Pesquisar no Blog

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Primavera verão traz aumento das alergias respiratórias e de pele, alerta otorrinolaringologista

Mudanças climáticas, maior exposição ao ar-condicionado, poeira acumulada e atividades ao ar livre são alguns dos fatores que elevam os casos de rinite, sinusite e até otite externa nesta época do ano


A chegada das estações mais quentes costuma ser sinônimo de dias mais longos, maior convivência ao ar livre e férias escolares. Mas, junto com os benefícios da primavera verão, cresce também a incidência de alergias respiratórias e cutâneas. De acordo com a otorrinolaringologista Dra. Roberta Pilla, da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial), os quadros de rinite, sinusite e até otite externa são bastante comuns nesse período.

“Muitas pessoas apresentam rinites vasomotoras relacionadas ao uso do ar-condicionado, que resseca a mucosa nasal e desencadeia sintomas semelhantes aos da rinite alérgica clássica. Quando os filtros não são higienizados, o acúmulo de poeira, fungos e ácaros aumenta ainda mais o risco de crises de rinite e sinusite”, explica a médica.

Outro problema típico do verão é a otite externa, conhecida como “otite do nadador”. O quadro é provocado pela umidade persistente no ouvido após banhos de piscina ou mar.

Segundo a especialista, alguns sinais não devem ser ignorados. “É fundamental procurar ajuda imediata diante de falta de ar, chiado no peito, inchaço em lábios, língua ou pálpebras, lesões de pele extensas ou acompanhadas de febre. Esses sintomas podem indicar uma reação alérgica grave, como a anafilaxia, que exige intervenção rápida”, alerta.

Apesar do aumento das crises, é possível adotar hábitos simples que reduzem os riscos:

  • Higienização nasal com soro fisiológico;
  • Limpeza regular dos filtros de ar-condicionado;
  • Manter os ambientes ventilados, reduzindo acúmulo de poeira e fungos;
  • Observar gatilhos de alergia em crianças, como espirros em ambientes externos ou vermelhidão após contato com determinados produtos.

Além disso, para pessoas com pele sensível, a recomendação é optar por protetores solares hipoalergênicos e sem fragrância, repelentes adequados para cada faixa etária e roupas de tecidos naturais, como o algodão. Chapéus e óculos de sol também são aliados na proteção sem necessidade de excesso de produtos químicos.


Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil, Laringologia e Voz; Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo).

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados