Controle da hipertensão: informações sobre a doença e tratamentos para prevenir complicações
Por ser uma
doença sem cura, a hipertensão requer um tratamento contínuo e adequado ao
longo da vida, melhorando a qualidade de vida do paciente. Devido ao fato de
ser uma doença silenciosa e, na grande maioria dos casos, assintomática, ela
precisa ser tratada com o objetivo de prevenir danos futuros.2,7,8
O
tratamento da hipertensão pode ser sem ou não medicamentoso. O controle não
medicamentoso inclui a manutenção do peso saudável, adoção de uma alimentação
balanceada, redução da ingestão de sal, moderação no consumo de bebidas
alcoólicas, a prática regular de exercícios físicos, a cessação do tabagismo e
o manejo do estresse psicoemocional. Por outro lado, o tratamento medicamentoso
envolve o uso de remédios prescritos pelo médico, de acordo com a gravidade do
quadro.2
Por que os pacientes apresentam dificuldade em aderir o tratamento?
No manejo
do paciente com hipertensão, um dos grandes desafios da prática clínica é a
aderência ao tratamento6. Tal
fato se torna ainda mais desafiador por se tratar de uma doença crônica e, na
maioria das vezes, assintomática. Embora o médico entenda bem este contexto,
muitas vezes o paciente não percebe tal risco, levando-o, em alguns casos, a
uma maior dificuldade de adesão e abandono do tratamento.9,10
Diversos
fatores são associados negativamente à adesão ao tratamento, entre eles:
- Renda familiar e condições
socioeconômicas: pacientes de baixa renda enfrentam dificuldade de acesso
a consultas e medicamentos, impactando diretamente a adesão ao tratamento.3
- Efeitos colaterais: alguns
medicamentos podem causar efeitos indesejáveis, como fraqueza, tontura ou
dores no peito, levando o paciente a interromper o uso da medicação.1
- Falta de orientação
adequada: a desinformação sobre a doença e a importância do tratamento
contínuo também contribui para a baixa adesão.3
- Dificuldade em seguir dietas
personalizadas: dieta hipossódica (que restringe a ingestão de sódio) pode
ser desafiadora e isso pode piorar quando os familiares também precisam se
habituar a essa nova rotina alimentar.4,5
No Brasil,
388 pessoas morrem por dia por hipertensão.1 Por isso, ampliar a cobertura e promover a conscientização
sobre a hipertensão é fundamental.
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