Organização destaca que sem moradia digna, água e saneamento, milhões de brasileiras não conseguem cuidar da própria saúde
O relatório “Sem
moradia digna, não há justiça de gênero” da Habitat Brasil
mostra que 62,6% dos domicílios em déficit habitacional são chefiados por
mulheres. Desde 2020, mais de 938 mil mulheres e meninas foram despejadas ou
ameaçadas de remoção forçada no país.
Essa vulnerabilidade se reflete também
no acesso à água e saneamento. O estudo “Com sede de esperança” revela que 35 milhões
de pessoas no Brasil não têm acesso à água tratada e 100 milhões
vivem sem sistema de esgoto. Entre as mulheres, os impactos são ainda mais
severos: 2,4 milhões não possuem água canalizada e 2,3 milhões
não têm banheiro próprio. Sem infraestrutura básica, o cuidado com o corpo e a
higiene menstrual se tornam desafios diários — agravando riscos de infecções e
dificultando o diagnóstico precoce de doenças.
Segundo o relatório “Percepção
de Mudança 2023”, 98% das famílias que receberam melhorias
habitacionais afirmam que suas casas ficaram mais saudáveis, e 94% disseram que
as reformas ajudaram a prevenir doenças. Entre famílias com pessoas que sofriam
de problemas respiratórios, 81% relataram melhora nos sintomas após as
intervenções.
“Não existe saúde integral sem moradia digna. A falta de ventilação, de iluminação e de saneamento afeta o corpo, a mente e a autoestima das mulheres. Quando olhamos para o Outubro Rosa, é fundamental lembrar que a prevenção começa com o acesso a condições básicas de vida”, destaca Mohema Rolim, Gerente de Programas da Habitat para a Humanidade Brasil.
A campanha Outubro Rosa é um convite à prevenção e ao
cuidado com a saúde das mulheres. Mas para milhões de brasileiras, o simples
ato de se cuidar ainda é um privilégio. A ONG Habitat para a Humanidade Brasil
alerta que a falta de moradia digna, água e saneamento básico segue impactando
diretamente a saúde física e mental das mulheres e, portanto, sua capacidade de
prevenção e acesso ao tratamento de doenças como o câncer de mama.
O relatório “Sem moradia digna, não há justiça de gênero”
da Habitat Brasil mostra que 62,6% dos domicílios em déficit habitacional são
chefiados por mulheres. Desde 2020, mais de 938 mil mulheres e meninas foram
despejadas ou ameaçadas de remoção forçada no país.
Essa vulnerabilidade se reflete também no acesso à água e
saneamento. O estudo “Com sede de esperança” revela que 35 milhões
de pessoas no Brasil não têm acesso à água tratada e 100 milhões
vivem sem sistema de esgoto. Entre as mulheres, os impactos são ainda mais
severos: 2,4 milhões não possuem água canalizada e 2,3 milhões
não têm banheiro próprio. Sem infraestrutura básica, o cuidado com o corpo e a
higiene menstrual se tornam desafios diários — agravando riscos de infecções e
dificultando o diagnóstico precoce de doenças.
Segundo o relatório “Percepção de Mudança 2023”, 98% das famílias que receberam melhorias habitacionais afirmam que suas casas ficaram mais saudáveis, e 94% disseram que as reformas ajudaram a prevenir doenças. Entre famílias com pessoas que sofriam de problemas respiratórios, 81% relataram melhora nos sintomas após as intervenções.
“Não existe saúde integral sem moradia digna. A falta de ventilação, de iluminação e de saneamento afeta o corpo, a mente e a autoestima das mulheres. Quando olhamos para o Outubro Rosa, é fundamental lembrar que a prevenção começa com o acesso a condições básicas de vida”, destaca Mohema Rolim, Gerente de Programas da Habitat para a Humanidade Brasil.
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