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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Tabagismo é fator de risco para infertilidade em homens e mulheres



Dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que promove a conscientização sobre os malefícios causados pelo cigarro


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Um único cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e está relacionado com problemas do sistema reprodutivo de homens e mulheres, como impotência sexual, menopausa precoce e infertilidade. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que, aproximadamente, 10,8% de brasileiros com mais de 18 anos são fumantes e esse hábito é mais comum entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%).

Segundo Dr. Armindo Dias Teixeira, médico especialista em reprodução humana, o tabagismo é prejudicial para a fertilidade de pessoas de ambos os sexos. “No caso das mulheres, o fumo causa alterações hormonais e da função fisiológica das trompas, aumento de irregularidades menstruais e interferência na formação dos óvulos. Nos homens, afeta a formação e a qualidade dos espermatozoides e diminui sua motilidade, ou seja, a capacidade de o espermatozoide nadar rápido e linearmente”, explica.

Mulheres fumantes podem apresentar maior incidência de irregularidade menstrual e amenorreia (falta de menstruação) e, no caso de pacientes que estão em tratamento para engravidar, o tabagismo causa dificuldades na implantação do óvulo. “A fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia, e 43% naquelas que fumam mais de 20 cigarros, ou seja, o declínio da fertilidade tem relação direta com a dose de nicotina. Para as gestantes, o hábito de fumar pode causar nascimento prematuro, complicações com a placenta, episódios de sangramento e bebês que nascem abaixo do peso”, finaliza o especialista.


Dr. Armindo Dias Teixeira  - Ginecologista especialista em Reprodução Assistida, Videolaparoscopia e Endoscopia Ginecológica.
Site:
http://www.doutorarmindo.com.br

Planos de saúde e os direitos das gestantes e dos recém-nascidos



As gestantes e os recém-nascidos possuem diversos direitos garantidos em lei. As negativas indevidas por parte dos planos de saúde podem ser questionadas com o Judiciário.
Gestantes precisam ficar atentas quando os médicos solicitarem o pagamento da taxa para realizar o parto. Mulheres que têm plano de saúde com cobertura obstétrica não devem pagar nada além para ter o médico de confiança à sua disposição, no momento do nascimento do bebê. 

No entanto, como lembra Dr. Alexandre Jubran, advogado especializado em direito da saúde, alguns detalhes podem tornar a cobrança válida. “Se a gestante tiver um plano estadual e desejar ter o filho em outro estado, o médico pode cobrar uma taxa extra pelo procedimento”, ressalta o advogado. 

Muitas mulheres não sabem, mas a lei assegura uma série de direitos para a gestante e aos recém-nascidos. Para garantir a cobertura das despesas com exames, acompanhamento pré-natal e do parto propriamente, o plano contratado deve abranger a cobertura ambulatorial e hospitalar com obstetrícia. Além disso, os casais devem considerar que o prazo de carência previsto em lei para cobertura do parto é de até 300 dias a partir da contratação. Antes deste período o convênio não é obrigado a garantir a cobertura do parto – a exceção fica por conta de situação de urgência ou emergência.

Também é importante destacar que o recém-nascido deve ter garantido o atendimento pelo plano de saúde nos primeiros 30 dias a partir do nascimento, ainda que o parto não tenha sido realizado através do convênio. 



29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Oncologista fala sobre doenças causadas pelo cigarro e como parar de fumar



Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco

            O consumo dos derivados do tabaco é responsável por quase 200 mil mortes por ano no Brasil e seis milhões de mortes no mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

            De acordo com a instituição, em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao uso desses produtos. No Brasil, foi responsável por 22.424 mortes em 2011 (último registro). Para 2016, a estimativa da instituição é de 28.220 novos casos, sendo 17.330 homens e 10.890 mulheres.

            Segundo o Ministério da Saúde, os homens são os que mais fazem uso do tabaco (12,8%), enquanto as mulheres fumantes são 8,3% dentro do total da população feminina das capitais. Há dez anos, esse número era de 20,3% entre os homens e 12,8% nas mulheres.

            De acordo com o oncologista Tiago Kenji Takahashi, médico especialista em câncer de pulmão no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), desde o fim do século 20, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. “Ele é o mais comum entre os tumores malignos e a principal doença relacionada ao cigarro. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia”, explica o médico.

            Ainda segundo o especialista, a evolução no tratamento oncológico tem sido consistente, porém a medida mais eficaz para a prevenção das neoplasias relacionadas ao cigarro é evitar seu uso.

            Para o Inca, o aumento dos impostos e preços dos cigarros é a medida mais efetiva para reduzir o consumo, especialmente entre jovens e populações de camadas mais pobres. Estudos indicam que um aumento de preços na ordem 10% é capaz de reduzir o consumo de produtos derivados do tabaco em cerca de 8% em países de baixa e média renda, como o Brasil.

Consequências
            O tabaco é um fator importante no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. O cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. Cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea), o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo, e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Segundo Tiago, os principais malefícios para o corpo são:
Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Como largar o cigarro?
Veja abaixo as dicas do oncologista:

1 - No Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.

2 - Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 - A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce.

4 - O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar.

5 - A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

6 - Evite ao máximo o contato com outro fumante, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar, de preferência longe de você.

7 - O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante. Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.

Queda no consumo
Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em junho deste ano constatou que 1,8 milhão de adolescentes entre 12 e 17 anos já experimentou cigarro ao menos uma vez, o que representa 18,5% dos jovens nessa faixa etária em todo o País. Em 2009, este número era 24%.

Entre os adultos, houve redução de 33,8% no número de fumantes nos últimos dez anos: 10,4% da população das capitais brasileiras ainda mantêm o hábito de fumar. Em 2006, esse percentual era de 15,7% para o conjunto das capitais. 



Sobre o Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP)
O Hospital Santa Paula (HSP), referência no atendimento à saúde, inaugurou em 2013 em parceria com o Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, o Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP), espaço dedicado ao tratamento de pacientes oncológicos. O objetivo do Instituto, que faz parte do complexo hospitalar Santa Paula, é oferecer atendimento multidisciplinar por meio de tratamentos modernos aos pacientes acometidos pela doença. O HSP atua na área da oncologia há 13 anos e passou a contar em 2013 com um edifício exclusivo para esta especialidade. O IOSP está alinhado com o conceito de humanização hospitalar, oferecendo atendimento multidisciplinar em ambientes inspirados no modelo de instituições de saúde internacionais dedicadas ao tratamento integrado do câncer. O corpo clínico do IOSP é formado por oncologistas clínicos, onco-hematologistas, radioterapeutas, especialistas em saúde bucal e cirurgiões oncológicos – todos dedicados ao planejamento do tratamento aos diversos tipos de câncer. Os pacientes contam ainda com enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e esteticistas durante todo o período de tratamento.
Av. Santo Amaro, nº 2382 - Vila Olímpia - (11) 3040-8200
www.santapaula.com.br

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