Estabelecer uma gestão de dados efetiva está ente os principais desafios enfrentados pelas organizações. Afinal, a todo instante é gerada uma nova informação que precisa ser analisada e tratada de forma adequada. Não à toa, segundo a IDC, é estimado que até 2025, haverá 163 zettabytes de dados gerados no mundo. Tendo em vista que boa parte desse volume é gerado pelas empresas, torna-se crucial implementar uma governança de dados.
Com o avanço da transformação digital, temos acesso
a uma gama variada de tecnologias voltadas à captação, tratamento e
armazenamento de dados. Entre elas está o Data Lake, uma ferramenta que, de
maneira eficiente e simples, armazena um alto volume de dados provenientes de
diversas fontes, sejam eles estruturados ou não; e o Data Fabric, um conceito
voltado para a arquitetura de dados que, ao obter esses registros, cria uma
malha voltada para unificar tais informações e auxiliar na comunicação e
integração.
Não podemos negar o quanto a tecnologia evoluiu.
Com a popularização da Inteligência Artificial, abre-se um caminho vasto de
oportunidades, uma vez que a ferramenta pode auxiliar de forma efetiva na gestão
de dados, realizando o conceito de Data Mesh, em que é possível cruzar
informações públicas e privadas, ajudando na geração de insights e tomadas de
decisões assertivas.
Mesmo diante de importantes avanços, um grande
desafio ainda se faz presente, de acordo com uma pesquisa realizada em diversos
países pela Hitachi Vantara, 60% dos líderes de TI afirmam que suas
organizações estão sobrecarregadas com uma alta quantidade de dados. Esse
estudo traz à tona o seguinte fato: nenhuma tecnologia sozinha será capaz de
realizar a gestão de dados.
Muitas companhias possuem o equivocado entendimento
de que os recursos de tecnologia são estratégias, quando na verdade são apenas
meios. Para que, de fato, as ferramentas ajudem a trazer resultados efetivos na
gestão de dados, é necessário estabelecer três aspectos: primeiro, entender o
que precisa ser extraído desses dados; segundo, definir dentre as opções, a
infraestrutura que melhor se adequa à necessidade da empresa; e, por fim,
investir na capacidade do time técnico para efetuar essas tarefas com agilidade
e precisão.
Esses três pilares reforçam a importância da
governança em todo esse percurso, uma vez que, antes de tomar decisões, é
preciso traçar estratégias para saber onde se quer ir e ter bem estabelecidos
os processos a serem desempenhados em cada etapa. Além disso, esse
direcionamento é fundamental para guiar, até mesmo, o processo de escolha da
ferramenta, que também é uma questão latente. Afinal, de acordo com a pesquisa,
75% dos líderes de TI dizem estar preocupados com as chances de as
infraestruturas não atenderem a demanda dos negócios.
Por sua vez, se, antes, adotar uma ferramenta on-premise
era a única opção acessível, hoje, estamos diante da fase da conectividade,
deste modo, a utilização da nuvem também tem mostrado ser uma tendência que
seguirá crescendo, considerando fatores de melhor custo-benefício e segurança.
No entanto, é preciso deixar claro que a escolha de
infraestrutura para realizar a gestão de dados deve ser pautada, sobre o que
irá agregar em ganhos para a companhia como um todo, bem como optar por aquela
que tenha adequação à LGPD, garantindo mais segurança e confiança para os
usuários.
Certamente, adotar todas essas medidas não é uma
tarefa fácil. Há organizações que decidem seguir esse caminho sozinhas por
acreditarem ser uma ação simples, porém é importante destacar que, quando as
informações não são obtidas de forma correta, podem levar a tomadas de decisões
equivocadas que podem acarretar prejuízo para toda a companhia.
Desta forma, contar com o apoio de uma consultoria
especializada nessa abordagem, é uma excelente estratégia, considerando que o
time irá ajudar a empresa a estabelecer desde os princípios de governança, até
direcionar para a escolha da ferramenta que vá ao encontro dos objetivos da
empresa de forma assertiva e eficaz.
Independentemente de porte ou segmento, investir na
gestão de dados é crucial para o desempenho e crescimento de todas as empresas.
Nesse caminho, certamente, a tecnologia sempre será uma forte aliada, mas
precisará do envolvimento e engajamento das pessoas em todo esse processo.
Márcio Games - Diretor Sênior de Transformação Digital da delaware Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário