Toda a equipe multidisciplinar de neonatologia do hospital participou do treinamento realizado pela biofarmacêutica Chiesi em parceria com a NeoUp
O Hospital das Clínicas da Famema (Faculdade de Medicina de
Marília) conquistou importantes transformações no atendimento aos
recém-nascidos com menos de 28 semanas e, consequentemente, às suas famílias,
depois que toda a equipe multidisciplinar de neonatologia passou por uma
capacitação em ventilação pulmonar. Uma das principais doenças decorrentes do
parto prematuro, a broncodisplasia pulmonar (BDP), foi reduzida em 33%, em
bebês prematuros extremos, após o treinamento. A condição é caracterizada por
alterações na função respiratória dos recém-nascidos, gerando uma dependência
de oxigênio ou de assistência respiratória por um período prolongado[1],
afeta 50% dos bebês prematuros com menos de 28 semanas e cerca de 30% dos
menores de 32 semanas[2].
Os bebês com BDP, geralmente passam por longos períodos de
internação, o que exige esforços econômicos e emocionais[3] de
suas famílias e de toda a sociedade. Para minimizar os riscos do
desenvolvimento da condição, são necessários manejos respiratórios especiais
desde as primeiras horas de vida.
Foi com base nessa premissa, que os profissionais de saúde do HC
Famema participaram da terceira edição do curso realizado pela biofarmacêutica
Chiesi em parceria com a NeoUP, instituição de educação médica especializada na
área de neonatologia. O curso oferece aos profissionais de saúde envolvidos na
assistência neonatal atualização de conhecimentos técnico-científicos para
otimizar os cuidados com o recém-nascido com insuficiência respiratória.
Entre os protocolos compartilhados para minimizar o risco do bebê
desenvolver BDP estão: cuidados respiratórios iniciais com o recém-nascido,
desde o nascimento até a UTI neonatal e protocolos de ventilação e manejo do
surfactante exógeno, agente tensoativo que tem importância fundamental na
mecânica pulmonar.
“Foi bastante visível a redução da broncodisplasia nos menores de
28 semanas ao longo do curso, que possibilitou à equipe do hospital acesso a
técnicas compatíveis com as necessidades das UTIs neonatais de Marília. Estamos
longe da capital e o acesso a profissionais, como tivemos, conhecendo um novo
modo de ventilação, foi bastante rico e importante para toda a nossa equipe”,
analisa a Dra. Alexandra Zayed, pediatra e responsável técnica da UTI neonatal
do HC Famema. Ela ressalta que o curso “promove transformações globais,
envolvendo a qualidade de vida do recém-nascido, as tomadas de decisão à beira
leito e toda a parte assistencial”.
Além do HC Famema, outros seis hospitais de cinco diferentes
regiões do Brasil participaram do curso oferecido este ano. Desde sua primeira
edição, em 2021, 40 equipes multiprofissionais de 12 diferentes hospitais em
todo o país já foram treinadas. Só no ano passado, foram sete turmas com 217
alunos. Entre os participantes, 54,5% são neonatologistas, 18,2% pediatras e
13,6% enfermeiros.
“Trabalhamos continuamente ao lado da comunidade médica para
melhorar o nível de cuidados aos recém-nascidos prematuros. Cientes de que nem todos os hospitais
no Brasil têm protocolos implementados e equipe clínica treinada para seguir as
diretrizes, assumimos o compromisso de contribuir com o desenvolvimento desses
profissionais e, consequentemente, de aumentar a assistência aos prematuros e
suas famílias”, comenta Marcio Penha, diretor médico da Chiesi.
Grupo Chiesi
Para mais informações acese.
Chiesi Brasil
Para mais informações acese.
[1] Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde (APS Redes). [acesso em 07 nov 2023]. Disponível em: Link
[2] Sucasas Alonso A, Pértega Diaz S, Sáez Soto R, Avila-Alvarez A. Epidemiology and risk factors for bronchopulmonary dysplasia in preterm infants born at or less than 32 weeks of gestation. An Pediatr (Engl Ed). 2022 Mar;96(3):242-251.
[3]Tapia JL, Agost D, Alegria A, Standen J, Escobar M, Grandi C, Musante G, Zegarra J, Estay A, Ramírez R; NEOCOSUR Collaborative Group. Bronchopulmonary dysplasia: incidence, risk factors and resource utilization in a population of South American very low birth weight infants. J Pediatr (Rio J). 2006 Jan-Feb;82(1):15-20.
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