Psicólogo explica que, principalmente na construção civil,
preconceito gera resistência a tratamentos
O preconceito interfere diretamente no tratamento de doenças mentais. De acordo com Ricardo de Andrade, psicólogo do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), considerar “frescura, fraqueza, ou falta de fé” faz com que haja demora para aceitação da terapia e maior esforço e tempo para obter a recuperação.
Na construção civil, é comum observar a resistência para iniciar tratamentos psicológicos. “Uma parte deste público demonstra resistência, mas depois que começa, os resultados têm sido positivos. Alguns trabalhadores da construção reportam ansiedade, sobrecarga de trabalho, sentimentos de desesperança com a vida; passam muitas horas no transporte coletivo, apresentam privação de sono, alimentação não adequada e estresse, o que prejudica a produtividade, a segurança no trabalho e a própria empresa”, alerta o psicólogo.
Andrade afirma que as empresas podem ajudar consideravelmente, ouvindo seus colaboradores e identificando processos que possam ser flexibilizados.
“Construtoras podem ter um olhar humanizado, abordando a saúde em palestras e entendendo que cada pessoa tem suas próprias questões”, conta.
De acordo com o psicólogo, há alguns sinais de que a saúde mental precisa de atenção, como mudanças de apetite, isolamento e alterações do sono e da libido.
Entre os casos mais frequentes estão sentimentos de depressão e
ansiedade, dependência de álcool e drogas e o transtorno da dependência digital
e do jogo patológico (apostas online, entre outras modalidades). “Reconhecer o
adoecimento requer do trabalhador que busque informações confiáveis sobre saúde
mental, pratique autoconhecimento, e conte com uma rede de apoio sólida e forte
para passar pelo tratamento com maior êxito”, conclui Andrade.
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