Má nutrição, exposição a poluentes e
bebidas alcoólicas podem prejudicar chance de engravidar
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Adotar hábitos alimentares saudáveis não só fortalece o sistema
imunológico e favorece o bem-estar, como também estabelece um ambiente propício
à fertilidade, tanto para homens quanto para mulheres. Uma dieta equilibrada,
repleta de bons nutrientes, desempenha um papel importante na busca pela
desejada concepção.
Conforme informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
(Pnad), no Brasil, aproximadamente 51,6% da população feminina, até os 49 anos,
encontra-se em idade fértil. Quanto à taxa de fecundidade, ela atualmente está
em 1,7 filho por mulher, e de acordo com as projeções da População do Brasil
por Sexo e Idade para o Período 1980-2050, espera-se uma redução para 1,5 até o
ano de 2050.
Segundo a ginecologista Dra. Aline Leite, médica associada à
Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), a saúde
reprodutiva começa no início da vida: “Devemos nos preocupar com a saúde
reprodutiva até mesmo na gestação”, afirma. “Quanto mais cedo começar a se
cuidar e a cuidar dos seus, menos fatores negativos vão interferir também na
saúde geral”, acrescenta a médica.
A exposição a situações de estresse ambiental, má nutrição,
durante os períodos iniciais da vida, causa mudanças permanentes nos órgãos e
nos sistemas reprodutivos. Quanto maior o tempo e a maior exposição a esses
fatores ruins, pior será a consequência para a fertilidade.
Um dos alimentos recomendados pela ginecologista é o mel. Este
alimento é rico em nutrientes e vitaminas, incluindo A, C, E e algumas do
complexo B, além de ácido fólico. O mel auxilia as mulheres na menopausa, ao
prevenir a secura vaginal e reduzir os efeitos dos poluentes no desenvolvimento
dos óvulos. Além disso, apresenta a capacidade de melhorar questões
relacionadas à ereção e impotência em homens.
“É sempre importante lembrar que alimentação não é remédio e muito
menos tratamento. Alimentação nutritiva colabora para a saúde reprodutiva”,
salienta a Dra. Aline. “Em contraposição, fumar, estar exposto a poluentes,
ingerir bebidas alcoólicas e ter uma alimentação pobre em nutrientes, pode
fazer com que o indivíduo não consiga engravidar”, diz.
Outros alimentos que atuam a favor da fertilidade de homens e
mulheres adultos, são os grãos. No geral, alimentos que possuam isoflavona:
grão de bico e soja, por exemplo. Eles também aliviam efeitos da menopausa,
previnem doenças cardíacas e osteoporose e possuem ação protetora contra
poluentes.
Contudo, a médica associada à AMCR alerta: “Esses alimentos à base de soja só são interessantes para homens e mulheres na fase adulta. No caso de mulheres no período de gravidez e em crianças e adolescentes, a isoflavona pode causar danos irreversíveis às funções reprodutivas e dos órgãos reprodutores. Isso também vale para sucos e derivados de soja e grãos”.
A Dra. Aline Leite reitera que os alimentos nutritivos e a prática
de esportes são fundamentais para promover uma boa saúde reprodutiva e que os
organismos de crianças e jovens têm uma capacidade de responder estímulos muito
grandes. Por isso, é essencial selecionar os alimentos desde bebês, para que
não afetem de forma negativa a saúde geral e reprodutiva.
AMCR – Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil.
Para saber mais informações, acesse o site.
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