Hospital Veterinário AmarVet's alerta sobre a importância de check-ups e cuidados específicos com cães e gatos idosos
Assim como os humanos, cães e gatos também envelhecem e essa fase exige
atenção especial dos tutores. A veterinária Dra. Ana Paula Raposo, do Hospital
Amar Vets, explica que observar mudanças comportamentais, adaptar a rotina e
investir em consultas preventivas são passos fundamentais para garantir
longevidade e qualidade de vida aos pets idosos.
De acordo com a especialista, a entrada na terceira idade varia conforme
espécie e porte. “Cães pequenos são considerados idosos a partir de 9 a 10
anos, os médios por volta dos 8, enquanto os de grande porte já exigem cuidados
diferenciados a partir de 6 ou 7 anos. Já os gatos podem envelhecer entre 7 e
10 anos, dependendo do porte”, explica.
Os sinais mais comuns incluem redução no nível de atividade, cansaço
fácil, perda de massa muscular, menor acuidade visual e auditiva, além de
alterações no comportamento. “É comum o pet trocar o dia pela noite, ou até
apresentar escapes de urina e fezes em locais inusitados”, observa Ana Paula.
Nessa fase, o acompanhamento veterinário deve ser mais frequente. “O
ideal é uma visita a cada seis meses, com exames de sangue e de imagem.
Detectar doenças de forma precoce pode prolongar bastante a vida dos nossos
idosinhos”, afirma a médica.
A dieta também merece atenção. Animais idosos tendem a precisar de menos
calorias e mais fibras. “Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas
muitas vezes indicamos suplementação ou rações específicas. Se houver problemas
dentários, dietas pastosas podem ser necessárias”, orienta.
Quanto à atividade física, exercícios de baixo impacto são recomendados.
Caminhadas leves, natação, jogos de caça para gatos e brincadeiras de procura
podem estimular sem sobrecarregar. “O importante é respeitar os limites do
pet”, diz a veterinária.
Entre os problemas mais frequentes estão dores articulares, doenças
cardíacas, renais e até a síndrome cognitiva, conhecida como “alzheimer
canino”. Para prevenir, além do check-up, é fundamental manter a higiene,
observar pele e pelos, e ajustar o calendário de vacinas e vermifugação
conforme orientação médica.
A adaptação da casa também é essencial. Rampas no lugar de escadas,
pisos antiderrapantes e caminhas confortáveis ajudam a evitar quedas. Fontes e
potes de água distribuídos em diferentes pontos da casa estimulam a hidratação.
Por fim, o afeto é peça-chave na longevidade. “Cães e gatos que recebem
carinho, atenção e estímulo mental têm maior probabilidade de viver mais e
melhor. É fundamental que o pet idoso continue participando da rotina da família”,
conclui Ana Paula Raposo.

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