Asma - Estimativas da Organização
Mundial de Saúde (OMS), a asma atinge cerca de 235 milhões de pessoas em todo o
planeta. Só no Brasil, a doença afeta aproximadamente 20% das crianças e
adolescentes. Estudos apontam que a asma é responsável pela morte de dois
milhões de pessoas no mundo.
Responsável pela quarta causa de internação e pela
morte de duas mil pessoas por ano no Brasil, a asma é definida como uma
obstrução brônquica, geralmente ocasionada por um processo inflamatório. A asma
pode ser alérgica e não alérgica. A mais comum e que atinge principalmente as
crianças é a asma alérgica, desencadeada pelos alérgenos inalantes como poeira,
ácaros, fungos e pólen.
Rinite
Alérgica - Não é contagiosa e os sintomas são crises de
espirros, coriza clarinha, coceira no nariz (podendo atingir também os olhos,
ouvidos e a garganta) e entupimento nasal.
Uma criança com pais
alérgicos terá aumentada de 50% a 70% a chance de desenvolver uma doença
respiratória, inclusive rinite alérgica. No Brasil, um estudo do International
Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) mostrou frequência média de
12,5% de rinite entre crianças de 6 e 7 anos e de cerca de 20% em adolescentes
com idades de 13 a 14 anos. A incidência progride até a adolescência, fase da
vida em que pode afetar até 25% da população.
Dermatite Atópica – É mais
comum na infância e cerca de 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida, com
melhora gradual até o final da infância. Caracteriza-se por um processo
inflamatório da pele com períodos alternados de melhora e piora. Não é
contagiosa, tem carácter genético, e, é comum preceder a asma e
a rinite. Outros fatores podem desencadear a dermatite atópica, entre eles
estão os alimentos, aeroalérgenos (ácaros, fungos, epitélio de animais),
perfumes e suor.
Alergia
Alimentar - No Brasil, não há estatísticas oficiais, porém, a
prevalência parece se assemelhar à literatura internacional, que mostra cerca
de 8% das crianças com até dois anos de idade sofrendo algum tipo de alergia
alimentar.
Mais de 170 alimentos são considerados
potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável
por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas,
peixes e frutos do mar.
Alergia alimentar é uma resposta exagerada do
organismo a determinadas proteínas presentes nos alimentos. Envolve um
mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas
que podem surgir na pele, sistema gastrointestinal, respiratório e/ou
cardiovascular. As reações podem ser leves, com simples coceira nos lábios, até
mais graves, incluindo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de
óbito.
Slimes- Aparentemente inofensivo,
pode ser desencadeador de reações irritativas e até alérgicas. Considerada uma
reação química, a geleca leva ingredientes como bicarbonato de sódio, ácido
bórico, cola branca ou de isopor e ainda pode ter a adição de espuma de
barbear, xampu, sabão em pó e corantes.
O alergista e imunologista do Departamento
Científico de Dermatite Atópica e de Contato da Associação
Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Nelson Guilherme Bastos
Cordeiro, alerta para o perigo, especialmente em crianças, já que a fabricação
do slime caseiro não tem concentrações padronizadas. Os resultados podem ser
queimaduras químicas, irritação nos olhos e dermatites de contato por
irritantes. “A queimadura, especialmente nas mãos, pode ser a reação mais grave
por ação abrasiva causada pelo borato de sódio (bórax), explica Dr. Cordeiro.
“Existe ainda risco de reações alérgicas devido ao
contato prolongado da criança ao brincar com o slime, expondo a pele mais
sensível, nessa faixa etária, às substâncias com ph mais elevado (básico), com
comprometimento de sua integridade. Dentre essas substâncias, destaca-se a
metilisotiazolinona ou kathon CG encontrada em cosméticos, xampus, gel de
barba, espuma de banho e amaciante de roupa, ingredientes muitas vezes
utilizados na confecção do slime. Entretanto, não há relato de anafilaxia ou
choque anafilático” explica o especialista em Alergia e Imunologia”.
ASBAI - Associação
Brasileira de Alergia e Imunologia
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www.asbai.org.br
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