Especialista destaca impacto emocional e social da técnica que tem conquistado mães em busca de reconexão com o próprio corpo
O desejo de resgatar a autoestima
e o bem-estar emocional após a maternidade tem levado um número crescente de
mulheres aos consultórios de cirurgia plástica em busca do chamado Mommy
Makeover. A tendência, já consolidada em países como os Estados Unidos, agora
ganha força no Brasil e revela um movimento silencioso, mas profundo: o de mães
que, ao cuidarem de si, retomam o protagonismo sobre o próprio corpo e
identidade.
Mais do que uma transformação
estética, o Mommy Makeover representa um reencontro. “Não se trata de
seguir padrões de beleza, mas de recuperar a autonomia sobre a imagem corporal
após um período de grande entrega física e emocional”, afirma o cirurgião
plástico Raphael Alcalde, especialista com mais de dez anos de experiência e
reconhecido por sua abordagem humanizada.
O procedimento é uma combinação
personalizada de cirurgias como abdominoplastia - remoção do excesso de pele
abdominal, mastopexia - elevação das mamas com ou sem prótese, e lipoaspiração
em áreas específicas. A escolha das técnicas varia conforme as queixas e
necessidades de cada paciente. “A maternidade, embora transformadora, pode
deixar marcas que impactam a forma como a mulher se vê. Nosso trabalho é
ajudá-la a se reconectar com sua melhor versão, sem pressa e com responsabilidade”,
explica o médico.
Segundo dados da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil registrou mais de dois milhões
de cirurgias plásticas em 2023 — um crescimento expressivo em comparação ao
levantamento anterior, de 2018, que apontava uma média anual de 1,5 milhão de
procedimentos realizados no país.
O impacto vai além do espelho.
Relatos de pacientes indicam melhora significativa na vida conjugal, nas
relações familiares e até no ambiente de trabalho. “A autoestima tem efeito multiplicador.
Quando a mulher se sente bem consigo, isso transborda para todas as áreas da
vida”, pontua o especialista.
Ainda assim, o Dr. Raphael faz um
alerta importante: o procedimento exige critérios e responsabilidade. “Cada corpo
tem seu tempo. O ideal é que a mulher já tenha passado pela recuperação
pós-parto, esteja com a saúde estabilizada e tenha expectativas realistas. A
cirurgia é uma aliada, mas deve ser conduzida com cuidado”, alerta.
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