Setembro marca o mês mundial de conscientização
sobre a doença, que afeta cerca de 1,2 milhão de brasileiros
Setembro
é reconhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre a Doença de
Alzheimer, tendo o dia 21 como marco principal. A data chama a atenção para os
desafios crescentes dessa condição neurodegenerativa que, segundo estimativas
da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), já atinge cerca de 1,2 milhão de
brasileiros e tende a crescer com o envelhecimento da população.
O
diagnóstico precoce é considerado um dos principais aliados no enfrentamento da
doença. Consultas regulares e o acompanhamento médico, aliados a exames de
imagem, têm papel essencial no rastreamento de alterações cognitivas. Entre
esses exames, a ressonância magnética (RM) tem capacidade de identificar
mudanças no cérebro ainda nos estágios iniciais, possibilitando uma
investigação detalhada e contribuindo para estratégias de intervenção mais
eficazes.
“A
ressonância magnética permite avaliar estruturas como o hipocampo, região do
cérebro diretamente ligada à memória e frequentemente afetada nos estágios
iniciais do Alzheimer. Quanto mais cedo essas alterações são identificadas,
maiores as chances de intervenção precoce e de estratégias para retardar a
progressão da doença”. É importante atentar-nos para a utilização de sistemas
multipacientes (SMP) com estudos científicos nas RM, o SMP Transfer-Fill é
amplamente utilizado no Brasil e tem publicação científica, assim como o
Patient-Set - um por paciente - explica a enfermeira e PhD Marcela Padilha,
Coordenadora de Desenvolvimento de Produtos e Suporte Clínico da ALKO do
Brasil, indústria farmacêutica especializada em diagnóstico por imagem.
O
exame se destaca por ser não invasivo, seguro e de alta precisão, fornecendo
informações valiosas sobre atrofias, padrões de degeneração e até biomarcadores
associados a quadros demenciais. Atualmente, diretrizes internacionais
recomendam o uso da ressonância magnética como parte do protocolo de investigação
de pacientes com queixas de perda de memória persistente ou comprometimento
cognitivo leve.
Além
do diagnóstico precoce, a ressonância magnética também é importante para
descartar outras doenças que podem mimetizar sintomas de demência, como
tumores, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e alterações metabólicas.
“Em
um cenário em que não há cura definitiva para o Alzheimer, investir em
rastreamento e acompanhamento precoce é fundamental para oferecer qualidade de
vida, planejamento familiar e melhor resposta aos tratamentos disponíveis”,
acrescenta Padilha.
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