Com metodologias ativas, foco no
desenvolvimento integral e liderança de especialistas, escolas já mostram que é
possível unir rigor acadêmico, formação humana e inovação pedagógica
Heavenly International School
Divulgação Victor Brasil
Durante décadas, a educação básica no Brasil se
apoiou em um modelo pedagógico centrado em provas, memorização e notas:
escuta-anota-reproduz. Alunos foram treinados a decorar fórmulas e informações,
muitas vezes sem compreender sua aplicação prática. O resultado é um sistema
que valoriza resultados imediatos, habilidades desnecessárias para o futuro que
pouco contribuem para o desenvolvimento de cidadãos críticos e criativos.
Os efeitos são visíveis. Um mapeamento realizado
em 2022 pela Secretaria de Educação de São Paulo em parceria com o Instituto
Ayrton Senna mostrou que cerca de 70% dos alunos do 5º e 9º anos do fundamental
e da 3ª série do ensino médio relataram sintomas de depressão e ansiedade após
o retorno às aulas presenciais. No Distrito Federal, uma pesquisa da
Universidade de Brasília (2022) identificou que pressões acadêmicas, avaliações
constantes, vestibulares, bullying e falhas de suporte escolar estão entre os fatores
que mais afetam a saúde mental dos jovens do ensino médio.
A falha não está apenas na saúde emocional, mas também na preparação para o século XXI. Em um cenário em que a inteligência artificial organiza e disponibiliza informações em segundos, insistir em decorar dados soltos é desperdiçar o potencial das novas gerações. Estudos internacionais já comprovaram que a memorização mecânica não garante retenção a longo prazo nem estimula pensamento crítico, criatividade e capacidade de resolver problemas (Ahmed, 2017; Verywell Mind, 2023).
Felizmente, alternativas já estão em
prática. As metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Problemas
(ABP), a sala invertida e a gamificação, colocam o estudante como protagonista
do processo. Uma análise de 225 estudos publicada na Proceedings of the
National Academy of Sciences revelou que esses métodos reduzem taxas de
reprovação de 32% para 21% e aumentam significativamente a retenção do
conteúdo. No Brasil, pesquisas apontam que escolas que adotaram metodologias
ativas registraram 35% de aumento no engajamento dos alunos (Silva & Rocha,
2021).
A educação também precisa avançar na formação
humana. Empatia, resiliência, colaboração e comunicação eficaz não são
“complementos”, mas competências centrais para qualquer profissional do futuro.
Como já defendia David Ausubel, só existe aprendizagem significativa quando o
aluno consegue relacionar o que aprende com sua própria vida.
Na Heavenly International School (H•I•S), em Brasília, essa
revolução pedagógica já acontece. Sob a liderança dos Diretores de Inteligência
Educacional, Michelle Jordão, e Marcello Lasneaux, a escola vem consolidando um
modelo que une rigor acadêmico, cumprimento integral do calendário e formação
humana.
“O mundo atual exige que os estudantes saibam
aplicar o conhecimento em situações reais, pensar criticamente e colaborar em
equipe. Nosso compromisso é unir excelência acadêmica e excelência atitudinal”,
afirma Michelle.
Lasneaux complementa: “Mais importante do que
decorar é experimentar, questionar e relacionar o que se aprende com a vida. Só
assim formamos alunos preparados para inovar e capazes de viver plenamente o
século XXI.”
Para assegurar a melhor preparação,
a escola disponibiliza não apenas os materiais pedagógicos oficiais, mas também
recursos complementares, como listas de aprofundamento, provas de anos
anteriores, simulados e atividades de acompanhamento. Essa estratégia garante
que cada estudante avance com segurança, de acordo com suas metas acadêmicas.
Resultados concretos que confirmam a
proposta
O impacto desse modelo já aparece
nos resultados. Em parceria com a Evolucional, a H•I•S realizou uma análise dos microdados
de desempenho dos alunos entre 2023 e 2024, que revelou avanços expressivos,
tanto no desenvolvimento acadêmico quanto na escolha personalizada de cursos e
universidades.
No último ENEM, dos 31 alunos participantes, 18 tinham
como objetivo universidades federais e 16 foram aprovados em instituições como
UnB, UFSC, UFRN e UERJ. Já no PAS/UnB, dos 22 participantes, 14 conquistaram
vagas em cursos como Direito, Engenharia Civil, Psicologia e Engenharia de
Produção. Entre os 11 que tinham a UnB como primeira opção, 8 foram aprovados,
índice que confirma a efetividade do trabalho pedagógico.
De olho no futuro, a escola ampliará a oferta de
disciplinas eletivas de aprofundamento, permitindo que os alunos fortaleçam
conhecimentos específicos conforme seus interesses e projetos de vida,
potencializando ainda mais os resultados acadêmicos.
Um futuro a ser reinventado
Em carta publicada no Financial
Times, o educador Afnan Wasif resumiu o dilema: em tempos de inteligência
artificial, a memorização perde valor frente à análise, à originalidade e à
capacidade de pensar diferente. O futuro não pede estudantes que repetem, mas
que inovam.
O Brasil tem a chance de liderar uma revolução
educacional: equilibrar conteúdos sólidos com o desenvolvimento de competências
socioemocionais e o uso inteligente da tecnologia. Experiências como a da
Heavenly International School mostram que isso já é possível. Não se trata
apenas de mudar a forma de ensinar. Trata-se de mudar o futuro.
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