Em uma pesquisa realizada em 2023 pelo Sebrae, foi
constatado que o Brasil e, portanto, os brasileiros, são um dos povos que mais
buscam empreender. Ocupamos a 8ª posição no ranking global de empreendedores,
com 30,1% da população adulta envolvida com o mundo dos negócios. Em 2024,
segundo outro estudo da GEM, esse número subiu para 33,4%, representando um
terço da nossa população. Estes dados evidenciam que o crescente desejo e
tentativa de empreender dos brasileiros é notável. Contudo, vários acabam realizando
suas ações sem um norteamento, o que impacta, de forma muito negativa, o
crescimento e a sustentabilidade financeira dessas empresas.
Embora seja
interessante refletir sobre os motivos que levam este número a ser tão alto no
Brasil, precisamos reforçar a atenção na análise da taxa de mortalidade dentro
do setor. Em um estudo realizado pelo IBGE em 2022, como exemplo, 60% das
empresas no Brasil não sobrevivem após cinco anos de atividades. Um dado muito
alarmante para todos que buscam abrir seus negócios: apesar dos brasileiros
possuírem um espírito empreendedor muito forte, muitos se decepcionam com os
resultados e não possuem saídas a não ser anunciar a falência do negócio. Mas,
por que isso acontece?
De acordo com outro
estudo realizado pelo Sebrae, com base em dados da RFB e em pesquisas de campo
conduzidas entre 2018 e 2021, os três principais fatores que causam a falha dos
negócios são: pouco preparo pessoal, planejamento de negócio deficiente e
gestão do negócio deficiente.
Por um lado, os brasileiros
buscam empreender, e isso deve ser elogiado. No entanto, a criação de
empreendimentos sem planejamento adequado e preparo pessoal só resulta, na
maior parte dos casos, em dinheiro sendo jogado fora.
Analisando a maioria
das empresas através da perspectiva do marketing, muitas não possuem
diferencial, e é necessário entender que possuir um ou vários diferenciais,
atualmente, é essencial para mesmo iniciar a caminhar nessa “rodovia do
empreendedor”.
Para exemplificar,
imagine que um possível cliente está buscando uma camisa. Entre duas empresas,
uma delas possui diferenciais nos seus valores, formas de pagamento e até mesmo
em ações voltadas para o meio-ambiente. Em contrapartida, a segunda empresa foi
recentemente criada, não possui diferenciais e, além disso, apresenta formas de
pagamento mais rígidas do que a concorrente. É evidente que o consumidor final
vai escolher, definitivamente, a primeira opção.
Marcas que não possuem
diferenciais serão tratadas como commodities. Tratam-se apenas de locais
diferentes que vendem o mesmo “arroz e feijão”, sem diferencial competitivo,
sem atrativos. Isso também foi comprovado em outro estudo realizado pela Think
Consumer Goods e divulgada pelo Google, o qual constatou que 64% dos brasileiros não têm marcas preferidas
e levam em conta fatores como preço e valores pessoais para fazer suas escolhas
de produtos.
Na Geração Z (GenZ),
formada por nascidos a partir de 1995, a infidelidade a marcas chega a 65%,
ainda conforme a pesquisa. Pode ser inferido desta pesquisa que os brasileiros,
principalmente dessa geração, vão buscar por marcas que se alinhem aos seus
valores, podendo deixar de comprar em grandes cadeias para ir em um pequeno
empreendimento que apresenta diferenciais interessantes aos olhos do consumidor.
Este cenário evidencia
que, se você não possui diferenciais, os possíveis clientes vão deixar de
comprar no seu comércio para ir no concorrente que possui estes pontos de
individualização. O mercado de hoje se tornou complexo e, por conta disso,
marcas que pensam em vender produtos como commodities não vão conseguir
prosperar.
Enquanto uns vendem um
tênis, outros vendem um tênis para corrida da Nike, em uma cadeia de lojas que
possui comprometimento com a sustentabilidade, ações solidárias e de responsabilidade
social, foco na experiência do cliente, valorização de valores humanos,
engajamento digital com propósito, etc. Tudo dependerá de como você se
posicionará e diferenciará dos que fazem igual ao seu negócio.
iOBEE
https://iobee.com.br/
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