Estima-se que de
25% a 45% dos casos possam iniciar antes dos 16 anos de idade e em cerca de 2%
dos casos, antes dos dois anos de vida
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da
pele que pode surgir ainda nos primeiros anos de vida, afetando não só a
criança, mas também a dinâmica e o bem-estar de toda a família.
Segundo a dermatologista Dra. Adriana Martinelli[1],
a doença pode acometer qualquer região da pele, inclusive as unhas. “As lesões
geralmente são manchas avermelhadas que descamam, mas também podem surgir como
pequenas bolinhas amareladas, chamadas pústulas. Em bebês, afetam mais o rosto,
área das fraldas e umbigo. Já em crianças maiores e adolescentes, joelhos,
cotovelos e couro cabeludo são os locais mais afetados. Há uma forma de intensa
descamação no couro cabeludo que se estende até a fronte e as orelhas, o que
pode gerar muito incômodo”, explica a especialista.
A psoríase em placas, também conhecida como
psoríase vulgar, representa uma dermatose rara na infância e corresponde a
cerca de 4% de todas as doenças de pele observadas em menores de 16 anos[2],[3].
“Alergias, micoses e até doenças genéticas mais raras podem causar sintomas
semelhantes. Por isso, o diagnóstico deve sempre ser considerado quando há
manchas vermelhas com descamação em regiões específicas como couro cabeludo,
face, orelhas, umbigo e genitais”, orienta a doutora.
O impacto da doença vai além da pele8. “Estudos
mostram que a psoríase está entre as doenças dermatológicas que mais afetam a
qualidade de vida das crianças. Mesmo quadros com poucas lesões, quando
localizados em áreas visíveis como rosto e mãos, podem causar estigmas sociais,
sentimentos de vergonha e até situações de bullying”, alerta a dermatologista.
“O sofrimento emocional da criança impacta diretamente os pais e cuidadores,
que também enfrentam desafios no cuidado diário e nas decisões sobre o
tratamento.”
As opções terapêuticas variam conforme a gravidade
do quadro. “Nas formas leves, o tratamento é feito com cuidados tópicos —
cremes específicos e hidratação adequada. Já nas formas moderadas a graves, é
necessário o uso de medicamentos orais ou injetáveis, que atuam nas células da
imunidade da pele”, explica. Segundo a médica, ainda há menos opções
disponíveis para o público pediátrico em relação aos adultos, mas novos estudos
vêm ampliando esse leque8,9.
Com diagnóstico precoce, acompanhamento médico
adequado e um olhar atento ao bem-estar emocional, é possível controlar a
psoríase infantil e garantir mais qualidade de vida para as crianças e suas
famílias[4],[5].
Novartis
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[1] Adriana Martinelli. Dermatologista: CRM: 120813.
[2] Hogan A. Papulosquamous disease. In: Schachner LA, Hansen RC. Pediatric Dermatology. 3rd ed. Edinburgh: Mosby; 2003. p. 643-6.
[3] Romitti et al. Psorpiase na Infância e Adolescência An. Bras. Dermatol. 84 (1) • Fev 2009 • https://doi.org/10.1590/S0365-05962009000100002 l
[4] Bronckers IM, Paller AS, van Geel MJ, van de Kerkhof PC, Seyger MM. Psoriasis in Children and Adolescents: Diagnosis, Management and Comorbidities. Paediatr Drugs. 2015 Oct;17(5):373-84. doi: 10.1007/s40272-015-0137-1. PMID: 26072040; PMCID: PMC4744260.
[5] Morita A, Saeki H. Pediatric psoriasis: Understanding pathological conditions and advances in treatment. J Dermatol. 2024 Feb;51(2):185-195. doi: 10.1111/1346-8138.17049. Epub 2023 Dec 17. PMID: 38105636; PMCID: PMC11483894.
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