Especialista
explica por que o transplante é considerado a técnica mais atual e segura
contra a calvície
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A queda de cabelo é um problema que vai além da
estética: pode impactar autoestima, identidade e até saúde emocional. Segundo a
International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS), foram estimados
703.183 procedimentos cirúrgicos de restauração capilar realizados no mundo em
2021, o que mostra o crescimento da procura por soluções definitivas.
Nesse cenário, uma dúvida muito comum permanece: afinal, qual é a diferença
entre o método de implante e o de transplante capilar?
Para esclarecer, a Dra. Angela Helena Perretto,
médica e responsável técnica da Homenz, rede pioneira em estética e saúde
masculina, detalha os principais pontos a seguir:
Implante: técnica em desuso
Foi um dos primeiros métodos desenvolvidos, mas
hoje é pouco utilizado. Nele, ocorre a inserção de fibras sintéticas
diretamente no couro cabeludo. “Esse procedimento gera um efeito imediato de
maior densidade, mas não promove crescimento real dos cabelos. Além disso,
apresenta possibilidade de complicações, inflamações e um aspecto pouco
autêntico”, explica a profissional. Devido a essas limitações, a prática caiu
em desuso e, em alguns países, já não é mais autorizada.
Transplante: padrão atual
A restauração com folículos naturais é considerada
a abordagem mais moderna e eficaz. Nesse procedimento, os fios são retirados da
própria área doadora do paciente, geralmente da parte posterior da cabeça e
reposicionados nas regiões de falha. “Como os fios vêm do próprio paciente, o
risco de rejeição é mínimo. O cabelo cresce normalmente após o procedimento,
garantindo resultado genuíno e duradouro”, reforça a especialista.
O método mais utilizado atualmente é a FUE
(Follicular Unit Extraction), que remove as unidades foliculares uma a uma,
proporcionando maior precisão, cicatrizes discretas e recuperação mais rápida.
Diferenças práticas
De acordo com a médica, a distinção pode ser
explicada de forma simples: “No implante são usados fibras artificiais,
enquanto na cirurgia capilar folículos do próprio paciente são aproveitados. O
primeiro pode até dar volume imediato, mas é temporário e pouco realista. Já o
transplante promove crescimento verdadeiro e permanente. Além disso, como envolve
material sintético, o implante apresenta risco superior de rejeição, enquanto a
transferência folicular é segura e oferece um desfecho estético muito mais
satisfatório” afirma.
Ela reforça que, em linhas gerais, o transplante capilar é hoje o padrão-ouro
contra a calvície, justamente por unir naturalidade, durabilidade e segurança
clínica.
Homenz
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