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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Como exames de imagem são decisivos para rastreamento precoce do Alzheimer

Setembro marca o mês mundial de conscientização sobre a doença, que afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros

 

Setembro é reconhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre a Doença de Alzheimer, tendo o dia 21 como marco principal. A data chama a atenção para os desafios crescentes dessa condição neurodegenerativa que, segundo estimativas da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), já atinge cerca de 1,2 milhão de brasileiros e tende a crescer com o envelhecimento da população. 

O diagnóstico precoce é considerado um dos principais aliados no enfrentamento da doença. Consultas regulares e o acompanhamento médico, aliados a exames de imagem, têm papel essencial no rastreamento de alterações cognitivas. Entre esses exames, a ressonância magnética (RM) tem capacidade de identificar mudanças no cérebro ainda nos estágios iniciais, possibilitando uma investigação detalhada e contribuindo para estratégias de intervenção mais eficazes. 

“A ressonância magnética permite avaliar estruturas como o hipocampo, região do cérebro diretamente ligada à memória e frequentemente afetada nos estágios iniciais do Alzheimer. Quanto mais cedo essas alterações são identificadas, maiores as chances de intervenção precoce e de estratégias para retardar a progressão da doença”. É importante atentar-nos para a utilização de sistemas multipacientes (SMP) com estudos científicos nas RM, o SMP Transfer-Fill é amplamente utilizado no Brasil e tem publicação científica, assim como o Patient-Set - um por paciente - explica a enfermeira e PhD Marcela Padilha, Coordenadora de Desenvolvimento de Produtos e Suporte Clínico da ALKO do Brasil, indústria farmacêutica especializada em diagnóstico por imagem. 

O exame se destaca por ser não invasivo, seguro e de alta precisão, fornecendo informações valiosas sobre atrofias, padrões de degeneração e até biomarcadores associados a quadros demenciais. Atualmente, diretrizes internacionais recomendam o uso da ressonância magnética como parte do protocolo de investigação de pacientes com queixas de perda de memória persistente ou comprometimento cognitivo leve. 

Além do diagnóstico precoce, a ressonância magnética também é importante para descartar outras doenças que podem mimetizar sintomas de demência, como tumores, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e alterações metabólicas. 

“Em um cenário em que não há cura definitiva para o Alzheimer, investir em rastreamento e acompanhamento precoce é fundamental para oferecer qualidade de vida, planejamento familiar e melhor resposta aos tratamentos disponíveis”, acrescenta Padilha.


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