![]() |
| Freepik |
A prática regular de exercícios físicos pode reduzir em até 28% o risco de recorrência do câncer de mama e em 37% a mortalidade da doença; o consumo de álcool e dietas ultra processadas elevam em mais de 20% e 25% as chances de diagnóstico, respectivamente
O Outubro Rosa é o mês globalmente dedicado à
conscientização e ao combate ao câncer de mama, o tipo de câncer que mais afeta
e mata mulheres em todo o mundo. E além da importância da testagem,
especialistas reforçam que a prevenção através da medicina do estilo de vida é
uma ferramenta poderosa e muitas vezes subestimada contra essa ameaça perigosa.
"A mamografia é um passo essencial para cuidar
da saúde da mulher, mas não é o único. Quando associamos exames de rotina a
escolhas saudáveis no dia a dia, como se alimentar bem e praticar atividades
físicas, criamos uma poderosa rede de proteção contra o câncer de mama",
afirma Miguel Lemos, médico e coordenador da pós-graduação em Medicina do
Estilo de Vida da Afya. O especialista relembra que a mamografia e a consulta
médica regular facilitam o diagnóstico precoce e aumentam as chances de cura em
até 95%. "A prevenção é uma jornada diária, e o Outubro Rosa é o momento
ideal para lembrarmos disso."
A medicina do estilo de vida foca em seis pilares
principais: alimentação saudável, atividade física, sono de qualidade, controle
do estresse, relacionamentos interpessoais positivos e a cessação do tabagismo
e consumo de álcool. Adotar esses hábitos não apenas melhora a qualidade de
vida, mas também reduz significativamente o risco de desenvolvimento de
diversas doenças, incluindo o câncer.
Um estudo recente realizado com mulheres
que sobreviveram ao câncer de mama publicado pelo New England Journal of
Medicine (NEJM)¹, por exemplo, indica que a prática regular de exercícios foi
capaz de reduzir em 28% o risco de o câncer retornar ou de o paciente
desenvolver novos tumores. O grupo de pacientes que participou do programa de
exercícios teve uma redução de 37% no risco de morte.
Estudos internacionais² ainda mostram que o consumo
de álcool pode aumentar em mais de 20% a probabilidade de se desenvolver a
doença e que dietas ricas em alimentos ultraprocessados e fast food também
estão relacionadas ao risco até 25% maior de diagnóstico de câncer de mama.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA)
estima que o número de óbitos por essa doença tenha ultrapassado a marca de 18
mil em 2021, a grande maioria mulheres. O país registrou aproximadamente 73.610
novos casos de câncer de mama por ano no biênio 2023-2025, segundo o Instituto
Nacional de Câncer (INCA).
As regiões Sul e Sudeste apresentam as taxas mais
altas de mortalidade ajustada, e pesquisas recentes mostram que cerca de 40%
das brasileiras ainda desconhecem fatores de prevenção para o câncer de mama,
evidenciando a necessidade de campanhas educativas mais assertivas.
Em
todo mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2022, tenham
sido diagnosticados cerca de 2,3 milhões de novos casos da doença, resultando
em aproximadamente 670 mil mortes. O câncer de mama é hoje o tipo mais
frequente entre mulheres em 157 de 185 países monitorados pela OMS, e metade
dos casos ocorre em pessoas sem fatores de risco específicos além do sexo e da
idade. Esses números reforçam a urgência de estratégias universais de prevenção
e detecção precoce.
Afya
https://www.afya.com.br
ir.afya.com.br
1.Fonte: New England Journal of Medicine (NEJM)
Link
2. Fonte: Pubmed
Link
3. Fonte: BMC
https://ghrp.biomedcentral.com/articles/10.1186/s41256-025-00425-x?

Nenhum comentário:
Postar um comentário