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sábado, 6 de setembro de 2025

Cirurgia plástica é só vaidade? Especialista explica!

Entenda como procedimentos vão além da estética e impactam a qualidade de vida
 

Com mais de 2 milhões de procedimentos realizados ao ano, o Brasil é o segundo país com maior volume de cirurgias plásticas no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Apesar dos números expressivos, ainda persiste o estigma de que a cirurgia plástica está relacionada exclusivamente à vaidade. Na prática, no entanto, os benefícios vão muito além da estética.
 

De acordo com o cirurgião plástico Raphael Alcalde, referência em contorno corporal e com mais de 15 anos de atuação, muitos procedimentos têm impacto direto na saúde física e emocional dos pacientes. “A cirurgia plástica, quando bem indicada, pode devolver autoestima, aliviar desconfortos físicos e promover reintegração social. É uma ferramenta de qualidade de vida”, explica.
 

Casos como reconstrução mamária após o câncer, retirada de excesso de pele em pacientes pós-bariátrica, tratamento de ginecomastia em homens e correções pós-trauma são apenas alguns exemplos de como a cirurgia pode transformar vidas. Em todos esses casos, o procedimento não tem apenas objetivo estético, mas funcional e psicológico. 

Segundo dados da SBCP, cerca de 40% das cirurgias plásticas no Brasil são reparadoras, com crescimento expressivo na demanda por procedimentos associados à reabilitação física e emocional. A lipoaspiração segue como o procedimento mais realizado no país, com mais de 230 mil procedimentos em 2023, mas cirurgias reparadoras vêm ganhando cada vez mais espaço — principalmente entre pacientes que passaram por grandes transformações corporais. 

Além dos resultados físicos, o impacto na autoestima também é um ponto central. “Muitos pacientes relatam que voltaram a se olhar com carinho no espelho, que recuperaram segurança em ambientes sociais ou até mesmo no trabalho. Isso mostra que, muitas vezes, estamos falando de reconstrução emocional, não apenas corporal”, afirma Dr. Raphael. 

Outro ponto relevante é o papel do cirurgião na escuta ativa. “Cada paciente traz uma história. Antes de qualquer procedimento, é preciso entender a motivação, orientar com clareza e responsabilidade, e deixar claro que cirurgia não é solução mágica — é uma escolha séria, que precisa ser consciente e personalizada”, complementa. 

Em um cenário onde a busca pelo bem-estar físico e mental está cada vez mais integrada, a cirurgia plástica ganha um novo significado: o de ser aliada do autocuidado, da dignidade e da reconexão com o próprio corpo — muito além do espelho.
 

Dr. Raphael Alcalde - Cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Médico com formação em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, possui MBA em Gestão Hospitalar. É reconhecido por sua atuação em contorno corporal e cirurgia reparadora, com sólida vivência em urgência e emergência pelo SAMU, o que aprimorou sua precisão cirúrgica.



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