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sábado, 25 de outubro de 2025

Redes sociais aumentam ansiedade e isolamento emocional entre jovens, alerta terapeuta Sandro Barros


As redes sociais se tornaram parte central da rotina dos jovens, mas, segundo especialistas, o uso excessivo vem provocando impactos emocionais graves, como dependência, baixa autoestima e dificuldade de lidar com a vida real. De acordo com o terapeuta Sandro Barros, o problema vai além do tempo de tela: envolve também a falta de vínculo emocional em casa.

“As redes sociais viraram uma fonte de validação e prazer rápido para os jovens, criando dependência emocional. Eles passam a buscar curtidas e aprovação constante, e isso afeta diretamente a autoestima e o bem-estar”, explica Sandro Barros.

Segundo ele, o ambiente digital estimula comparações constantes, gerando sentimentos de inadequação, frustração e ansiedade. Além dos danos à saúde mental, o terapeuta também alerta que o uso excessivo das redes prejudica hábitos simples do dia a dia.

“As redes afetam o sono, a atenção e aumentam a ansiedade. Elas substituem o contato humano por conexões superficiais. Muitos jovens estão cercados de gente online, mas se sentem sozinhos na vida real”, afirma.

Papel da família é decisivo

Para Sandro, o problema não está apenas na tecnologia, mas na ausência de conexão emocional dentro das próprias casas.

“A falta de presença emocional em casa empurra o jovem para as redes. Antes de impor regras, os pais precisam restaurar o vínculo com os filhos. Afeto, diálogo e escuta verdadeira são mais eficazes do que proibições”, orienta.

O terapeuta ressalta que o exemplo familiar é fundamental no processo de educação emocional.

“O exemplo dos pais ensina mais do que palavras. Um jovem que é amado, ouvido e acolhido não precisa se exibir online para ser validado, porque já se sente visto dentro de casa”, reforça.

Terapia, diálogo e rotina offline ajudam

Sandro Barros defende estratégias simples para melhorar a relação dos jovens com o mundo digital:

– Estabelecer tempo de qualidade em família

– Incentivar hobbies e atividades offline

– Criar limites sem autoritarismo

– Promover conversas sobre emoções e valores

– Buscar apoio terapêutico quando necessário

“Educar emocionalmente é tão importante quanto limitar o uso das redes. O remédio continua sendo o mesmo: amor, diálogo e convivência verdadeira”, finaliza o terapeuta.

 

Ana Carolina


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