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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Depois dos 40, a visão muda? Oftalmologista explica

Após os 40 anos, quase todas as pessoas começam a sentir dificuldade para enxergar de perto, especialmente em ambientes com pouca luz. Conhecida como presbiopia, essa condição natural do envelhecimento ocular já afeta 1,8 bilhão de pessoas no mundo e deve atingir 2,1 bilhões até 2030, segundo estudo internacional.

 

Ler o cardápio em um restaurante, responder mensagens no celular ou enxergar detalhes de perto: atividades simples podem se tornar desafiadoras a partir dos 40 anos. Essa dificuldade é resultado da presbiopia, também conhecida como “vista cansada”, uma alteração natural do envelhecimento ocular.

De acordo com um estudo publicado em 2023 no StatPearls (NCBI/NIH), a presbiopia já afeta 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo, número que deve crescer para 2,1 bilhões até 2030. O levantamento mostra ainda que a condição costuma se manifestar entre 40 e 45 anos e se torna praticamente universal aos 60 anos.

Segundo o oftalmologista Dr. Halim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da clínica Prisma Visão, o problema acontece quando o cristalino a lente natural dos olhos, perde elasticidade, reduzindo a capacidade de foco em objetos próximos. “Praticamente todas as pessoas desenvolvem presbiopia em algum grau. Não se trata de uma doença, mas de uma consequência natural do envelhecimento ocular”, afirma.

Entre os sintomas mais comuns estão a necessidade de afastar o celular ou livros para conseguir ler, visão borrada em distâncias curtas e dores de cabeça ou fadiga ocular após períodos de leitura. Nos míopes, a percepção pode ser diferente: muitas vezes, precisam retirar os óculos para enxergar de perto e recolocá-los para enxergar de longe.

A forma mais comum de correção continua sendo o uso de óculos de leitura ou lentes multifocais. Porém, avanços na oftalmologia permitem maior independência dos óculos. “Hoje já temos cirurgias a laser para presbiopia, que remodelam a córnea e oferecem ótima qualidade de visão em diferentes distâncias. É o método que mais gosto, inclusive eu mesmo me submeti e não uso mais óculos para nada”, relata Dr. Halim.

Outra alternativa é o implante de lentes intraoculares, semelhante à cirurgia de catarata, que substitui o cristalino natural por uma lente multifocal. Além disso, novos colírios específicos já estão em uso nos Estados Unidos e prometem reduzir a dependência dos óculos, ampliando as opções de tratamento.

Para Dr. Halim, consultar um oftalmologista é essencial para escolher a melhor opção de correção: “Cada paciente tem características próprias. Exames detalhados e uma boa conversa são fundamentais para indicar o tratamento adequado e garantir segurança e qualidade de visão”.

Mais do que corrigir a vista cansada, os exames oftalmológicos após os 40 anos permitem detectar precocemente doenças silenciosas como glaucoma, catarata inicial, degeneração macular e alterações na retina relacionadas a diabetes e hipertensão. 



Dr. Hallim Feres Neto @drhallim - CRM-SP 117.127 | RQE 60732. Oftalmologia Geral. Cirurgia Refrativa. Ceratocone. Catarata. Pterígio. Membro do CBO - Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: https://www.drhallim.com.br


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