Pesquisar no Blog

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Mirando vagas globais em 2026? Saiba o que mudou e como se posicionar para conseguir a sua

Regras de imigração mais duras e seleção por competências aumentam a disputa por empregos fora do Brasil


Alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido, Portugal e Itália, estão aplicando leis mais restritivas para a imigração, entretanto conseguir um emprego em empresas fora do Brasil ainda pode ser um caminho eficiente para entrar nesses países. Empresas internacionais seguem com oportunidades para profissionais estrangeiros, mas é fundamental ter habilidades comprovadas de forma objetiva para aumentar as chances de conseguir uma vaga

O levantamento ETS Human Progress Report – HR Edition (2025), mostra que para os decisores de RH (89%), ter credenciais de habilidades extras são fundamentais para que o candidato preencha todas as lacunas de uma vaga. Além disso, 91% dos RH e 83% dos colaboradores afirmam que é necessário ter habilidades e desenvolver novas habilidades para competir por cargos em grandes empresas. 

Outra informação relevante do levantamento da ETS é que entre os profissionais, 71% dos homens e 73% das mulheres, acreditam que avaliações padronizadas criam um mercado de trabalho mais justo. Por isso, a triagem “skills-first” deixou de ser tendência e virou processo. Dados do LinkedIn mostram ganhos quando RH busca e compara por habilidades, ao invés de só por cargo/empresa anteriores.  

Para trabalhar em outro país, uma habilidade fundamental é a de falar outros idiomas, principalmente inglês, que é vista como uma “linguagem universal”. Para evidenciar a fluência nesse idioma, uma evidência objetiva (e comparável globalmente) é a pontuação padronizada, por exemplo, o TOEIC, voltado a contextos profissionais (e-mails, reuniões, apresentações). Pesquisas e casos de estudos da ETS mostram uso da pontuação no TOEIC para contratação, promoção e treinamento em organizações internacionais, com forte adoção na Ásia-Pacífico.

 

Para onde mirar: regras que mexem na candidatura

No Reino Unido, o visto Skilled Worker geralmente exige £41.700/ano ou o valor atual da do cargo no mercado, o que for maior (com exceções específicas para recém-formados e outras categorias). Isso muda a régua de oferta salarial e a viabilidade de patrocínio de visto para brasileiros.

Na Alemanha, o EU Blue Card tem patamar reduzido para ocupações em escassez, €43.759,80 em 2025, e o país abriu a Opportunity Card (autorização de residência alemã), que permite ir buscar emprego por até 1 ano com sistema de pontos (experiência, idioma, qualificação).

Entre destinos educacionais (porta de entrada comum para trabalho), a Austrália contabiliza 839.199 matrículas de internacionais no acumulado até jun/2025, sinal de fôlego no ecossistema.
 Já o Canadá manteve o teto para novos vistos estudantis em 2025 (437 mil), após forte queda de emissões em 2024. Esse contexto afeta quem considera a rota “estudo e trabalho”.

Nos EUA, a competição segue alta; em maio/2025, brasileiros obtiveram 1.137 vistos F-1 (estudante), indicador útil para dimensionar sazonalidade e timing.


6 passos para se preparar (e destacar) na busca do emprego fora do Brasil

  1. Regra do jogo primeiro: confirme a elegibilidade do visto (salário mínimo, lista de ocupações, idioma) antes de aplicar. Páginas oficiais costumam ter calculadoras e valores de mercado.
     
  2. Currículo em inglês, ATS-friendly: descreva entregas com números (KPI, prazos, economias).

     
  3. LinkedIn orientado a skills: destaque competências e resultados; use termos da vaga.
     
  4. Portfólio de resultados: cases, apresentações e todas as informações sempre em inglês.

     
  5. Comprovação de inglês aplicado ao trabalho: inclua certificado com escala objetiva (ex.: TOEIC L&R/S&W com referência ao CEFR) e faixa de pontuação exigida pela empresa/área.
     
  6. Entrevistas: treine respostas técnicas e comportamentais e ajuste o fuso/infra.


    Por que agora?

    Mesmo com oscilações políticas, somadas a leis imigratórias mais rígidas, a escassez estrutural de talentos permanece em setores como saúde, TI, transporte e construção, em parte pelo envelhecimento populacional nas economias. Profissionais que chegam com prova de habilidades e inglês funcional ganham vantagem na triagem.

 

ETS - organização global de soluções educacionais e de talentos que capacita estudantes ao longo da vida a estarem preparados para o futuro. Avançamos na ciência da mensuração para estabelecer padrões justos e válidos na avaliação de habilidades. Estamos comprometidos em impulsionar o progresso humano ao promover a proficiência de habilidades, fomentar a mobilidade social e abrir mais oportunidades para todos, em qualquer lugar.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados