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domingo, 26 de outubro de 2025

A Face do Burnout: como o estresse se manifesta no rosto — e o papel da harmonização no resgate do bem-estar

Cansaço extremo, olheiras profundas e tensão muscular são expressões visíveis da exaustão emocional. A Dra. Erika Kugler explica como a estética pode ser uma aliada no resgate da autoestima e do equilíbrio emocional.


Em 2025, o burnout segue como uma das principais ameaças à saúde mental no Brasil. Estima-se que cerca de 30% da população economicamente ativa sofra com os efeitos da síndrome, colocando o país na segunda posição do ranking mundial de casos, segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). Com a adoção da nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a reconhecer oficialmente o burnout como um distúrbio relacionado ao trabalho, o que reforça sua urgência como tema de saúde pública.

Seus efeitos, no entanto, nem sempre são percebidos de imediato — mas o corpo fala, e o rosto costuma ser o primeiro a refletir os sinais do esgotamento emocional.

Olheiras persistentes, sulcos profundos, expressão tensa mesmo em repouso. Esses sinais — cada vez mais comuns nos consultórios de estética — muitas vezes não são apenas uma questão visual, mas reflexos profundos de esgotamento físico e emocional: o burnout.

“Acredito que o estresse crônico é um atalho para o envelhecimento”, afirma a Dra. Erika Kugler, cirurgiã-dentista especializada em rejuvenescimento e harmonização orofacial. Segundo ela, o esgotamento emocional eleva os níveis de cortisol, compromete o sono e gera inflamações silenciosas que afetam diretamente a pele e a musculatura facial. O resultado? Um rosto visivelmente cansado — mesmo quando o corpo tenta descansar.

 

Burnout no espelho: quando o estresse molda a expressão facial

Entre os principais sinais físicos identificados pela Dra. Erika estão:


–Olheiras profundas e expressão abatida

– Sulcos marcados (glabela, nasogeniano) e comissuras labiais caídas

– Rosto mais “quadrado” devido à hipertrofia muscular (masseter e temporal)

– Pele sensível, reativa e com tendência à acne ou dermatite

– Inchaço facial provocado por má hidratação e sono desregulado

“Os músculos do rosto entram em estado de hiperatividade e não relaxam”, explica a especialista. “Essa tensão molda rugas estáticas e uma aparência de constante alerta. É como se o corpo pedisse socorro — e o rosto fosse o primeiro a manifestar.” 

Muito além da estética: a harmonização como ponto de virada

Embora não trate o burnout diretamente, a harmonização orofacial pode ser uma ferramenta restauradora — tanto física quanto emocionalmente.

“Quando conseguimos devolver ao rosto uma expressão de descanso, abrimos espaço para que a paciente volte a se cuidar. Ela passa a dormir melhor, se alimentar com mais atenção e até recuperar sua autoconfiança diante do espelho.”

Entre os procedimentos mais utilizados pela Dra. Erika estão:

– Toxina botulínica, para relaxar músculos hiperativos (glabela, frontal, masseter)

– Bioestimuladores de colágeno, que devolvem firmeza e sustentação de forma natural

– Protocolos de skin quality, com skinboosters, microinfusões e fortalecimento da barreira cutânea

– Preenchimentos pontuais, que reposicionam estruturas sem alterar traços naturais

– Educação orofacial e orientação de rotina de cuidados com a pele

“Minha abordagem sempre prioriza a naturalidade e o bem-estar. Em momentos de recuperação emocional, menos é mais.”

 

Histórias de reconexão

A maioria das pacientes que busca esse tipo de cuidado está na faixa dos 35 aos 55 anos. Muitas enfrentaram longos períodos de sobrecarga profissional ou emocional, e chegam ao consultório com queixas físicas, funcionais e emocionais combinadas: dor muscular, autoestima fragilizada e desconforto com a própria imagem.

Um caso marcou a trajetória da especialista: “Uma paciente com sintomas claros de esgotamento chegou com olheiras profundas e dor intensa no maxilar. Criamos um plano em etapas — toxina, bioestímulo, ajustes na rotina de sono e cuidados com a pele. Após três meses, ela me disse: ‘Voltei a me reconhecer.’ É exatamente isso que buscamos.”

 

Estética como ponte — e não como atalho

Para Dra. Erika, vivemos uma nova era da estética: menos volume, mais consciência.
“A estética não é mais apenas uma questão de vaidade. Quando bem indicada, ela pode reduzir sinais de sofrimento, melhorar a funcionalidade muscular e atuar como uma aliada importante no processo de recuperação emocional.”

No entanto, ela reforça: “Harmonização não é cura para burnout. A recuperação exige mudanças profundas de rotina, apoio médico e psicológico. O papel da estética é aliviar, reconectar e lembrar à paciente de quem ela é — e de quem ainda pode ser.”

 

Sinais que o rosto pode estar dando — segundo a especialista:

  • Acorda com dor facial ou na mandíbula? Pode ser bruxismo por estresse.
  • Olhar cansado, mesmo após uma boa noite de sono? A musculatura facial pode estar em alerta.
  • Pele sensível, com acne repentina ou descamação? Pode ser inflamação emocional.
  • Testa sempre franzida ou sobrancelhas erguidas? Indício de tensão muscular contínua.

Quando o rosto vira um novo começo

“Quando o espelho devolve um olhar mais leve e a dor começa a ceder, é comum vermos uma transformação emocional importante”, diz a especialista. “A paciente retoma o cuidado com o corpo, com a rotina, com a saúde emocional.”

Em tempos de esgotamento coletivo, cuidar da aparência não é futilidade — pode ser o primeiro passo para recuperar o ânimo, a identidade e o prazer em cuidar de si. Porque o rosto, no fim das contas, não mente: ele mostra o que carregamos — e também quando começamos a deixar esse peso para trás.

 

Dra. Erika Kugler - cirurgiã-dentista especializada em harmonização orofacial, com foco em rejuvenescimento integrativo, naturalidade e bem-estar funcional. Seu trabalho é baseado em uma abordagem acolhedora e protocolos personalizados, que respeitam a história e o tempo biológico de cada paciente. É referência em tratamentos estéticos
@dra.erikakugler


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