Acordar cedo pela manhã, tomar um café e seguir
para o trabalho. Essa é a rotina de grande parte dos brasileiros. O Dia Mundial
do Café, comemorado em 14 de abril, celebra a bebida, que é uma das mais
adoradas em todo o mundo, sobretudo por espantar o sono e acelerar a capacidade
de raciocínio. No entanto, esse não é seu único benefício já descoberto pela
ciência: em doses moderadas, o líquido também pode ser uma ferramenta potente
no retardamento e até mesmo na prevenção do Alzheimer.
A torrefação – processo no qual o grão de café é
aquecido a uma temperatura entre 180 e 240 graus, adquirindo seu aroma
característico – gera uma substância chamada fenilindano, responsável por
inibir o crescimento de proteínas relacionadas com doenças cerebrais
degenerativas, como Alzheimer e Parkinson. As torras podem ser claras, médias
ou escuras, sendo o último tipo o que contém a maior quantidade da
substância.
Apesar do grande benefício para a saúde, é
necessário ter moderação no consumo de café. Segundo o dr. Marcus Tulius Silva,
neurologista e pesquisador do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), existe um
limite de cafeína que podemos consumir diariamente. “Quando o corpo se habitua
à quantidade de cafeína que consumimos, é natural que precisemos de mais para
que consigamos atingir o mesmo estado de energia e produtividade. No entanto,
não é recomendado consumir mais do que 400 mg da substância por dia, o que
equivale a quatro xícaras, em média. Ultrapassar esse limite pode trazer
consequências para o corpo, como insônia, dor de estômago e irritabilidade”,
aponta o médico.
Além de agir como um protetor do sistema nervoso
central, o café também pode trazer outros benefícios. Por ser rico em
nutrientes como vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos clorogênicos,
potentes antioxidantes, o grão pode auxiliar na prevenção de diversas doenças,
bem como do envelhecimento precoce das células.
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