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| Transplante Capilar é um ato cirúrgico e deve ser realizado por médicos habilitados em um local apropriado para a segurança do paciente Divulgação Thiago Bianco Leal |
A Turquia se tornou um polo mundial de transplante
capilar, atraindo pacientes pela oferta de preços competitivos e pacotes que
incluem turismo. Mas, um alerta é importante: antes de optar por realizar o
tratamento fora do país, por quê o brasileiro deve considerar fazer o
procedimento no Brasil? A resposta: é mais seguro.
De acordo com as normas do Conselho Federal de
Medicina (CFM), o transplante capilar é um ato cirúrgico e, portanto, deve ser
realizado exclusivamente por médicos qualificados, em clínicas ou hospitais
adequados, garantindo a segurança do paciente.
O procedimento não deve, em hipótese alguma, ser
conduzido por auxiliares, técnicos ou profissionais não habilitados, como
ocorre em casos na Turquia.
Além do médico responsável pela cirurgia, é
fundamental que haja uma equipe completa durante todo o período operatório,
incluindo a presença de um cirurgião assistente e um anestesista.
“O transplante capilar é uma cirurgia na qual
ocorre a extração individual dos folículos capilares da área doadora,
geralmente da região da nuca, para implante em áreas calvas. “O procedimento é
acompanhado por um médico anestesista e, normalmente, é indicada uma sedação
leve para que o paciente permaneça confortável e seguro”, explica o médico
cirurgião Thiago Bianco Leal.
O profissional ainda ressalta o pós-operatório.
“Quando você faz a cirurgia no Brasil, você tem um ponto de apoio em retornos
médicos, tirar dúvidas, acompanhamento mais de perto. O que não acontece em
outros países. Não é raro sermos procurados por pacientes que fazem o
procedimento fora e se arrependem, refazendo no Brasil posteriormente”, revela
Bianco Leal.
Uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia
de Restauração Capilar (ISHRS) aponta uma mudança importante no perfil das
pessoas que buscam tratamentos para queda de cabelo. Segundo o estudo, cresce o
número de mulheres e de adultos jovens procurando alternativas para recuperar
os fios, uma tendência que já se reflete na prática clínica ao redor do mundo,
inclusive no Brasil.
A análise, feita com novos membros da ISHRS,
revelou que, em 2024, a maioria dos pacientes submetidos à primeira cirurgia de
restauração capilar tinha entre 20 e 35 anos, faixa etária inferior à média da
população adulta. O levantamento também mostrou um aumento significativo na
participação feminina: o número de mulheres que recorreram ao transplante
capilar como solução definitiva para a queda de cabelo subiu 16,5% em relação a
2021.
As orientações das autoridades, Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) e do CFM são claras: buscar sempre clínicas
regulamentadas, com equipamentos e recursos para ato de emergência, condições
sanitárias e profissionais devidamente capacitados, evitando riscos de
complicações médicas durante o procedimento, que não deixa de ser invasivo. “É
necessário sempre lembrar, o transplante capilar exige atenção especial,
assegurando não apenas um resultado natural, mas também a proteção da saúde e a
segurança do paciente”, afirma Thiago Bianco Leal.

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