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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Estudo apresenta visão de pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático

Levantamento encomendado pela Gilead Oncology mostra que mulheres vivendo com a doença tem perfil jovem, sofrem impacto sociais e enfrentam dificuldades no acesso ao tratamento

 

Compreender a jornada de pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático – desde a percepção dos primeiros sinais e sintomas até suas perspectivas futuras – é o objetivo do Mapa de Jornada de Experiência, estudo da Patient Centricity Consulting encomendado pela biofarmacêutica Gilead Sciences Brasil. A pesquisa aponta que a maioria das mulheres vivendo com esse subtipo de câncer tem perfil mais jovem, sofrem impactos sociais e enfrentam dificuldades no acesso aos medicamentos e aos procedimentos necessários para um melhor prognóstico da doença. 

A análise traz um olhar sobre os aspectos físicos, emocionais e sociais de pacientes do sistema público e privado de saúde brasileiro, contemplando mulheres de 36 a 58 anos. Entre os pontos em comum, a maioria das pacientes relata demora no diagnóstico, fator que atrasa o início do tratamento e reduz as chances de sucesso. 

Para superar esses desafios, o levantamento revelou que muitas pacientes têm suporte na família e apoio na espiritualidade, nutrição e atividade física. “O cuidado humanizado é essencial para garantir maior qualidade de vida e tratamento alinhado às expectativas e valores individuais da paciente. A pessoa vivendo com a doença deve ser protagonista em sua jornada de tratamento, com acesso à informação clara, apoio emocional e escuta ativa da equipe médica”, explica Flávia Andreghetto, Diretora Associada de Oncologia na Gilead Sciences. 

Por conta dos desafios vividos pelas pacientes, que enfrentam uma doença altamente agressiva em estágio avançado, o levantamento visa alertar para a necessidade de acesso rápido a exames e terapias eficazes, coordenação integrada do cuidado, apoio psicológico e nutricional, além da demanda por menos burocracia e pelo acesso administrativo ao tratamento. 

De acordo com a pesquisa, o acesso ao tratamento no sistema público é lento, enfrenta longas filas para cirurgia e não cobre terapias mais modernas. Já na saúde suplementar, embora haja mais recursos, a cobertura das terapias inovadoras é também um desafio. 

A Patient Centricity Consulting analisou a jornada de pacientes entrevistadas dentro de uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, além de ouvir profissionais de saúde, cuidadores e auditores do sistema de saúde, em um levantamento realizado entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025.

 

Câncer de mama triplo negativo 

Abordar a conscientização sobre o câncer de mama requer ter conhecimento sobre os subtipos mais agressivos, como o câncer de mama triplo-negativo. Uma outra pesquisa do Datafolha revelou que apenas 0,08% das brasileiras estão cientes da existência desse subtipo agressivo[1]. 

O câncer de mama triplo negativo é considerado um tumor agressivo porque tem crescimento rápido, maior probabilidade de se disseminar no momento do diagnóstico e maior chance de retorno após o tratamento do que outros tipos de câncer de mama. Isso ocorre porque as células cancerígenas não têm receptores de estrogênio ou progesterona ou quantidade suficiente da proteína HER2 para que a hormonioterapia ou a terapia alvo respondam. Por essa razão, a quimioterapia é frequentemente usada no tratamento do câncer de mama triplo negativo[2]. 

Mais prevalente em mulheres jovens, latinas, negras ou com mutação BRCA1, a doença em apresenta sobrevida relativa em cinco anos – em seu estágio metastático – de 34%[3].



[1] https://fundamento.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Gilead-Sciences-Pesquisa-DataFolha-revela-o-nivel-de-conhecimento-das-mulheres-sobre-Cancer-de-Mama.pdf

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