Meditação,
mudança de hábitos e terapias alternativas são grandes aliados na luta contra o
“mal do século”. Tema será debatido no IV Congresso Internacional de Felicidade
Por muito tempo o estudo da mente e de seus problemas foi
colocado numa posição não-científica. Antes do surgimento da psiquiatria, as
doenças mentais grosso modo recaíam em duas categorias: ou eram consideradas
má-fé (depressão era tida como preguiça e enganação) ou como problema
espiritual.
Ao longo do tempo a psiquiatria foi criando espaço dentro
da medicina e fincou o pé como uma ciência. Da mesma forma, os tratamentos
alopáticos se popularizaram, sendo receitados a um número cada vez maior de
pacientes em todo o mundo. O “mal do século” – como vêm sendo chamadas as doenças
ligadas ao estresse e à depressão – afeta hoje 322 milhões de pessoas em todo o
mundo.
Maa hoje também é cientificamente comprovado que não são
apenas os medicamentos que podem melhorar a saúde mental: hábitos ligados à
espiritualidade e ao bem-estar, como meditação e yoga, são ótimos aliados para
relaxar, diminuir a ansiedade, melhorar o sono e desenvolver a autorreflexão.
Também terapias alternativas, como os florais, são igualmente aliadas
importantes nesta luta contra a depressão.
Este tema de grande relevância será debatido por
especialistas no IV Congresso Internacional de Felicidade, em novembro –
principal evento de bem estar, qualidade de vida e autoconhecimento da América
Latina.
Painel intitulado “Saúde e bem-estar e a relação com ansiedade,
depressão e stress” terá como participantes o psiquiatra Jairo
Bourer, autor de 11 livros e colaborador de jornais e programas de TV; a
psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, da Academia de Ciências de New York e autora de
diversos best-sellers; o maior estudioso de florais no Brasil, Joel Aleixo; e o
médico e filósofo Edmilson Fabri, criador da StressClin. O debate será mediado
por Gustavo Arns, idealizador do Congresso e coordenador do GBA Felicidade do
Isae/FGV.
Também o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé abordará em sua
palestra o tema "A Era da Ansiedade".
Comprovação científica – Intuitivamente sabe-se que meditação melhora o estado de
espírito das pessoas e, por conseguinte, deveria melhorar também quadros
depressivos. Nas últimas décadas, essa tese foi alvo de inúmeros trabalhos
científicos.
Estudos em pessoas com depressão avaliaram que a prática
de meditação associada ao uso de antidepressivos é melhor do que apenas o uso
da medicação na prevenção de recaídas. E, quando não consegue prevenir, as
atrasa significativamente.
Também a influência da espiritualidade tem sido medida.
“Diversos trabalhos mostram que pessoas com espiritualidade mais elevada têm
melhores respostas nas doenças mais graves e em situações críticas de UTI. No
curso de Medicina da USP já existe inclusive uma cadeira relativa à
espiritualidade, fazendo com que os médicos possam também desenvolver esse
lado”, conta Edmilson Fabri. “Já a meditação permite que você quebre aspectos
de tensão através desse estado mais profundo de relaxamento. Aquietar a mente,
mesmo que não se chegue ao ponto de meditação, já é suficiente para fazer com
que haja uma melhora na condição física e na reação diante de situações
estressantes”.
O bem-estar físico também é um fator primordial. “A
atividade física regular, além da questão da saúde em si, proporciona a
transferência da carga emocional que recebemos na forma de tensão. Do
contrário, essa tensão se deposita nas coronárias e nas arteríolas cerebrais”,
explica o médico.
Também terapias como reiki, floral, acupuntura, bioenergia
são bem aceitos de maneira geral, prossegue Fabri. “Hoje é preciso trabalhar
com uma medicina um pouco mais holística, e esses aspectos todos somados sempre
trazem benefícios. No meu consultório observo resultados muito bons nas pessoas
que procuram essas práticas”, finaliza.
S E R V I Ç O
IV Congresso Internacional de
Felicidade
• 2 e 3 de novembro
• ExpoBarigui – Parque Barigui, Curitiba
• Informações e inscrições pelo site congressodefelicidade.com.br
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