Geração prateada cresce e expõe desafios
financeiros e digitais para quem tem mais de 60 anos
Mês
reforça necessidade de ampliar proteção e inclusão do público que ainda está na
ativa, mas demanda de atenção especial
O
Brasil tem hoje 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a
15,6% da população, segundo o Censo Demográfico de 2022 do IBGE. Deste total,
22,1 milhões já ultrapassaram os 65 anos (10,9%), um crescimento de 57,4% em
comparação a 2010.
No mês
do Idoso, o dia do idoso que foi celebrado em 1º de outubro, chamou atenção
para os desafios enfrentados por esse grupo etário, que se expande de forma
acelerada. Segurança em serviços bancários, educação financeira e adaptação ao
mundo digital estão entre os pontos mais sensíveis.
Se,
por um lado, fraudes e golpes voltados a esse público se sofisticaram nos
últimos anos, por outro, instituições financeiras especializadas nesse público
buscam constantemente formas de criar produtos e serviços que possibilitem
segurança e usabilidade adequadas, como os disponíveis na plataforma Meu+, do
Banco Mercantil, que disponibiliza opções como consultas presenciais ou via
telemedicina com valores reduzidos; cuidados com a saúde bucal; conteúdos para
promover equilíbrio físico e emocional; e muito mais. Além disso, especialistas
ressaltam que a informação segue como a principal ferramenta de proteção.
Outro
ponto de alerta é a necessidade de educação financeira e de apoio na inclusão
digital. “Muitos idosos precisam equilibrar o orçamento para o cotidiano e, ao
mesmo tempo, planejar o futuro. Um acompanhamento adequado garante maior
autonomia, e a combinação de tecnologia com atendimento humano é essencial para
evitar a exclusão”, destaca Sérgio Batista, gerente de Análise e Planejamento
Financeiro do Mercantil.
As projeções indicam um cenário de
transformação demográfica. Em 2046, pessoas com 60 anos ou mais devem se tornar
o maior grupo populacional do país, alcançando 28%. Em 2070, a proporção pode
chegar a 37,8% – o que significa que mais de um terço dos brasileiros será
idoso. “Trata-se de um movimento estrutural, que exige preparo e
responsabilidade para oferecer serviços simples, seguros e acessíveis”,
finaliza o especialista.

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