Estudo
mostra os benefícios do Pilates no tratamento da doença acomete cerca de 3
milhões de pessoas em todo o mundo.
A
esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune que causa
lesões cerebrais e medulares; e acomete principalmente mulheres, entre 20 e 40
anos. É o caso da Elisabete Rapasola, paciente do Instituto Pilates. “Aos 42
anos fui diagnosticada com a Esclerose Múltipla e no primeiro momento foi
delicado aceitar que estava com uma doença incurável e de causa desconhecida,
mas aos poucos fui aprendendo a viver com as minhas limitações e busquei
alternativas que me ajudassem a amenizar os sintomas” – afirma.
Apesar
de não possuir cura, existem tratamentos e medicamentos para amenizar os
sintomas. Entre eles o Pilates, que tem se mostrado muito eficaz no auxilio do
equilíbrio, força e resistência muscular, coordenação motora, além da
respiração e relaxamento. No ano passado, um estudo publicado na revista
Research Matters (editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres)
destacou os resultados de uma pesquisa com portadores cadeirantes de Esclerose
Múltipla que se submeteram as aulas de Pilates. Ao final do tratamento, foi
possível observar uma melhora nas dores no ombro e no pescoço dos pacientes que
realizaram as aulas de pilates.
“O
Pilates, por ser atividade física de pouco impacto, tem como objetivo o
fortalecimento, auxiliando o equilíbrio e também a qualidade de vida através do
movimento, por isso ele é capaz de resgatar os movimentos e a confiança do
paciente” – explica Ana Luísa Marçal, fisioterapeuta e diretora clínica do
Instituto Pilates Guarulhos.
“Nunca
havia praticado nenhuma atividade física, mas hoje sei que o Pilates é parte
integrante do meu tratamento, além de ser importante para a minha saúde e
bem-estar. Consigo controlar os meus movimentos e me sinto mais confiante para
caminhar” – resume Elisabete Rapasola.
Durante as sessões são trabalhados de forma dinâmica os principais
pilares: equilíbrio, força, resistência muscular, coordenação motora, além da
respiração e relaxamento. “Como a fadiga é um sintoma que muitas vezes está
presente, é necessário dosar o ritmo e o tipo do exercício aplicado” – pontua a
fisioterapeuta.
Vale
lembrar a importância que a inclusão do pilates, na vida dos acometidos pode
contribuir para o tratamento, resgatando a qualidade de vida deste paciente.
“Não tenha medo, tenha muita confiança em você, movimente seu corpo, respeite
os seus limites, está tudo bem se sentir cansado. Siga as orientações dos
médicos e fisioterapeutas, descubra o que te dá prazer e seja feliz! Aproveite
todos os dias, precisamos viver a vida, não a doença” – finaliza Elisabete
Rapasola.
Ana Luísa Marçal - Fisioterapeuta e sócia proprietária da Unidade de Guarulhos do Instituto
Pilates, a profissional possui formação em pilates solo e aparelhos para
patologias da coluna e estabilização segmentar vertebral; além de
especialização em fisioterapia Neurofuncional pela Irmandade Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo. Saiba mais em: www.instpilates.com.br

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