Mais da metade dos brasileiros deseja mudar de carreira; especialistas do Centro Universitário Facens dão dicas para quem quer recomeçar
A decisão de mudar de carreira pode ser desafiadora e deixar muita gente em dúvida, mas uma pesquisa recente da DataCamp revelou que mais da metade dos brasileiros (51%) está disposta a fazer uma transição profissional no futuro e 56% acreditam que esse movimento será ainda mais comum entre as pessoas das novas gerações. Em um cenário de constantes inovações, só o diploma tradicional já não garante a empregabilidade a longo prazo. É o que avalia o Professor Christian Tirelli, Diretor de Educação Continuada do Centro Universitário Facens, referência em metodologias inovadoras de educação nas áreas de engenharia, tecnologia, arquitetura e saúde.
"Hoje, o ciclo de vida de um conhecimento pode ser de apenas
dois ou três anos. Por isso, para lidar com novas ferramentas, modelos de
negócios ou demandas comportamentais, a educação continuada é fundamental. Ela
engloba cursos rápidos, especializações práticas e trilhas personalizadas, é
mais flexível, enxuta e focada em habilidades específicas (hard e soft skills).
O objetivo é munir o profissional com o que o mercado precisa agora e evitar a
temida obsolescência”, explica Tirelli.
O perfil de quem busca essa formação é diverso, abrangendo desde recém-formados até profissionais com mais de 15 anos de mercado que precisam se manter relevantes ou buscam ativamente uma transição de área. “Além disso, a longevidade da vida laboral faz com que muitas pessoas repensem suas trajetórias aos 35, 45 ou até 60 anos, seja por propósito ou necessidade financeira”, pontua o especialista.
Os números mostram, contudo, que a vontade nem sempre se traduz em
ação: 17% dos entrevistados veem a mudança como positiva, mas sentem receio de
arriscar, enquanto 16% encaram o movimento como benéfico, mas consideram que o
mercado não está favorável.
Planejamento é essencial
Patrícia Cardoso, especialista em Carreiras do Centro
Universitário Facens, enfatiza que o ponto de partida é a reflexão e o
planejamento. “Sempre que converso com mentorados, começo com uma pergunta
simples: o que está acontecendo? É uma questão técnica ou comportamental? É
algo que pode ser resolvido com uma conversa transparente ou realmente é hora
de olhar para fora e buscar novos caminhos?", relata a especialista.
Após o diagnóstico pessoal, a chave é o entendimento do mercado.
Patrícia orienta o profissional a construir um Plano de Desenvolvimento
Individual (PDI) com metas claras para preencher os "gaps" de
competências, ou seja, as habilidades que faltam para a nova área. O PDI deve
incluir:
- Cursos de curta e longa duração: como pós-graduações ou certificações, fundamentais para
adquirir o hard skill técnico da nova área;
- Mentorias: essenciais para entender
os desafios práticos e receber orientação de quem já está na área.
- Experiências práticas: o trabalho
voluntário, por exemplo, é uma forma de desenvolver habilidades e ganhar
experiência antes da mudança definitiva.
“Mudar de carreira não é apenas sobre aprender algo novo, mas
também sobre se reposicionar. É um processo que exige reflexão, planejamento e,
acima de tudo, exige consistência”. Nesse processo, ferramentas como o LinkedIn
são aliadas poderosas para construir a nova narrativa profissional e fortalecer
o networking, afirma a especialista.
Adulto aprendiz
A alta demanda por atualização também impõe às instituições de ensino o desafio de se adaptar ao adulto aprendiz. Segundo Tirelli, o modelo educacional não pode ser engessado. "Hoje o aluno quer aprender uma nova ferramenta de gestão ou programação e aplicar na próxima segunda-feira. Não dá para esperar o próximo semestre. A nova dinâmica do mercado exige que o profissional desenvolva a capacidade de reaprender de forma contínua, prática e alinhada com seus propósitos e as necessidades do mercado”, diz.
O Centro Universitário Facens, reconhecendo este contexto, criou a
Diretoria de Educação Continuada, oferecendo cursos em diferentes formatos e,
sendo parte da Rede de Educação Contínua de Latinoamérica y Europa (RECLA),
garante que seus alunos estejam conectados a uma rede global de possibilidades
de formação.
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