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O número expressivo de acidentes de motocicleta no país preocupa autoridades e especialistas. Somente em 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 73.156 acidentes nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 6.160 mortes e 54.526 feridos. Desses, 2.024 acidentes fatais envolveram motociclistas, o que representa 31% de todas as mortes no trânsito federal.
As estatísticas evidenciam a relação direta entre acidentes sob duas rodas e o aumento de casos de lesões graves, como no plexo braquial, estrutura nervosa localizada na região cervical e torácica, responsável pela movimentação e sensibilidade dos braços e mãos. Esse tipo de trauma ocorre, na maioria das vezes, em colisões de alta energia e pode gerar sequelas graves e permanentes, comprometendo diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral das vítimas.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Rui Barros, trata-se de uma das lesões mais complexas da ortopedia e da cirurgia reconstrutiva. “As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explica.
O tratamento, na maioria das vezes, inclui cirurgias reconstrutivas com enxertos ou transferências nervosas, além de fisioterapia intensiva e acompanhamento multidisciplinar. A reabilitação pode levar meses ou até anos, exigindo grande dedicação do paciente. O tempo de resposta também é decisivo. “Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, reforça Dr. Barros.
Além do impacto clínico, há forte repercussão social e econômica. A maioria das vítimas são adultos jovens, em idade produtiva, que após o trauma ficam afastados do trabalho, enfrentam limitações permanentes e demandam suporte prolongado da saúde pública e da previdência social.
Diante desse cenário, a SBCM reforça a necessidade de investir em prevenção, acesso rápido a diagnóstico e ampliação de centros de referência. “O processo de recuperação é longo e envolve não apenas a cirurgia, mas também fisioterapia intensiva e suporte multidisciplinar para que o paciente alcance sua máxima capacidade funcional”, conclui Dr. Barros.
SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
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