Médico cirurgião
brasileiro Thiago Bianco Leal observa aumento expressivo na procura por
transplante capilar no país e reforça a importância de buscar profissionais
qualificados
Divulgação
Thiago Bianco Leal
Uma nova pesquisa divulgada pela Sociedade
Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS) no último dia 10 de
junho, revela uma mudança significativa no perfil das pessoas que procuram
tratamento para queda de cabelo. De acordo com o estudo, mais mulheres e
adultos mais jovens estão buscando soluções para restaurar os fios, uma
tendência que vem se refletindo diretamente na prática clínica em todo o mundo,
inclusive no Brasil.
O levantamento, realizado com os novos membros da
ISHRS, mostrou que em 2024, a maioria dos pacientes que realizaram sua primeira
cirurgia de restauração capilar era composta por jovens adultos: 95% tinham
entre 20 e 35 anos, uma faixa etária mais baixa que a média da população
adulta. Além disso, o número de mulheres que recorreram ao transplante capilar
como solução definitiva para a queda de cabelo cresceu significativamente,
registrando um aumento de 16,5% em comparação com 2021.
Segundo o médico cirurgião Thiago Bianco Leal,
membro associado da ISHRS, essa mudança de perfil é perceptível também no
Brasil. “Nos últimos anos, percebemos uma verdadeira transformação no público
que busca o transplante capilar. A queda de cabelo deixou de ser uma
preocupação exclusiva dos homens mais velhos e passou a impactar emocionalmente
mulheres e jovens adultos, que hoje representam uma fatia crescente dos nossos
pacientes”, destaca o médico.
O transplante capilar é um procedimento minucioso,
que exige avaliação criteriosa e técnica. “É fundamental que o paciente busque
atendimento com um médico experiente e que utilize protocolos modernos, como a
técnica FUE (extração de unidades foliculares), que permite resultados
naturais, com mínima cicatrização e tempo de recuperação reduzido”, explica
Thiago Bianco Leal.
Além de questões genéticas, fatores como estresse,
uso excessivo de químicas capilares, reposição hormonal, alimentação inadequada
e alterações hormonais têm contribuído para a queda de cabelo precoce. “Cada
vez mais, vemos pacientes jovens enfrentando quadros severos de alopecia, o que
reforça a necessidade de diagnóstico precoce e abordagem multidisciplinar”,
acrescenta Bianco.
O crescimento da demanda também está ligado ao
avanço das técnicas e à conscientização da população sobre os tratamentos
disponíveis. “O estigma sobre a calvície e os tratamentos invasivos vem
diminuindo. Hoje, homens e mulheres se sentem mais à vontade para procurar
ajuda médica e investir na restauração capilar com segurança e resultados
eficazes”, afirma Thiago Bianco Leal.
Apesar de o transplante no couro cabeludo ainda ser
o procedimento mais procurado, cresce o interesse por restauração capilar em
outras áreas do corpo, tanto entre homens quanto mulheres. Em 2024, 18% dos
homens e 21% das mulheres optaram por transplantes capilares em regiões não
relacionadas ao couro cabeludo, um aumento em relação a 2021. Entre as
mulheres, as sobrancelhas foram a segunda área mais comum para transplante
(12%), enquanto entre os homens, a barba e o bigode lideraram com 5%.
O médico cirurgião Thiago Bianco ressalta ainda que, no Brasil, o número de clínicas que oferecem o transplante capilar aumentou, mas alerta para os riscos de procedimentos realizados por profissionais não qualificados. “É preciso cuidado. O transplante capilar é uma cirurgia e, como tal, deve ser conduzida por um médico capacitado e com formação adequada, para garantir não apenas o resultado estético, mas também a saúde e segurança do paciente”.
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