Pesquisar no Blog

terça-feira, 2 de setembro de 2025

O fim da era da decoreba: por que o Brasil precisa reinventar sua educação

Heavenly International School
Divulgação Victor Brasil
Com metodologias ativas, foco no desenvolvimento integral e liderança de especialistas, escolas já mostram que é possível unir rigor acadêmico, formação humana e inovação pedagógica

 

Durante décadas, a educação básica no Brasil se apoiou em um modelo pedagógico centrado em provas, memorização e notas: escuta-anota-reproduz. Alunos foram treinados a decorar fórmulas e informações, muitas vezes sem compreender sua aplicação prática. O resultado é um sistema que valoriza resultados imediatos, habilidades desnecessárias para o futuro que pouco contribuem para o desenvolvimento de cidadãos críticos e criativos. 

Os efeitos são visíveis. Um mapeamento realizado em 2022 pela Secretaria de Educação de São Paulo em parceria com o Instituto Ayrton Senna mostrou que cerca de 70% dos alunos do 5º e 9º anos do fundamental e da 3ª série do ensino médio relataram sintomas de depressão e ansiedade após o retorno às aulas presenciais. No Distrito Federal, uma pesquisa da Universidade de Brasília (2022) identificou que pressões acadêmicas, avaliações constantes, vestibulares, bullying e falhas de suporte escolar estão entre os fatores que mais afetam a saúde mental dos jovens do ensino médio. 

A falha não está apenas na saúde emocional, mas também na preparação para o século XXI. Em um cenário em que a inteligência artificial organiza e disponibiliza informações em segundos, insistir em decorar dados soltos é desperdiçar o potencial das novas gerações. Estudos internacionais já comprovaram que a memorização mecânica não garante retenção a longo prazo nem estimula pensamento crítico, criatividade e capacidade de resolver problemas (Ahmed, 2017; Verywell Mind, 2023).

Felizmente, alternativas já estão em prática. As metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), a sala invertida e a gamificação, colocam o estudante como protagonista do processo. Uma análise de 225 estudos publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que esses métodos reduzem taxas de reprovação de 32% para 21% e aumentam significativamente a retenção do conteúdo. No Brasil, pesquisas apontam que escolas que adotaram metodologias ativas registraram 35% de aumento no engajamento dos alunos (Silva & Rocha, 2021). 

A educação também precisa avançar na formação humana. Empatia, resiliência, colaboração e comunicação eficaz não são “complementos”, mas competências centrais para qualquer profissional do futuro. Como já defendia David Ausubel, só existe aprendizagem significativa quando o aluno consegue relacionar o que aprende com sua própria vida.

Na Heavenly International School (H•I•S), em Brasília, essa revolução pedagógica já acontece. Sob a liderança dos Diretores de Inteligência Educacional, Michelle Jordão, e Marcello Lasneaux, a escola vem consolidando um modelo que une rigor acadêmico, cumprimento integral do calendário e formação humana. 

“O mundo atual exige que os estudantes saibam aplicar o conhecimento em situações reais, pensar criticamente e colaborar em equipe. Nosso compromisso é unir excelência acadêmica e excelência atitudinal”, afirma Michelle.

Lasneaux complementa: “Mais importante do que decorar é experimentar, questionar e relacionar o que se aprende com a vida. Só assim formamos alunos preparados para inovar e capazes de viver plenamente o século XXI.”

Para assegurar a melhor preparação, a escola disponibiliza não apenas os materiais pedagógicos oficiais, mas também recursos complementares, como listas de aprofundamento, provas de anos anteriores, simulados e atividades de acompanhamento. Essa estratégia garante que cada estudante avance com segurança, de acordo com suas metas acadêmicas.


Resultados concretos que confirmam a proposta

O impacto desse modelo já aparece nos resultados. Em parceria com a Evolucional, a H•I•S realizou uma análise dos microdados de desempenho dos alunos entre 2023 e 2024, que revelou avanços expressivos, tanto no desenvolvimento acadêmico quanto na escolha personalizada de cursos e universidades. 

No último ENEM, dos 31 alunos participantes, 18 tinham como objetivo universidades federais e 16 foram aprovados em instituições como UnB, UFSC, UFRN e UERJ. Já no PAS/UnB, dos 22 participantes, 14 conquistaram vagas em cursos como Direito, Engenharia Civil, Psicologia e Engenharia de Produção. Entre os 11 que tinham a UnB como primeira opção, 8 foram aprovados, índice que confirma a efetividade do trabalho pedagógico. 

De olho no futuro, a escola ampliará a oferta de disciplinas eletivas de aprofundamento, permitindo que os alunos fortaleçam conhecimentos específicos conforme seus interesses e projetos de vida, potencializando ainda mais os resultados acadêmicos.
 

Um futuro a ser reinventado

Em carta publicada no Financial Times, o educador Afnan Wasif resumiu o dilema: em tempos de inteligência artificial, a memorização perde valor frente à análise, à originalidade e à capacidade de pensar diferente. O futuro não pede estudantes que repetem, mas que inovam. 

O Brasil tem a chance de liderar uma revolução educacional: equilibrar conteúdos sólidos com o desenvolvimento de competências socioemocionais e o uso inteligente da tecnologia. Experiências como a da Heavenly International School mostram que isso já é possível. Não se trata apenas de mudar a forma de ensinar. Trata-se de mudar o futuro.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados