneiras de prevenir a formação de pedras nos rins, e informou que no verão, a incidência desse problema aumenta em 30% em comparação a outras épocas do ano, devido ao aumento das perdas insensíveis como a transpiração pelo calor, sem hidratação adequada.

O médico nefrologista Luís Trindade alerta sobre a cor da urina, que não pode ser muito escura. “A urina tem que estar sempre bem clara, entre amarelo-clara e amarelo transparente. A urina mais escura costuma ser a primeira do dia, já que passamos muito tempo sem ir ao banheiro. A hidratação deve ser feita durante todo o dia, com muito líquido principalmente água”, indica.

Mas, apenas um bom consumo de água não é o ideal para manter o corpo com seu funcionamento em dia. Outro pilar importante é a redução do consumo de sódio, o famoso sal de cozinha, tanto do saleiro quanto o da comida industrializada. Portanto, o hábito de colocar o saleiro em cima da mesa deve ser repensado. Investir em temperos naturais, como alho, ervas, azeite ou limão, são mais indicados.

Além da água, a hidratação também pode vir de chás, sucos e frutas. As frutas, por sua vez, possuem uma boa concentração de água, além de serem muito nutritivas. Melancia, melão, maçã e abacaxi são boas opções. E, no caso dos sucos, quanto menos ou nada de açúcar, melhor. Em relação aos chás, é preciso ter cuidado, já que os escuros, principalmente, contêm oxalato, um dos principais componentes dos cálculos renais. “Café em excesso, bebidas alcoólicas e bebidas a base de cola, quando consumidos frequentemente, podem levar à formação de cálculos. O ideal é diminuir o consumo, alerta o médico.

O cálculo renal é uma condição que acomete principalmente adultos jovens, entre os 20 e 35 anos, sendo mais frequente em homens. Metade dessas pessoas são propensas a ter um novo episódio de cálculo renal ao longo dos dez anos seguintes, portanto, a prevenção é de extrema importância. O ideal é consumir de dois a três litros de água diariamente, mas alguns fatores devem ser levados em consideração para o ajuste à realidade do paciente.

A constituição física, como peso, altura e percentual de gordura corporal podem alterar as necessidades de cada um. Além disso, o corpo perde líquidos de outra forma, como através de atividades físicas, suor e clima, portanto, hidratação é sempre essencial a todo momento, e durante qualquer ocasião.

 

Fonte: Luís Gustavo Trindade - médico especialista em Clínica Médica pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG).Possui título de especialista em nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia. Possui especialização em transplante renal e pâncreas-rim pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atualmente faz parte do corpo clínico da Rede Mater Dei de Saúde.

Fevereiro Roxo: saiba mais sobre o mês de combate e conscientização da Fibromialgia

A psicóloga e apresentadora Rosangela Sampaio explica sobre o Fevereiro Roxo e indica como detectar os sintomas

 

 

Rigidez matinal, dormência nas extremidades, alterações no sono, sensação de inchaço, dor torácica, palpitações, tonturas, dor de cabeça, alterações na memória e no humor são alguns dos sintomas da doença.

 

Alguns estudos indicam que a fibromialgia é mais comum em pessoas que possuem uma maior sensibilidade à dor, ou seja, é como se um botão fosse ativado e o sistema nervoso central fizesse com que a pessoa sentisse mais dor, fazendo com que nervos, medula e cérebro aumentem a intensidade da dor.

 

Por isso, é comum desenvolver a fibromialgia após eventos traumáticos, como físico, psicológico e até mesmo uma infecção grave.

 

Eu recebo frequentemente no meu consultório pacientes com estresse crônico, depressão e alteração de humor. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a depressão está presente em 50% dos pacientes com Fibromialgia (2011).

 

O processo psicoterapêutico, que é um dos caminhos para auxiliar o paciente no tratamento contra a doença, melhora da qualidade do sono, assim como na manutenção ou restabelecimento do equilíbrio emocional. Na clínica, o paciente é convidado a refletir sobre as suas emoções e como gerar mais emoções positivas, engajamento e aceitação, sentido de vida, realizações e relacionamentos positivos.

 

Sua maneira de lidar é só sua!

 

Cada paciente lida à sua maneira em relação ao seu diagnóstico e isso é um fator determinante na evolução da doença.

 

Por isso, procuramos fazer com que a pessoa assuma uma atitude positiva frente às propostas terapêuticas e seus sintomas.

 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup - em mais de 150 países - revelou que para as pessoas um futuro melhor inclui ter uma boa saúde. Isso não significa a ausência de doenças, mas ter escolhas referentes ao estilo de vida que sejam capazes de favorecer a saúde e promover o equilíbrio entre corpo e mente.

 

É por meio do nosso corpo que criamos e exprimimos sentimentos, emoções e pensamentos, ou seja, tudo o que chega à nossa mente passa primeiro pelo nosso corpo.

 

Pensando nisso, surgiu o conceito de saúde positiva, um novo campo de conhecimento proposto por Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva. Aconselho você a conhecer!

 

Segundo ele, a saúde positiva direciona o nosso foco para aquilo que nos torna saudáveis. Afinal, nós sabemos o que nos faz adoecer, mas nem sempre sabemos o que, de fato, nos tornam saudáveis.

 

Fevereiro Roxo: como ter uma saúde mais positiva?

 

Confira os pilares da saúde positiva, que constituem recursos que devemos adquirir ou preservar, e reflita se suas ações estão contribuindo para uma vida mais longa e saudável.

 

- Trabalhe seus recursos funcionais: isso inclui medidas de capacidade física, como flexibilidade, força, resistência, entre outras. Inclui também a adaptação de nossas funções corporais às demandas de estilo de vida que escolhemos, como trabalhar, amar e se divertir;

 

- Utilize os recursos biológicos relevantes à sua saúde, como massa corporal, pressão arterial, temperatura, batimentos cardíacos, entre outros;

 

- Use recursos subjetivos. Isso abrange estados de bem-estar físico, como energia, vigor, vitalidade, e sensação de estar no controle da própria saúde. Também entram os níveis de otimismo, satisfação com a vida, emoções positivas, engajamento em nossa vida e nas coisas que fazemos.

 

A campanha é importante porque nos faz compreender o nosso papel na sociedade em relação à doença, e mostra que podemos mudar os nossos hábitos, nos informar e termos um papel de destaque com relação à prevenção da doença.

 


 

 

Rosangela Sampaio - psicóloga, palestrante, escritora e apresentadora do programa Mulheres em Flow. Dentre seus trabalhos literários estão o capítulo “O poder do autoamor”, da obra “Autoamor – Um caminho para regulação emocional e autoestima feminina”, além das coordenações editoriais e coautorias dos livros “Sem Medo do Batom Vermelho”, onde aborda um tema que é sempre polêmico, a rivalidade feminina, e “Mulheres Invisíveis”, sobre violência contra a mulher. Também é colunista de portais expressivos e revistas nacionais, entre eles O Segredo, Revista Vivendo PlenaMente, Revista Cenário Minas e Revista Statto, onde leva informações sobre saúde mental para todos com uma linguagem leve, acessível e mostrando que disfunções emocionais fazem parte da vida de todos, não apenas “de gente fraca”.

 

@rosangelasampaiooficial e @mulheresemflowoficial

Brasil produz apenas 5% dos insumos necessários para a fabricação de seus medicamentos

Falta de IFAs expõe a dependência do Brasil em insumos e tecnologia importados

 

Hoje, o Brasil fabrica apenas 5% de todos os insumos necessários para a produção de seus medicamentos, importando a maior parte da China e da Índia, responsáveis pela fabricação de 40% dos insumos utilizados no mundo inteiro. “É importante salientar que nas últimas três décadas, não somente o Brasil como também países desenvolvidos transferiram suas produções de insumos para países asiáticos, de modo a reduzirem seus custos. Isso fez com que China e Índia investissem massivamente em tecnologia, subsídios para exportação e produção, entre outros, o que as tornou hegemonias e potências mundiais na produção de insumos farmacêuticos.” – explica Norberto Prestes, presidente da Abiquifi – Associação Brasileira da Indústria de Insumos  Farmacêuticos. 

Atingindo seu ápice na década de 80, com um crescimento de 8% ao ano, a indústria farmacêutica brasileira deixou seu posto de autossuficiência, quando fabricava 55% de seus insumos, e passou por um processo de “especialização regressiva” na década seguinte. Com a abertura comercial dos anos 90, tornou-se mais barato importar medicamentos e insumos do que os fabricar, o que desestimulou a produção local de farmoquímicos, fazendo a indústria farmacêutica nacional chegar à impressionante porcentagem de 90% de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) importados. “Se por um lado reforçaram a capacitação técnica e financeira das empresas produtoras de medicamentos, pouco ou nada fizeram para a redução da dependência dos insumos. Isso rapidamente transformou a cadeia farmacêutica em um grande importador, tanto de IFA’s quanto de medicamentos prontos.” - declara Prestes.

 

Embora essa quase total dependência de insumos venha de longa data, foi a pandemia que chamou a atenção para esse problema, alertando sobre os perigos da ruptura de fornecimento para a saúde pública. Segundo Norberto, a Covid-19 abriu os olhos do mundo para a saúde como ativo estratégico. “Somos uma das dez maiores indústrias farmacêuticas do mundo e, mesmo assim, totalmente dependentes das importações dos insumos. Claro que não deixaremos de importar, todos os países o fazem devido ao baixíssimo custo, o que não podemos aceitar mais é sermos um país sem capacidade tecnológica para reagir a um problema como esse e não entrar em colapso. É preciso estruturar a cadeia de produtores e prestadores de serviços para insumos em parceria com a indústria farmacêutica afim de alcançarmos melhores resultados.”, afirma o executivo.

 

Ainda de acordo com o presidente da associação, o Brasil tem capacidade tanto tecnológica quanto científica para desenvolver vacinas. “Talvez o que faltou para o Brasil foi a permanência ou medidas perenes e contínuas para que o incentivo à pesquisa, o desenvolvimento de vacinas, ou de medicamentos e insumos, nunca fossem interrompidos.”

 

Dos vários entraves gerados durante esses últimos trinta anos, a falta de investimentos em inovação e tecnologia, ausência de isonomia regulatória, tributária entre outros impediram que o Brasil passasse a fabricar parte dos seus insumos e, com isso, diminuir os constantes riscos de colapso da saúde pública. “Assistimos nesta pandemia os Governos das grandes democracias da Europa e os Estados Unidos destinarem dezenas de bilhões de dólares e se associarem com as empresas que estão pesquisando tanto vacinas como medicamentos, testes de diagnósticos, insumos e tudo o mais que seja relevante para o combate à pandemia. Esta postura é fundamental ser tomada e o Brasil reagir rapidamente.” – observa.

 

Norberto ainda ressalta que será necessário um grande esforço do Governo, juntamente com a iniciativa privada, para que o Brasil seja colocado no mapa como uma alternativa mundial para compra de insumos farmacêuticos, tamanha a necessidade de grandes investimentos nas áreas de inovação tecnológica e desenvolvimento, assim como mecanismos que possibilitem competitividade nesse mercado.




Abiquifi – Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos

www.abiquifi.org.br

 

Idosos frágeis com COVID-19 têm três vezes mais probabilidade de morrer, concluiu o estudo

Uma nova pesquisa liderada pela University of Birmingham revelou pela primeira vez até que ponto a fragilidade aumenta o risco de mortalidade em pacientes com covid-19.


Um estudo observacional, envolvendo 5.711 pacientes com a doença, em 55 hospitais de 12 países, descobriu que indivíduos gravemente frágeis com covid-19 têm três vezes mais probabilidade de morrer do que aqueles que não eram frágeis, mesmo tomando em consideração a sua idade. Ele também descobriu que aqueles com fragilidade grave que sobreviveram ao vírus tinham sete vezes mais probabilidade de precisar de mais cuidados em casa ou Ilpis.

O Geriatric Medicine Research Collaborative (GeMRC) - o grupo de especialistas por trás do estudo - agora solicita uma política de saúde pública global depois que sua pesquisa demonstrou que a fragilidade, independentemente da idade avançada, aumenta o risco de morte pelo novo coronavírus.

A fragilidade é um estado em que o corpo se torna mais vulnerável aos efeitos da doença. Ele é identificado pelos médicos usando uma avaliação holística que considera quanto apoio a pessoa precisa de outras pessoas em sua vida diária antes de ficar doente - não apenas seus problemas médicos, mas a pessoa como um todo. O risco de fragilidade aumenta à medida que envelhecemos, mas pode se desenvolver em diferentes idades.

A autora sênior, Dra. Carly Welch, pesquisadora clínica em medicina geriátrica do Instituto de Inflamação e Envelhecimento da Universidade de Birmingham, e presidente e co-fundadora da GeMRC, disse: "Foi identificado muito cedo na pandemia que a idade avançada era significativo fator de risco para uma maior chance de morte com covid-19".
"No entanto, nem todas as pessoas idosas são iguais, todos nós envelhecemos de maneira diferente - algumas pessoas podem viver bem até os 90 anos sem desenvolver fragilidade".

"Nossas descobertas são importantes, pois fomos capazes de demonstrar que não apenas a idade avançada, mas também a fragilidade, independentemente uma da outra, aumentam o risco de morte por covid-19 e também um aumento subsequente na necessidade de cuidados".

A Dra. Daisy Wilson, pesquisadora clínica da Universidade de Birmingham, acrescentou: "Agora temos evidências que demonstram que aqueles que correm maior risco de contrair a covid-19 são aqueles que são mais velhos, ou vivem com fragilidade".

O GeMRC espera que os resultados da pesquisa influenciem políticas de saúde pública, priorização da vacinação para pessoas com fragilidade.

A pesquisa, publicada na Age and Aging e apoiada pelo National Institute for Health Research (NIHR), é o maior estudo internacional do tipo até hoje.

Fonte: Wilson et al (fevereiro, 2021). 'Idade e fragilidade estão independentemente associadas ao aumento da mortalidade por COVID-19 e ao aumento das necessidades de cuidados em sobreviventes: resultados de um estudo multicêntrico internacional' Age And Aging (2021). DOI: 10.1093 / envelhecimento / afab026

 



Rubens de Fraga Júnior - professor de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.



Especialista alerta para os cuidados com a Dengue, Zika e Chikungunya na estação mais quente do ano

Docente de Medicina da UNIFRAN, Dr. Lucas Macedo explica diferenças entre as três doenças virais e os sintomas semelhantes aos da COVID-19

 

Com a chegada do verão, os dias passam a ser mais quentes e as chuvas mais volumosas. Por essa razão, é que o doutor Lucas Macedo, professor do curso de Medicina da Universidade de Franca (UNIFRAN), alerta para o aumento nos casos de Dengue, Zika e Chikungunya.

“Essas doenças virais, ou também conhecidas como viroses, são mais frequentes em estações quentes. O cenário favorece a uma maior proliferação de pernilongos, em especial o Aedes aegypti. O acúmulo de água parada em ambientes residenciais, por exemplo, potencializa a reprodução desse mosquito, responsável pela transmissão desses vírus”, explica doutor Lucas.

Além de serem transmitidas pelo mesmo vetor, as três doenças também apresentam sintomas parecidos. Indisposição, dor pelo corpo e nas articulações, febre, dor atrás dos olhos, cefaleia e até manchas no corpo são sinais das enfermidades. “A evolução do quadro apresenta particularidades de sintomas e é fundamental o acompanhamento por um profissional habilitado, que realize exames laboratoriais pertinentes, capazes de diagnosticar a doença e iniciar o tratamento adequado para cada caso”, alerta o professor.

Somado aos surtos de Dengue, Zika e Chikungunya, comuns a essa época do ano, o Brasil também está enfrentando a pandemia da COVID-19. Segundo o médico, as manifestações clínicas podem ser muito semelhantes, porém, habitualmente na evolução da doença causada pelo coronavírus, há sintomas respiratórios semelhantes a um resfriado, como tosse, coriza, obstrução nasal e dor de garganta, o que praticamente não ocorre nas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Para prevenir e combater o mosquito, as medidas são simples: evitar acumular entulhos ou qualquer recipiente abandonado que acumule água; instalar telas nas janelas que impeçam o inseto de entrar no domicílio ou ambiente de trabalho e fazer uso de repelentes. “A melhor arma contra cada uma dessas doenças é prevenir, e ao primeiro sinal de algum sintoma, o paciente deve procurar imediatamente por uma avaliação médica, visto todas tem alta capacidade de agravamento e de trazer sérias complicações à saúde”, finaliza.

 


UNIFRAN

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Como vai a saúde do seu fígado?

 Saiba quais são as doenças hepáticas mais comuns e as medidas para evitá-las

 

O fígado é a maior glândula do corpo humano e responsável por funções importantes para o funcionamento do organismo. O órgão secreta a bile, que auxilia na dissolução e aproveitamento de gorduras, armazena glicose, produz proteínas, desintoxica o organismo e sintetiza o colesterol, além de filtrar microrganismos.

As doenças hepáticas são condições que danificam ou impedem o fígado de exercer seu papel no corpo. Conheça algumas:


- Hepatites virais: podem ser do tipo A, B, C, D ou E, e representam um grande problema de saúde no mundo. Trata-se de uma infecção que atinge o fígado causando sintomas como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.


- Câncer de fígado: pode ser primário, que começa no próprio fígado, ou secundário, com origem em outro órgão (metástase). Os sintomas mais comuns são: dor, presença de massa abdominal, distensão abdominal, perda de peso, perda de apetite, mal-estar, tonalidade amarela nos olhos e pele, além de acúmulo de líquido no abdômen (ascite).


- Esteatose hepática: cada vez mais comum, caracteriza-se pelo acúmulo de gordura no interior das células do fígado que pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e câncer.

 

Como cuidar do fígado?

Com tantas funções, é necessário cuidado.  Para prevenir doenças e manter a saúde, o ideal é evitar o consumo de alimentos que possam agravar o acúmulo de gordura no fígado (produtos embutidos, bacon, frituras, carnes gordurosas e açúcar em excesso), não consumir álcool frequentemente, evitar o contágio pelo vírus das hepatites, não usar anabolizantes, manter o peso ideal, evitar fumar e realizar atividades físicas com frequência.

 

Para mais informações consulte um médico. Cuide de você e da sua saúde!

 

Dicas para manter um sorriso saudável na pandemia

No cenário de pandemia em que as palavras de ordem são "fique em casa". No entanto, a preocupação com a saúde permanece e assim como existem exercícios físicos que podem ser realizados na sala de casa, a higiene e saúde bucal devem ser observadas com atenção. A Dra Simone Cesar, também conhecida nas redes sociais como "Dentista Musical", possui mais de 20 anos de atuação na área de odontopediatria, e compartilha dicas para manter o sorriso em dia até a próxima ida ao dentista.


- Bebês também precisam de atenção na higiene bucal: A higiene pode ser realizada com gaze ou fralda de pano umedecida, uma vez ao dia.


- Atenção na escolha da escova de dentes: Ao selecionar uma escova de dentes, principalmente infantil, é importante observar o formato da estrutura da escova. Deve ter cabeça pequena, contornos arredondados e cerdas macias para não machucar a boca.


- A quantidade ideal de creme dental para os pequenos: A quantidade de pasta de dentes colocada na escova faz diferença. Crianças menores de 3 anos (que ainda não sabem cuspir) devem usar a quantidade equivalente a um grão de arroz crú. Para a faixa-etária acima de três anos, pode-se utilizar a quantidade de um grão de ervilha.


- Observar a higiene bucal dos jovens: Na fase da adolescência é normal que haja um descuido com a higiene bucal, mas uma boa conversa e consulta com especialista são fundamentais. Os problemas bucais mais comuns na adolescência são cárie e gengivite, resultados desse descuido com a higiene.


-É possível fazer uma visita segura ao consultório: Caso seja necessária, a visita deve ser feita com tranquilidade, seguindo as recomendações de uso de máscara, no seu profissional de confiança. Ao chegar no local deve ser feita uma triagem com aferição de temperatura. Além disso, as salas de espera devem respeitar a distância mínima.


-Para evitar medos e traumas de dentista: "Se possível, não deixe que a primeira consulta ao dentista se dê em um momento de dor e emergência, pois a criança pode estar estressada, com dor e medo. Podendo não ter uma experiência agradável nessa consulta. Outro ponto, é não incutir seus receios nas crianças, pois existem técnicas que aplicamos no consultório com o intuito de criar bons momento para a experiência das crianças. Elas ouvem histórias, brincam com escovas de dentes gigantes e até ganham recompensas por bom comportamento.", afirma a profissional.

 



Dra Simone Cesar - odontopediatra e ortodontista, formada pela USP e atende em clínica no Brooklin, SP, junto a outros profissionais de diversas especialidades. Acredita no poder da informação atrelada ao universo lúdico para desmistificar os medos que envolvem consultório de dentista. Nas redes sociais, atende pelo perfil @dentistamusical no Instagram, Youtube e TikTok, com mais de 1,8 Milhão de seguidores.


Programa social Correndo pelo Diabetes promove saúde e inclusão

 Ações por meio da atividade física já impactaram mais de 2 mil pessoas

 

Cerca de 2 mil pessoas já foram impactadas pelo Correndo pelo Diabetes (CPD), organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo social estimular a prática regular de atividade física como ferramenta de promoção da saúde e inclusão da pessoa com diabetes. O CPD já percorreu mais de 10 cidades no Brasil e exterior e contabiliza 25 eventos presenciais, entre corridas e distribuição de cestas básicas durante a pandemia.

“Esse é um programa de atividade física regular que vai além do exercício: ele visa um mundo em que as pessoas com diabetes e seus familiares são ativas, saudáveis e incluídas na sociedade”, declara Bruno Helman, que tem diabetes tipo 1 e é o fundador e CEO do CPD. Só no Brasil há mais de 16,5 milhões de pessoas com a doença, sendo que metade delas desconhece o diagnóstico.

Em decorrência da pandemia, que inviabilizou as ações presenciais de corrida, o projeto, que inicialmente se chamava “Correndo pela Cura”, ganhou fronteiras e expandiu-se para um programa com metodologia virtual, que dá direito a vídeos exclusivos com exercícios de fortalecimento e mobilidade, planilhas mensais para treinos de caminhada e/ou corrida, acompanhamento de educadores em diabetes, encontros virtuais a cada quinze dias com alguns dos melhores profissionais de diabetes do Brasil, entre outros benefícios.

"A atividade física regular é um pilar essencial para o manejo do diabetes. O paciente que apostar na atividade física, por meio de acompanhamento da equipe do CPD, tem o respaldo de profissionais que entendem sobre o diabetes e vivem diariamente a condição. Por isso, esse projeto é tão relevante para promoção da saúde física e mental, além da inclusão que ele proporciona às pessoas com diabetes e seus familiares, o que facilita, e muito, o tratamento", pontua Dra. Denise Franco, endocrinologista e consultora médica do CPD que acompanha os trabalhos do projeto desde a sua fundação.

Integrante oficial das ações do Departamento de Diabetes, Esporte e Exercício da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o CPD oferece bolsas integrais (100%) de atividade física multidisciplinar para pessoas com diabetes e seus familiares, que sejam atendidos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Além das atividades físicas, entre nossas ações já arrecadamos mais de 60 mil reais para fornecer cestas básicas com mantimentos, produtos de limpeza, tiras de glicemia e seringas para cerca de 300 famílias do Estado do Rio de Janeiro em situação de vulnerabilidade social e que fazem parte do grupo de risco para Covid-19”, informa Hugo Almeida, diretor executivo do Programa, também diagnosticado com diabetes.

“Integramos uma vasta rede de informações sobre o diabetes, incluindo o uso da tecnologia a favor do paciente, uma vez que nossa equipe conta com profissionais que têm diabetes ou cuidam de pessoas com diabetes”, finaliza Helman.

 


Sobre o Correndo pelo Diabetes

O Correndo pelo Diabetes (CPD) é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo estimular a prática regular de atividade física como ferramenta de promoção da saúde e inclusão da pessoa com diabetes. Desde 2018, recebe o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e atualmente faz parte das ações do Departamento de Diabetes, Esporte e Exercício da SBD.

https://correndopelodiabetes.com/

https://instagram.com/correndopelodiabetes


Especialista alerta para anosmia pós-Covid

Na maioria dos pacientes, os primeiros sintomas da Covid-19 são perda de olfato e do paladar e ocorrem de forma abrupta e intensa. No caso de resfriados, gripes, sinusite e rinite, esses sintomas também são comuns, porém acontecem de forma transitória e reversível.  

De acordo com o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva, da Santa Casa de Mauá, o que têm sido observados em relação à Covid-19 são relatos de perda total de olfato e paladar sem retorno. Esse quadro também é conhecido como anosmia, mesmo após o desaparecimento dos outros sintomas (febre, tosse, dor de garganta) e criação de anticorpos pelo organismo.  

Alguns vírus respiratórios podem acometer os neurônios e, no caso da Covid-19, a situação ainda não é totalmente clara. “Sabe-se que ocorre uma inflamação local no epitélio olfatório que prejudica a chegada dos odores para o órgão responsável por perceber os cheiros e gostos”, explica o especialista. 

Cerca de 90% dos pacientes com alteração no olfato pós-Covid têm recuperação parcial ou total da capacidade de sentir cheiros e gostos e 10% persistem com anosmia desses sentidos e, em alguns casos, pode ser irreversível.  

Segundo o médico, a qualidade de vida do paciente com anosmia é bastante comprometida, pois aumenta o risco de acidentes domésticos, sofrimento por não conseguir saborear alguns alimentos, não comer o suficiente e até mesmo a desnutrição e depressão.  

Além disso, esse impacto não resulta apenas no desaparecimento total ou parcial da capacidade olfativa, mas também na dificuldade em distinguir corretamente os odores, levando paciente a sentir cheiros inexistentes em determinados momentos. 

O diagnóstico pode ser feito por meio de testes para verificar se o paciente consegue sentir determinados odores, exame sanguíneo, ressonância magnética ou tomografia computadorizada do cérebro, raio-X do crânio e endoscopia nasal. 

Para reparar o quadro, o tratamento precoce é a melhor alternativa, aliado a treinamento olfativo e medicação. Os tratamentos conhecidos para essa alteração têm sido motivo de estudo entre médicos e pesquisadores.  

“O treinamento olfatório promove uma reabilitação e estimula diversas regiões do nervo olfatório. É importante que o paciente tenha foco nesses exercícios, principalmente quando reconhecer alguns cheiros mesmo que de forma leve, pois isso o fará evoluir”, narra o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva.


Câncer infantil: diagnóstico precoce pode salvar vidas

Oncologista pediátrico da Fundação São Francisco Xavier alerta sobre a importância de tratar a doença ainda nos estágios iniciais


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), todos os anos cerca de 12 mil crianças e adolescentes são diagnosticados com a doença no Brasil, uma média de 32 casos por dia, a maioria entre crianças de quatro a cinco anos de idade. Os dados preocupam e acendem o debate sobre a doença. Por esse motivo, o dia 15 de fevereiro, Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, promove a conscientização e alerta para a importância do diagnóstico precoce.

A campanha tem como objetivo levar informações e aumentar a conscientização da população sobre o câncer em crianças e adolescentes, assim como mobilizar governos e sociedades na luta contra esse tipo de doença.

Apesar de grave, o câncer infantil é curável, com índices que chegam até a 80% de remissão, se descoberto precocemente. "A melhor forma de atuarmos sobre os tumores nas crianças é por meio do seu diagnóstico precoce, quando a doença ainda está em seus estágios iniciais. Assim, há maior chance de sucesso no tratamento, muitas vezes menos agressivo, com um melhor prognóstico para a criança e com menor risco de efeitos colaterais", explica o médico oncologista pediátrico da Fundação São Francisco Xavier Lucas Teiichi Hyodo.

É importante ressaltar que, diferentemente do câncer em adultos, o câncer infantil não está associado a fatores ambientais e hábitos de vida. "Na maioria dos casos, os tumores que aparecem na faixa-etária pediátrica têm relação com alterações genéticas, que nem sempre são herdadas do pai ou da mãe da criança, podendo ser adquiridas ao longo do período intrauterino ou durante o seu desenvolvimento", disse o médico.

O oncologista pediátrico ainda alerta que os sintomas quando na fase inicial podem ser parecidos com sintomas de doenças comuns na infância. "Os sinais e sintomas iniciais do câncer infantil são, muitas vezes, inespecíficos e podem ser confundidos com doenças benignas comuns na infância. Nas crianças, os tumores têm menor período de latência, maior rapidez de crescimento e maior agressividade; contudo, apresenta também uma melhor resposta ao tratamento e melhor prognóstico. Os principais sinais e sintomas são: febre, dores pelo corpo, aumento de linfonodos localizados ou generalizados, dores ósseas, manifestações hematológicas como pequenos sangramentos embaixo da pele ou espontâneos, palidez, alterações oculares, neurológicas e o aparecimento das massas palpáveis em qualquer segmento corporal. As doenças neoplásicas malignas mais comuns, considerando a faixa-etária de até 20 anos de idade, são as leucemias, os tumores no sistema nervoso central e os linfomas", alerta.

Atualmente, o avanço nos tratamentos e na evolução da medicina oncológica tem proporcionado tratamentos eficazes e com altas taxas de respostas positivas, mas o desafio ainda é grande, segundo Lucas Hyodo. "O tratamento oncológico pediátrico tem avançado significativamente, com uma taxa de cura para algumas doenças acima de 80%, mas não é ainda o momento de comemorar. Nosso objetivo é a cura de 100% das nossas crianças", aponta o médico.

Ainda segundo Lucas Hyodo, os desafios do combate ao câncer no nosso país ainda são grandes com relação a conscientização e disponibilização dos melhores medicamentos utilizados no mundo para o tratamento dos diversos tumores pediátricos. "Nosso propósito é trazer não só a cura, mas uma possibilidade de vida futura sem sequelas ou efeitos colaterais graves e, para aquelas crianças cuja cura não é mais possível, trazer um alívio da dor e do sofrimento durante o enfrentamento dessa terrível batalha", finaliza.




Sobre a Fundação São Francisco Xavier
A Fundação São Francisco Xavier, braço da Usiminas nas áreas de Saúde e Educação, é uma instituição filantrópica de direito privado, reconhecida pelo Ministério da Previdência e Assistência Social como uma Entidade Beneficente de Assistência Social. Atuando desde 1969, a FSFX conta com mais de seis mil colaboradores e está presente em seis estados brasileiros. Administra cinco unidades hospitalares, em Ipatinga, Timóteo e Itabira (MG) e em Cubatão (SP), com uma gestão marcada pela responsabilidade, pela oferta de atendimentos de excelência e pelas melhores práticas de segurança, além de contabilizarem mais de 70% de seus atendimentos feitos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Fundação é responsável, ainda, pela operadora de Planos de Saúde Usisaúde, com mais de 165 mil beneficiários; o Centro de Odontologia Integrada, que mantém os melhores indicadores de saúde bucal já divulgados no Brasil, e o Serviço de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente - Vita, que soma mais de 159 mil vidas sob sua gestão. Na área de educacional, o Colégio São Francisco Xavier, unidade precursora localizada em Ipatinga, é referência em Educação na região, com cerca de 3 mil alunos, da educação infantil à graduação.

 

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